Pink
Floyd engineer
James Guthrie has confirmed that he will be mixing The
Wallalbum
in 5.1 Surround and that this mix will appear on SACD (Super Audio
CD), although there is no release date planned as yet.
In
an interview with Floyd fan-site Brain Damage, Guthrie acknowledges
what most Floyd fans have already grudgingly come to terms with, and
that is that EMI are unwilling to amend their Why Pink Floyd?
campaign release schedule, to allow for the time-consuming mix to be
carried out. This means that the forthcoming Immersion Box of The
Wall (due
Feb 2012) will not contain a surround mix of the album, unlike the
Immersion Boxes of The
Dark Side of the Moon and Wish
You Were Here.
Guthrie
also does not sit on the fence when it comes to his 5.1 surround mix
of Wish
You Were Here.
He is quoted as saying “The SACD is absolutely the best way to hear
the new 5.1 mix.” The SACD is available from Acoustic
Sounds and
did not form part of the recent Immersion Box.
Interestingly,
he also mentions that much of the extra content for the Immersion
sets “were chosen by some of the band managers and EMI”. He
contrasts this to the Echoes project
of 2001, in which all the tracks were selected by the band and
himself.
Despite
the lack of 5.1, The
Wall Immersion
Box still has two
whole discs of unreleased demos,
which probably means that many Pink Floyd fans will find it too hard
to resist.
Haja
quem defenda o formato...
Oxalá
que esteja pelo menos ao mesmo nível do ultimo release em SACD,
distribuido exlusivamente pela Acoustic Sounds, do WYWH! Ou como dizem os Die hard fans, WYWHFT (Finally there)
Há muitos, muitos anos, um amigo comum, de seu nome Rui P., tinha uma papelaria chamada Pop Art. Para além dos artigos inerentes ao negócio, tinha também, a partir de certa altura, Lps. Numa prateleira, entre jornais e afins, lá estavam eles dentro de umas capinhas de plástico. Um dia o Rui disse-me que me tinha guardado um disco que tinha bom aspecto: tinha uns peixes desfocados na capa e dizia Nine Days Wonder. Na altura, este nome não me dizia absolutamente nada. Depois soube que a banda era alemã... Depois procurei mais discos, mas nada! Enfim, gastei 300 paus e fiquei todo contente...
Há uns dois anos, num armazém de carpetes, em Viana do Castelo, entre coisas que mais parecem saídas de uma casa isolada do mundo desde os anos 70, encontrei o mesmo disco à venda... por 1 euro! Claro que o comprei. Deve estar fechado na capinha de plástico desde 1971!
Será que a "label" destes tipos só vende em espaços exóticos?
BOM NATAL ;)
Atenção a este companheiro de viagem espiritual do rock da costa oeste dos anos 60 / 70. Habitante de Laurel Canyon e comungando do espírito do lugar, publicou um álbum que está entre os melhores do ano e que é excelente em qualquer ano - "Gentle Spirit"
Esta é a canção do viajante. Não a do turista, mas do que tem a alma na estrada. Do álbum "Foreign Affairs", tem uma versão majestosa pelos Manhattan Transfer (que parece não existir no youtube, há uma por um grupo-clone, mas fraquinho).
O que é que isto tem a ver com o Natal? O Natal é tempo de viagens que se completam. Mas não é por isso: os Manhattan Transfer transformam-na num manto branco vocal, num cântico de Natal.
Christmas Punch Line:
"planes and trains and boats and buses
characteristically evoke a common attitude of blue"
when travelling abroad in the continental style
it's my belief one must attempt to be discreet
and subsequently bear in mind your transient position
allows you a perspective that's unique
though you'll find your itinerary's a blessing and a curse
your wanderlust won't let you settle down
and you'll wonder how you ever fathomed that you'd be content
to stay within the city limits of a small midwestern town
most vagabonds i knowed don't ever want to find the culprit
that remains the object of their long relentless quest
the obsession's in the chasing and not the apprehending
the pursuit you see and never the arrest
without fear of contradiction bon voyage is always hollered
in conjunction with a handkerchief from shore
by a girl that drives a rambler and furthermore
is overly concerned that she won't see him anymore
planes and trains and boats and buses
characteristically evoke a common attitude of blue
unless you have a suitcase and a ticket and a passport
and the cargo that they're carrying is you
a foreign affair juxtaposed with a stateside
and domestically approved romantic fancy
is mysteriously attractive due to circumstances knowing
it will only be parlayed into a memory
Quanto mais conheço Morricone mais estupefacto fico com os seus poderes. o Maestro está lá em cima, com os grandes (os quais podemos discutir quais são...).
O seu sentido melódico é extremo; a sua criatividade nas orquestrações, imensa; a sua capacidade de produzir obra, avassaladora; Morricone criou um género próprio na música para filmes e nunca baixou a qualidade da sua produção, que se estende por seis décadas e mais de 500 filmes e trabalhos para televisão (!). Hoje com 83 anos continua a conduzir em concerto as suas obras (dia 20 de Dezembro podem ouvi-lo na Ucrânia!) e compôs bandas sonoras até 2008.
Ainda agora descobri mais esta pequena pérola, o tema do filme "Extrasensorial". Claro que ouvido com amplificação e colunas decentes tem outro impacto. Mas fica aqui, a motivar a descoberta.
Este tema de 74 dos King Crimson (que já tem recebido várias versões, devido à sua belíssima melodia - estou a lembrar-me de Criag Armstrong, por exemplo), é o tema do fim da festa: lareira apagada, copos derrubados, passas sobre a toalha, migalhas de bolo rei. Papeis de embrulho e fitas desfeitas. Antes de deitar, o olhar dirige-se para o Novo Ano: e, embora pacificado e atordoado pelo festim, uma unha de angústia insinua-se nas linhas das cordas por trás do piano e do trompete.
As Unthanks são um caso à parte; um grupo folk seguido pelos nomes sonantes do rock; tradição com um senso de contemporaneidade; uma voz apaixonante e melodias perfeitas.
Na memória de todos os que amam o tema original (e eu sou um deles), nada pode competir com a doçura da guitarra de Fripp introduzindo a melodia); e a forma como a voz de John Wetton arrasta as sílabas e depois se solta em grito em "bible black". E sobretudo o fenomenal solo de uma nota só que Fripp faz no fim da parte "canção" do tema, que inverte a atenção do ouvinte, como um bip de satélite contra um universo em evolução, e que evolui em crescendo torturado até algo parecido a uma explosão solar. Esta segunda parte do tema não foi nunca, que eu saiba, incluída nas versões, provavelmente porque estas se concentram na "canção" e a segunda parte do tema é fortemente disruptiva.
Excepcionalmente, coloco a versão original, no fim do post.
