19 julho 2012

Boa música a preços de crise: Steve Howe

Steve Howe, Natural Timbre


As lojas da Galp têm sempre uma caixa com cds avulsos, daquelas séries de coisas imprestáveis ou demasiado populares para receberem consideração séria. Daí o meu espanto quando, entre os inevitáveis Ada de Castro e Carlos Paião, me apareceu o Steve Howe a 3,80€... Capturado o espécime, houve que dissecá-lo um pouco...
A capa budget
 Trata-se de um album de 2005, reeditado por uma editora budget, com uma capa diferente e com a informação reduzida ao nome das faixas e ao autor. O qual, nos 18 temas é o próprio Howe em 13, terminando o álbum com três temas dos YES: Your Move - Disillusion - To be Over.


A capa original
Steve Howe é / foi um dos grandes guitarristas do prog /do rock em geral. Técnica fabulosa, criatividade, versatilidade, são alguns dos atributos em nome próprio, além de um som límpido imediatamente reconhecível na guitarra acústica. Não é para agora enumerar a sua contribução no seio dos YES, mas é sem dúvida um dos pilares vitais da identidade da banda - para quem conhece, os minutos iniciais de Close to the Edge são vertiginosos.


A questão põe-se, nestes casos, como se sobrevive a uma identidade tão marcante. Steve Howe publicou vários álbuns pós YES. O álbum em presença demonstra uma versatilidade muito grande, entre classicos revisitados, a originais que lembram temas já conhecidos - "Intersection blues" é "the clap", claramente, (de The Yes Album).


Vários temas refrescam-se num ambiente rural, uma intenção campestre que é repousante. Já "Dream River", por exemplo, tinge-se de acordes a la Django.

O album oscila entre o tema solo, os duetos, temas com acusticas e electricas, por vezes uma seção ritmica de baixo-bateria regular, intervenções de
 banjo e violino... Paisagem variada que não deixa o ouvido descansar e não é nunca monótona.


Afinal, uma surpresa agradável. Obrigado Galp! 


E, já agora, a mesma série "Noble Price" regista edições de outros nomes progressivos:


Beggars Opera - The Final Curtain
Curved Air - Live 1990
Caravan - Here Am I
Emerson Lake & Palmer - Lucky Man
Roger Chapman (dos Family) -  Shadow n the Wall
Vários dos Tangerine Dream
Dois volumes do Le Mystère des Voix Bulgare
Astor Piazzolla
Miles Davis
Chick Corea
Santana
Rick Wakeman


Boas razões para estar atento à caixinha das promoções da Galp...

16 julho 2012

The killer lives inside me: I can feel him move...



Venho hoje aqui ao Peru prestar homenagem a um dos exemplos mais impressionantes e marcantes do denominado rock progressivo: o álbum “Pawn Hearts” dos Van Der Graaf Generator, banda pouco conhecida e certamente das mais incompreendidas…
Vale a pena conhecer este quarto álbum dos Van Der Graaf Generator, que considero ser a obra-prima da banda. Composto por três partes – “Lemmings (including Cog)”, “Man-Erg” e “A Plague of Lighthouse Keepers” – , conta-nos momentos de prenúncio e desastre, de introspeção e esperança, por via de uma linguagem musical verdadeiramente inebriante e vertiginosa.  
Uma linguagem feita de explosões e de silêncios que brotam dos incríveis e caóticos saxofones de David Jackson, da ubíqua e poderosa voz de Peter Hammill, da guitarra sombria e envolvente de Robert Fripp; do piano acústico (Hugh Banton), irrompem sons opressivos mas também de alívio e serenidade, que resultam da dissonância feroz e do cálido conforto da sua resolução. As síncopes e as paragens instantâneas de uma bateria (Guy Evans) intrépida mas simultaneamente delicada e voluptuosa, são os alicerces poderosos de toda esta espantosa simetria de contrações espasmódicas e alívio de tensões!
É impraticável falar do Pawn Hearts e dos seus efeitos…  trata-se de uma obra poderosíssima e verdadeiramente inebriante que transporta o herói ouvinte ao longo de uma vertiginosa viagem, cujo último estágio é a purificação!
Aviso importante: não ouçam este álbum em CD! Pura e simplesmente não resulta (acaba por funcionar como bom exemplo das limitações deste formato) … mais vale ir à loja dos discos pretos em segunda mão e comprar um exemplar (encontra-se com relativa facilidade), ainda que contenha algum ruído (maleita que normalmente se trata com uma boa limpeza, na ausência de outros danos).   


Robert Forster, "The Evangelist"

Recuperando uma das melhores canções dos últimos anos IMHO, pelo homem dos Go-Betweens. Do álbum "The Evangelist", de 2008.



15 julho 2012

Jaga Jazzist: uma surpresa norueguesa



Confesso primeiro a minha ignorância e depois o meu espanto.


A ignorância: como foi possível ter vivido os últimos anos sem ter conhecido uma banda do calibre desta!?


O espanto: o calibre deles!


