De Charlotte Gainsbourg, o nome diz tudo (filha de Gainsbourg e de Jane Birkin, who else?). De Beck, a fama precede-o e, embora mais na sombra nos anos 10, o seu passado de inovador irrequieto nos anos 90 e 00 é suficiente para lhe continuar a dar um lugar de destaque. Este tema é já de 2010, do único disco da parceria ("IRM"), em que Beck resolveu dar uma mão a Gainsbourg, compondo, emprestando musicos, produzindo... O resultado é francamente interessante e vale a penar visitar ou (re)-visitar.
Eu tenho uma feição especial por vozes femininas suaves que cantam em francês, portanto a escolha não poderia deixar de ser este Le Chat du Café des Artistes para lembrar o disco:
06 agosto 2012
03 agosto 2012
Nova Música: Tame Impala preparam-se para lançar novo disco
Depois de InnerSpeaker, que causou algum furor há dois anos, estes australianos um bocado marados mas fixes e com uma música que pede atenção vão lançar um dia destes e que se chamará Lonerism e já tem capa:
Aqui pode-se fazer o download do tema de apresentação:
http://wwwidgets.modularpeople.com/tame-impala-apocalypse-dreams/
Aqui pode-se fazer o download do tema de apresentação:
http://wwwidgets.modularpeople.com/tame-impala-apocalypse-dreams/
Montreux Jazz Summit: Hot Jazz!
A este não consigo fazer o embedd, que não deixam (gosto muito de fazer o embedd, embora não despreze fazer também o outofbedd...).
http://www.youtube.com/watch?v=-pigBjl-DM8
Também se pode ouvir no GrooveShark:
http://grooveshark.com/#!/artist/Montreux+Summit+1977/1947350
Mas vale a pena ir ao Sítio do Costume para ouvir esta explosão de jazz em Montreux em 1977 - uma parada de estrelas numa versão de 26 minutos do clássico "All Blues".
Encontrei o vinil à venda e desde aí que sou um homem muito mais feliz.
Eis a lista de temas e dos músicos que tocam no disco:
1. Montreux Summit (Bob James) - 10:46
2. Infant Eyes (Wayne Shorter) - 11:25
3. Blues March (Benny Golson) - 25.59
4. Bahama Mama (Alphonso Johnson) - 7:52
5. Fried Bananas (Dexter Gordon) - 13:13
6. Andromeda (Jay Chattaway) - 21:37
- Bass – Alphonso Johnson (tracks: A1, B, C1, D), Gordon Johnson (tracks: A2, C2)
- Drums – Billy Brooks (2) (tracks: C2), Billy Cobham (tracks: A1, B, C1, D), Peter Erskine (tracks: A2)
- Flute – Bobbi Humphrey (tracks: A1, B, C1, D), Hubert Laws (tracks: A1, B, D), Thijs Van Leer (tracks: A1, B, D)
- Guitar – Eric Gale (tracks: A1, B, C1, D), Janne Schaffer (tracks: A1, D), Steve Khan (tracks: A1, B, C1, D)
- Keyboards – Bob James (tracks: A1, D), George Duke (tracks: A1, D)
- Percussion – Ralph MacDonald (tracks: A1, B, C1, D)
- Piano – Bob James (tracks: A2, B), George Duke (tracks: B, C2)
- Saxophone [Tenor] – Benny Golson (tracks: A1, B, D), Dexter Gordon (tracks: A1, B, C2, D), Stan Getz (tracks: A1 to B, D)
- Synthesizer – Bob James (tracks: C1)
- Trombone – Slide Hampton (tracks: C2)
- Trumpet – Maynard Ferguson (tracks: A1, B, D), Woody Shaw (tracks: A1, B, C2, D)
Soltem as Cassetes!
As cassetes, também carinhosamente chamdas de K7s, viveram connosco longos momentos das nossas vidas (sim! de todos nós com mais de 30 anos). Elas foram o antepassado do mp3 e o primeiro meio sério de pirataria que tivémos ao nosso dispôr!
