28 setembro 2011

Rumer - Am I Forgiven?

Esta inglesa suave lembra a voz extraordinaire de Karen Carpenter. Laura Nyro não anda longe. Os arranjos neste tema são puro Bacharach. No álbum, até tem uma versão de "Alfie"! Tudo boas raízes para um fruto muito saboroso. Desculpem lá vocês que gostam de coisas rock musculadas, mas Rumer é uma delícia retro que ficará bem em qualquer antologia no futuro quando as décadas não forem um critério de selecção. Isto é um clássico.


27 setembro 2011

Vídeo recomendado pelo Perú Honorário (e em breve contribuidor?) Sérgio R.

Mary Griffin & George Clinton & Parliament/Funkadelic, Paris 2011

26 setembro 2011

Novidades - Peter Gabriel e Steve Hackett



Peter Gabriel - "New Blood" - A lançar em 11 de Outubro.


Tratamento à moda de "Scratch my back" de temas próprios, isto é, temas refeitos com o auxílio de orquestra / cordas / metais. O alinhamento percorre diversos trabalhos a solo de Gabriel:

Disc: 1
1. Rhythm of the Heat
2. Downside Up (featuring Melanie Gabriel)
3. San Jacinto
4. Intruder
5. Wallflower
6. In Your Eyes
7. Mercy Street
8. Red Rain
9. Darkness
10. Don't Give Up (featuring Ane Brun)
See all 14 tracks on this disc

Disc: 2
1. The Rhythm of the Heat (instrumental)
2. Downside Up (instrumental)
3. San Jacinto (instrumental)
4. Intruder (instrumental)
5. Wallflower (instrumental)
6. In Your Eyes (instrumental)
7. Mercy Street (instrumental)
8. Red Rain (instrumental)
9. Darkness (instrumental)
10. Don't Give Up (instrumental)

Steve Hackett : "Beyond the Shrouded Horizon" - saiu hoje na Europa


Álbum duplo, que Steve Hackett descreve assim:


My new album Beyond the Shrouded Horizon breaks free from its moorings in early autumn and sets sail through choppy riffs and sudden electric storms to the odd romantic isle...
From Sinbad seas to Startrek oceans of deep sky, it's an odyssey. Invisible chords link pop to pomp, blues to baroque, embracing all genres discovered along the way. Let ethonic guitar forces and power of song take you to where waves crash through de-tuned orchestras over the edge of charted territories.

Willie the Pimp empata com Montana

No nosso modesto poll sobre o melhor tema de Frank Zappa, Willie the Pimp, de "Hot Rats", empata com "Montana", de "Over-nite sensation". Qualquer um dos dois um excelente tema!

Relembrando:

Willie the Pimp


Montana

Os porcos voltam a voar

:)

Entretanto, em
http://www.youtube.com/OfficialPinkFloyd, every hour, on the hour, between now and September 28th, you can hear Pink Floyd's performance of The Dark Side Of The Moon from Wembley 1974, accompanied by some of the original concert screen films, and connecting with fans across the world who are also watching - and commenting - with you:

25 setembro 2011

Vibravoid

Os Vibravoid são uma banda psicadélica alemã formada no inicio dos anos 00, com um look underground, muito sixties - swinging london. Tocam temas dos Pink Floyd, como este "Set the Controls for the Heart of the Sun" ou "Let there be more light".

http://www.vibravoid.com/ip.html

Este tema é do álbum de 2011 "Minddrugs".

Dobradinha nº1

Este tema dos Jefferson Airplane, cantado pela Grace Slick, que inaugurou o canto das gatinhas aqui no Peru, é um tema especial, pela importância (identificação com o movimento hippie californiano), pelo significado (a temática lisérgica), pela música (com uma progressão oriental terminando numa explosão rock)e pela vocalização intensa e misteriosa.

Motivos mais que suficientes para inaugurar a secção "Dobradinha" aqui do Perú, onde serão trazidos temas originais e versões interessantes que deles foram feitos.

No caso, começamos com a June Tabor com a Oyster Band e depois temos o original.

A versão de June Tabor


A versão dos Jefferson Airplane, de 1967

Haddy N'Jie

Esta norueguesa tem três álbuns publicados, o último dos quais "World of the Free" de 2010. De mérito seu,uma voz própria e muito feeling. Uma voz a seguir!