Mas o original não é um tema com espírito de Natal, e a versão das Unthanks é. Rachel and Becky são seguramente óptimas companhias.
O seu último álbum saiu há pouco e vai buscar repertório de Robert Wyatt e Antony Johnson. Impensável não ouvir! Mais, hoje e amanhã, na London Chapel, em Londres, ainda podem assistir ao concerto do álbum (The Union Chapel, Compton Terrace, London N1 2UN). Bilhetes a 15 libras. Os comentários dos autores:
“I am flattered and mystified! Their voices are so pure.” Antony Hegarty
“I love the idea. It makes me happy just thinking about it” Robert Wyatt
Christmas Punchline:
"Ice blue silver sky
Fades into grey
To a grey hope that oh yearns to be"
Sundown dazzling day
Gold through my eyes
But my eyes turned within
Only see
Starless and bible black
Ice blue silver sky
Fades into grey
To a grey hope that oh yearns to be
Starless and bible black
Old friend charity
Cruel twisted smile
And the smile signals emptiness
For me
Starless and bible black
Do último álbum dos Divine Comedy, "Bang Goes The Knighthood", cada vez mais o alter ego de Neil Hannon, este excelente tema e excelente composição, "Down in the Street Below".
os sinos lembram a neve, o tema central o suave frisson das compras natalícias nas ruas movimentadas.
Música cinematográfica no seu melhor.
Foi considerado por uma revista (não me lembro qual), o melhor tema de 2010.
Neil Hannon é seguramente um dos maiores compositores ingleses deste século.
Christmas Punch Line:
"Men and women go about their business
Picking up the last few things for Christmas"
Press the doorbell and push the door
Climb the darkened stairwell to the second floor
She'll be waiting for you in her dressing-gown
With the drink she poured you when she heard the sound
Watch the film, eat the food she cooked
Talk of how the film ain't half as good as the book
Kiss her sleepy eyes closed and say "it's time"
To slip beneath the shadows of the bedroom blinds
Well it's always a pleasure and never a chore
But you just don't know whether you're doing it for the right reasons
It's cold for the season down in the street below
Men and women go about their business
Picking up the last few things for Christmas
Trying not to step upon the pigeons
Praying to the gods of their religions
That they might be spared a little longer
That they might become a little stronger
Down in the street below
Everybody's on a secret mission
Everybody's got their own ambitions
They would tell you if they thought you'd listen
They would say how lately they've been wishing
For the chance to meet a handsome stranger
Lead a life of elegance and danger
Down in the street below
Down in the street below
Way up high in a phallic tower
You're swimming in a tiny galaxy of stars
Knocking back mojitos at the cocktail bar
Talking 'bout burritos and conceptual art
Your armchair's round and your glass is square
The clientele's straight out of this month's Vanity Fair
Well look around the place, something's not quite right
Yours is the only face that you don't recognize
Well it's always a pleasure and never a chore
But you just don't know whether you're doing it for the right reasons
It's cold for the season down in the street below
Esta é uma história do miúdo perdido. Não há Pai Natal. O anjo é a avó, Lilly Scott. A história da infância de GS-H, falecido este ano, é um espelho de outras histórias de um Natal em família, mas uma família diferente.
Nesta versão em vídeo as imagens da música casam com as do "Último ano em Marienbad", de Alan Resnais. Este Joutsen290, hipotético autor no Youtube, contrapõe a arquitectura clássica, a frieza refinada da burguesia, a uma história de proletariado pobre. Muito bem.
Christmas Punch Line:
"I want to make this a special tribute
To a family that contradicts the concepts
Heard the rules but wouldn't accept"
Não é este o sentido daquela história que nos contam desde a infância?
Esta versão tem as duas partes da música, que abre e fecha o álbum "I'm new here". Na segunda ele completa o sentido da primeira e faz o agradecimento à sua mãe espiritual.
Recomendo-vos que ouçam e leiam para perceber a profundidade desta autobiografia.
I want to make this a special tribute
To a family that contradicts the concepts
Heard the rules but wouldn'€™t accept
And women-folk raised me
And I was full grown before I knew
I came from a broken home
Sent to live with my grandma down south
When my uncles was leaving
And my grandfather had just left for heaven
They said and as every-ologist would certainly note
I had no strong male figure right?
But lily Scott was absolutely not your mail order
Room service type cast black grandmother
I was moved in with her; temporarily, just until things were patched,
Til this was patched and til that was patched
Until I became at 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 and 10
The patch that held lily Scott who held me and like them 4
I become one more and I loved her
From the absolute marrow of my bones
And we was holdin on,
I come from a broken home
She had more then the 5 senses
She knew more then books could teach
And raised everyone she touched just a little bit higher
And all around her there was a natural sense
As though she sensed what the stars say what the birds say
What the wind and the clouds say
A sensual soul and self that African sense
And she raised me like she raised 4 of her own
And I was hurt and scared and shocked
When lily Scott left suddenly one night
And they sent a limousine from heaven to take her to god,
If there is one
So I knew she had gone; and
I came from a broken home
And so my life has been guided
and all the love I needed was provided
and through my mother sacrifices I saw where her life went
to give more than birth to me, but life to me
and this ain't one of the clichés
about black women being strong...
'cause hell, if you are weak, you are gone
but life courage determined to do more than just survive
and too many homes have a missing woman or man,
without the feeling of missing love
maybe there are homes that hurt
but they are no real lives that hurt without reach
but not broken
unless the homes of soldiers stationed overseas or lost in battles or broken
unless the homes of firemen, policemen, construction workers, policemen, sea men, railroad men, truckers, pilots,
who lost their lives
but not what their lives stood for
because men die
we loose, they are lost
and they leave
as with women
i came from what they call "a broken home"
but if they ever really called it "a house"
they would have known how wrong they were
we were working on our lives and our homes
dealing with what we had
not what we didn't have
my life has been guided by women
but because of them I am a Man
Este tema continua a rodar um ano depois... A grande Janelle Monáe fez um dos melhores discos do ano passado (The Archandroid) e este tema é o meu favorito. Uma grande voz, cordas e sentimento soul clássico fazem um grande tema.
O video é não oficial e que saiba não existe video oficial.
Os Style Council foram a aventura pop de Paul Weller depois do punk rock dos Jam e antes de se lançar numa (bem sucedida) carreira a solo.
O álbum "Confessions of a Pop Group" é uma obra-prima que está à espera de ser (re) descoberta. Há mais preciosidades, mas este "It's a Very Deep Sea" pode muito figurar como musica sacra pré-jantar de consoada...
Christmas Punch Line:
"Something inside takes me down again
diving not for goblets but tin cans
dredging up the past for reasons so rife
passing bits of wrecks that once passed for life."
Esta é para ouvir já na madrugada da consoada, quando todos os tios se foram deitar e resta uma lágrima de Porto no copo, e a lareira ainda deita umas centelhas de luz fantasmagórica sobre as paredes na obscuridade.