O enquadramento, dado pelo site oficial da banda:
"Jaga Jazzist have become something of a musical phenomenon in Norway since they started 15 years ago. Not only is this 9 piece instrumental band regarded as one of the most exciting and innovative in Norway, the members are all involved in other musical projects and have in one way or another contributed to almost every significant recording to come out of that part of the world in the last few years. It has been this strong involvement with different projects, and different musical styles and sounds which is the key to the unique sound of Jaga Jazzist. With no boundaries and an arsenal that includes trumpet, trombone, electric guitars, bass, tuba, bass clarinet,saxes, keyboards, vibraphone and a rack of electronics, Jaga Jazzist create timeless music. Melodic, hypnotizing, delicate and subtle."

THE BAND 2010:
Mathias Eick – Trumpet, upright bass, keyboards + vibraphone
Marcus Forsgren – Guitars + effects
Even Ormestad – Bass + keyboards
Andreas Mjøs – Vibraphone, guitars, drums + electronics
Line Horntveth – Tuba + percussion
Martin Horntveth – Drums + drum-machines
Lars Horntveth – Tenor sax, bass-clarinet, guitars + keyboards
Øystein Moen – Keyboards
Erik Johannessen - Trombone + percussion



Os Jaga Jazzist são, pela unca e mais recente obra que conheço deles, verdadeiro rock progressivo do século XXI, daquela qualidade que sempre apreciei no progressivo: são bons independentemente do rótulo que se lhes cole. Alías, também dizem que são uma banda de nu jazz ou jazz experimental. Não interessa. A musica sobrepõe-se, e essa é um caldeirão rítmico, andamento em progresso, intercambio de frases que configuram algo de verdadeiramente novo. Ouçam...


Curiosamente, no tema título ecoa Zappa da época de Burnt Weeny Sandwich... Bom sinal, uma vez que estamos a falar da época musicalmente mais ousada de Mr. Moustache.


Esta é uma das descobertas do ano para mim, embora o álbum seja já de 2010.


Os paíes nórdicos estão com uma cena musical verdadeiramente vibrante, especialmente no jazz e no rock progressivo. A criatividade fugiu para o frio?


(nota: este é o tipo de música com alguma amplitude e complexidade para a qual o you tube se revela pequeno):




Gosto dos Hot Chip

Pode ser estranho para parte dos Peruanos habituais, mais puristas, mas os Hot Chip são um grupo que sigo com regularidade. O que gosto neles: um equilibrio precário entre som dançante e fragilidade, temas orelhudos, teclados retro e canções semi-obscuras. Isto é pop bem feito no século XXI! Serão, para os ouvidos progressivos, um guilty pleasure. E quem não gosta de guilty pleasures?? Aqui fica, do seu quinto e mais recente "In Our heads"

13 julho 2012

Hermann Szobel


É tempo de trazer ao Peru um ilustre desconhecido que foi muito ouvido e apreciado por um grupo restrito de amigos de que eu fazia parte, em 1976, quando o seu primeiro (e único) álbum saiu.
Este extraordinário trabalho de características pouco vulgares, mesmo num meio tão livre e criativo como foi na época (e continua a ser) o da música de fusão – neste caso com fortes raízes no Jazz e na música erudita –, foi integralmente concebido e escrito por Hermann Szobel quando apenas tinha 18 anos de idade!
É estranho nada mais se ter ouvido (que eu saiba) deste enigmático vienense…

Reminder: pat Metheny na Cool Jazz Fest

Pat Metheny toca na Cool Jazz Fest no dia 22 de Julho. Mais uma oportunidade para ver um dos mais importantes (mas nem sempre consensual) guitarristas das últimas 4 décadas, desta feita com a Unity Band - Chris Potter, Ben Williams e o fabuloso Antonio Sanchez na bateria.

Aqui fica um vídeo de um dos seus melhores temas de um dos melhores álbuns, Offramp, publicado pela ECM em 1979 - Are you going with me?



12 julho 2012

Uma caixa dos Doors em Vinil

Tens aí 400 dólares disponiveis? Ora aqui está um bom uso para eles!

 A Analogue Productions está a pôr cá fora uma edição cuidadosamente remasterizada, em conjunto com o produtor / engenheiro de som original, Bruce Botnick, dos seis discos da era Morrison dos Doors - os que toda a gente conhece e que lhes deu um lugar imortal no Panteão do Rock. Os dois primeiros - "The Doors" ou "Strange Days" sairam no dia 9 de Julho. Seguir-se-ão "Waiting for The Sun", "The Soft Parade", "Morrison Hotel" e o final "LA Woman". Qualquer um deles uma obra prima. Com a particularidade de serem editados em disco duplo de 45 rpm e 200 g, para melhor qualidade sonora. E com uma caixa para acomodar a obra toda, em edição limitada.

Tenho o LA Woman em vinil de 180g, versão remasterizada, e de fato o som vale a pena, pelo que esta é uma edição que não só apela aos fãs, como aos puristas do som e dos coleccionadores... um bocadinho puxadota em dólares, é certo!

Uma palavra final sobre os Doors. Sendo desde sempre uma banda de culto, que sobreviveu a gerações sucessivas, não são a mera banda-do-líder-que-morreu-muito-novo-afogado-em-excessos, como conhecemos muitas. O carisma de Jim Morrison e a sua força poética, e a música criada por Krieger-Densmore-Manzarek têm qualidade e uma frescura invejáveis. Definitivamente uma das bandas que criou um estilo e não foi nunca imitada a um nível sequer parecido. Portanto, o verdadeiro clássico do século XX!




http://store.acousticsounds.com/d/83211/The_Doors-Infinite-Vinyl_Box_Sets

Um blog dedicado ao vinil

Saudamos este entusiastas do vinil e convidamos os Peruanos a desbravar este blogue.

