21 outubro 2011

19 outubro 2011

O novo prog

A maior parte do chamado prog recente soa como uma versão degradada dos Genesis - segunda encarnação ou, pior ainda, dos Marillion, eles próprios uma fotocópia em papel higiénico dos Genesis II. Ou seja, muito do que se ouve por aí é um neo-prog descarado, sem pinga de originalidade. Ou então são aqueles tipos do prog metal, que metralham música e mudam de tons para parecerem progressivos.

Por isso não acompanho com muita dedicação o que se vai fazendo (o investimento raramente compensa). No entanto, tem havido algumas boas surpresas. Os Anekdoten (já com uns anos), os White Willow ou os Paatos (todos nórdicos...), são bons exemplos.

Quando surge uma voz original (nota: não estou a dizer "sem referências"), é algo muito bem vindo. É o caso de Phi Yaan-Zek, guitarrista londrino. Há aqui Frank Zappa de The Adventures the Greggary Peccary (De "Studio Tan"), mas é uma outra coisa. É uma mistura pessoal de jazz, clássico e hard rock. Mas com o espírito de liberdade criativa que é a grande herança musical de Zappa.

Encontrei muito pouca coisa dele no TeuTubo, mas esta é um bom exemplo. Ora ouçam:


http://www.phiyaan-zek.com/

18 outubro 2011

Edições 30 e 40 anos dos King Crimson

Continuam... A 24 de Outubro vão ser lançadas as edições em CD 40 anos de Starless and Bible Black e 30 anos de Discipline (24 Outubro).

Starless & Bible Black: 40th Anniversary Edition

Discipline: 40th Anniversary Series
As remasters, do que já conheço são boas... os extras, dispensáveis, o preço elevado. E a qualidade continua  a não ser tão boa como o vinil.

Lou Reed and Metallica

And now, for something completely different...

Lulu is a musical collaboration between Lou Reed and Metallica.
After Lou performed with Metallica at the Rock and Roll Hall of Fame concerts in New York in 2009 they all knew they wanted to make more music together.
Lulu is released on 31 October 2011 and is available to pre-order now in two formats.
Lou Reid & Metallica 'Lulu' Deluxe Poster Tube Edition:





- 2 x CDs in a digipack fold out wallet
- Giant lyrics poster (1.2 metres x 1.6 metres)
- 3 frameable Anton Corbijn Prints (50cm x 50.8cm)

It is all contained within a fully artworked bespoke numbered cardboard poster tube (13cm x1.24m).

O concerto de Crosby & Nash no Royal Albert Hall – 10 Outubro 2011

Crosby and Nash… dirão muitos que lhes falta o Stills e o Young, que, esse sim, era o dream concert. Era sim senhor. Mas, como o sonho não há maneira de se realizar (pelo menos o Young não está para estes actos de revivalismo, o caminho dele é sempre em frente), há que aproveitar o que há.

E o que houve foi um excelentíssimo concerto, que digo sem hesitações que foi dos melhores que vi. Pela música, pelos músicos, pelo local e pelo facto muito especial de dois velhotes (mais de 70 anos!) estarem ali a fazer música por pleno direito, com emoção e força como há 40 atrás, sem que esse facto parecesse revivalismo ou um esforço para contentar o público…

David Crosby já passou por muito na vida, terríveis dependências e doenças, viveu os píncaros da glória e a amargura do esquecimento; fez a travessia do seu deserto pessoal (porra! Isto agora parecia o Paulo Coelho!...). Engordou e parece uma pêra, que já foi bebêda. Já Graham Nash mantém a pinta de englishman sedutor que lhe permitiu fazer rodear-se de algumas das beldades da sua geração (Joni Mitchell incluída, a destinatária de “Our House”). No palco, tratam-se como dois velhos amigos, picando-se mutuamente e demonstrando a cumplicidade de uma carreira e uma vida já longas.