Explicação de Tom Waits: "This song here is entitled "On the nickel" . In downtown Los Angeles, there's a place called fifth street, it's a place where all the hoboes are, and they call it "on the nickel"."
Christmas punch line:
"And if you chew tobacco /and wish upon a star / You'll find out where the scarecrows sit / just like punch lines between the cars"
Do álbum "Heartattack and Vine", de 1979
Sticks and stones will break my bones
I always will be true
And when your mama's dead and gone
I'll sing this lullaby just for you
And what becomes of all the little boys
who never comb their hair
They're lined up all around the block
on the Nickel over there
So better bring a bucket
there's a hole in the pail
And if you don't get my letter
then you'll know that I'm in jail
And what becomes of all the little boys
who never say their prayers
They're sleepin' like a baby
on the Nickel over there
And if you chew tobacco
and wish upon a star
You'll find out where the scarecrows sit
just like punch lines between the cars
And I know a place where a royal flush
can never beat a pair
And even Thomas Jefferson
is on the Nickel over there
So ring around the rosy,
sleepin' in the rain
And you're always late for supper,
man you let me down, let me down again
And I thought I heard a mockingbird
Roosevelt knows where
You can skip the light with Grady Tuck,
on the Nickel over there
So what becomes of all the little boys
who run away from home
The world just keeps gettin' bigger
once you get out on your own
So here's to all the little boys
the sandman takes you where
You're sleepin' with a pillow man
on the Nickel over there
So climb up through that button hole
and fall right up the stairs
And I'll show you where the short dogs grow
on the Nickel
Over there
O Natal não tem que ser um amontoado de cantores lamechas a cantar como se lhes tivesse falhado a pilha do pacemaker. Há muito boa música que reflecte o melhor do Natal: o espírito humanista e de proximidade entre as pessoas.
Pelo que, embora sendo eu um Perú angustiado pela data fatídica, partilharei alguns temas que contribuem para fazer do Natal um Mundo melhor (ou será do Mundo um Natal melhor?... Não sei... estou confuso!)
Este belíssimo tema de Jamie Cullum, do seu mais recente e altamente recomendado "The Pursuit", é do musical Sweeney Todd.
Christmas punch line:
"Nothing is gonna harm you / not while I'm around."
Luminária nunca extinta da cena alternativa nova-iorquina, que às tantas tentou entrar um poucochinho no mainstream (quando gravou Mr. heartbreak)- enfim, tanto quanto ela consegue ser mainstream - Laurie Anderson publicou o ano passado o último dos seus raros trabalhos, "Homeland". Reflexão lúcida sobre uma América em crise, mas nunca panfletária, sempre vista do ponto de vista do humano e da história pessoal. É dele que retiro este delicioso "Only an Expert", comentário irónico sobre os "especialistas" que pululam e se assenhoreiam de todos os seus assuntos com a sua voz autoritária.No disco a performance é pontuada pela guitarra do marido Lou Reed. Vale mesmo a pena acompanhar o vídeo com a letra.
PS- O Natal está quase aí. Começo a ficar angustiado.
Now only an expert can deal with the problem
Cause half the problem is seeing the problem.
Only an expert can deal with the problem
Only an expert can deal with the problem.
So if there is no expert dealing with the problem
It's really actually twice the problem.
Cause only an expert can deal with the problem
Only an expert can deal with the problem.
In America we like solutions. We like solutions to problems.
And there are so many companies that offer solutions
Companies with names like: The Pet Solution, The Hair Solution
The Debt Solution, The World Solution, The Sushi Solution.
Companies with experts ready to solve these problems.
Cause only an expert can see there's a problem
And only an expert can deal with the problem
Only an expert can deal with the problem
Let's say you're invited to be on Oprah and you don't have a problem
But you want to go on the show and so you need a problem
And so you invent a problem. But if you're not an expert in problems
You're probably not going to make up a very plausible problem
And so you're probably going to get nailed
You're going to get exposed
And you're going to have to bow down and apologize
And be for the public's forgiveness.
Cause only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem.
And on these shows, these shows that try to solve your problems
The big question is always: How can I get control? How can I take control?
But don't forget this is a question for the regular viewer
The person who's barely getting by, the person who's watching shows
About people with problems, the person who is one of the sixty percent
Of the U.S. population 1.3 weeks away, 1.3 paychecks away, from a shelter.
In other words a person with problems.
So when experts say let's get to the root of the problem
Let's take control of the problem cause if you take control of the problem
You can solve the problem
Often this doesn't work at aII because the situation is
Completely out of control.
Cause only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem.
Now sometimes experts lend you money
And sometimes they lend you lots of money
And sometimes when the subprime mortgages collapse
And banks close and businesses fail
And the crisis spreads around the world–
Sometimes other experts say:
Find More lyrics at www.sweetslyrics.com
Just because aII the markets crashed
Doesn't mean it's necessarily a bad thing.
And other experts say: Just because aII your friends were fired
And your family's broke and we didn't see it coming
Doesn't mean that we were wrong.
And just because you lost your job and your house
And all your savings doesn't mean you don't have to pay for the bailouts
For the traders and thd bankers and the speculators.
Clause only an expert can design a bailout
And only an expert can expect a bailout
Cause only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem.
Only an expert. Only an expert. Only an expert.
Only an expert. Only an expert. Only an expert.
And sometimes when it's really really really really hot and it's July in January
And there's no more snow and huge waves are wiping out cities
And hurricanes are everywhere and everyone knows it's a problem–
But if some of the experts say it's no problem
And if other experts claim it's no problem or explain why it's no problem
Then it's simply not a problem.
But when an expert says it's a problem and makes a movie about the problem
And wins an Oscar about the problem
And gets the Nobel Prize about the problem
Then all the other experts have to agree it is most likely a problem.
Cause only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem.
Even though a country can invade another country
And flatten it and ruin it and create havoc and civil war in that other country
If the experts say it isn't a problem and everyone agrees they're experts
And good at seeing problems then invading those countries
Is simply not a problem.
And if a country tortures people and holds citizens without cause
Or trial and sets up military tribunals this is also not a problem
Unless there's an expert who sap: This is the beginning of a problem.
Cause only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem.
Cause only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem
And only an expert can deal with the problem.
Cause only an expert can see there's a problem
And seeing the problem is half the problem.
Cause only an expert can deal with the problem.
Only an expert can deal with the problem.
Foi em Santiago do Cacém que nasceu mais uma estrela. Apesar dos seus tenros 23 anos (sim, não me enganei…são apenas 23!) a Áurea já conta com um percurso invejável. O seu álbum homónimo de estreia tem apenas um ano, foi lançado em Setembro de 2010, é já dupla platina e com este trabalho a cantora arrecadou este mês o prémio "Best Portuguese Act", atribuído pela MTV Portugal, no âmbito da 18ª edição dos Prémios Europeus de Música, da cadeia televisiva internacional MTV.