Ferro, Ferro-Crómio, Crómio, Metal, tipologias que nos fazem sonhar com fitas castanhas a sair pelos buraquinhos e a enredarem-se no leitor de cassetes!
Havia-as por todo o lado: em casa, no carro e na rua, com o lendário Walkmen - o ipod original.
Muitas guardam ainda hoje tesouros que nunca foram editados noutros meios (era vulgar os grupos publicarem cassetes com obras que não saiam noutros formatos, para clubes de fãs ou não), ou gravações de espetáculos. Muitos deram origem a discos piratas, com gravações que pareciam feitas dentro de um balde plástico com uma esfregona molhada por cima.
Só eu tenho umas 500 a ganhar pó na arrecadação!
Partilha connosco as tuas k7 favoritas, o que tinham e os momentos mais espetaculares a que as tuas k7 assistiram!
30 julho 2012
Hair . A força do cabelo
Primeiro um musical de sucesso na off-Broadway em 1967, com estreia na Broadway em 1968 e, 11 anos depois, um filme de Milos Forman, Hair é um dos marcos da libertação cultural, racial e política dos Estados Unidos.
Com a devida vénia, e porque não diria melhor, cito o que a Wikipédia diz a propósito do musical original:
"A product of the hippie counter-culture and sexual revolution of the 1960s, several of its songs became anthems of the anti-Vietnam War peace movement. The musical's profanity, its depiction of the use of illegal drugs, its treatment of sexuality, its irreverence for the American flag, and its nude scene caused much comment and controversy.[1] The musical broke new ground in musical theatre by defining the genre of "rock musical", using a racially integrated cast, and inviting the audience onstage for a "Be-In" finale."
Veio parar-me às mãos a banda sonora original do filme em estado novo. Diferente do original da off-Broadway (que saiu nas Selecções do Readers Digest - lembram-se das Selecções?), mais negra e cheia de funk.
Com a devida vénia, e porque não diria melhor, cito o que a Wikipédia diz a propósito do musical original:
"A product of the hippie counter-culture and sexual revolution of the 1960s, several of its songs became anthems of the anti-Vietnam War peace movement. The musical's profanity, its depiction of the use of illegal drugs, its treatment of sexuality, its irreverence for the American flag, and its nude scene caused much comment and controversy.[1] The musical broke new ground in musical theatre by defining the genre of "rock musical", using a racially integrated cast, and inviting the audience onstage for a "Be-In" finale."
Veio parar-me às mãos a banda sonora original do filme em estado novo. Diferente do original da off-Broadway (que saiu nas Selecções do Readers Digest - lembram-se das Selecções?), mais negra e cheia de funk.
Aqui fica um dos temas mais conhecidos da banda sonora. Cool, brother!
Cake: I Will Survive
Os Cake são uma banda californiana dos anos 90, com um estilo muito próprio e beneficiando de muitas influências diferentes, do rock o jazz, ao funk.... Do seu álbum Fashion Nugget veio esta deliciosa versão de "I Will Survive" que merece tanto destaque quanto a de Gloria Gaynor...
O ano passado renasceram das cinzas (o álbum anterior era de 2004 com "Showroom of compassion", que é assim - assim). Muito melhor neste pastiche-rock do disco sound!
29 julho 2012
Os ELP celebram 40 anos de carreira.
No link abaixo é possível ouvir os membros da banda a falarem dos três primeiros trabalhos e ouvir também os temas.
Lucky Men: Emerson, Lake & Palmer Celebrate The 40th Anniversary Of Their First Three Studio Albums on InTheStudio.NET Dallas,TX- July 28, 2012.
North American syndicated Rock radio show InTheStudio: The Stories Behind History’s Greatest Rock Bands mark the 40th anniversary of Emerson Lake & Palmer’s Trilogy album with a look back at their first three studio efforts. ELP were a true supergroup in progressive rock, elevating the musical genre by taking it out of the science lab and onto FM rock radio, where ultimately millions of listeners would respond in favor. Greg Lake shares with show host Redbeard how ‘Lucky Man’ ended up making the cut on ELP’s debut album.