11 julho 2012

"Help!" completo em HD no You Tube

O youtube é uma fonte admirável de imagens em movimento e de música, e é possível encontrar obras completas (!) longas metragens, ainda por cima em alta definição. Admirável mundo novo... O filme dos Beatles de 1965 "Help!" é uma dessas obras... Obrigado pela dica, Hélio J.

Crosby Stills & Nash lançam DVD



Crosby, Stills, & Nash join forces
for their first live performance video in over 2 decades!



Crosby, Stills, & Nash join forces for their first live performance video in over 2 decades! Filmed during their 2012 tour, CSN 2012 includes many of the trio's classic hits, some new and unreleased songs, and a rare performance of "Suite: Judy Blue Eyes." The disc also includes 'A Conversation with David, Stephen and Graham,' plus interviews with their band and crew. A must-have for any CSN fan. Availabe in Blu-ray, DVD/2CD Set, Audio Download or Video Download.

Bonus Materials (DVD and Blu-ray only)
A conversation with David Crosby, Graham Nash & Stephen Stills
On the road interviews with band and crew

10 julho 2012

Caetano Veloso and David Byrne: Live at Carnegie Hall


Foi publicado há pouco pela Nonesuch Records um espetáculo de 2004 que reune duas luminárias musicais de áreas diferentes, mas que, se pensarmos um pouco, têm algum em comum: ambos individualistas, ambos sempre um pouco mainstream e um pouco à margem, ambos com um dedo para a melodia e ambos boas cabeças falantes. Enfim, senhoras e senhores, Caetano Veloso e David Byrne ao vivo no Carnegie Hall.

O disco compõem-se de temas de cada qual, seja em solo absoluto, seja com o acompanhamento de Jacques Morelenbaum no violoncelo e Mauro refosco na percussão e, finalmente, temas em que ambos partilham o palco, como na esfuziante Dreamworld: Marco de Canaveses, sobre a Marcocanavesina (?) mais famosa no Brasil: Carmen Miranda (sim, porque por cá há passarões da terra mais famosos... tristemente!). Tema esse que já tinha feito parte da coletânea: Red Hot + Lisbon.

Recomendo, além desta pela versão alucinada de Road to Nowhere, e uma versão despida de um dos melhores temas de Caetano IMHO, "Terra".




09 julho 2012

Elis Regina na Soul Jazz Records

A Soul Jazz Records é uma editora londrina que tem investido muito na divulgação da bossa nova e raridades da música brasileira dos anos 60 e 70 (entre outros). Estas edições estão disponíveis também em vinil de 180 gr.




Elis Regina in London and Tamba Trio - Tempo
Buy here.
Audio here.

CD £9.99/180-gmLP £12.99/(UK only) Digital Download £7.99

Soul Jazz Records/Universal Sound are issuing two seminal Brazilian albums by Elis Regina and Tamba Trio.

Available in all good internet and retail stores from next Monday 16 July 2012.

You can buy from us here right now.


Legendary Brazilian vocalist Elis Regina's stunning 1969 landmark London album.

An amazing, unique and highly successful mix of bossa nova, MPB, swinging funky orchestral grooves and more as Elis Regina hits the London studio scene, with UK musical direction by Peter Knight (arranger for Scott Walker). ‘Elis in London’ is a stunning and unique album mixing Brazilian and late 1960s British music sensibilities, from the queen of Brazilian music.

Featuring definitive versions of classic tunes such as Edu Lobo’s ‘Upa Neguinho’ as well as songs by Jorge Ben, Tom Jobim and Menescal. Elis Regina is perhaps the greatest talent ever to come out of Brazil - and this unique album was recorded at the height of her career.

Brazilian musician legends Wilson das Neves, Meirelles and Antonio Adolfo alongside an absolutely on-fire set of Britain’s studio musicians creates one of the most successful meetings of musical worlds.



Following on from our earlier release ‘Avanco’ comes Tempo – an album blending bossa nova and jazz with an unparalleled experimentalism. Originally released in Brazil in 1964, The Tamba Trio’s third album Tempo is a deep bossa jazz masterpiece.

The group were centred around the genius pianist/composer Luiz Eca, alongside Bebeto on flute and bass and Helcio Milito on drums. Emerging out of Brazil’s new Bossa Nova scene at the start of the 1960s, they became the key group of musicians associated with all the major singers of the period - Carlos Lyra, Edu Lobo, Nara Leão, Sylvia Telles and more - as well as a stunning body of work as a group in their own right.

Both these albums come in bespoke high quality box-edition CDs  with exact-reproduction artwork of the original album, never before released outside Brazil. Their is also a very collectable limited edition (1000 worldwide), exact-repro vinyl edition with hardback American-pressed sleeve and heavyweight 180 gm vinyl of each title.



