13 setembro 2012

Favoritos: Joni Mitchell - Both Sides Now

Já devo ter falado aqui deste tema, mas é cíclico como as estações, volto sempre a ele. Há temas assim, que nos acompanham durante a vida toda, e com as nuances da própria vida vão ganhando novos sentidos e as memórias de alguma forma acomodam-se a ele, até serem como baús de recordações que se abrem de cada vez que os ouvimos.

Joni Mitchell era bastante jovem quando compôs o tema. Em Abril de 1967 eu nem era nascido e ela tinha 24 anos. Foi um sucesso, primeiro na versão de Judy Collins (os Fairport Convention também a gravaram, mas não foi publicada na altura), depois na voz da própria Joni, que nesta altura ainda era bastante aguda, com algumas parecenças com a Joan Baez. Ao ouvirmos hoje a forma quase pueril como o cantava na altura (e até sobretudo a versão da Judy Collins), toda a letra parece uma interrogação filosófica quase trivial sobre um jogo de sentidos quanto à observação das nuvens e o duplo acepção de "up" and "down". Como podia ser de outra forma?



Em 2000, o tema ganhou uma nova versão no álbum precisamente chamado "Both Sides Now", em que Joni recriou com uma orquestra alguns dos seus temas favoritos.

É nesta versão que o tema ganha novos sentidos, por força da interpretação. A forma quase recitativa, grave e meditativa como a canta mantém a angústia existencial, mas revela um estado de paz, de aceitação que é quase um juízo final. Aqui o tema parece roçar o autobiográfico e já não é apenas um jogo, mas uma verdade sentida.

Terei ouvido este tema centenas de vezes e de todas as vezes o acho comovente. A letra segue um formato típico de canção, voltando sempre ao refrão, mas evoluindo num sentido mais lato: primeiro o leit-motiv da canção, as nuvens, depois o amor, depois a vida. E a conclusão: "I really don't know life at all".



 Arrisquei-me a fazer uma tradução ad-hoc e sem pretensões de inteiro rigor, mas que creio que capta o espírito, porque, embora o inglês não seja difícil de perceber, acredito que muitas vezes o lemos levianamente e o português sempre é o português... Espero que gostem.



Joni Mitchell - Both Sides Now
Autora: Joni Mitchell 

Arcos e voltas de cabelos de anjos
E castelos de gelado no ar
Canyons de penas em volta
Já olhei para as nuvens assim

Mas hoje elas só tapam o sol
Elas chovem e nevam sobre todos nós
Tantas coisas que eu poderia ter feito
Mas as nuvens meteram-se à frente

Já olhei para as nuvens de ambos os lados
De cima, de baixo e no entanto
São as ilusões das nuvens que eu recordo
Na verdade, não conheço as nuvens de todo

Luas em Junho e carroceis de feira
A tontura rodopiante que sentes
À medida que os contos de fadas se tornam reais
Já olhei para o amor dessa maneira

Mas hoje é só mais um espetáculo
Deixa-los a rir qando te vais
E se te importas, não os deixes perceber
Não te entregues a eles

Já olhei para o amor de ambos os lados
De dar e receber, e no entanto
São as ilusões do amor que eu recordo
Na verdade não conheço o amor de todo

Lágrimas e receios e sentir orgulho
De dizer “amo-te” em alto e bom som
Sonhos e esquemas e multidões do circo
Já olhei para a vida desta forma

Agora os novos amigos comportam-se de forma estranha
Abanam a cabeça e dizem que mudei
Bem, algo se perdeu, mas ganhou-se também 

Algo em viver o dia a dia

Já olhei para a vida dos dois lados
Da derrota e da vitória e no entanto
São as ilusões da vida que eu recordo
Na verdade, não conheço a vida de todo.



12 setembro 2012

Nova Música: Muse - Madness


Os omnipotentes Muse estão a chegar com novo álbum, "2nd Law", e saiu o video do segundo tema, "Madness". Batida poderosa, tema morno... a ver o que nos reserva o álbum, a 1 de Outubro.

Sempre achei que os Muse pretendiam seguir as pisadas dos U2 e de fato o final inflamado do tema pode muito bem passar por um exercício pro-Bono (muito boa, esta!)

O mini-solo de guitarra... bem, pode-se dizer que Brian May dos Queen fez escola!
 

11 setembro 2012

Prog Rock Awards

Curiosamente, só agora, em 2012, o género parece encontrar algum reconhecimento e dinâmica que lhe permite ter os Prog Rock Awards (promovidos pela revista Prog Rock, spin off da Classic Rock).

A peça jornalística é pouco menos que idiota e insiste nos clichés estafados - perguntar a Justin Hayward se o prog é um pouco embaraçoso? A um dos que, com os seus Moody Blues, mais contribuiram para definir o género? É como perguntar a Maria João Pires se Chopin não é um bocadinho piroso... Mas pouco se pode esperar de décadas de incultura jornalística e desprezo (ignorância) por parte de jornalistas sem qualquer cultura musical  - de qualquer tipo.

É curioso ver as "personalidades" juntas no evento - desde Justin Hayward a um sempre caustico Rick Wakeman,  a um muito envelhecido Peter Hammill, Steve Hackett... É como uma gala da TV, só que com os nomes que para muitos de nós foram e são ídolos "sérios" e nomes reconhecidos - nada a ver com Armando Gama e o Seu Asteróide ou o hiperbólico Herman José...