“ I wrote “Lucky Man” when I was 12 years old... And I never had any use for it... When it came to the album and we were due to finish the album there and them, it was just a case of, ‘Does anybody got any ideas?’ And there was a silence, and I said, Well, I got this. ‘So,all right then, give it a go.’ “
The InTheStudio.NET/ Emerson Lake & Palmer MEDIUM RARE’ show is an online ONLY exclusive available now at:
HYPERLINK
Part 1 “http://www.inthestudio.net/online-only-interviews/emerson-lake-palmer-trilogy-40thanniversary/” Part 2 “http://www.inthestudio.net/online-only-interviews/emerson-lake-palmer-trilogy-40thanniversary-pt-2/”
Lucky Men: Emerson, Lake & Palmer Celebrate The 40th Anniversary Of Their First Three Studio Albums on InTheStudio.NET Dallas,TX- July 28, 2012.
North American syndicated Rock radio show InTheStudio: The Stories Behind History’s Greatest Rock Bands mark the 40th anniversary of Emerson Lake & Palmer’s Trilogy album with a look back at their first three studio efforts. ELP were a true supergroup in progressive rock, elevating the musical genre by taking it out of the science lab and onto FM rock radio, where ultimately millions of listeners would respond in favor. Greg Lake shares with show host Redbeard how ‘Lucky Man’ ended up making the cut on ELP’s debut album.
“ I wrote “Lucky Man” when I was 12 years old... And I never had any use for it... When it came to the album and we were due to finish the album there and them, it was just a case of, ‘Does anybody got any ideas?’ And there was a silence, and I said, Well, I got this. ‘So,all right then, give it a go.’ “
The InTheStudio.NET/ Emerson Lake & Palmer MEDIUM RARE’ show is an online ONLY exclusive available now at:
HYPERLINK
Part 1 “http://www.inthestudio.net/online-only-interviews/emerson-lake-palmer-trilogy-40thanniversary/” Part 2 “http://www.inthestudio.net/online-only-interviews/emerson-lake-palmer-trilogy-40thanniversary-pt-2/”
27 julho 2012
Snowy White: a importância de ser 2ª figura
Snowy White não é um nome que sugira imediatamente um foco de luz sobre a sua cabeça. No entanto, se eu disser que acompanha os Pink Floyd desde meados dos anos 70 e que os acompanhou em digressões e tocou nos espetáculos do The Wall, e que toca regularmente com Roger Waters, o interesse começa a surgir. Snowy é um daqueles músicos demasiado bons para deixarem de ser requisitados pelas bandas e que tem dificuldades em conciliar o fluxo regular de trabalho que este tipo de convites geram com o desejo de ter a sua própria banda. Na verdade, o que vai fazendo é publicar albuns a solo no intervalo dos trabalhos regulares em que o solicitam.
Snowy é, naturalmente, um guitarrista experimentado; nos espetáculos ao vivo de Roger Waters cabe-lhe a parte de leão dos solos, sobretudo no Comfortably Numb, em que disputa o palco com um indivíduo mercuriano, cheio de hormonas masculinas capazes de derrubar um campo de futebol de Milfs suculentas. Na realidade, o outro indivíduo, que até não é mau guitarrista, fica-se pelo estilo e pela correção, enquanto Snowy toca com feeling e sentimento.
Cruzei-me com o seu primeiro álbum a solo numa excursão pela selva do vinil,e lá o capturei através de artimhanhas do multibanco. Deixando-o expandir-se em espiras soltas, revelou-se: no geral, fica uns furos abaixo do que Snowy sabe fazer. Demasiado pop, semi funk, a meio caminho entre ser e não ser Eric Clapton ou Mark Knopfler, não resolve as expectativas de quem, como eu, só conhece o seu trabalho na companhia de muito bons músicos. Mas, hélàs, o tema duplo "The Journey" mostra, num registo fusão, com quantas cordas se toca uma guitarra. É o tema que salva o álbum e dá um cheirinho a progressivo.
