Em 1970, os Pink Floyd eram uma banda muito jovem, com algum relevo ganho através de três álbuns psciadélicos incendiários (tão incendiários que continuam à frente de muito o que se fez desde aí) e que influenciaram hordas de autores (que seria de uns Spacemen 3 sem eles, por exemplo?) - e uma banda sonora para um filme de Barbet Schroeder, "More". O seu quarto trabalho seria composto de 5 temas apenas, um deles ocupando um lado, uma suite orquestral composta em parceria com Ron Geesin. Se os discos anteriores são trabalhos imprescindíveis, pelo génio criador à solta neles e pela imersão nos fluidos espaciais (disse fluidos?? fumos!!), Atom Heart Mother será o primeiro a ostentar um fôlego de fundo, e é já a um passo em direção ao compromisso entre experimentação e mercado que haveria de marcar os PF até hoje. Sem discussão, uma obra-prima, um marco na história do rock, e com uma capa que se tornou icónica. A Harvest não gostou da capa, uma simples vaca (holandesa!), num campo verde, mas a verdade é que a força da imagem e o fato de o disco não fazer referência ao nome da banda ou ter qualquer título tornou-o num objeto único, o "álbum da vaca".
O lado 1 e o último tema, o famoso "Alan's Psychedelic Breakfast", são criação comum da banda, mas os três temas restantes do lado 2 são composições individuais - If, de Waters, Summer 68 do saudoso (já vão 4 anos !) Richard Wright e Fat Old Sun de Gilmour. Como curiosidade, o tema que hoje aqui fica a lembrar este álbum é dos poucos que Rick Wright cantou. Foi o primeiro tema que ouvi dos Floyd, teria uns 5 anos, e é dos que mais gosto deles.
02 outubro 2012
30 setembro 2012
Recordando 2010: Sleepy Sun: Rigamaroo
Os Sleepy Sun arderam em Fever em 2010 e nele coube esta bela balada. Ouçamos.
23 setembro 2012
Musica Nova: Squackett
Os Squackett têm chamado a atenção por a) terem um nome ridículo b) esse nome resultar da junção de duas vacas sagradas do progressivo inglês, Steve Hackett e Chris Squire. Steve Hackett tem uma prolífica carreira, entre formações várias e uma carreira a solo, pelo que é redutor dizer que é "o guitarrista dos Genesis", embora tenha sido esse "posto" que lhe deu fama. Já Chris Squire é o baixista de sempre dos Yes, bastante parco em gravações a solo, embora, logo no primeiro registo em nome próprio tenha arrancado críticas justamente muito positivas (se não estou em erro, e hoje estou preguiçoso, em 1974, ou 75, com "Fish Out of Water").
Portanto, pelas razões que são o que menos interessa, juntaram-se e fizeram uma obra, "A Life Within a Day", que tem recebido honras devidas ao estatuto dos seus autores e recebeu até um prémio da única revista que publicação regular que eu conheço dedicada ao mundo do rock progressivo, a Prog, edição da Classic Rock.
E vamos ao que interessa: é bom? Nim. No seu pior, são uns Asia requentados, e isso é muito mau. No seu melhor, produzem algumas baladas interessantes (Aliens, Perfect Love Song). Não está em causa a mestria, mas sim a composição, o sentido de risco e a relevância. Isto é rock bundão, daquele que pisa e repisa clichés de há 30-40 anos. Ouve-se, aprecia-se o apontamento ocasional, mas é para guardar na prateleira.
É por isso que de todo aprecio sobretudo as duas baladas, que ficam no ouvido.
A nova música desafiante, inovadora, não passa por aqui. Passa por Owen Pallet, Sufjan Stevens, Radiohead, Grizzly Bear, Efterklang, Dirty Projectors... e tantos outros. Deixemos dormir os avozinhos...
O que tem sido mais destacado e que dá nome ao álbum.
Para mim, o melhor reside em temas mais simples, mais melódicos. Neste "Aliens", a temática sci-fi é evidente...
Ou este "The Perfect Love Song", que fecha o álbum:
Portanto, pelas razões que são o que menos interessa, juntaram-se e fizeram uma obra, "A Life Within a Day", que tem recebido honras devidas ao estatuto dos seus autores e recebeu até um prémio da única revista que publicação regular que eu conheço dedicada ao mundo do rock progressivo, a Prog, edição da Classic Rock.