Rich Hopkins and Luminarios - Friend Of The Shooter

Rock clássico americano, muito na linha de Neil Young, com longas improvisações.Editaram agora "Buried Treasures"

06 julho 2012

Novidades na Speakers Corners Records / Pure Pleasure


      NEU VON SPEAKERS CORNER RECORDS
 
    Columbia CS 8984

Thelonious Monk
It's Monk's Time

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      NEU VON ACOUSTIC SOUNDS
 
     
 
  AAPP 043

Norah Jones
Feels Like Home
(200g-edition)

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  AAPJ 8192

Dave Brubeck Quartet
Time Out
(45rpm, 200g-edition)

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  AAPP 74007

The Doors
s/t
(45rpm, 200g edition)

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  AAPP 74014

The Doors
Strange Days
(45rpm, 200g edition)

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      NEU VON PURE PLEASURE
 
    UAJS 15003

Bill Evans & Jim Hall
Undercurrent

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05 julho 2012

Wowie Zowie! The World of Progressive Music


Este é o nome de um álbum que comprei em deambulação pelos Camden Markets em Londres esta semana. Editado em 1969, faz parte daquele lote de discos de divulgação de nomes novos que as editoras agrupavam sob um determinado rótulo. Alguns deles, como os lançados pela Vertigo, tornaram-se álbuns muito relevantes em si próprios. No caso, este dedica-se a divulgar nomes de alguma forma ligados à editora Decca e que se enquadravam no rótulo "Progressive Music".

Um  rótulo difícil de definir, convenhamos. Mas ao qual não é difícil traçar uma origem. O álbum Sgt. Peppers, dos Beatles, foi a primeira pedra fundadora, com capacidade suficiente para suportar convenientemente todo um edifício futuro que veio a ser erigido sobre ela. Mas outros culpados podem ser chamados à pedra (so to speak): Days of Future Passed, o primeiro disco da segunda encarnação dos Moody Blues, The Piper at the Gates of Dawn, o 1º LP dos Pink Floyd, o primeiro disco dos Procol Harum (o de Whiter Shade of Pale), ou, na Costa Oeste dos EUA, o álbum Freak Out!, de Frank Zappa. Todos eles pais consentâneos de um fenómeno que dominou musicalmente o final dos anos 60 e a primeira metade dos anos 70 (a 1ª encarnação do prog).

Mas estas estorias levam-nos por um longo caminho... que tem vindo a ser contado no Perú através de alguns dos seus discos, e que continuará em muitos mais. Para já, detenhamo-nos neste que hoje ressuscitei de uma poeirenta existência numa loja  2 X 2 no Camden Lock Market. 43 minutes 32 seconds of Wowie Zowie, promete na capa. O que é uma forma de dizer: coisas novas, espanto, raio e corisco, bum! Na altura acreditava-se que se progredia, porque se deixava para trás um mundo antiquado e formal, e porque se criavam novas formas musicais. Fosse através do psicadelismo feroz dos Pink Floyd, ou suave dos Quicksilver Messenger Service, ou na fusão música clássica - pop rock dos Moody Blues, ou no orientalismo dos Beatles (que começou antes de Sgt. Pepper, em Revolver). Tudo cabia no rótulo alargado do progressivo. E particularmente no caso da Decca, que tinha fundado uma etiqueta especificamente para o género - a Deram - havia que rentabilizar um género alargando-o a obras que hoje, rigorosamente, não se enquadram no conceito.

Na verdade, na altura a editora ainda não tinha assim tantos nomes para encher o disco. Ouvindo os 10 temas deste LP encontramos expressões verdadeiramente progressivas, como "Down at Circes Place", dos Touch, "Communion", dos East of Eden, ou "In the Beginning", do primeiro álbum dos Genesis, mas também blues de John Mayall e Savoy Brown e jazz gentil do John Cameron Quartet em "Go Away, Come back another day". Novos caminhos,isso sim, obras muito interessantes, algumas totalmente ignoradas hoje em dia.

Pelo que, se um dia destes vos encontrardes caminhando pelo empedrado do Lock Market e derem de caras com uma pequena casa repleta de discos de vinil, peçam este Wowie Zowie (5 libras). Havia lá outro, podem trazer à confiança. Ah! Isto caso já tenham tirado o gira-discos do sotão e trocado a agulha, como deveriam, se prezam os vossos ouvidos!


04 julho 2012

Good Ol' Neil

Neil Young está num momento alto de notoriedade, com um álbum novo (que já aqui passou pelo crivo do perú), tomadas de posição públicas sobre a musica nos dias de hoje e a qualidade do som que se ouve por aí, entrevistas nas mais conceituadas revistas de música... atingiu hoje um estatuto de culto que não é mainstream, mas é muito alargado...


Iniciou-se agora, com as comemorações dos 40 anos da Reprise, a reedição dos seus álbuns remasterizados.  Começa a edição dos "Neil Young Official Releases Series", fazendo parte dos míticos Neil Young Archives.  Para já, os Discs 01-04, com os seus primeiros quatro a solo após os CSNY. A saber: "Neil Young", "Everybody knows this is nowhere", "After the gold Rush" e "Harvest". Tudo material de primeira água, obras-maestras e com a vantagem da remasterização... (ainda tenho que ir ouvir em sistema decente...). Tudo isto por 10 libras, em Ingalterra...

