Neil Young faz discos de temas tradicionais norte-americanos. Junta-lhe uma original de Woody Guthrie "This Land is your land" (portanto, velho comó caraças, a cair na categoria de "clássico"), um outro (Oh Susannah"), escrito em 1847, um outro que é uma "genuine folk song" ("Get a job"), uma "high Flyin' Bird" que foi cantado por Stephen Stills em 1964 e termina em pleno em ano de jubileu com "God Save the Queen", talvez lembrando ao bando de campónios e arruaceiros que colonizaram o território americano e que fizeram as outras canções, que este território começou por ser da rainha e que, visto onde chegaram as coisas, ainda lhe devem algum respeitinho...
Tudo isto tocado em metrónomo automático por uns Crazy Horse com quem já não gravava há uns bons anos, em modo rock for the masses.
O que pensar de tudo isto? Que Young quis fazer uma homeagem ao espírito americano é óbvio, lembrando alguma pureza de espírito em tempos de podridão moral e incerteza quanto ao futuro. Que se passava bem sem ele porque nada disto é muito relevante é a minha opinião.