E vamos ao que interessa: é bom? Nim. No seu pior, são uns Asia requentados, e isso é muito mau. No seu melhor, produzem algumas baladas interessantes (Aliens, Perfect Love Song). Não está em causa a mestria, mas sim a composição, o sentido de risco e a relevância. Isto é rock bundão, daquele que pisa e repisa clichés de há 30-40 anos. Ouve-se, aprecia-se o apontamento ocasional, mas é para guardar na prateleira.
É por isso que de todo aprecio sobretudo as duas baladas, que ficam no ouvido.
A nova música desafiante, inovadora, não passa por aqui. Passa por Owen Pallet, Sufjan Stevens, Radiohead, Grizzly Bear, Efterklang, Dirty Projectors... e tantos outros. Deixemos dormir os avozinhos...
O que tem sido mais destacado e que dá nome ao álbum.
Para mim, o melhor reside em temas mais simples, mais melódicos. Neste "Aliens", a temática sci-fi é evidente...
Ou este "The Perfect Love Song", que fecha o álbum:
Nova Música: Thousands
Refresco de fim de verão, da Bella Union (etiqueta dos Fleet Foxes, por exemplo)
17 setembro 2012
Mais sobre os Led: trailer do lançamento do DVD
Alinhamento:
“Good Times Bad Times”, “Ramble On”, “Black Dog”, “In My Time Of Dying”, “For Your Life”, “Trampled Under Foot”, “Nobody´s Fault But Mine”, “No Quarter”, “Since I´ve Been Loving You”, “Dazed And Confused”, “Stairway To Heaven”, “The Song Remains The Same”, “Misty Mountain Hop”, “Kashmir”, “Whole Lotta Love” e “Rock And Roll”.
“Good Times Bad Times”, “Ramble On”, “Black Dog”, “In My Time Of Dying”, “For Your Life”, “Trampled Under Foot”, “Nobody´s Fault But Mine”, “No Quarter”, “Since I´ve Been Loving You”, “Dazed And Confused”, “Stairway To Heaven”, “The Song Remains The Same”, “Misty Mountain Hop”, “Kashmir”, “Whole Lotta Love” e “Rock And Roll”.
16 setembro 2012
Neil Young: Psychedelic Pill
... a caminho o novo álbum de Neil Young, depois de Americana, um álbum baseado no folklore norte-americano. O álbum mais longo que alguma vez gravou, com longas digressões instrumentais. Aguardemos!
Led Zeppelin: Video da reunião final a caminho
Em 2007 os Led Zeppelin reuniram-se pela última vez, na O2 Arena em Londres, com o filho de John Bonham na bateria, para uma homenagem a Ahmet Ertegun. Não parece fácil que se voltem a reunir, pelo que a saída do DVD do Concerto é aguardada com expetativa.
O vídeo deve sair a a 22 de Novembro (portanto, a tempo para as compras do sapatinho, isto é, se houver compras do sapatinho este ano...)
Sobre uma possível nova reunião da banda, Robert Plant declarou à Rolling Stone:
"I've gone so far somewhere else that I almost can't relate to it... It's a bit of a pain in the pisser to be honest. Who cares? I know people care, but think about it from my angle - soon, I'm going to need help crossing the street."
13 setembro 2012
Favoritos: Joni Mitchell - Both Sides Now
Já devo ter falado aqui deste tema, mas é cíclico como as estações, volto sempre a ele. Há temas assim, que nos acompanham durante a vida toda, e com as nuances da própria vida vão ganhando novos sentidos e as memórias de alguma forma acomodam-se a ele, até serem como baús de recordações que se abrem de cada vez que os ouvimos.
Joni Mitchell era bastante jovem quando compôs o tema. Em Abril de 1967 eu nem era nascido e ela tinha 24 anos. Foi um sucesso, primeiro na versão de Judy Collins (os Fairport Convention também a gravaram, mas não foi publicada na altura), depois na voz da própria Joni, que nesta altura ainda era bastante aguda, com algumas parecenças com a Joan Baez. Ao ouvirmos hoje a forma quase pueril como o cantava na altura (e até sobretudo a versão da Judy Collins), toda a letra parece uma interrogação filosófica quase trivial sobre um jogo de sentidos quanto à observação das nuvens e o duplo acepção de "up" and "down". Como podia ser de outra forma?
