06 junho 2007
03 junho 2007
Sandrose, França, 1973
Prog francês muito estimável, com uma boa guitarra e mellotron em doses satisfatórias. As letras são em inglês, cantadas por uma Rose, e dizem que têm parecenças com os holandeses Earth and Fire. É bem possível. Deem-lhes uma orelha.
Entrada na Gibraltar Encyclopedia:
http://www.gepr.net/safram.html
01 dezembro 2006
20 outubro 2006
14 outubro 2006
Jody Grind
É isto que têm de bom os anos setenta. Apesar desde praticamente essa altura ouvir e investigar nomes e bandas da época, de vez em quando surge mais uma de que nunca tinha ouvido falar, não são nada conhecidos, mas são muito bons. Os Jody Grind são um belo exemplo. Há outra banda recente com o mesmo nome. Neste caso são os originais, que lançaram apenas dois discos, em 1969 (One Step on) e 1970 (Far Canal). O primeiro é mais improvisado.
O som é uma mistura de Blood, Sweat & Tears, Chicago (soul e blues, portanto), com o chamado "progressive edge", que faz toda a diferença. O resultado é vivo, muito ritmado, bem "esgalhado".
Informação sobre a banda (de http://www.alexgitlin.com/npp/jgrind.htm)
Albums:
One Step On (Transatlantic TRA 210) 1969
Far Canal (Transatlantic TRA 221) 1970
Both now reissued on CD by Akarma, AK058 and AK065 resp.
Ao contrário do que é habitual, a entrada sobre eles na Gibraltar Encyclopedia of Progressive Rock não é muito eloquente nem elucidativa. http://www.gepr.net/jfram.html
01 outubro 2006
As piores capas de sempre I
Classificar alguma coisa de melhor ou pior é muito subjectivo; sempre aparecerá alguém com algo que acha muito melhor ou muito pior. Daí que o mérito da classificação seja, antes de mais, lançar a discussão. Uma coisa é certa, estas que hoje aqui ponho são muito más. Algumas delas andam por aí a circular na net. Se tiverem outras igualmente horrendas enviem para o meu mail; EL_K@ONINET.PT que eu cá as ponho. Palavra de escuteiro. Ah, outra coisa. Estas são capas de vinil: da altura em que ainda olhávamos para as capas dos discos, lembram-se?






24 agosto 2006
Paixão de agora mesmo
23 junho 2006
propósito
Fascina-me saber que há coisas que não sei, e um grande sentido oculto que me escapa em tudo o que acontece; fascina-me que esse sentido seja tão vasto que se escapa sucessivamente, logo após me parecer que, agora sim, o entendi.
Viver pelo mistério é apenas uma forma de viver: não tão angustiada como acreditar nas certezas matemáticas da realidade, nem tão feliz como a visão apaixonada do universo. Quero com isso dizer que não há formas melhores ou piores: cada uma tem desafios e alegrias; e mesmo que as formas se sucedem muitas vezes: a uma fase de procura de uma chave para o mundo pode suceder de imediato o desinteresse pela explicação, acompanhado pela admiração pelo enigma. E até que em diferentes papeis que desempenhamos uma ou outra forma se acentua. Seguramente que não são conciliáveis, o que só faz aumentar a minha convicção que a realidade é um quarto escuro em que tacteamos com diferentes sentidos: ora um leve perfume, ora um entrever de sombras, ora um objecto que se cola ao corpo.
21 maio 2006
Forever Returns, Blue Note NY
NY, 16 de Abril de 2006. Blue Note. Ultima noite do Forever Returns, grupo criado por Chick Corea para mais uma recriação dos Return to Forever. Com algum humor à mistura, porque a verdade é que os Forever não param de "returnar". Desta feita, a equipagem compunha-se de Airto Moreira na bateria e percussão, um dos fundadores dos RTF, e de Eddie Gomez no baixo, ele próprio um histórico do jazz, muito por culpa do seu percurso com Bill Evans.
No palco, três respeitáveis senhores, sobretudo Gomez, sereno no seu charme latino. Chick mais ladino, e Airto com ar de zangado O concerto foi breve, menos de 1 hora (fazem dois shows por noite, não se podem alargar muito), mas sempre de altíssimo nível.
Chick dando o palco aos seus companheiros, pouco pirotécnico, pouco latino. Eddie eclético e circunspecto. Airto concisamente exuberante.
Só no final dois temas dos RTF apareceram, e no encore, surpresa, the-one-and-only Flora Purim.
Apertada numa licra, dadas as suas actuais épicas proporções, poderá facilmente registar-se sob o novo nome de Flora Pudim. Infelizmente, Flora não parecia estar preparada para cantar e, além da voz se sumir por vezes inconvenientemente, saiu do ritmo e foi por aí fora até algum ano dos longínquos 70. Dispensável, quando tudo tinha corrido tão bem.
15 maio 2006
Receitas escassas
Hoje proponho duas receitas:
American Music Club
Blue Nile
Os AMC são brutais na sua nudez; prefiro, de tudo o que conheço, o "Love Songs for Patriots" e dentro dele a faixa 3, o cínico, sádico e carnalmente gay "Patriot's Heart". Em segundo lugar, "Ladies and Gentleman" , a faixa de abertura, uma declaração de intenções muito explícita.
Os Blue Nile são um fenómeno escocês esparso, reaparecendo de quando em vez para deixar mais um álbum sensível e sensato. "Hats" é o meu favorito, escondendo-revelando a gema "Let's go out tonight". Não precisam de aparecer mais do que isto, para fazer merda é melhor estarem quietos.
O último "high" é bom todos os dias.
A tristeza destes moços é a alegria de muitos. Parece que se alimentam de pedaços escassos de almas alheias. Cada canção (é disso que se trata), coloca sobre compassos um ritmo misteriosamente revelador das suas dores. Nós, os vampiros-estetas, adoramos.
Manifesto de propósito
Com o tempo tornei-me num universalista na música. Uma das coisas principais que se pode fazer para ouvir música é tirar do ouvido a cera do preconceito. Hoje ouço de tudo - sem ligar muito ao que outros acham.
Daí que num dia posso delirar com o jazz e noutro com pop, e depois passar para canções alienígenas. Gosto principalmente de canções alienígenas.
Na verdade, o único critério que hoje consigo alinhar para destacar uma música é: "gosto pessoal".
À falta de melhor tema para alimentar este blogue, cá deixarei temas e referências que me titilam a pituitária.
06 maio 2006
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