No seu trabalho reconhecemos claras influências de artistas como Aretha Franklin, Joss Stone, John Mayer, Amy Winehouse e apesar de ter iniciado o seu percurso no teatro na Universidade de Évora, rapidamente percebeu que o seu caminho passava pela música e ainda bem!
O espectáculo que assisti ontem confirmou todas as minhas suspeitas, a Áurea é uma daquelas artistas cuja presença é suficiente para encher uma sala. Dona de uma simpatia, encanto e espontaneidade naturais, consegue com a sua voz arrebatadora e postura em palco, envolver todos os presentes. O seu sorriso adolescente comove. O concerto teve vários momentos de pura diversão e boa disposição assim como, vários momentos arrepiantes, emocionantes.
Em palco acompanharam-na os seus fantásticos músicos e uma muito qualificada orquestra que no encore demonstrou todo o seu potencial ao fazer um medley das músicas da cantora, bem como alguns solos impressionantes, a que se juntaram o sons envolventes dos violinos e da harpa. Muito bom.
As anunciadas surpresas da noite (note-se que deste espectáculo nascerá o seu primeiro DVD, que sem dúvida serei uma das primeiras a adquirir) foram o húngaro Nikolas Takács, vencedor de um programa de música local e ainda a Marisa Liz dos Amor Electro que, em dueto com artista principal, deslumbra a cantar o eterno 'At Last' de Etta James. Estas actuações deixam transparecer uma intimidade e admiração mútua, de louvar.
Já vestida de vermelho, depois de um vestido preto inicial deslumbrante, chegou a vez da artista Áurea ter o seu momento de prazer pessoal ao cantar um tema que ficou célebre na voz das Ronettes e que bem conheço da banda sonora do filme "Dirty Dancing": 'Be My Baby' … sem palavras! É piroso? Talvez. Não obstante, arrisco-me a afirmar que encantou muitos dos presentes e tal como a mim me aconteceu, muitas recordações da adolescência entraram no Coliseu.
A nossa jovem alentejana loira veio para ficar, sempre descalça em palco, provou ser uma artista de quem ainda muito vamos ouvir falar.
Deixo-vos o vídeo que foi transmitido na sala ontem já que os meus, que com tanto cuidado e dedicação produzi em directo, ficaram irremediavelmente inutilizáveis em público pelo registo demasiado evidente da minha voz!
O último trabalho de Carlos Bica “Things About”, assinado pela editora Clean Fead Records, é a meu ver, uma lufada de ar fresco no panorama da música Jazz em Portugal. Um trabalho de vanguarda, filigramático e pujante de criatividade. É um álbum para um prazer audiófilo interior. O concerto que tive o prazer de assistir no Seixal Jazz 2011 foi uma experiência colectiva e partilhada muito boa, acompanhada de um sentimento de curiosidade e contemplação.. Com o seu trio AZUL e sendo já uma referência no jazz europeu, Bica é acompanhado de Frank Mobus na guitarra eléctrica e Jim Black na bateria e percussão. O trio é já conhecido com trabalhos anteriores que rodam 1996. Neste álbum, a guitarra de Frank é brincalhona e introspectiva; serena e refilona. Com um som típico quente... e na bateria Jim brinca e é incisivo, potente e cuidadoso … Sendo já a 5.ª edição do trio, “Things About” transportou-nos ora para quadros impressionistas policromáticos e rugosos ora para ambientes espaciais acompanhados de um lirismo brilhante, lembrando-me por diversas vezes durante o concerto do rock prog. dos King Crimson.
No entanto, ao trazer o álbum para casa e ao ouvi-lo por diversas vezes, apercebi-me de que este tem características, a meu ver, que ganham mais numa audição caseira e confortável de uma tarde de chuva ou de um domingo assolarado. De extrema sensibilidade e humor o album recorda-nos ambientes passados e ambições futuristas, mundos azuis e desertos intemporais. Terei de saborear mais vezes estas harmonias e melodias de Bica, e conhecer mais profundamente todo o trabalho do trio, mas penso que este álbum de música improvisada é qualquer coisa de sério.
Não cometam o erro de ignorar o álbum de Tom Waits, acabado de sair - Bad As Me. Acho que o tempo dirá que estamos perante um dos seus melhores trabalhos, começando ele a fazer a síntese do "velho" e "novo" Tom Waits.
Não sou um grande fã dos Deep Purple, mas têm uns quantos temas a abrir que são bons. Como se vê por esta gravação em Montreux em 2011, estão em forma...
Paul Mawhinney nasceu e cresceu em Pittsburgh, PA. Paul dedicou a sua vida à criação daquilo que viria a ser a maior colecção de discos "pretos" existente à face da terra. Infelizmente por força da sua condição financeira e derivado a problemas de saúde vê-se forçado a desfazer-se desta brutal colecção.
Lembro-me perfeitamente de em tempos alguém me ter enviado um mail com um link da venda desta mesma colecção no ebay... Se a memória não me falha acho que alguém chegou a licitar no valor de $3,002, 000 USD (valor inicial da venda era $3,000,000 USD... trocos comparado com o valor real da colecção!) mas acho que o negócio não foi para a frente.
Se alguma vez me aceitarem os "papéis para a reforma" que preencho todas as sextas-feiras, podem ter a certeza que fico com ela!
Seria uma pena ver um património destes perdido... Isto deveria era ser guardado por uma instituição como património da humanidade!
Segundo se consta todos os generos musicais de musica americana encontram-se nesta colecção, desde rock, jazz, country, R&B, blues, new age, Broadway and Hollywood, bluegrass, folk, children’s, comedy, Musica de Natal.... enfim muita coisa.
Mais de metade dos discos são novos, havendo inclusive inúmeros discos que nunca foram distribuídos ao público. Todos os discos desta colecção foram comprados pelo próprio Paul Mawhinney ao longo de 50 anos e estão guardados num armazém com cerca de 1500 m2. Estimativas apontam para um valor real superior aos 50 Milhões USD!
Nem imagino as pérolas escondidas que devem de existir no "barracão" deste senhor
Então eu andei a dizer que dEUS estava perto e ia chegar aos mortais e nunca mais disse nada? Falha imperdoável. Este peru está cansado, este peru está doente, é o que vos digo.
Atenção que os meninos vêem cá a 3 de Fevereiro (Sá da Bandeira, Porto) e 4 de Fevereiro (Aula Magna, Lisboa).