Em 2000, o tema ganhou uma nova versão no álbum precisamente chamado "Both Sides Now", em que Joni recriou com uma orquestra alguns dos seus temas favoritos.
É nesta versão que o tema ganha novos sentidos, por força da interpretação. A forma quase recitativa, grave e meditativa como a canta mantém a angústia existencial, mas revela um estado de paz, de aceitação que é quase um juízo final. Aqui o tema parece roçar o autobiográfico e já não é apenas um jogo, mas uma verdade sentida.
Terei ouvido este tema centenas de vezes e de todas as vezes o acho comovente. A letra segue um formato típico de canção, voltando sempre ao refrão, mas evoluindo num sentido mais lato: primeiro o leit-motiv da canção, as nuvens, depois o amor, depois a vida. E a conclusão: "I really don't know life at all".
Arrisquei-me a fazer uma tradução ad-hoc e sem pretensões de inteiro rigor, mas que creio que capta o espírito, porque, embora o inglês não seja difícil de perceber, acredito que muitas vezes o lemos levianamente e o português sempre é o português... Espero que gostem.
Arcos e voltas de cabelos de anjos
Joni Mitchell era bastante jovem quando compôs o tema. Em Abril de 1967 eu nem era nascido e ela tinha 24 anos. Foi um sucesso, primeiro na versão de Judy Collins (os Fairport Convention também a gravaram, mas não foi publicada na altura), depois na voz da própria Joni, que nesta altura ainda era bastante aguda, com algumas parecenças com a Joan Baez. Ao ouvirmos hoje a forma quase pueril como o cantava na altura (e até sobretudo a versão da Judy Collins), toda a letra parece uma interrogação filosófica quase trivial sobre um jogo de sentidos quanto à observação das nuvens e o duplo acepção de "up" and "down". Como podia ser de outra forma?
Em 2000, o tema ganhou uma nova versão no álbum precisamente chamado "Both Sides Now", em que Joni recriou com uma orquestra alguns dos seus temas favoritos.
É nesta versão que o tema ganha novos sentidos, por força da interpretação. A forma quase recitativa, grave e meditativa como a canta mantém a angústia existencial, mas revela um estado de paz, de aceitação que é quase um juízo final. Aqui o tema parece roçar o autobiográfico e já não é apenas um jogo, mas uma verdade sentida.
Terei ouvido este tema centenas de vezes e de todas as vezes o acho comovente. A letra segue um formato típico de canção, voltando sempre ao refrão, mas evoluindo num sentido mais lato: primeiro o leit-motiv da canção, as nuvens, depois o amor, depois a vida. E a conclusão: "I really don't know life at all".
Arrisquei-me a fazer uma tradução ad-hoc e sem pretensões de inteiro rigor, mas que creio que capta o espírito, porque, embora o inglês não seja difícil de perceber, acredito que muitas vezes o lemos levianamente e o português sempre é o português... Espero que gostem.