E ainda é possível comprar a edição em cd dourado e em vinil de 180 gr... (150 USD...)

27 junho 2012

O puro prazer do vinil

Pure Pleasure Records

Mais uma editora que se dedica ao vinil em exclusivo, com edições de 180 gr, reedições de orginais em boas capas de cartão.

O catálogo é sobretudo Jazz, mas há alguns bons discos para os mais chegados ao rock clássico / psicadélico / folk:

Blood Sweat & Tears
Quicksilver Messenger Service
Byrds
Doobie Brothers
Janis Joplin
Joe Cocker
Joni Mitchell
John Mayall
Lou Reed
Kansas
Patti Smith
Santana (Caravanserai!)
Supertramp

Vejam em:
http://www.purepleasurerecords.com



25 junho 2012

Neil Young - "Americana"



Neil Young faz discos de temas tradicionais norte-americanos. Junta-lhe uma original de Woody Guthrie "This Land is your land" (portanto, velho comó caraças, a cair na categoria de "clássico"), um outro (Oh Susannah"), escrito em 1847, um outro que é uma "genuine folk song" ("Get a job"), uma "high Flyin' Bird" que foi cantado por Stephen Stills em 1964 e termina em pleno em ano de jubileu com "God Save the Queen", talvez lembrando ao bando de campónios e arruaceiros que colonizaram o território americano e que fizeram as outras canções, que este território começou por ser da rainha e que, visto onde chegaram as coisas, ainda lhe devem algum respeitinho...

Tudo isto tocado em metrónomo automático por uns Crazy Horse com quem já não gravava há uns bons anos, em modo rock for the masses.

O que pensar de tudo isto? Que Young quis fazer uma homeagem ao espírito americano é óbvio, lembrando alguma pureza de espírito em tempos de podridão moral e incerteza quanto ao futuro. Que se passava bem sem ele porque nada disto é muito relevante é a minha opinião. 

17 junho 2012

O Canto das Gatinhas III - Clara Ponty

Seria injusto referir Clara Ponty apenas pelo seu evidente bom aspeto - mas o Cantinho das Gatinhas é um apontamento que valoriza a beleza feminina na música - simple as that! Clara é uma "pianista com uma certa carreira" - 5 cds publicados até agora e finalmente no ultimo trabalho lançou-se no canto. Os resultados poderão tender para o delicodoce - o que é plenamente coerente com o seu ar tranquilo e de beleza clássica! Quem diria que Jean-Luc Ponty sabia fazer obras destas!...

Tony Banks: Six Pieces for Orchestra

Saída em Março, o último álbum do teclista de sempre dos Genesis, Tony Banks,com composições sinfónicas e gravado ao vivo com a Orquestra Sinfónica da Cidade de Praga. Pela amostra, o tema "Sirens", a merecer uma visita mais demorada em breve...

Squire + Hackett = Squackett

Reunião falada há cerca de 10 ano e só agora concretizada, Steve Hackett and Chris Squire fundam "Squackett". Estranho nome, mas que não podia ser mmais revelador. Os elementos são reconhecíveis, e apelam aos fãs dos GTR, Asia, Yes e Genesis. Nada de novo, um baixo gordo reconhecível e apetecivel e uma guitarra que se habituou a ser funcional e já poucas vezes surpreendente. Mas vale a pena ouvir mais atentamente, estas são as primeiras impressões.

micro audio waves

Não pensem muito e curtam os portugueses Micro Audio Waves

23 maio 2012

Google e Robert Moog


O google festeja hoje o 78º aniversário de Robert Moog, que fabricou o primeiro sintetizador. Eis o WP knowledge:



História

O primeiro Moog era monofônico (o que impossibilitava a criação de acordes) e precisava ser afinado constantemente, pois era analógico. Criou a empresa Moog Music Inc., na qual foram produzidos os sintetizadores utilizados por artistas comoWendy Carlos (na trilha sonora de Laranja Mecânica) e pelo grupo de rock progressivo Emerson, Lake & Palmer, pelo tecladista Keith Emerson. Lançou posteriormente o Minimoog, o mais vendido da empresa em todos os tempos. Inventou o Moog Taurus, um sintetizador para ser tocado com os pés, para ser utilizado como um contrabaixo, o Vocoder (ligado a um microfone, permitia alteração na voz), o Polymoog, de 1976polifônico e que vinha com sons gravados de fábrica, e o Moog Liberation, teclado que permitia ser colocado no usuário como uma guitarra, além do Memorymoog, que permitia a gravação de sons pelo tecladista.

21 maio 2012

Vinil, vinil, vinil!

Muitas discotecas estão a alargar substancialmente o espaço dedicado vinil, e este é um fenómeno que se verifica de forma transversal no mundo ocidental. À edição de novas e velhas obras neste formato as lojas estão a responder com mais espaço de montra; e não poucas vezes reservando uma área considerável para os discos em segunda mão. É o que se passa com uma das minhas lojas preferidas, a Newbury Comics, na Newbury Comics, em Boston, que visito sempre que posso.