O que é arrepiante é ouvi-los. Os dois juntos fazem uma das mais belas harmonizações do rock. E cantam hoje como antes, Crosby melhor que em muito do seu trabalho a solo. “Almost cut my hair”, a bandeira libertária de uma geração e um dos hinos dos 60, soa hoje mais urgente e poderosa que ouvida no mítico “Crosby, Still, Nash & Young”. E o mesmo se repete em todos os temas. “Guinnevere”, do primeiro álbum, é uma filigrana medieval para duas vozes. “To the last whale” é de fazer subir aranhas pela coluna. “Wooden ships” foi uma excursão pelos antigos e novos caminhos - e é preciso coragem para arriscar fugir das fórmulas já provadas.

As mais de duas horas do concerto sumiram-se como areia na mão. Começaram com “Eigth Miles High”, numa homenagem aos Byrds de Crosby antes dos CSN. Pelo meio houve a subida ao palco de Allan Clark, dos Hollies, a banda anterior de Nash, para cantar “Bus Stop”. Houve uma dedicatória do concerto a David Gilmour, “pela trabalho inspirador dele”. Houve uma secreta esperança de que ele se juntasse à banda em palco, retribuindo o que eles fizeram no concerto dele no RAH, mas em vão. Foi com a sensação de oportunidade perdida que soube depois que Gilmour assistiu ao concerto num dos camarotes…

Acabou com o Royal Albert Hall a cantar em coro “Teach your children”.

A banda era de excelente qualidade, qualquer um deles músico de excepção, sendo difícil destacar algum deles, embora o guitarrista me tenha parecido incrivelmente versátil e competente. Mas qualquer um deles é um músico de mão cheia por direito próprio. Com a curiosidade do filho de Crosby tocar (e bem!), piano.

Um comentário final para a especulação sobre as verdadeiras motivações de tournées como esta. Acredito que sejam pecuniárias, o que para mim não levanta problemas de maior. São músicos, vivem da música, têm que fazer dinheiro dela. Provavelmente, os royalties, se os souberam acautelar através de contratos correctamente feitos, não são hoje o que foram no passado. Tanto a sua projecção como artistas como a pirataria digital devem fazer com que a sua notoriedade seja bastante superior à sua rentabilidade… Os concertos são hoje uma das fontes de rendimento dos artistas, aos quais somam as edições em DVD (também eles pirateados…)e o merchandising. Curiosamente, no concerto era possível comprar por 20 libras a gravação do mesmo, a fazer por FLAC, lossless ou mp3 a partir de um site. Uma forma inteligente de fazer dinheiro e satisfazer a nostalgia de quem assiste. Acabo de fazer o download do concerto, e é certamente diferente poder dizer “este é o concerto que ouvi no RAH” de ouvir uma qualquer outra gravação ao vivo. Portanto , façam o dinheiro que quiserem desde que nos dêem música desta qualidade.

A banda:
James Raymond -keyboards
Dean Parks – guitar
Kevin McCormick- bass
Steve DiStanislao on drums.

O alinhamento
(tirado de memória, alguns nomes podem não corresponder ao nome real dos temas…)


1ª parte
Eigth miles high
I used to be king
Long time gone
Marrakech express
Lay me down
Old soldier
A song before I go
Slice of time
Don't dig here
Critical mass
To the last whale
Almost cut my hair

2ª parte
Alan Clark the hollies - bus stop
Our house
Guinnevere
In your name
Who are the men
They want it all
Having it all
Vendome
Cathedral
Deja vu
Military madness
Wooden ships

Encore
Chicago
Teach your children


Alguns "takes" do concerto carregados no Youtube:

Almost Cut my hair


Cathedral


Lay me down


Teach your children

2012 promete

O Hélio J fez chegar esta mensagem que Neil young publicou no seu blogue...

13 outubro 2011

Uma opinião muito válida

Da newsletter semanal da Record Collector, um ponto em defesa do vinil, que eu partilho.

Também já me vi olhado como um lunático por defender o disco preto, um fulano raro, no mínimo. Nada que me afecte, mas tenho visto as pessoas "normais" mudarem de opinião muitas vezes, a maior parte das vezes sem se aperceberem e sem se darem conta das razões das posições que defendem. Sempre foi assim, sempre assim será. A memória é um instrumento  poderosíssimo, a maior parte das vezes incómodo. Quando as posições passadas se tornam incómodas (mesmo que devidamente registadas sem margem para dúvida), entram em cena as teorias de interpretação da história. Mas isso já é muita filosofia para um tema tão simples...