Joni Mitchell - Both
Sides Now
Autora: Joni Mitchell
Arcos e voltas de cabelos de anjos
E castelos de gelado
no ar
Canyons de penas em volta
Já olhei para as nuvens assim
Mas hoje elas só tapam
o sol
Elas chovem e nevam sobre todos nós
Tantas coisas que eu poderia ter feito
Mas as nuvens meteram-se à frente
Já olhei para as nuvens de ambos os lados
De cima, de baixo e no entanto
São as ilusões das nuvens que eu recordo
Na verdade, não conheço as nuvens de todo
Luas em Junho e carroceis de feira
A tontura rodopiante que sentes
À medida que os contos de fadas se tornam reais
Já olhei para o amor dessa maneira
Mas hoje é só mais um espetáculo
Deixa-los a rir qando te vais
E se te importas, não os deixes perceber
Não te entregues a eles
Já olhei para o amor de ambos os lados
De dar e receber, e no entanto
São as ilusões do amor que eu recordo
Na verdade não conheço o amor de todo
Lágrimas e receios e sentir orgulho
De dizer “amo-te” em alto e bom som
Elas chovem e nevam sobre todos nós
Tantas coisas que eu poderia ter feito
Mas as nuvens meteram-se à frente
Já olhei para as nuvens de ambos os lados
De cima, de baixo e no entanto
São as ilusões das nuvens que eu recordo
Na verdade, não conheço as nuvens de todo
Luas em Junho e carroceis de feira
A tontura rodopiante que sentes
À medida que os contos de fadas se tornam reais
Já olhei para o amor dessa maneira
Mas hoje é só mais um espetáculo
Deixa-los a rir qando te vais
E se te importas, não os deixes perceber
Não te entregues a eles
Já olhei para o amor de ambos os lados
De dar e receber, e no entanto
São as ilusões do amor que eu recordo
Na verdade não conheço o amor de todo
Lágrimas e receios e sentir orgulho
De dizer “amo-te” em alto e bom som
Sonhos e esquemas e multidões do circo
Já olhei para a vida desta forma
Agora os novos amigos comportam-se de forma estranha
Abanam a cabeça e dizem que mudei
Bem, algo se perdeu, mas ganhou-se também
Algo em viver o dia a dia
Já olhei para a vida dos dois lados
Da derrota e da vitória e no entanto
São as ilusões da vida que eu recordo
Na verdade, não conheço a vida de todo.
Já olhei para a vida desta forma
Agora os novos amigos comportam-se de forma estranha
Abanam a cabeça e dizem que mudei
Bem, algo se perdeu, mas ganhou-se também
Algo em viver o dia a dia
Já olhei para a vida dos dois lados
Da derrota e da vitória e no entanto
São as ilusões da vida que eu recordo
Na verdade, não conheço a vida de todo.
12 setembro 2012
Nova Música: Muse - Madness
Os omnipotentes Muse estão a chegar com novo álbum, "2nd Law", e saiu o video do segundo tema, "Madness". Batida poderosa, tema morno... a ver o que nos reserva o álbum, a 1 de Outubro.
Sempre achei que os Muse pretendiam seguir as pisadas dos U2 e de fato o final inflamado do tema pode muito bem passar por um exercício pro-Bono (muito boa, esta!)
O mini-solo de guitarra... bem, pode-se dizer que Brian May dos Queen fez escola!
11 setembro 2012
Prog Rock Awards
Curiosamente, só agora, em 2012, o género parece encontrar algum reconhecimento e dinâmica que lhe permite ter os Prog Rock Awards (promovidos pela revista Prog Rock, spin off da Classic Rock).
A peça jornalística é pouco menos que idiota e insiste nos clichés estafados - perguntar a Justin Hayward se o prog é um pouco embaraçoso? A um dos que, com os seus Moody Blues, mais contribuiram para definir o género? É como perguntar a Maria João Pires se Chopin não é um bocadinho piroso... Mas pouco se pode esperar de décadas de incultura jornalística e desprezo (ignorância) por parte de jornalistas sem qualquer cultura musical - de qualquer tipo.
É curioso ver as "personalidades" juntas no evento - desde Justin Hayward a um sempre caustico Rick Wakeman, a um muito envelhecido Peter Hammill, Steve Hackett... É como uma gala da TV, só que com os nomes que para muitos de nós foram e são ídolos "sérios" e nomes reconhecidos - nada a ver com Armando Gama e o Seu Asteróide ou o hiperbólico Herman José...
A propósito, o visionary Award foi entregue a Peter Hammill e o prémio Anthem à reunião de esforços de Chris Squire e Steve Hackett sob o nome de Squackett - um prémio de que eu discordo, mas infelizmente não me chamaram para o júri... Mais sobre Squackett em breve no Perú!
A peça jornalística é pouco menos que idiota e insiste nos clichés estafados - perguntar a Justin Hayward se o prog é um pouco embaraçoso? A um dos que, com os seus Moody Blues, mais contribuiram para definir o género? É como perguntar a Maria João Pires se Chopin não é um bocadinho piroso... Mas pouco se pode esperar de décadas de incultura jornalística e desprezo (ignorância) por parte de jornalistas sem qualquer cultura musical - de qualquer tipo.