Há ainda "Bird of Paradise", um tema à la Clapton, que foi o maior hit do álbum na altura do seu lançamento e que não é de todo desinteressante, no género desossado em que Clapton se especializou (já ganhei inimigos figadais no you tube por dizer o que penso dele...). Enfim, estou para aqui com coisas, mas se me dissessem que era Slow Hand himself, comia que nem Nestum com Mel. Chapeau.
É destas figuras ultra competentes que se alimenta uma industria em que muitas vezes as cabeças de cartaz são só cartaz e pouca cabeça. Portanto, nada a dizer, sr, White.
Snowy é, naturalmente, um guitarrista experimentado; nos espetáculos ao vivo de Roger Waters cabe-lhe a parte de leão dos solos, sobretudo no Comfortably Numb, em que disputa o palco com um indivíduo mercuriano, cheio de hormonas masculinas capazes de derrubar um campo de futebol de Milfs suculentas. Na realidade, o outro indivíduo, que até não é mau guitarrista, fica-se pelo estilo e pela correção, enquanto Snowy toca com feeling e sentimento.
Cruzei-me com o seu primeiro álbum a solo numa excursão pela selva do vinil,e lá o capturei através de artimhanhas do multibanco. Deixando-o expandir-se em espiras soltas, revelou-se: no geral, fica uns furos abaixo do que Snowy sabe fazer. Demasiado pop, semi funk, a meio caminho entre ser e não ser Eric Clapton ou Mark Knopfler, não resolve as expectativas de quem, como eu, só conhece o seu trabalho na companhia de muito bons músicos. Mas, hélàs, o tema duplo "The Journey" mostra, num registo fusão, com quantas cordas se toca uma guitarra. É o tema que salva o álbum e dá um cheirinho a progressivo.
Há ainda "Bird of Paradise", um tema à la Clapton, que foi o maior hit do álbum na altura do seu lançamento e que não é de todo desinteressante, no género desossado em que Clapton se especializou (já ganhei inimigos figadais no you tube por dizer o que penso dele...). Enfim, estou para aqui com coisas, mas se me dissessem que era Slow Hand himself, comia que nem Nestum com Mel. Chapeau.
É destas figuras ultra competentes que se alimenta uma industria em que muitas vezes as cabeças de cartaz são só cartaz e pouca cabeça. Portanto, nada a dizer, sr, White.
26 julho 2012
Oldies: repescados no baú
Só pela piada, estes dois singles encontrei-os recentemente (o dos Iodo em estado novo).
Relíquias do início do rock português...
Relíquias do início do rock português...
25 julho 2012
Gilmour&Friends@RAH (HD) no sitio do costume
O youtube.. Tem destas...
Este é um concerto que há muito que ando para comprar em blu-ray mas que por força do preço que é exigido, uma média de 45€ a 60€ praticamente em todo o lado, acabei por nunca o comprar.
Felizmente há quem se dê ao trabalho de ripar estas coisas e fazer upload, e em HD, no youtube para que todos passem a ter acesso.
É com muita pena minha que nunca vi este senhor (e o Bowie, bolas!) ao vivo e a cores, exceptuando num dos melhores concertos que vi até hoje, onde o senhor lá apareceu de uma bancada VIP no RAH a acenar aos seus companheiros de armas Graham Nash e David Crosby que por sinal aparecem neste concerto e por momentos fizeram-me acreditar que haveria o mesmo câmbio que houve no anterior concerto, este!
Para agravar ainda mais a coisa, e tenho a certeza que me vou lamentar durante muitos anos, hesitei ir a Londres ver na O2 arena pela segunda vez o "The Wall" de Waters, verificar os rumores que corriam na altura e acabei por perder a oportunidade de ver (e ouvir) Waters, Gilmour e Manson juntos, on set!!
Mas enfim, é daquelas que mais vale não chorar sobre leite derramado...