I’ve got friends who regard me as a lunatic for buying records. They can’t understand why I’d want to clutter up the house with sheets of black plastic encased in cardboard. After all, why not invest in an MP3 player and free up 40 acres of floor space occupied by vinyl? Actually, I am not the sort of idiot who thinks a laptop is another name for a cat. And I do own an MP3 player, but it’s full of vinyl that I’ve ‘ripped’ on to it – what’s the point? But sometimes there’s an advantage in being a Luddite. The newspaper – yes, an old-fashioned paper, not an cyberspace transmission – tells me that PlayStations have been under cyber attack, and that the Blackberry has been knackered for days owing to some wee glitch. I am glad to report that my portable entertainment system (no, no, not that one missus) of two Technics SL 1200s, a mixer and a prohibitively weighty box of 45s is still fully functional. It might not be completely convenient to carry with me on the daily commute but at least it doesn’t depend on anything other than 240 volts delivered via a 13 amp plug to work. As someone once said of The Troggs, it’s so far behind, it’s in front. In fact, some experts in technology believe that vinyl will be the last survivor of our musical era: it is delivered by mechanical means and long after the current computer musical formats have been made redundant and CDs have disintegrated, someone will be able to create the means to play these funny bits of black plastic to hear what it was shook our groove thang back in the early 2000s. The future is apparently vinyl. Who’d have thought it...

Radio Soulwax

A música já não é o que era...


Os Soulwax, famosa dupla de Dj's, deixou de publicar obra em suporte físico, pelo menos para já.

Conhecidos pelos discos em nome próprio, pelas inumeras colaborações (ver Wikipedia) e pela longa série de misturas Hang all the DJs, decidiram agorar dedicar-se a transmitir via web (http://radiosoulwax.com/) e a lançar uma aplicação para iphone, ipad e android através da qual fazem broadcasting das suas misturas (das quais também se pode fazer downoad). E esta, hein?

Não é uma forma de promover a música, é a própria difusão da música.

As misturas são boas e têm o plus de serem acompanhadas de animações das capas dos discos usadas.

Alguém quer apostar comigo o Ano da Morte do CD?

Ver também
http://www.2manydjs.com/

Bert Jansch - Mais um que se foi...

A semana passada, no dia 5, morreu, sem grande alarido, Bert Jansch, um dos maiores guitarristas do Reino Unido na área folk, embora a sua obra transcenda o género. Com John Renbourn, Jacqui McShe e Danny Thompson criou os Pentangle, grupo ainda hoje muito admirado pelo cruzamento entre a folk e o jazz.


Era um guitarrista de grande sensibilidade, e compositor muito apreciado. O seu último álbum, "The Black Swan", data já de 2006 e foi considerado um dos grandes trabalhos desse ano.



http://www.bertjansch.com/

Colectânea gratuita

Na editora Adult Swim, de música electrónica contemporânea, há uma colectânea para download gratuito:

http://www.adultswim.com/promos/201109_unclassified/

Eddie Veder

O novo álbum do Pearl Jam solitário, agora dedicado às delícias do ukulele. O meu irmão Pedro recomenda.

A banda sonora de "Into the Wind", o anterior trabaho dele, é também muito recomendável.

(de "Ukulele Songs")

10 outubro 2011

Tori Amos, a filha e Polemicas sortidas

Tori Amos não se cansa de lançar álbuns. As opiniões dividem-se sobre esta autora-compositora, sobretudo desde que lançou "boys from Pele", que rompeu com o que tinha feito anteriormente. Há quem a ache muito sedutora, há quem a deteste. Inegavelmente, tem uma bela voz, por vezes muito parecida com a de Kate Bush. Eu confesso que lhe perdi o rasto ao fim de vários álbuns, por não ver nada de realmente diferente entre eles.