Adianto já que não é o melhor disco dos dEUS. O melhor é a obra completa. Aliás, eles não podem estar sempre a fazer o melhor. Já vi umas classificações fatelas a dar-lhes duas e três estrelas (provavelmente “críticos” que deram 5* aos Fleet Foxes…), mas não lhes liguem. Os dEUS são uma reserva estratégica da Bélgica, a par com a cerveja com o mesmo nome (e algumas outras), os chocolates e a cidade de Bruges. Ou mellhor, são uma reserva estratégica do Continente contra a hegemonia inglesa. Fazem do melhor rock que já se ouviu deste lado do Canal da Mancha.
E o disco é bom. A “keep you close” da abertura é fantástica, mesmo; “the final blast”, que lhe segue, é fantástica também. A terceira, “dark sets in”, remete mais para os deus mais antigos, os de “In bar, under the sea”. “Twice (We survive)” é gospel, com alguns toques de Spiritualized na maneira estática como o tema progride. “Constant now” ensaia um tema mais pop, de melodia alinhavada a piano, quase próximo do hip hop, mas que não soa nada a essa coisa. E por aí fora…
Estes iconoclastas deslumbradas pela anti-imagem do divino ganharam uma serenidade melódica soberba desde “The Ideal Crash”. Na realidade, estamos a falar sobretudo do seu líder Tom Baarman (que fez também um perturbante e muito recomendável filme, “Anyway the Wind blows”).
Se é certo que os dEUS já não são a banda disruptiva que nos deu pérolas alternativas como Suds’n’Soda ou For the Roses, não se tornaram, for sure, bundões alinhados ou coisa parecida. A sua consistência estilística é notável e desde 1994 editaram apenas 7 trabalhos, mas cada um deles merece ser ouvido com atenção. Não há mandioquinha para encher buracos na sua obra. Ouçam… e cheguem mais perto de deus.
Foi no passado dia 2 do corrente que esta grande ARTISTA completou 50 anos de vida e como, tal, senti necessidade de lhe prestar aqui mais uma homenagem.
Na minha (muito) modesta e tímida opinião, a K D LANG tem uma das melhores vozes femininas que já ouvi em toda a minha vida. Não sei se é a melhor (muitos certamente discordam desta afirmação e eu própria conheço mais, muito boas) mas é para mim "a mais antiga", a primeira que conheci na minha licenciatura no mundo da música - onde ainda não passei do primeiro semestre, entenda-se - e me encantou profundamente.
Fiquei fascinada a primeira vez que a ouvi, encantada, enternecida e irremediavelmente rendida.
Mais do que A VOZ ela representa um estilo e uma intensidade que não reconheço em muitos artistas. A composição das suas canções, as letras, o timbre da voz inconfundível, tornam-na única.
PARABÉNS K.D. Lang, aguardo ansiosa a oportunidade de ouvi-la ao vivo. Deixo uma interpretação arrebatadora.
Faixa em http://www.cuneiformrecords.com/realaudio/Blixt_Moon.mp3
Blixt is the first release by a phenomenal new power trio of three seasoned, world class musicians. Their music touches on many aspects of the most creative history of the power trio in rock music; the unbelievable sounds wrested from normal instruments that the Jimi Hendrix Experience gave to the world, the singular freedom used by Guru Guru and the grafting of together of rock, progressive, jazz and punk that was pioneered by Massacre (and the group in which Bill pretty much began his career). If Cream was the first guitar-led supergroup, Blixt is its present-day aftershock. Five decades on, the sound is heavier and darker, the mix of ingredients more transgressive, the origins of the musicians more global, and the harmonic and rhythmic palettes more complex. But at the core of both Cream and Blixt is an unholy marriage of rock and jazz, riffs and improv, the viscera and the cerebrum. And both bands, at their most confrontational, can peel the ears clean off your head.
The three players contribute really nice, simple and powerful heads that the band use as a springboard for their powerful improvisations around the themes. Recorded almost completely live in the studio, the emphasis is on the spontaneity and great musicianship of the players.
Guitarist Raoul Björkenheim emerged from Finland in the 1980s with Edward Vesala, started his own group Krakatau who recorded two self-released albums and then recorded two more albums for ECM. We're long-time supporters of his work, having worked with Raoul on Cuneiform for over 15 years. As anyone who has ever seen him perform can tell you, Raoul is a seriously major – if under-appreciated – guitar hero. Most recently, he has kept an active profile with Scorch Trio, with whom he has released 4 albums.
Bassist Bill Laswell has been a major figure in creative music for 3 decades as a performer as well as a producer. Emerging as one of the earliest figures in the unbelievably creative 'downtown' sound movement in the late 70s, he produced early 'punk/jazz' classics with Curlew, Material and the aforementioned Massacre. The list of major names in jazz and rock he has worked with since that time is voluminous; his productions and/or the releases he has appeared on have sold millions of copies and some have directly changed the face of popular music. His stamp is on literally hundreds of albums, the majority of them characterized by a sound fusing the energy of punk with the bone-rattling rhythms of dub and funk.
Drummer Morgan Ågren was voted the #1 best fusion drummer in the Modern Drummer Readers Poll of 2010! A Grammy Award-winning musician on both sides of the Atlantic for his work with Zappa's Universe, He's one of the most amazing drummers out there today; and there are a lot them vying for that title!. He has worked with keyboardist Mats Öberg as Mats/Morgan for over 30 years (since he was 14 and Mats was 10!) and together they have released 8 albums.
Coleccionar discos é um enorme prazer, porque os discos são objectos que nos dão prazer; não é só a avidez da colecção e possuir raridades que move os coleccionadores. A música, ao contrario de outras colecções, tem uma utilidade que não se esgota na posse do objecto.
Diria mesmo que neste tempo de democracia digital, em que tudo está acessível a todos, coleccionar discos é uma forma de resistência. Quanto mais o computador é inundado de downloads, maior é a vontade de o fechar e pôr no prato o disco preto.
A última panca que me deu é procurar singles. Nunca liguei nada aos singles, que eram vistos como o parente pobre do disco nobre, o 33 rpm. Contudo, e não ignorando o facto de que por vezes os singles tinham melhor som que os irmãos mais velhos, o single tem o apelo especial de ser o tema escolhido do LP. E por vezes precediam mesmo a edição do LP. E depois há os misteriosos lados B, que às vezes acumulavam pó, outras vezes escondiam pérolas.
As horas passadas a vasculhar discotecas são horas de expectativa: até que nos sentemos em frente ao gira-discos (depois de convenientemente lavados os discos) e comecemos a desfrutar.
O que é importante é criar uma colecção que tenha a nossa cara. Procurar as músicas com que nos identificamos. Ou então procurá-las com um fim específico, como fazer uma festa revivalista.
E depois há o prazer físico do objecto: a capa (quando não é uma das capas genéricas brancas), o rótulo da editora, as próprias editoras míticas, como a Vertigo, a Blue Note ou a Tamla Motown...