Na semana passada tinha dois longos expositores só com vinil novo; e um mais pequeno com vinil usado. Houve que abrir portanto os cordões à bolsa, que as tentações eram muitas. Aqui ficam algumas delas:

STEVIE WONDER, THE TALKING BOOK, 1972



A edição deste clássico absoluto em vinil de 180 g não podia passar ali ao lado e ficar onde estava. Stevie Wonder é um enorme autor que o tempo irá dando cada vez mais relevância. São deste discos clássicos intemporais como "Superstition" ou "You are the sunshine of my life".

DEAD CAN DANCE, INTO THE LABYRINTH, 1993

Uma capa notável para um disco esplendoroso, em que o misticismo antigo dos DCD se funde com a percussão africana. Edição da Mobile Fidelity Sound Lab.

THE VELVET UNDERGROUND & NICO, 1967

O disco "da banana", em edição mono, como saiu originalmente. O disco em que começa o rock moderno, aquele que começaria a ser feito 10 anos mais tarde...

OWEN PALLETT, LEWIS TAKES OFF HIS SHIRT, 2010


O excelentíssimo Owen Pallet, anteriormente conhecido como Final Fantasy, no tema mais vibrante do seu álbum mais recente, em quatro remixes e mais dois temas (keep the dog quiet, midnight directives) também em remix. Deleite sónico. The six-song single includes the Heartland version of the song, the previously posted Dan Deacon remix and additional tweaks by Benoît Pioulard, CFCF, Simon Bookish. You’ll also get a remixes of Heartland tracks “Keep The Dog Quiet” by Simon Bookish and “Midnight Directives” by Max Tundra.

SEREGENTI, SUFJAN STEVENS, SON LUX - BEAK & CLAW, 2012



Esta é a obra mais recente de Sufjan, que desde o seu último trabalho que quebrou com o seu próprio e muito pessoal paradigma sónico e busca uma ruptura não só com a sua história pessoal mas com todo o som conhecido. Este aguarda o momento de conhecer as agruras da minha Goldring.

SUFJAN STEVENS, RUN RABBIT RUN, 2009

Uma ediçao dedicada aos signos do zodiaco chinês. Magnífica edição em vinil, que pesa mais ou menos um quilo, entre vinil de alta qualidade e capa em cartão duro...

ROKY ERICSSON, TRUE LOVE CAST OUT ALL EVIL, 2010

Já escrutinado no Perú, Roky Ericsson é um descendente de aliens que fez a travessia de todas as alucinações, para vir a ser resgatado pelos Okkervil River e fazer um dos discos mais genuínos e tocantes de 2010.

JONATHAN WILSON, PITY TRIALS AND TOMORROW'S CHILD, 2011

Uma edição especial do Record Store Day do ano passado, de uma das maiores revelações do ano passado (álbum"Gentle Spirit"), herdeiro da California e do espírito de Laurel Canyon, onde reside. Aqui, uma versão de "Isn´t it a pity", de George Harrison, com Graham Nash  - checar também a versão dos Galaxie 500 - "Trials of Jonathan" e "Tomorrow's Child". Só foram feitas 1000 cópias do disco.

THE FELICE BROTHERS, CELEBRATION, FLORIDA, 2011



Os Estados Unidos estão a dar-nos alguma da música mais genuina dos ultimos cinco anos, através desse epifenómeno chamado Americana. Os Felice Brothers são uma das bandas mais interessantes. Basta ouvir "River Jordan", deste disco. Ian Felice tem uma voz que lembra Dylan, mas há uma sombra mais negra que paira aqui - Tom Waits?

White Denim, D, 2011



Mais Americana, mas desta feita musculada, intensa. Os White Denim têm vindo a refinar-se, e nas primeiras faixas que ouvi deste álbum passa algum psicadelismo e até alguma toada progressiva. Vou ouvir com atenção.

Resta dizer que que as edições mais inteligentes em vinil asseguram que há um download de mp3 para ouvir sempre que não há um pick-up à mão. opção de compromisso, mas muito adpatada aos tempos de hoje, em que um ipod ou o estereo do carro nos acompanham muitas vezes. Em casa podemos depois deixar-nos levar pelo som absorvente do disco preto...

Também comprei uns CDs, mas ainda não me entusiasmei para falar deles...

15 maio 2012

Storm Corrosion

O novo prog, pela mão de dois dos mais mediáticos líderes da atualidade: Mikael Akerfeldt dos Opeth e Steven Wilson dos Porcupine Tree.

O vídeo está uma obra-prima.



08 maio 2012

Sandy Denny começa a ganhar o estatuto de culto que ela merece


Sandy Denny: The Queen of Fairport

She transformed folk-rock, but met a dismal end. Now, at last, she has the cult status she's due
Nick Coleman


Less than a decade ago a retrospective CD box-set came out. A Boxful of Treasures documented the life and career of the English singer-songwriter Sandy Denny, who died in 1978, at the age of 31, following a brain haemorrhage arising in part from an intoxicated tumble down a flight of stairs. One of several such tumbles. Another English songwriter wrote the introduction to the booklet inside: Denny's friend and greatest collaborator Richard Thompson.