O primeiro vídeo não está completo, é apenas o primeiro minuto. O título significa "My little country" é um tema dedicado à Noruega.



20 setembro 2011

Hoje entraram no espólio


Amazing Blondel, "Fantasia Lindum" - 3º álbum, de 1971, desta banda de progressive folk ou música medieval revisitada  ou... edição espanhola em muito bom estado auditivo! Muito bom.


















Obra maestra dos Van Der Graaf, "Still Life" de 1976. Capa das mais icónicas do rock. Estado impecável, o que é uma sorte.

















Esta é uma compilação dos anos de fusão (sobretudo) de Bill Bruford, incluindo trabalhos com Patrick Moraz. Evitei comprar este disco desde que o ouvi pela primeira vez, até hoje em que achei que provavelmente a minha juventude não me permitia apreciá-lo devidamente. Veremos...

Este já tinha... mas numa cópia gasta e chegou a altura de render novamente tributo ao primeiro disco de matemática avançada dos King Crimson. Embora RED já tivesse umas equações, este é definitivamente o salto para a cibernética... Indispensável!

And that's all folks! Agora vou ouvi-los!

18 setembro 2011

Os melhores temas de Zappa

5 temas é curto para uma carreira como a do Zappa, mas estes estão certamente entre os melhores.
Qual o melhor? Faz a tua escolha


Willie the Pimp


Montana


The Torture Never Stops - live in New York


Watermelon in Easter Hay


Black Napkins

Filme de Jonathan Demme sobre Neil Young

Clip do filme, apresentado a semana passada no Festival de Toronto:

14 setembro 2011

Communism, Anarchism, Nihilism

Algures no tempo, ao longo do ano de 77, era bastante vulgar ver-se, nas montras das discotecas, uma capa que tinha a imagem de um disco em forma de lâmina de serra eléctrica. Era o “Saw Delight” dos CAN. Na verdade, nada de especial numa época em que a indústria discográfica permitia aos artistas plásticos e aos fotógrafos uma liberdade criativa sem precedentes. Mas a imagem impressionou-me bastante (ao ponto de ainda recordar os momentos em que a vi), talvez porque contrastava com muito do que se via na época ou, melhor dizendo, com muito do que eu via na época – nada que se parecesse com as capas do Zappa (algumas desenhadas pelo próprio), do Roger Dean, do Andy Warhol, do Matias Klarwein e de outros que normalmente entravam e saíam de minha casa.

Como diz o velho aforismo, “quem diz a verdade não merece castigo”. Confesso que não fiquei, nessa altura, particularmente impressionado com a música “Krautrock” e, no que respeita os CAN (co-fundadores do movimento), não vibrei com o primeiro álbum da banda, “Monster Movie” (gostava mais da música dos Amon Düül II…). Porquê? Certamente porque ouvi o disco uma ou duas vezes sem prestar atenção; porque não é um disco fácil e andava ocupado a ouvir outras coisas ou porque as capas dos discos eram, na época (talvez sempre o tenham sido), uma espécie de extensão plástica da música gravada…

A verdade é que perdi bastante até ao dia em que o “Saw Delight” me foi oferecido pelo Luís, no início do passado mês de Agosto… Mas o importante a dizer é que vale a pena conhecer este álbum dos CAN, o qual utiliza uma linguagem eclética (há diferenças importantes face ao “Monster Movie”, a avaliar pela remota memória que tenho deste) que precede e anuncia a expansão desse imenso caldeirão musical a que se chama “world music”. Vale a pena apreciar a beleza encantatória das ambiências que raiam do seu universo minimalista, envolvente e magistralmente integrado numa secção rítmica precisa e intrépida (o Jaki Liebezeit faz inveja às melhores caixas rítmicas do mercado). Quase paradoxais são também as sensações de relaxamento e de euforia que parecem coexistir num contexto muito arejado, jubiloso e fresco … tudo muito claro, leve e luminoso, a contrastar com a precisão matemática da secção baixo-bateria! Excelente música! 