Não viria ela aqui hoje não fora a atenção que o seu ultimo, e décimo segundo, "night of hunters" está a despertar. Trata-se dO primeiro album que grava para a Deutsche Gramophon e é um álbum inteiramente orgânico, perdão, gravado com acompanhamento orquestral... É certo que o seu estilo pianistico tende frequentemente a ser demasiado literal, isto é, a acompanhar a voz, mas tenho que dizer que o resultado final é bom. Tem belos temas, como "snowblind", "battle of trees" ou "cactus practice", este, tal como "job's coffin", com a particularidade de ser cantado em dueto com a sua filha Tash. Aliás, este é um ponto que tem levantado mais polémica, com comentários azedos no youtube. Parece que há quem não aprecie crianças a cantar. Eu acho que o resultado está interessante e don't give a shit para os comentários. Ouçam e julguem pelos vossos ouvidos.
http://www.youtube.com/watch?v=VEIIn_cBzfU&feature=youtube_gdata_player

06 outubro 2011

É bom ver uma mulher de vermelho a tocar guitarra

A sensação do início deste ano, a loira e tonitruante Anna Calvi, ao vivo e em forma numa guitarrada.

John Grant no Sintra Misty

É já no dia 20 de Outubro que surge a oportunidade de ver ao vivo o dono do álbum do ano de 2010 para a Mojo.

Dia 22, o escandinavo frágil e melodioso: Jay-Jay Johanson.

A abrir, no dia 13, o Mr. Tindersticks, Stuart Staples.

http://www.sintra-misty.com/index.php/pt/



Miles Davis Quintet, Cookin'

O Tiago P. ofereceu-me esta obra-prima de 1956.

O quinteto durou até ao seguinte e era constituído po r John Coltrane (ts), Red Garland (p), Paul Chambers (b), "Philly" Joe Jones (d), além do próprio Miles claro.

São 6 temas, cada um melhor que o outro, mas confesso a minha predilecção pela versão de "My Funny Valentine", imbatível em discrição e elegância (competindo com a minha "all time favourite, a de Chet Baker no disco "The Last Great Concert"). Os temas, além desse: "Blues by Five", "When lights are low", "Airegin", "Tune up".

Clássico Absoouto.

03 outubro 2011

Esta mulher é um universo

Agora que está por aí a aparecer a sua nova experiência (a qual, ocasionalmente, inclui um CD), "Biophilia", parece-me lógico voltar onde tudo começou - ao momento em que Björk deixou de querer ser uma artista pop para ser só uma artista.

Note-se: ela sempre foi excelente. E é uma das poucas artistas (e não estou a escolher as artes em que eu a qualifico com este grau superlativo absoluto), a deixar permanentemente marca, a sua marca, independentemente do meio escolhido. O seu primeiro álbum já é um primor (trocadilho entre primeiro e amor...). "Venus as a boy" deveria ser administrado intra-uterinamente às gerações futuras, para fixar de vez o bom gosto na espécie humana.

Bom... esse momento foi quando Björk foi actriz em "Dancer in the Dark", de Lars Von Trier, e compositora da banda sonora ("Selma Songs"). No filme, um dos momentos sublimes é a negação do mundo pela quase-cega, dizendo que já viu tudo o que tinha a ver.



Título muito revelador, este "Dancer in the dark". Mesmo para quem vive no escuro é possível dançar. Ou sobretudo para quem vive no escuro?

Desafio qualquer alma (excepto, naturalmente, alguns que conheço, sem alma), a ver este filme sem se comover.

Este Selma Songs foi sucedido no mesmo ano (2000) pelo belíssimo "Vespertine", que permanecerá para mim sempre enredado numa teia subterrânea de sonhos. Há dez anos atrás, costumava ouvi-lo antes de adormecer e em não poucas noites foi o som da minha insónia.

Poderá a perfuração de um mamilo ser um momento de poesia? Sim, se for poesia pagã. Sim, se a poetisa for Björk.

Steve Hackett - A place called freedom

Sem juízos de valor, o primeiro tema a ser entubado do novo álbum do Steve Hackett.

A notícia Pop do Ano

Pois é. Assim como quem não quer a coisa, Shakira junta-se a Roger Waters para comprar uma ilha nas Bahamas, destinada a um resort turístico. Está no Expresso desta semana.

Almas gémeas, hein? Pelo menos nos negócios.




Consta que após o primeiro encontro RW ficou assim:

DOWNLOAD "DON'T DIG HERE" - A NEW DIGITAL SINGLE FOR FREE

A new digital single, "Don't Dig Here" by Crosby & Nash is now being offered for free, from iTunes.