"Where is Sandy's cult?" he lamented. "Where are the graveside vigilants? The colour supplement dissections? The South Bank eulogies...?" He went on to insist that, in talent at least, Denny stood head and shoulders above "her generation of female artists". He suggested that, without her intervention, Richard's group Fairport Convention might well have remained a callow footnote in the history of British rock. "It was like a Mini colliding with a lorry-load of bricks," he wrote of her impact on joining the band in 1968, the inference being that the boys in the band were the bricks. "She taught us to express our musical passions, gave us a real voice at the sharp end of our creativity." She made men out of the bricks.

So where is the Sandy Denny cult?
Not far away, actually, going on tour in the form of a concert "homage", starting in Liverpool on 19 May and drawing to a close in Manchester eight dates later: a caravan of musicians whose careers might not have been quite the same were it not for Denny's music, among them Maddy Prior, PP Arnold, Joan Wasser, Dave Swarbrick, and Thea Gilmore. Only eight years have passed since Thompson's piece, but an awful lot of cult can flourish in that time. Sandy's cult is growing like Japanese bindweed. But why now?
First we ought to establish who Denny was – the person, not the myth. She was the daughter of ultra-straight-laced, middle-class Surrey parents both of whom served during the Second World War. Sandy was raised in a comfortable suburban atmosphere, wanting for little. She had an amiable brother, a large, carefully tended garden – the one spreading itself out so lustrously behind Mum 'n' Dad on the cover of Fairport's Unhalfbricking – and no shortage of parental interest in her future. Her childhood was, on paper at least, a model of bourgeois post-war regeneration.
But Sandy preferred not to play the comfortably-off game. She obliged her mother by training (half-heartedly) to be a nurse, but chose instead to embrace that other mode of post-war regeneration, the life of the art-school troubadour. She admired Anne Briggs, the elusive anti-star of English folk music. She played guitar and piano, she sang, she drank, she cursed, she wrote darkly passionate songs framed in a medieval latticework of symbols and allusions, and she put it about in the company of men her mother would think unsuitable.
Denny seems, almost classically, to have been caught between the Scylla and Charybdis of 1960s individualism: the desire, on the one hand, for constant attention and, on the other, for freedom from scrutiny, contradictory longings for fame and romantic obscurity.
She was certainly not without her anxieties. She could not bear to spend time alone. She suffered, chronically, from low creative confidence. Her moods swung drastically. She also experienced a lot of bad luck. According to Mick Houghton, her latest biographer, the most "commercial" of all her solo records was a victim of the mid-Seventies vinyl shortage and reached the shops only six months after its promotional push expired.
When Denny died in dismal, upsetting circumstances, it seemed likely at least that she'd start selling records by the lorryload. But it didn't happen. Things seemed not to happen for Sandy, however hard she tried.
And that, one suspects, is what gives rise to the sharpest empathy in the hearts of all those musicians who constitute the Latterday Cult of Sandy: there but for the grace of God...
She was good, of course. That goes without saying. You don't make sense out of the rabble that was Fairport Convention in 1968 without real creative focus. You don't get to guest on Led Zeppelin records if you don't have a voice like a whipped sheet. You certainly don't write songs like "Who Knows Where the Time Goes?" without a gift for nailing strokes of complex emotion to the wall.
Denny's range was not great, not as a writer. You can confine most of her significant composition to the basket marked "slow, bleak, reflective ballads with lots of water imagery". The good ones are terrific, but there are enough not-so-good ones to suggest she struggled to clamber out of her regular bag. Still, for every duffer there's an "I'm a Dreamer" (from her last album Rendezvous), which transcends its gloopy arrangement by articulating the likely truth behind her self-loathing.
She was paralysed by her own inertia; it filled her with horror. It is hard to avoid the thought that Denny only ever really got moving in her songs, with their leaves and streams and riverine motion.
You can hear that horror in her voice too, which is powerful, accurate and, when it reaches full intensity, really does whip like a wet sheet in the wind. But it's not a welcoming voice and it is seldom intimately involving; nor did Denny's way of singing hook the ear with rhythm. Rhythm, in Denny's voice, is an organising principle and not much more.
"It was a sweet voice," says Maddy Prior, who will be singing "John The Gun", "Fotheringay" (the song which, later, gave rise to the band) and "Solo" on the tribute tour. She is hesitant when pressed and continues, "Sweet but not ... cloying. She was an extremely lyrical singer."
Prior and Denny were friends. The Steeleye Span singer remembers her above all for her spiky sense of humour. The bleak songs of longing and loss? Well, that was the kind of material you were expected to produce if you were a young, romantic, hard-living hippie. She attributes Denny's lack of commercial success less to malign fate than to sheer lack of business acumen. "None of us were interested in that side of things," she says.
But what if we were to try to explain the new cult of Sandy by exploring only the myth? What then? What vapours rise from the ponds and streams of mythic time?
The playwright Jez Butterworth included "Who Knows..." inJerusalem, his brilliant snatch at the departing soul of lost, pagan, intuitive, rebellious Old England. His Falstaffian outlaw "Rooster" Byron harbours Phaedra, a waif-like minor, in his caravan in the woods, keeping her from the predations of her father, putting her in touch with the spirit of the green and, possibly, taking advantage himself. It is an uneasy spectacle, especially when 21st-century riotousness rubs up against 1960s folk-romanticism of such unequivocal beauty. Why did Butterworth choose Denny's song?
"I didn't choose it. The song chose itself. Or rather, Phaedra chooses it, when she wants to dance with Rooster, to mark the end of her time as May Queen."
And what is its function in the play? "I can't remember if I already knew that in the myth of St George, the dragon and the maiden are parts of the same whole; namely, they represent the qualities of high, angelic purity and the low bestiality which man possesses. The dragon spirals around the maiden, as in a dance. In any event, from what I've read, Sandy Denny had a very Rooster-like/Phaedra-like soul."
Divided and unresting.
Sandy Denny: Three from the heart
Fairport Convention: "Tam Lin". Unadorned electrified English folk. Some say that Fairport's Liege & Lief, on which this appeared, was the best work Denny ever did.