Uma discoteca de Lisboa tem à venda a preço de saldo um espólio importante de singles, a maior parte proveniente de rádios, com muitas edições inglesas e americanas. Nas buscas no espólio tem aparecido coisas interessantes, embora seja preciso estar atento à qualidade dos discos. É que os singles, pela sua menor importância e maior portabilidade, sempre foram a festas onde se entornavam copos e conviviam com agulhas rombudas e foram desprezados para cantos esconsos onde às vezes os gatos e os cães iam aninhar-se. Daí ser fundamental a "desparasitação"...
Os raids recentes permitiram desenterrar algumas preciosidades:
Laura Nyro . It's Gonna Take a Miracle / Desiree - edição original americana, lançada a 11 de Fevereiro de 1972. Laura Nyro foi uma das melhores autoras e cantoras americanas dos anos 70, um verdadeiro ídolo da ala mais esclarecida da música popular americana. Joss Stone é uma herdeira da sua intensidade (embora não da sua criatividade).
David Crosby - Traction in the rain / Orleans - 1971 - edição portuguesa
Beach Boys - God Only Knows / Beach Boys Medley - 1966 - edição inglesa - belíssimo tema
Beach Boys - Surfin' USA / Shut Down - edição inglesa
John Lennon & Plastic Ono Band - Power to the People / Open your Box - 1971 - edição inglesa da Apple Records
Plastic Ono Band - Give Peace a Chance / Remember Love - 1969 - edição inglesa da Apple, com a nota impressa: recorded in room 1742 Hotel La Reine Elizabeth, Montreal
John Lennon - Mind Games / Meat City - 1973 - ed. inglesa
Amen Corner - (IF PARADISE IS) HALF AS NICE / HEY HEY GIRL - 1969 - curiosidade de Gales que conta como vocalista com Andy Fairweather Low, actualmente a tocar com Roger Waters
Joni Mitchell - Casey / This Flight Tonigth - 1971 - ed. portuguesa - do álbum "Blue", uma das suas obras-primas
Jimmie Spheeris - The Original Tap Dancing Kid / Beautiful News - ed. americana, 1973 - é quase impossível encontrar cds deste autor americano de culto (há alguns à venda na net, usados, entre 20 e 30€), mas ainda se vão encontrando alguns vinis.
John Kongos - Sometimes it's not enough/ He's Gonna step on you again - 1971 - mais que uma raridade, é uma obscuridade, porque este sul africano que se mudou para Londres em busca de êxito produziu muito pouco.
Elvis Costello - Accidents will happen 1979 - ed. inglesa - um single de um dos primeiros Lp's de Costello (Armed Forces), tem a particularidade de, em referência ao título, a capa estar impressa na parte de dentro e não da parte de fora.
Marlene Dietrich - Lily Marlene / Symphonie - O tema mais conhecido da diva do cinema, numa reedição de 1980.
A maior parte do chamado prog recente soa como uma versão degradada dos Genesis - segunda encarnação ou, pior ainda, dos Marillion, eles próprios uma fotocópia em papel higiénico dos Genesis II. Ou seja, muito do que se ouve por aí é um neo-prog descarado, sem pinga de originalidade. Ou então são aqueles tipos do prog metal, que metralham música e mudam de tons para parecerem progressivos.
Por isso não acompanho com muita dedicação o que se vai fazendo (o investimento raramente compensa). No entanto, tem havido algumas boas surpresas. Os Anekdoten (já com uns anos), os White Willow ou os Paatos (todos nórdicos...), são bons exemplos.
Quando surge uma voz original (nota: não estou a dizer "sem referências"), é algo muito bem vindo. É o caso de Phi Yaan-Zek, guitarrista londrino. Há aqui Frank Zappa de The Adventures the Greggary Peccary (De "Studio Tan"), mas é uma outra coisa. É uma mistura pessoal de jazz, clássico e hard rock. Mas com o espírito de liberdade criativa que é a grande herança musical de Zappa.
Encontrei muito pouca coisa dele no TeuTubo, mas esta é um bom exemplo. Ora ouçam:
Lulu is a musical collaboration between Lou Reed and Metallica.
After Lou performed with Metallica at the Rock and Roll Hall of Fame concerts in New York in 2009 they all knew they wanted to make more music together.
Lulu is released on 31 October 2011 and is available to pre-order now in two formats.
Lou Reid & Metallica 'Lulu' Deluxe Poster Tube Edition:
- 2 x CDs in a digipack fold out wallet
- Giant lyrics poster (1.2 metres x 1.6 metres)
- 3 frameable Anton Corbijn Prints (50cm x 50.8cm)
It is all contained within a fully artworked bespoke numbered cardboard poster tube (13cm x1.24m).
Crosby and Nash… dirão muitos que lhes falta o Stills e o Young, que, esse sim, era o dream concert. Era sim senhor. Mas, como o sonho não há maneira de se realizar (pelo menos o Young não está para estes actos de revivalismo, o caminho dele é sempre em frente), há que aproveitar o que há.
E o que houve foi um excelentíssimo concerto, que digo sem hesitações que foi dos melhores que vi. Pela música, pelos músicos, pelo local e pelo facto muito especial de dois velhotes (mais de 70 anos!) estarem ali a fazer música por pleno direito, com emoção e força como há 40 atrás, sem que esse facto parecesse revivalismo ou um esforço para contentar o público…
David Crosby já passou por muito na vida, terríveis dependências e doenças, viveu os píncaros da glória e a amargura do esquecimento; fez a travessia do seu deserto pessoal (porra! Isto agora parecia o Paulo Coelho!...). Engordou e parece uma pêra, que já foi bebêda. Já Graham Nash mantém a pinta de englishman sedutor que lhe permitiu fazer rodear-se de algumas das beldades da sua geração (Joni Mitchell incluída, a destinatária de “Our House”). No palco, tratam-se como dois velhos amigos, picando-se mutuamente e demonstrando a cumplicidade de uma carreira e uma vida já longas.
O que é arrepiante é ouvi-los. Os dois juntos fazem uma das mais belas harmonizações do rock. E cantam hoje como antes, Crosby melhor que em muito do seu trabalho a solo. “Almost cut my hair”, a bandeira libertária de uma geração e um dos hinos dos 60, soa hoje mais urgente e poderosa que ouvida no mítico “Crosby, Still, Nash & Young”. E o mesmo se repete em todos os temas. “Guinnevere”, do primeiro álbum, é uma filigrana medieval para duas vozes. “To the last whale” é de fazer subir aranhas pela coluna. “Wooden ships” foi uma excursão pelos antigos e novos caminhos - e é preciso coragem para arriscar fugir das fórmulas já provadas.