É curioso ver as "personalidades" juntas no evento - desde Justin Hayward a um sempre caustico Rick Wakeman, a um muito envelhecido Peter Hammill, Steve Hackett... É como uma gala da TV, só que com os nomes que para muitos de nós foram e são ídolos "sérios" e nomes reconhecidos - nada a ver com Armando Gama e o Seu Asteróide ou o hiperbólico Herman José...
A propósito, o visionary Award foi entregue a Peter Hammill e o prémio Anthem à reunião de esforços de Chris Squire e Steve Hackett sob o nome de Squackett - um prémio de que eu discordo, mas infelizmente não me chamaram para o júri... Mais sobre Squackett em breve no Perú!
St. Vincent Vs. David Byrne
Dois temas de "Love this Giant", que sai hoje:
Assim à primeira, parece que Mr. Byrne trouxe algum ecletismo e variedade às paisagens às vezes áridas Annie Erin Clark aka St. Vincent.
Claramente, o segundo tema é mais Talking Heads.
Ouçam:
Só Annie: Dueto
Assim à primeira, parece que Mr. Byrne trouxe algum ecletismo e variedade às paisagens às vezes áridas Annie Erin Clark aka St. Vincent.
Claramente, o segundo tema é mais Talking Heads.
Ouçam:
Só Annie: Dueto
Coelhinhos Dourados
Para quem se deixa tentar pelas sonoridades electronicas (por onde vai alguma da música ritmicamente mais interessante que hoje se faz), este lançamento dos portugueses Golden Bambi pode ser uma descoberta.
EP de Golden Bambi, “Little Rabbits” - Tunacat Records, 2012
(o vídeo é mau, é preferível ouvir de olhos fechados).
04 setembro 2012
Vibravoid - Ah, valentes!
Atenção fãs do krautrock, do delírio cósmico e do delirium tremens, amantes do Piper At Gates of Dawn (para os fãs-bebés do Peru, concedo em dizer que é o primeiro disco dos Pink Floyd!), fumadores inveterados de substâncias proibidas e outros Evasores Mentais: chega nova obra dos germânicos Vibravoid, "Gravity Zero", composta de riffs monstruosos, baterias imparáveis, remoinhos sónicos encharcados de fuzz guitar e Atmosfera Alienígena Ilimitada.
Para terem uma boa noção do assalto sónico perpretado, ficam dois temas, um do álbum ao vivo no Burg Herzberg Festival, e outro do novo álbum.
PS - não é descabido - eu fiz a experiência - pôr os dois temas a tocar em simultâneo - para efeito agravado...
Para terem uma boa noção do assalto sónico perpretado, ficam dois temas, um do álbum ao vivo no Burg Herzberg Festival, e outro do novo álbum.
PS - não é descabido - eu fiz a experiência - pôr os dois temas a tocar em simultâneo - para efeito agravado...
29 agosto 2012
Love this giant - David Byrne & St. Vicent
David Byrne & St. Vincent are previewing their new album, Love This Giant' (out Sept. 11th), with an exclusive stream of 'Weekend in the Dust' here or at the foot of this page. The track is available for instant download with all pre-orders of 'Love This Giant,' which will be available digitally as well as on CD and LP via their website - http://lovethisgiant.com/. All pre-ordered albums will arrive digitally by email on Monday, September 10th, one day before release, and all physical music will arrive by September 11th.

More information on the colab between these two can be found on pitchfork's article -> St.Vincent talks David Byrne Collaboration
Comments from both about the project (Source: Love This Giant official web page):
"I am thrilled to announce the record David Byrne and I have made together, Love This Giant. We started our collaboration around the fall of 2009 after being approached by Housing Works to write and perform a night of new music for charity. We decided to center the music around a brass band and began sending ideas back and forth in every form: wordless melodies, melody-less songs. After a while we had enough of a body of work that David, not one to do anything halfway, suggested we record it and put it out. I am very proud of what we created and excited for it to hit your ears.
Let's just hope that the whole will be at least as good as the sum of it's parts...

Recorded over two years largely at Water Music in Hoboken, NJ, Love This Giant is a collaboration in the truest sense of the word, with Byrne and St. Vincent (aka Annie Clark) co-writing ten of the album’s twelve tracks, and each artist penning one song individually. Co-produced by Patrick Dillett and John Congleton, the songs are all built around an explosive brass band core.