Led Zeppelin: "The Battle of Evermore". Jimmy Page and Robert Plant away from the hard-rock rat-race, with surging mandolins and Denny piping high and long against an epic narration of the conflict at the eve of all things.
 Fotheringay: "The Pond and the Stream". Denny's paean to the restless spirit of English folksinger Anne Briggs, set to the ensemble tinkling of the group she formed with Trevor Lucas, after leaving Fairport. Oh, the longing ....
 The Lady: A Homage to Sandy Denny, 19-28 May:musicbeyond mainstream.org.uk. 'Sandy', 'Like An Old-Fashioned Waltz' and 'Rendezvous' will be reissued by Universal/Island on 21 May

tUNE yARDS - My Country

Video fresco para uma das bandas em destaque em 2011

06 maio 2012

O Thijs Van Leer e o El K

Pois é. O Thijs Van Leer, holandês louco que grita, assobia, canta em tirolês, martela o orgão e sopra na flauta a todo o gás é um porreiraço, sem pinta de estrelato, que passou parte da tarde no hall de Gouveia a falar com quem estava, enquanto a mulher vendia discos. Eis-me a mim com ele, enquanto ele assina o Cd dos Focus Live...

03 maio 2012

Imagens de um Festival 5: Curved Air

Na primeira noite, os Curved Air em grande, diz quem assistiu.

Gouveia Art Rock - Imagens de um Festival 4 - Strawbs

Um dos concertos grandes do festival, exuberante, emotivo, histórico: os Strawbs


Gouveia Art Rock - Imagens de um festival 3 - Shylock

Banda de culto francesa, os Shylock são muito venerados por alguns, sobretudo pela sua veia crimsoniana. Deram um bom concerto em Gouveia, com uns belos momentos sobretudo da Black Beauty de Frédéric L´'Epée (LP?)mas à sua música falta estrutura e composição.

Olá, desde há muito...

Numa ida rápida ao youtube, noturna, pós-laboral, dei comigo a procurar Keith Tippett. Ao tempo que já não ouvia isto. Aliás, espero que o meu cd repouse na prateleira onde é suposto estar! Quanto à música... dispensa qualquer comentário! Abraços

02 maio 2012

20 abril 2012

Record Store Day - 21 de Abril

Para quem ama o vinil, um dia especial - 21 de Abril. já este sábado! -, celebrado em todo o mundo e com edições especiais.
Aderentes:
Carbono (Amadora, Lisboa), WahWah (Aveiro), Quebra Orelha (Coimbra), Symbiose (Lisboa), Trem Azul (Lisboa), Vinil Experience (Lisboa), Flur (Lisboa), Louie Louie (Lisboa, Braga, Porto), CDGO (Porto)

Lista de edições em vinil relativas ao Record Store Day em
http://download.recordstoreday.com/free/RSD_2012_RELEASES_WEBSITE.pdf.

16 abril 2012

Pat Metheny de Novo em Portugal

EDP Cool Jazz 2012: Pat Metheny Unity Band
Pat Metheny, Chris Potter, Ben Williams and Antonio Sanchez
Sunday 22 July 2012 at 9:00pm
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JUL22
Jardins do Palácio Marquês de Pombal
Oeiras, Lisbon
Portugal
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www.cooljazzfest.com/
22 JUL 2012 - 22H
Jardins do Marquês de Pombal

Abertura de portas - 21h
Início do concerto – 22h

Plateia VIP - 50,00€
Plateia A - 40,00€
Plateia B - 35,00€
Plateia em pé - 30,00€
Zona especial, pessoas com mobilidade reduzida - 35,00 €

08 abril 2012

Lee Ranaldo a solo

Mais uma obra a solo de um elemento dos extintos Sonic Youth - depois de Thurston Moore, agora é Lee Ranaldo, que envia para o mundo "Betwwen the time and the tides"

Aqui fica para aperitivo "off the wall".

The Chromatics - Into the black\

Versão atmosférica do clássico de Neil Young,recém lançada por esta banda de Portland.

Claro, nada como o original! Faltam-lhe os guts...

07 abril 2012

Goodbye Jim Marshall

Por infeliz coincidência, o post seguinte ao Marshall Fridge é para reportar que Jim Marshall o fundador da marca, faleceu, com a bonita idade de 88 anos. Mais um mito que se vai..

31 março 2012

CAPAS BIZARRAS I

Da minha coleção pessoal de capas bizarras.

Esta capa remete para o imaginário dos filmes de terror.

Estamos no campo do electro profundo e acreditem-me que a música também dá medo... de tão má que é!