As mais de duas horas do concerto sumiram-se como areia na mão. Começaram com “Eigth Miles High”, numa homenagem aos Byrds de Crosby antes dos CSN. Pelo meio houve a subida ao palco de Allan Clark, dos Hollies, a banda anterior de Nash, para cantar “Bus Stop”. Houve uma dedicatória do concerto a David Gilmour, “pela trabalho inspirador dele”. Houve uma secreta esperança de que ele se juntasse à banda em palco, retribuindo o que eles fizeram no concerto dele no RAH, mas em vão. Foi com a sensação de oportunidade perdida que soube depois que Gilmour assistiu ao concerto num dos camarotes…
Acabou com o Royal Albert Hall a cantar em coro “Teach your children”.
A banda era de excelente qualidade, qualquer um deles músico de excepção, sendo difícil destacar algum deles, embora o guitarrista me tenha parecido incrivelmente versátil e competente. Mas qualquer um deles é um músico de mão cheia por direito próprio. Com a curiosidade do filho de Crosby tocar (e bem!), piano.
Um comentário final para a especulação sobre as verdadeiras motivações de tournées como esta. Acredito que sejam pecuniárias, o que para mim não levanta problemas de maior. São músicos, vivem da música, têm que fazer dinheiro dela. Provavelmente, os royalties, se os souberam acautelar através de contratos correctamente feitos, não são hoje o que foram no passado. Tanto a sua projecção como artistas como a pirataria digital devem fazer com que a sua notoriedade seja bastante superior à sua rentabilidade… Os concertos são hoje uma das fontes de rendimento dos artistas, aos quais somam as edições em DVD (também eles pirateados…)e o merchandising. Curiosamente, no concerto era possível comprar por 20 libras a gravação do mesmo, a fazer por FLAC, lossless ou mp3 a partir de um site. Uma forma inteligente de fazer dinheiro e satisfazer a nostalgia de quem assiste. Acabo de fazer o download do concerto, e é certamente diferente poder dizer “este é o concerto que ouvi no RAH” de ouvir uma qualquer outra gravação ao vivo. Portanto , façam o dinheiro que quiserem desde que nos dêem música desta qualidade.
A banda:
James Raymond -keyboards
Dean Parks – guitar
Kevin McCormick- bass
Steve DiStanislao on drums.
O alinhamento
(tirado de memória, alguns nomes podem não corresponder ao nome real dos temas…)
1ª parte
Eigth miles high
I used to be king
Long time gone
Marrakech express
Lay me down
Old soldier
A song before I go
Slice of time
Don't dig here
Critical mass
To the last whale
Almost cut my hair
2ª parte
Alan Clark the hollies - bus stop
Our house
Guinnevere
In your name
Who are the men
They want it all
Having it all
Vendome
Cathedral
Deja vu
Military madness
Wooden ships
Da newsletter semanal da Record Collector, um ponto em defesa do vinil, que eu partilho.
Também já me vi olhado como um lunático por defender o disco preto, um fulano raro, no mínimo. Nada que me afecte, mas tenho visto as pessoas "normais" mudarem de opinião muitas vezes, a maior parte das vezes sem se aperceberem e sem se darem conta das razões das posições que defendem. Sempre foi assim, sempre assim será. A memória é um instrumento poderosíssimo, a maior parte das vezes incómodo. Quando as posições passadas se tornam incómodas (mesmo que devidamente registadas sem margem para dúvida), entram em cena as teorias de interpretação da história. Mas isso já é muita filosofia para um tema tão simples...
I’ve got friends who regard me as a lunatic for buying records. They can’t understand why I’d want to clutter up the house with sheets of black plastic encased in cardboard. After all, why not invest in an MP3 player and free up 40 acres of floor space occupied by vinyl? Actually, I am not the sort of idiot who thinks a laptop is another name for a cat. And I do own an MP3 player, but it’s full of vinyl that I’ve ‘ripped’ on to it – what’s the point? But sometimes there’s an advantage in being a Luddite. The newspaper – yes, an old-fashioned paper, not an cyberspace transmission – tells me that PlayStations have been under cyber attack, and that the Blackberry has been knackered for days owing to some wee glitch. I am glad to report that my portable entertainment system (no, no, not that one missus) of two Technics SL 1200s, a mixer and a prohibitively weighty box of 45s is still fully functional. It might not be completely convenient to carry with me on the daily commute but at least it doesn’t depend on anything other than 240 volts delivered via a 13 amp plug to work. As someone once said of The Troggs, it’s so far behind, it’s in front. In fact, some experts in technology believe that vinyl will be the last survivor of our musical era: it is delivered by mechanical means and long after the current computer musical formats have been made redundant and CDs have disintegrated, someone will be able to create the means to play these funny bits of black plastic to hear what it was shook our groove thang back in the early 2000s. The future is apparently vinyl. Who’d have thought it...
Os Soulwax, famosa dupla de Dj's, deixou de publicar obra em suporte físico, pelo menos para já.
Conhecidos pelos discos em nome próprio, pelas inumeras colaborações (ver Wikipedia) e pela longa série de misturas Hang all the DJs, decidiram agorar dedicar-se a transmitir via web (http://radiosoulwax.com/) e a lançar uma aplicação para iphone, ipad e android através da qual fazem broadcasting das suas misturas (das quais também se pode fazer downoad). E esta, hein?
Não é uma forma de promover a música, é a própria difusão da música.
As misturas são boas e têm o plus de serem acompanhadas de animações das capas dos discos usadas.
A semana passada, no dia 5, morreu, sem grande alarido, Bert Jansch, um dos maiores guitarristas do Reino Unido na área folk, embora a sua obra transcenda o género. Com John Renbourn, Jacqui McShe e Danny Thompson criou os Pentangle, grupo ainda hoje muito admirado pelo cruzamento entre a folk e o jazz.
Era um guitarrista de grande sensibilidade, e compositor muito apreciado. O seu último álbum, "The Black Swan", data já de 2006 e foi considerado um dos grandes trabalhos desse ano.
Tori Amos não se cansa de lançar álbuns. As opiniões dividem-se sobre esta autora-compositora, sobretudo desde que lançou "boys from Pele", que rompeu com o que tinha feito anteriormente. Há quem a ache muito sedutora, há quem a deteste. Inegavelmente, tem uma bela voz, por vezes muito parecida com a de Kate Bush. Eu confesso que lhe perdi o rasto ao fim de vários álbuns, por não ver nada de realmente diferente entre eles.