(Source: 4AD)
More information on the colab between these two can be found on pitchfork's article -> St.Vincent talks David Byrne Collaboration
Comments from both about the project (Source: Love This Giant official web page):
"I am thrilled to announce the record David Byrne and I have made together, Love This Giant. We started our collaboration around the fall of 2009 after being approached by Housing Works to write and perform a night of new music for charity. We decided to center the music around a brass band and began sending ideas back and forth in every form: wordless melodies, melody-less songs. After a while we had enough of a body of work that David, not one to do anything halfway, suggested we record it and put it out. I am very proud of what we created and excited for it to hit your ears.
— St. Vincent"
"I had seen St. Vincent a couple of times in concert here in NY, and first met her after the Dark Was The Night benefit concert at Radio City organized by the Red Hot Organization. I was a fan and told her I loved her then recent video—it's pretty creepy and disturbing. By coincidence, not long after, we both caught Dirty Projectors and Bjork at their collaborative benefit at Housing Works on Crosby Street. Soon after, Housing Works approached us separately about doing a similar event. We agreed (but the event has yet to happen). Annie suggested we use a brass band rather than the typical rock ensemble—which would brilliantly solve the sound problems inherent in performing in a small joint like Housing Works. A brass band wouldn't need mixing and could be heard acoustically in a room that size. They'd balance themselves. Easy. We'd only need vocal mics. I loved this idea—we immediately restricted ourselves given all the possible directions we could have taken—and suggested we write some tunes based on this brass concept, just a few to see if we could actually work together and to see if we both liked the results. That was a few years ago. The writing was truly collaborative: sometimes Annie would send me some synthesized versions of brass or guitar riffs and I would arrange them a bit and write a tune and words over them; other times this process would be reversed and I would send some musical ideas to Annie for her to write over. This material would get passed back and forth—each of us adding and elaborating on it. There are songs on which one of us sang on the demo and the other ended up singing the finished version. Eventually we had a handful of songs and mutually decided that the concept was working and we would continue. I found that writing words to this brass-centric sound meant I had to re-think my lyrical approach. Brass has many associations—marching bands, Italian banda, New Orleans bands, classical chorales, RnB and funk. In general it's not a subtle sound, so the words had to respond to that. We worked with a group of great arrangers, usually passing them midi versions of the parts that we had created on computers. They did their arrangements and often sent us synthesized versions to hear before the real players came in. The process involved a number of steps, so it took a while. On some songs I re-wrote the words about three times before I hit a direction I felt worked! We both had other records and tours in the works, so this project was done in fits and starts, and each series of recording sessions involved a lot of players. It was an education that involved figuring out the variety of sounds and approaches one could come up with using more or less the same group makeup on every song—we could go funky or majestic with the exact same band. When John Congleton added some beats we could see a surprisingly song-centric record emerging. A lot of people, hearing a description of this project, assumed that it might be an artsy indulgence, but somehow it didn't turn out that way. It's a pop record—well, in my book anyway. I started to sense that we were ending up with a sound and approach I'd never heard before. There were elements that were reminiscent of things I'd heard, but a lot of it was completely new. Very exciting! By the beginning of 2012, we could see the end in sight and became more serious about wrapping it up and planning a series of performances. We did a photo session with photographer Richard Burbridge and Gabe Bartalos for the cover art and invited artist Steve Powers to create some typographical work to go over that. The record will be out September 11 (wow, auspicious date!), but you can download the song "Who"—one of the first ones we wrote and completed—by clicking here. Tour dates can be found on the Love This Giant site. Kelly Pratt (Bright Moments) is leading a brass group that will travel with us. And, joined by drums and keyboards, we'll be doing many of these songs and a bunch of songs that we suspect people will already know—all played by this group.
— David Byrne
North Adams, MA"
North Adams, MA"
Let's just hope that the whole will be at least as good as the sum of it's parts...
27 agosto 2012
Three Friends @ Gouveia Art Rock 2011
Videos de um dos melhores concertos que tive o prazer de assistir (graças à persistência em tentar encontrar bilhetes e à feliz desistência de um casal à ultima da hora), Three Friends em Gouveia!
Sente-se a falta, por força do hábito, da voz de Derek Shulman.... no entanto, IMHO, Mick Wilson "esteve lá".
É, como se costuma dizer, as good as it gets!