O concerto que aqui deixo, foi realizado em Maio de 2006 no Royal Albert Hall na sequência da tourné de apresentação do ultimo disco a solo de Gilmour, intitulado "On an Island" (por sinal um disco que gosto muito) e conta com a presença de vários outros artistas, nomeadamente:
Richard Wright, Jon Carin, Guy Pratt, Phil Manzanera, Steve DiStanislao, David Crosby, Graham Nash, Robert Wyatt e David Bowie.
Depois de ver este concerto no youtube lá perdi amor aos euritos (antes para isto que para o triunvirato que nos ocupa o território) e lá acabei por meter no cestinho electrónico o concerto em blu-ray para poder passar a gozar o concerto em Full HD e Dolby TrueHD. Bom, quer dizer, para já como sou um homem do binário e ainda agarrado ao 10.0 (eheh) fico-me pelo LPCM a 24bit/48kHz!
Esta faz-me lembrar uma daquelas que uma vez deu origem a uma discussão de proporções épicas em que eu só me ria...
"Só há 10 tipos de pessoas que percebem de binário, as que percebem e as que não percebem!"
Set list:
1. Speak To
2. Breathe (In The Air)
3. Time
4. Breathe (In The Air) (reprise)
5. Castellorizon
6. On An Island featuring Crosby & Nash
7. The Blue featuring Crosby & Nash
8. Red Sky At Night
9. This Heaven
10. Then I Close My Eyes featuring Robert Wyatt
11. Smile
12. Take A Breath
13. A Pocketful Of Stones
14. Where We Start
15. Shine On You Crazy Diamond featuring Crosby & Nash
16. Fat Old Sun
17. Coming Back To Life
18. High Hopes
19. Echoes 1:44:20
20. Wish You Were Here
21. Find The Cost Of Freedom featuring Crosby & Nash
22. Arnold Layne featuring David Bowie
23. Comfortably Numb featuring David Bowie
PS: Se alguma vez alguém ouvir sequer o rumor de que há possibilidades de DG voltar a pisar o palco, PLEASE TAG THE RED FLAG!
24 julho 2012
Nova Música: Bat for Lashes
Natasha Khan, aliás, os Bat for Lashes têm novo álbum, previsto para Outubro ("The Haunted Man"), que se segue a "Two Suns", apenas o seu segundo registo, de 2009. Para já, temos direito a aperitivo no youtube, com esta bela canção, pela não menos bela Natasha (a merecer um dia destes um post no nosso Canto das Gatinhas. Check out:
23 julho 2012
Isto é Rock'nRoll, senhores
Os Rolling Stones que durmam descansados o seu soninho septuagenário. O Rock'n'roll continua vivo e de boa saúde, com energia para dar e vender, como se vê neste vídeo dos WELL HUNG HEART, nova banda de Robin Davey, dos Bastard Fairies.
22 julho 2012
dEUS na Russia
Uma das bandas favoritas cá do Perú são os dEUS, que tocam em Agosto em Paredes de Coura.
Lançaram há pouco "The Following Sea", fato estranhíssimo atendendo a que a sua cadencia editorial é baixa e tinham publicado em 2011 o excelente Keep You Close. Segundo disse Tom Baarman na altura, não lhes apeteceu estar à espera quatro anos para lançar o trabalho. O resultado é irregular... abaixo daquilo que nos habituaram.
Entretanto, andam em digressão pela Rússia, e vão enviando postais visuais como este:
Lançaram há pouco "The Following Sea", fato estranhíssimo atendendo a que a sua cadencia editorial é baixa e tinham publicado em 2011 o excelente Keep You Close. Segundo disse Tom Baarman na altura, não lhes apeteceu estar à espera quatro anos para lançar o trabalho. O resultado é irregular... abaixo daquilo que nos habituaram.