Curiosamente, a segunda música do álbum, “Sunshine Day and Night”, imediatamente me fez lembrar partes do “CANtigas de Maio” do nosso José Afonso, trabalho genial e indiscutivelmente inovador, cujos elementos étnicos me ficaram mais nítidos depois da audição deste delicioso “Saw Delight”…

Finalmente e para quem não sabe, foi durante uma estadia relativamente prolongada na cidade de Nova York (1968), durante a qual conviveu bastante com músicos como Steve Reich, Terry Riley, John Cale, Lou Reed, restantes membros dos “The Velvet” e outros, que Irmin Schmidt – distinto pianista e compositor nascido e criado nessa Alemanha de poetas e pensadores, cujo génio foi tão (justamente) celebrado no período romântico –, diz ter sido corrompido pelo inefável fulgor criativo da época, designadamente pelo que se andava a fazer na música Rock! Uma vez regressado à Alemanha (país em grande efervescência intelectual que continua a valorizar a educação musical dos seus filhos do pós-guerra), apressou-se em fundar os CAN, com outros músicos de carreira e abertos a novas experiências, como sejam o excelente baixista Holger Czukay, o guitarrista e violinista Michael Karoli, o baterista Jaki Liebezeit e o vocalista Malcolm Mooney (este último acabou por sair logo em 1969).

Não me vou alongar sobre o grupo propriamente dito. Há imenso material disponível para quem quiser saber mais sobre os CAN, sendo certo que o importante é mesmo ouvir a extraordinária música produzida por este extraordinário grupo. E o “Saw Delight” é apenas o nono álbum de um conjunto de doze, que certamente vale a pena conhecer!

O canto das gatinhas I: Grace Slick

O Canto das Gatinhas é um canto dedicado à beleza feminina em que a música popular tem sido pródiga. Rende-se aqui homenagem sentida não só ao encantamento da musica como da presença  de algumas das mulheres que fazem ou fizeram História na música.

E para que não se pense que nos encantamos pelos ícones da moda que também cantam, escrevem livros e apresentam programas, começamos com uma Gata bem antiga: Grace Slick, dos Jefferson Airplane, depois Jefferson Starship e que também deu um ar da sua graça a solo. Quem não conhece "White Rabbitt"? Ou "Somebody to Love"?






Com Janis Joplin
Hoje - beleza não tem idade!

EMA, "California"

Para acabar por hoje, o som de EMA (Erika M Anderson) no seu recente primeiro álbum a solo (anteriormente com os Gowns). Som dramático, teatral, a deixar espaço para a voz e a presença dela. Interessante.

(ouvi alguém a pensar que há aqui algo de Velvet?)

Portanto, de "Past Life Martyred Saints":

Bert Jansch, The Black Swan

Uma  associação livre de ideias trouxe-me até Bert Jansch, um guitarrista folk inglês, companheiro de John Renbourne nos Pentangle (além de ter editado um disco só com ele), os quais não eram apenas folk, mas um crossover com rock e jazz. Ouvindo bem, à noite, esta música também soa como um blues do deserto - o violino pode mesmo ser o vento que levanta a areia sob a luz lunar e os acordes repetitivos os drones de uma guitarra sahariana.

É do último álbum dele, intitulado precisamente "The Black Swan", de 2006.

(as imagens que acompanham são dispensáveis, por isso fechem os olhos e ouçam).

Tinariwen - "Desert Sessions"

Concluindo o fio lógico, dois TVOTR - Tunde Adebimpe and Kyp Malone - participam neste tema do último álbum dos Tinariwen, lançado há pouco, chamado "Desert Sessions". Blues do deserto, guitarras tuaregues, este Malianos do Sahara têm feito grande furor entre as fileiras menos dadas a encantar-se pelas curvas musicais da Rhianna ou pelo espalhafato da Senhora Gaga e logo mais dadas a encantar-se com Música verdadeira.

TV On The Radio

E porque vai bem e porque é um grande tema, do seu teceiros, de 2006, "Return to Cookie Mountain", aqui vão os TVOTR, ao vivo no Letterman:

Gang Gang Dance

Para os Peruanos mais chegados às novas sonoridades, aqui vai uma:

Os Gang Gang Dance lançaram em Maio o seu mais recente "Eye Contact", que, do que ouvi deles (e não foi muito), é o que mais me chama à atenção. Nova Iorquinos de Brookçyn, partidários da estética irrequieta, na senda de uns já bastas vezes referidos e nunca por demais incensados TV On The Radio.

Este som vai bem a estas horas nocturnas... Mind Killa!