Viessem ao GAR mais uma vez e tenho a certeza que para além de casa cheia, era mais uma vez uma plateia ao rubro a aplaudir estes monstros do prog.
Sente-se a falta, por força do hábito, da voz de Derek Shulman.... no entanto, IMHO, Mick Wilson "esteve lá".
É, como se costuma dizer, as good as it gets!
Viessem ao GAR mais uma vez e tenho a certeza que para além de casa cheia, era mais uma vez uma plateia ao rubro a aplaudir estes monstros do prog.
Three Friends - Schooldays
Three Friends - Working All Day
Three Friends - Mr Class & Quality
Three Friends - The Advent of Panurge
Three Friends - Prolog
25 agosto 2012
Elisa Rodrigues - Heart Mouth Dialogues
O jazz em português tem crescido muito, em quantidade e qualidade, com inúmeros músicos novos, alguns a adquirir projecção internacional e editoras (como a Clean Feed ou a Trem Azul) com um ritmo dificil de acompanhar... É um fenómeno que não conheço em profundidade, mas creio que está ligado ao boom do ensino do jazz, que criou músicos esclarecidos e competentes, que encontraram nas editoras uma rampa de lançamento que se vai tornando estável em termos de público... É bom, é de saudar e devemos orgulhar-nos deste produto para consumo interno e exportação... Há que promovê-lo!
Elisa Rodrigues é uma das vozes mais recentes a estrear-se em nome próprio - "Heart Mouth Dialogues" é uma edição já do final do ano passado na editora JACC Records, com o apoio da Antena 2 e da Smooth FM.
Neste seu primeiro trabalho, está muito bem acompanhada por Júlio Resende no piano, Cícero Lee no baixo e Joel Silva na bateria. Júlio Resende, particularmente, revela-se versátil, ágil e inventivo. O álbum é de versões, além de um tema da autoria de Elisa, "Run". Mas não são apenas os standards do costume, que aliás se ficam por "you don't know what love is", "blame it on my youth" e "cry me a river"; Elisa revela um gosto eclético e distintivo, apresentando versões de Bill Withers, CocoRosie, Nirvana, Peninha, Beach Boys e Police!
Quanto às interpretações, há que dar uma nota de distinção à originalidade das vocalizações (e dos arranjos), fazendo Elisa Rodrigues versões verdadeiramente suas e não apenas versões que "fazem lembrar" ou que se escudam no cinzentismo das cantoras sem chama.
Muito recomendado, portanto!

23 agosto 2012
Onde está o wally?
Onde está?
Uma dica....
Existe um denominador comum entre Zappa e John McLaughlin...
Ambos tiveram Jean-Luc Ponty a tocar nas suas bandas.
Segundo se consta, quando perguntado num programa de rádio de Los Angeles nos anos 70 por um dos ouvintes quanto a qual dos dois, Zappa e McLaughlin, era o mais exigente, Ponty respondeu "McLaughlin era o mais sério mas Zappa era o mais exigente... No entando dava mais gozo tocar com Zappa.".
Zappa & Ponty
McLaughlin & Ponty
200 Melhores Álbuns dos últimos 15 anos segundo leitores da Pitchfork
Aqui fica o top 20 da lista dos 200 melhores álbuns dos últimos 15 anos segundo os leitores da Pitchfork.
Curioso como nos primeiros 20 lugares aparecem 4 álbuns dos Radiohead.
Tendo a concordar, no que diz respeito aos Radiohead, com os leitores da pitchfork relativamente ao posicionamento dos 4 álbuns entre si...
1 RADIOHEAD OK Computer
2 RADIOHEAD Kid A
3 RADIOHEAD In Rainbows
4 RADIOHEAD Amnesiac
Não aparece no Top 20 mas sim no 40º lugar mais outro grande álbum destes 5 rapazes de Abingdon, o "Hail to the Thief", o que lhe confere o 5º lugar relativamente aos outros discos dos Cabeça de Rádio... Parece-me bem!