Entretanto, andam em digressão pela Rússia, e vão enviando postais visuais como este:
Descoberta Arqueológica: Smith Perkins Smith
Muitas vezes, ao varar pilhas de discos em segunda mão, surgem álbuns, quantas vezes a preços ridículos, que nos fazem parar e interrogar: “o que será isto?” Há alguns sinais que nos levam a identificar obras potencialmente interessantes, como os músicos que participam, a capa, a editora…Às vezes arrisco e compro alguns discos que não conheço (nem sempre é possível ouvir tudo antes de comprar ). Tenho tido algumas boas surpresas...
Um destes dias, numa pilha de discos em promoção passei por
este “Smith Perkins Smith”, quase o descartava pela carta pirosa, mas depois
olhei para a contra-capa e vi um trio cabeludo, uma edição Island de 1972 e pensei “vale
a pena arriscar”.
Depois de pôr o disco a tocar e fazer alguma pesquisa,
confirma-se: é uma boa obra americana dos anos 70, no género soft rock, bem
composta, bem cantada, bem orquestrada. Tornou-se mesmo um clássico do soft
rock americano, li algures. O que não quer dizer que seja som soporífero e
melodias a desfazer-se. Há aqui um som consistente, mas eminentemente acústico,
apoiado nas guitarras, piano e com um bom trabalho de vozes.
Há influencia nítida de Crosby, Still & Nash em temas
como "Mighty Good Time". ou em baladas como “Say no More”.
É o único trabalho da banda.
Os músicos são os irmãos Steve and Tim Smith, a que se juntou
para o disco Wayne Perkins, que foi apontado como substituto para Mick Talor e
que viria a fazer dois discos com os Stones (
“Black and Blue” e “Tattoo You”
Para aqueles que se identificam com esta área musical, um
trabalho muito interessante e que vale a pena procurar.
21 julho 2012
Video Novo de Lana Del Rey
Pronto! Agora é que o Perú entrou na silly season!
(ao mesmo tempo que outros dizem: Uf! Finalmente algo que não tem mais de 40 anos!)
Lana Del Rey é daqueles fenómenos lollipop, que surgem rodeados de muita publicidade e controvérsia. Aliás, parece que hoje em dia a controvérsia vende mais que a música. Que seria de Lady Gaga se estivéssemos apenas expostos à sua música e não fossemos bombardeados pela sua poderosa máquina de imagens e aparato mediático?
Quanto à Lana, o seu álbum Born To Die veio apresentar o seu conceito e a sua música - sobretudo o tema Video Games ganhou bastante airplay, versões e até já foi utilizado como parte da banda sonora de uma série. Tem-se discutido se é apenas mais um fenómeno musical pronto a consumir ou se há algo de mais duradouro debaixo do seu aspeto de virgem perversa. Em resumo, se tem "qualidade".
Eu não me vou meter nessa discussão, que aliás não me interessa muito. Como diria qualquer um dotado de regular senso comum, exceto alguns famosos videntes, o futuro é muito difícil de prever. Aquilo que posso dizer, depois de ter comprado a obra e a ter ouvido algumas coisas, é que se ouve bem, tem alguns temas ligeirinhos mas agradáveis, mas é chato. Suspeito que o talento dela não chegue para um álbum inteiro...
Agora lançou um novo video, "National Anthem", que apresenta uma imagem provocatória, à volta do assasinato de Kennedy, aparecendo a nossa Lana primeiro como Marylin a cantar "Happy Brthday Mr. president" e depois encarnando numa Jackie Kennedy a rigor, na mansão da família junto ao lago, no barco, no aniversário dos filhos... mas com um negro, de apareência rapper, que acaba assasinado no final. Uma alegoria sobre o dinheiro, ao fim e ao cabo. O dinheiro não pode ser rei, mas é o presidente. Será que estou a ler mal o conteúdo? Gostava de conhecer outras opiniões. Pelo menos o vídeo tem algum interesse narrativo e não é uma ilustração musical inócua. Digam de vossa justiça...
(ao mesmo tempo que outros dizem: Uf! Finalmente algo que não tem mais de 40 anos!)