Não viria ela aqui hoje não fora a atenção que o seu ultimo, e décimo segundo, "night of hunters" está a despertar. Trata-se dO primeiro album que grava para a Deutsche Gramophon e é um álbum inteiramente orgânico, perdão, gravado com acompanhamento orquestral... É certo que o seu estilo pianistico tende frequentemente a ser demasiado literal, isto é, a acompanhar a voz, mas tenho que dizer que o resultado final é bom. Tem belos temas, como "snowblind", "battle of trees" ou "cactus practice", este, tal como "job's coffin", com a particularidade de ser cantado em dueto com a sua filha Tash. Aliás, este é um ponto que tem levantado mais polémica, com comentários azedos no youtube. Parece que há quem não aprecie crianças a cantar. Eu acho que o resultado está interessante e don't give a shit para os comentários. Ouçam e julguem pelos vossos ouvidos.
http://www.youtube.com/watch?v=VEIIn_cBzfU&feature=youtube_gdata_player
O quinteto durou até ao seguinte e era constituído po r John Coltrane (ts), Red Garland (p), Paul Chambers (b), "Philly" Joe Jones (d), além do próprio Miles claro.
São 6 temas, cada um melhor que o outro, mas confesso a minha predilecção pela versão de "My Funny Valentine", imbatível em discrição e elegância (competindo com a minha "all time favourite, a de Chet Baker no disco "The Last Great Concert"). Os temas, além desse: "Blues by Five", "When lights are low", "Airegin", "Tune up".
Agora que está por aí a aparecer a sua nova experiência (a qual, ocasionalmente, inclui um CD), "Biophilia", parece-me lógico voltar onde tudo começou - ao momento em que Björk deixou de querer ser uma artista pop para ser só uma artista.
Note-se: ela sempre foi excelente. E é uma das poucas artistas (e não estou a escolher as artes em que eu a qualifico com este grau superlativo absoluto), a deixar permanentemente marca, a sua marca, independentemente do meio escolhido. O seu primeiro álbum já é um primor (trocadilho entre primeiro e amor...). "Venus as a boy" deveria ser administrado intra-uterinamente às gerações futuras, para fixar de vez o bom gosto na espécie humana.
Bom... esse momento foi quando Björk foi actriz em "Dancer in the Dark", de Lars Von Trier, e compositora da banda sonora ("Selma Songs"). No filme, um dos momentos sublimes é a negação do mundo pela quase-cega, dizendo que já viu tudo o que tinha a ver.
Título muito revelador, este "Dancer in the dark". Mesmo para quem vive no escuro é possível dançar. Ou sobretudo para quem vive no escuro?
Desafio qualquer alma (excepto, naturalmente, alguns que conheço, sem alma), a ver este filme sem se comover.
Este Selma Songs foi sucedido no mesmo ano (2000) pelo belíssimo "Vespertine", que permanecerá para mim sempre enredado numa teia subterrânea de sonhos. Há dez anos atrás, costumava ouvi-lo antes de adormecer e em não poucas noites foi o som da minha insónia.
Poderá a perfuração de um mamilo ser um momento de poesia? Sim, se for poesia pagã. Sim, se a poetisa for Björk.
Pois é. Assim como quem não quer a coisa, Shakira junta-se a Roger Waters para comprar uma ilha nas Bahamas, destinada a um resort turístico. Está no Expresso desta semana.
Almas gémeas, hein? Pelo menos nos negócios.
Consta que após o primeiro encontro RW ficou assim:
A new digital single, "Don't Dig Here" by Crosby & Nash is now being offered for free, from iTunes.
The song was written by James Raymond. Performed by David Crosby, Graham Nash, James Raymond, Russ Kunkel, Leland Sklar, Dean Parks and Jeff Pevar. Produced by Russ and Nathaniel Kunkel.
The always intimate Vicar Street played host to veteran folk rockers Crosby and Nash on Tuesday night. The two great friends and founding members of dysfunctional super-group Crosby, Stills & Nash (& Young) turned in a captivating and stunning show full of passion and verve that belied their age.
The concert kicked off strongly with the Byrds' psychedelic anthem Eight Miles High and with more solo works from both artists, newer tracks from their most recent releases and several diamonds from their late 60's and 70's chart-topping peak it was a show that had something for everyone. Crosby and Nash's trademark hippie activism was also to the fore throughout with genuinely angry and passionate introductions to songs dealing with topics such as nuclear waste, saving the whales, corporate greed, the distribution of wealth, and war.
As a whole, the two and a half hour show the featured some near flawless performances. The two starts were ably backed by four excellent musicians, including Crosby's son James Raymond on keyboards. The between song bantering between Crosby and Nash was also terrific, a real highlight. They played off each other wonderfully and they come across simply as two great friends who enjoy making music with each other, even after forty odd years together. Crosby bringing up the Black and Tans to slag the Englishman Nash and Nash forcing Crosby to admit to having a body shaped like an avocado were just two of the funnier wisecracks from the pair, who were in really good form throughout.
And the songs. Classics such as a hard rocking Long Time Coming, a wonderfully eccentric Marrakesh Express, an extended Déjà vu including a rare harmonica solo from Nash, Our House with a funny stat about women losing their virginity to it from Crosby, a delicate acoustic duet on Guinnevere, Cathedral and Military Madness just some of the highlights of a fabulous show. The great thing about this concert was that Crosby and Nash saved their best for last, blowing everybody in the audience away with the closing four songs. No one in the audience was sitting down by the end of this gig, people were getting lost in the amazing occasion.
First of the four was Almost Cut My Hair with that distinctive throaty Crosby vocal showing he's still got it was the highlight of the evening for me. The raw power of the song really had an impact and got people standing. They followed this with a similarly powerful version of Wooden ships which the band really rocked hard before they then left the stage to huge applause. After a short break the band returned for an encore starting with a version of Chicago sounding every bit as powerful as it was when first released 40 years ago before Crosby and Nash closed the show with a lovely version of Teach Your Children which had everyone singing along, bringing us all down gently and letting us float off into the night on the back of an amazing experience.
Estes são polacos, e descobri-os por intermédio do dono de uma loja de discos de rock progressivo em Varsóvia, num páteo nas traseiras da cosmopolita Nowy Swiát. Garantiu-me que eram uma preciosidade e lá trouxe o CD. Soam muito a Cream polacos e estão na mesma linha dos dinamarqueses Young Flowers que o Sérgio R. partilhou aqui há uns dias em comentário e que eu aproveito para por aqui por extenso.
O rock progressivo tem estado muito activo a Leste, com boas bandas polacas e húngaras, por exemplo. Os After Crying são um coelctivo de oito elementos, húngaro, excelentes instrumentistas e compositores. Os primeiros álbuns apontam para um cruzamento do clássico com o rock, sobretudo com as cores dos King Crimson do período 73-75 e também dos ELP. Este tema é do último trabalho deles, de 2003, "Show", e é o melhor tema de um disco desiquilibrado, que procura muitos caminhos e encontra poucos. Mas este, sendo diferente de tudo o que fizeram antes, é um tema que não desmerece em qualquer antologia completa do prog. Como é um tema muito longo, vai em três partes.