People's List | Pitchfork
1 RADIOHEAD OK Computer
2 RADIOHEAD Kid A
3 ARCADE FIRE Funeral
4 NEUTRAL MILK HOTEL In the Aeroplane Over the Sea
5 THE STROKES Is This It
6 RADIOHEAD In Rainbows
7 WILCO Yankee Hotel Foxtrot
8 ANIMAL COLLECTIVE Merriweather Post Pavilion
9 KANYE WEST My Beautiful Dark Twisted Fantasy
10 SUFJAN STEVENS Illinois
11 LCD SOUNDSYSTEM Sound of Silver
12 INTERPOL Turn On the Bright Lights
13 BON IVER For Emma, Forever Ago
14 THE FLAMING LIPS The Soft Bulletin
15 THE XX The xx
16 ARCADE FIRE The Suburbs
17 MODEST MOUSE The Moon & Antarctica
18 FLEET FOXES Fleet Foxes
19 THE FLAMING LIPS Yoshimi Battles The Pink Robots
20 RADIOHEAD Amnesiac
Curioso como nos primeiros 20 lugares aparecem 4 álbuns dos Radiohead.
Tendo a concordar, no que diz respeito aos Radiohead, com os leitores da pitchfork relativamente ao posicionamento dos 4 álbuns entre si...
1 RADIOHEAD OK Computer
2 RADIOHEAD Kid A
3 RADIOHEAD In Rainbows
4 RADIOHEAD Amnesiac
Não aparece no Top 20 mas sim no 40º lugar mais outro grande álbum destes 5 rapazes de Abingdon, o "Hail to the Thief", o que lhe confere o 5º lugar relativamente aos outros discos dos Cabeça de Rádio... Parece-me bem!
People's List | Pitchfork
1 RADIOHEAD OK Computer
2 RADIOHEAD Kid A
3 ARCADE FIRE Funeral
4 NEUTRAL MILK HOTEL In the Aeroplane Over the Sea
5 THE STROKES Is This It
6 RADIOHEAD In Rainbows
7 WILCO Yankee Hotel Foxtrot
8 ANIMAL COLLECTIVE Merriweather Post Pavilion
9 KANYE WEST My Beautiful Dark Twisted Fantasy
10 SUFJAN STEVENS Illinois
11 LCD SOUNDSYSTEM Sound of Silver
12 INTERPOL Turn On the Bright Lights
13 BON IVER For Emma, Forever Ago
14 THE FLAMING LIPS The Soft Bulletin
15 THE XX The xx
16 ARCADE FIRE The Suburbs
17 MODEST MOUSE The Moon & Antarctica
18 FLEET FOXES Fleet Foxes
19 THE FLAMING LIPS Yoshimi Battles The Pink Robots
20 RADIOHEAD Amnesiac
21 agosto 2012
Jake Holmes ala Jimmy Page
Dazed and Confused, escrito em 67 por Jake Holmes para o seu album de estreia intitulado "The Above Ground Sound", aparece muitas vezes, senão quase sempre, associado aos espectáculos ao vivo dos Led Zeppelin.
Melhor do que estar a repetir o que já se encontra escrito e detalhado, nada como vos deixar o link do wikipédia a respeito deste tema: Dazed and Confused (song)
Nesta minha revisita a vários álbuns e telediscos (fruto de andar a fazer um "test-drive" ao meu novo set-up audiovisual), tenho feito aquilo que raramente tenho tempo, ouvir e ver sentado no sofá com ouvidos de ouvir (e olhos de ver :P ) os concertos do princípio ao fim ao invés de os meter a tocar e fazer outras tarefas ao mesmo tempo. Fiquei completamente vidrado com este trecho que aqui vos deixo.
Aqui fica um dos muitos registos deste tema presentes no youtube, sendo o mesmo retirado do filme "The Song remains the same". Recomendo vivamente a aquisição da versão remasterizada para blu-ray!
18 agosto 2012
Um momento banana
Por causa do uso ilegal de imagens no meu "teledisco" não o posso incorporar aqui... mas pouco importa. O fundamental é que podem ter acesso aos sons psicadélicos de uma banda que marcou a cena cultural na terra das sanitas durante os anos 80 e parte dos 90. É só clicar:
Side a) ♫
Side b) ♫
Ps. Acho que ainda não pus isto aqui, pois não?
Pps. Quando ficarem fartos podem apagar...
Side a) ♫
Side b) ♫
Ps. Acho que ainda não pus isto aqui, pois não?
Pps. Quando ficarem fartos podem apagar...
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