Lana Del Rey é daqueles fenómenos lollipop, que surgem rodeados de muita publicidade e controvérsia. Aliás, parece que hoje em dia a controvérsia vende mais que a música. Que seria de Lady Gaga se estivéssemos apenas expostos à sua música e não fossemos bombardeados pela sua poderosa máquina de imagens e aparato mediático?
Quanto à Lana, o seu álbum Born To Die veio apresentar o seu conceito e a sua música - sobretudo o tema Video Games ganhou bastante airplay, versões e até já foi utilizado como parte da banda sonora de uma série. Tem-se discutido se é apenas mais um fenómeno musical pronto a consumir ou se há algo de mais duradouro debaixo do seu aspeto de virgem perversa. Em resumo, se tem "qualidade".
Eu não me vou meter nessa discussão, que aliás não me interessa muito. Como diria qualquer um dotado de regular senso comum, exceto alguns famosos videntes, o futuro é muito difícil de prever. Aquilo que posso dizer, depois de ter comprado a obra e a ter ouvido algumas coisas, é que se ouve bem, tem alguns temas ligeirinhos mas agradáveis, mas é chato. Suspeito que o talento dela não chegue para um álbum inteiro...
Agora lançou um novo video, "National Anthem", que apresenta uma imagem provocatória, à volta do assasinato de Kennedy, aparecendo a nossa Lana primeiro como Marylin a cantar "Happy Brthday Mr. president" e depois encarnando numa Jackie Kennedy a rigor, na mansão da família junto ao lago, no barco, no aniversário dos filhos... mas com um negro, de apareência rapper, que acaba assasinado no final. Uma alegoria sobre o dinheiro, ao fim e ao cabo. O dinheiro não pode ser rei, mas é o presidente. Será que estou a ler mal o conteúdo? Gostava de conhecer outras opiniões. Pelo menos o vídeo tem algum interesse narrativo e não é uma ilustração musical inócua. Digam de vossa justiça...
20 julho 2012
Streets of Fire
Já tenho falado a amigos e conhecidos deste álbum raro do
Duncan Browne – guitarrista/compositor inglês, injustamente desconhecido do
grande público.
Infelizmente desaparecido do mundo dos vivos em 1993 com apenas
46 anos de idade, Duncan Browne já beneficiava, ainda muito jovem, de formação
musical superior em harmonia e composição, quando decidiu ajustar a sua
experiência clássica à guitarra elétrica, influenciado por grupos como os Beatles
e os Moody Blues, entre outros vanguardistas e precursores da música “psicadélica”
e “progressiva” que caracterizou as décadas de 60 e 70, do século passado.
Não me vou alongar sobre o percurso artístico de Duncan
Browne. Há matéria na net, ainda que não muita, disponível para os mais
curiosos, bem como um registo integral (não bom mas decente) do “Streets of Fire” no Youtube. Apenas acrescentaria para os mais atentos que
o Duncan foi, conjuntamente com Peter Godwin, o criador do projeto Metro – uma
experiência de fusão com ingredientes de Glam (David Bowie, Roxy Music, T. Rex…)
e Rock progressivo. Recordam-se do “Criminal World” do Bowie? Pois vale a pena conhecer
a versão original desta música dos Metro (1976) … de resto, não é o único
exemplo de interpretações bem-sucedidas de temas do Duncan…
Indo diretamente ao objeto deste breve (eu queria que fosse…)
apontamento, o “Streets of Fire” (1979) é o álbum que sucede ao “The Wild
Places” (1978) e representa o pináculo de uma fase particularmente inspirada na
carreia do compositor. Trata-se de um trabalho muito bonito e coeso, delicado e
atmosférico, que contém qualquer coisa de nostálgico – a última música é o clímax
desta atmosfera melancólica…
Antecipando bastante do que se viria a fazer mais tarde, nos
anos 80, o álbum alia de uma forma muito natural (quase impercetível) elementos
do “Progressivo” e do “Glam”, dando origem a esta espécie invulgar de “Glamour
Sinfónico” (começo a ficar cansado destes rótulos, ainda que lhes reconheça o
mérito da comunicação).