The song was written by James Raymond. Performed by David Crosby, Graham Nash, James Raymond, Russ Kunkel, Leland Sklar, Dean Parks and Jeff Pevar. Produced by Russ and Nathaniel Kunkel.

REVIEW OF CROSBY AND NASH AT VICAR STREET 09/27/11

Review - Sean Cullivan September 29, 2011 9:00 AM

The always intimate Vicar Street played host to veteran folk rockers Crosby and Nash on Tuesday night. The two great friends and founding members of dysfunctional super-group Crosby, Stills & Nash (& Young) turned in a captivating and stunning show full of passion and verve that belied their age.

The concert kicked off strongly with the Byrds' psychedelic anthem Eight Miles High and with more solo works from both artists, newer tracks from their most recent releases and several diamonds from their late 60's and 70's chart-topping peak it was a show that had something for everyone. Crosby and Nash's trademark hippie activism was also to the fore throughout with genuinely angry and passionate introductions to songs dealing with topics such as nuclear waste, saving the whales, corporate greed, the distribution of wealth, and war.

As a whole, the two and a half hour show the featured some near flawless performances. The two starts were ably backed by four excellent musicians, including Crosby's son James Raymond on keyboards. The between song bantering between Crosby and Nash was also terrific, a real highlight. They played off each other wonderfully and they come across simply as two great friends who enjoy making music with each other, even after forty odd years together. Crosby bringing up the Black and Tans to slag the Englishman Nash and Nash forcing Crosby to admit to having a body shaped like an avocado were just two of the funnier wisecracks from the pair, who were in really good form throughout.

And the songs. Classics such as a hard rocking Long Time Coming, a wonderfully eccentric Marrakesh Express, an extended Déjà vu including a rare harmonica solo from Nash, Our House with a funny stat about women losing their virginity to it from Crosby, a delicate acoustic duet on Guinnevere, Cathedral and Military Madness just some of the highlights of a fabulous show. The great thing about this concert was that Crosby and Nash saved their best for last, blowing everybody in the audience away with the closing four songs. No one in the audience was sitting down by the end of this gig, people were getting lost in the amazing occasion.

First of the four was Almost Cut My Hair with that distinctive throaty Crosby vocal showing he's still got it was the highlight of the evening for me. The raw power of the song really had an impact and got people standing. They followed this with a similarly powerful version of Wooden ships which the band really rocked hard before they then left the stage to huge applause. After a short break the band returned for an encore starting with a version of Chicago sounding every bit as powerful as it was when first released 40 years ago before Crosby and Nash closed the show with a lovely version of Teach Your Children which had everyone singing along, bringing us all down gently and letting us float off into the night on the back of an amazing experience.

01 outubro 2011

Crosby & Nash - Guinnevere

.. em preparação para o concerto da próxima semana em Londres - este clássico absoluto - do primeiro disco dos CSN.

dEUS está mais perto

Intervalo nas velharias para bom som novo. O próximo álbum dos belgas dEUS "Keep you close" está aí a estourar e chama-se "Constant Now".

Progresso a Leste - 2

Nurt - "Nurt" - 1971

Estes são polacos, e descobri-os por intermédio do dono de uma loja de discos de rock progressivo em Varsóvia, num páteo nas traseiras da cosmopolita Nowy Swiát. Garantiu-me que eram uma preciosidade e lá trouxe o CD. Soam muito a Cream polacos e estão na mesma linha dos dinamarqueses Young Flowers que o Sérgio R. partilhou aqui há uns dias em comentário e que eu aproveito para por aqui por extenso.



Progresso a Leste - 1

O rock progressivo tem estado muito activo a Leste, com boas bandas polacas e húngaras, por exemplo. Os After Crying são um coelctivo de oito elementos, húngaro, excelentes instrumentistas e compositores. Os primeiros álbuns apontam para um cruzamento do clássico com o rock, sobretudo com as cores dos King Crimson do período 73-75 e também dos ELP. Este tema é do último trabalho deles, de 2003, "Show", e é o melhor tema de um disco desiquilibrado, que procura muitos caminhos e encontra poucos. Mas este, sendo diferente de tudo o que fizeram antes, é um tema que não desmerece em qualquer antologia completa do prog. Como é um tema muito longo, vai em três partes.