Vale a pena conhecer…
Musica Nova: Bill Fay
Bill Fay não é nada novo, e tem andado afastado das gravações desde os anos 70. Será, para o grande público, um segredo, mas não menos interessante do que parceiros espirituais bem mais conhecidos como Nick Drake ou Leonard Cohen. Música da plavara, da balada, da inquietação metafísica.
Reconhecido mais pelos seus pares do que pelo público, Fay é visto como uma inspiração por bandas como, por exemplo, os Wilco.
De obra escassa, Bill publicou dois discos entre 69 e 71 ("Bill Fay" and "Time of the Last Persecution"), e outro em finais dos 70,"Tomorrow Tomorrow And Tomorrow". Agora voltou a gravar e vai lançar o quarto em Agosto.
Aqui fica o site de homenagem: http://www.billfay.co.uk/
O tom deste tema remete-nos para as últimas obras de Johny Cash, ou mesmo de Cohen. O tom é de pacificação, usando o gospel como metáfora da espiritualidade, num misto de aceitação e redenção. O vídeo remete-nos para uma comunhão com a Natureza que não anda longe de Terrence Malick e o seu último (e controverso filme), "A Árvore da Vida".
Obra obrigatoriamente a ouvir quando Agosto nos brindar com as suas noites tranquilas e ainda soalheiras...
Só para comparação, um dos seus melhores temas, de 1971 (ouvem ecos de Bob Dylan? Também me parece...)
Reconhecido mais pelos seus pares do que pelo público, Fay é visto como uma inspiração por bandas como, por exemplo, os Wilco.
De obra escassa, Bill publicou dois discos entre 69 e 71 ("Bill Fay" and "Time of the Last Persecution"), e outro em finais dos 70,"Tomorrow Tomorrow And Tomorrow". Agora voltou a gravar e vai lançar o quarto em Agosto.
Aqui fica o site de homenagem: http://www.billfay.co.uk/
O tom deste tema remete-nos para as últimas obras de Johny Cash, ou mesmo de Cohen. O tom é de pacificação, usando o gospel como metáfora da espiritualidade, num misto de aceitação e redenção. O vídeo remete-nos para uma comunhão com a Natureza que não anda longe de Terrence Malick e o seu último (e controverso filme), "A Árvore da Vida".
Obra obrigatoriamente a ouvir quando Agosto nos brindar com as suas noites tranquilas e ainda soalheiras...
Só para comparação, um dos seus melhores temas, de 1971 (ouvem ecos de Bob Dylan? Também me parece...)
Música Nova: Cat Power
Cat Power salta de novo e cai em quatro patas ao Sol a 4 de Setembro com novo disco: "Sun"
O tema de apresentação é Ruin - e dir-se-ia que esta gata anda saída. Depois de nos deprimir e embalar em obras anteriores, quase a apetecer que antes era de noite e todas as Cats eram pardas (desculpem, mas este trocadilho estava aqui a fazer-me cócegas nos dedos...), agora parece que o sol tomou conta da cena e que é outra vez 1982.
Está disponível para download em
http://stereogum.com/1067132/cat-power-ruin/mp3s/
A ver o que vem no resto da obra...
O tema de apresentação é Ruin - e dir-se-ia que esta gata anda saída. Depois de nos deprimir e embalar em obras anteriores, quase a apetecer que antes era de noite e todas as Cats eram pardas (desculpem, mas este trocadilho estava aqui a fazer-me cócegas nos dedos...), agora parece que o sol tomou conta da cena e que é outra vez 1982.
Está disponível para download em
http://stereogum.com/1067132/cat-power-ruin/mp3s/
A ver o que vem no resto da obra...
19 julho 2012
Música Nova: CocoRosie "We are on Fire"
Cocorosie têm novo 7"". Duas das irmãs (Bianca Leilani Casady ("Coco") e Sierra Rose Casady ("Rosie"), mais aventurosas a nascer nos Estados Unidos continuam a ser um delírio visual e um refresco sonoro. Embora elas estejam em fogo.
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