A propósito, o visionary Award foi entregue a Peter Hammill e o prémio Anthem à reunião de esforços de Chris Squire e Steve Hackett sob o nome de Squackett - um prémio de que eu discordo, mas infelizmente não me chamaram para o júri... Mais sobre Squackett em breve no Perú!

 

St. Vincent Vs. David Byrne

Dois temas de "Love this Giant", que sai hoje:

Assim à primeira, parece que Mr. Byrne trouxe algum ecletismo e variedade às paisagens às vezes áridas Annie Erin Clark aka St. Vincent.

Claramente, o segundo tema é mais Talking Heads.

Ouçam:
Só Annie: Dueto

Coelhinhos Dourados


Para quem se deixa tentar pelas sonoridades electronicas (por onde vai alguma da música ritmicamente mais interessante que hoje se faz), este lançamento dos portugueses Golden Bambi pode ser uma descoberta.

EP de Golden Bambi, “Little Rabbits” - Tunacat Records, 2012

(o vídeo é mau, é preferível ouvir de olhos fechados).

04 setembro 2012

Vibravoid - Ah, valentes!

Atenção fãs do krautrock, do delírio cósmico e do delirium tremens, amantes do Piper At Gates of Dawn (para os fãs-bebés do Peru, concedo em dizer que é o primeiro disco dos Pink Floyd!), fumadores inveterados de substâncias proibidas e outros Evasores Mentais: chega nova obra dos germânicos Vibravoid, "Gravity Zero", composta de riffs monstruosos, baterias imparáveis, remoinhos sónicos encharcados de fuzz guitar e Atmosfera Alienígena Ilimitada.

Para terem uma boa noção do assalto sónico perpretado, ficam dois temas, um do álbum ao vivo no Burg Herzberg Festival, e outro do novo álbum.

PS - não é descabido - eu fiz a experiência - pôr os dois temas a tocar em simultâneo - para efeito agravado...



29 agosto 2012

Love this giant - David Byrne & St. Vicent

David Byrne & St. Vincent are previewing their new album, Love This Giant' (out Sept. 11th), with an exclusive stream of 'Weekend in the Dust' here or at the foot of this page. The track is available for instant download with all pre-orders of 'Love This Giant,' which will be available digitally as well as on CD and LP via their website - http://lovethisgiant.com/. All pre-ordered albums will arrive digitally by email on Monday, September 10th, one day before release, and all physical music will arrive by September 11th.

  

Recorded over two years largely at Water Music in Hoboken, NJ, Love This Giant is a collaboration in the truest sense of the word, with Byrne and St. Vincent (aka Annie Clark) co-writing ten of the album’s twelve tracks, and each artist penning one song individually. Co-produced by Patrick Dillett and John Congleton, the songs are all built around an explosive brass band core.
(Source: 4AD)


More information on the colab between these two can be found on pitchfork's article -> St.Vincent talks David Byrne Collaboration



Comments from both about the project (Source: Love This Giant official web page):

"I am thrilled to announce the record David Byrne and I have made together, Love This Giant. We started our collaboration around the fall of 2009 after being approached by Housing Works to write and perform a night of new music for charity. We decided to center the music around a brass band and began sending ideas back and forth in every form: wordless melodies, melody-less songs. After a while we had enough of a body of work that David, not one to do anything halfway, suggested we record it and put it out. I am very proud of what we created and excited for it to hit your ears.
— St. Vincent"


"I had seen St. Vincent a couple of times in concert here in NY, and first met her after the Dark Was The Night benefit concert at Radio City organized by the Red Hot Organization. I was a fan and told her I loved her then recent video—it's pretty creepy and disturbing. By coincidence, not long after, we both caught Dirty Projectors and Bjork at their collaborative benefit at Housing Works on Crosby Street. Soon after, Housing Works approached us separately about doing a similar event. We agreed (but the event has yet to happen). Annie suggested we use a brass band rather than the typical rock ensemble—which would brilliantly solve the sound problems inherent in performing in a small joint like Housing Works. A brass band wouldn't need mixing and could be heard acoustically in a room that size. They'd balance themselves. Easy. We'd only need vocal mics. I loved this idea—we immediately restricted ourselves given all the possible directions we could have taken—and suggested we write some tunes based on this brass concept, just a few to see if we could actually work together and to see if we both liked the results. That was a few years ago. The writing was truly collaborative: sometimes Annie would send me some synthesized versions of brass or guitar riffs and I would arrange them a bit and write a tune and words over them; other times this process would be reversed and I would send some musical ideas to Annie for her to write over. This material would get passed back and forth—each of us adding and elaborating on it. There are songs on which one of us sang on the demo and the other ended up singing the finished version. Eventually we had a handful of songs and mutually decided that the concept was working and we would continue. I found that writing words to this brass-centric sound meant I had to re-think my lyrical approach. Brass has many associations—marching bands, Italian banda, New Orleans bands, classical chorales, RnB and funk. In general it's not a subtle sound, so the words had to respond to that. We worked with a group of great arrangers, usually passing them midi versions of the parts that we had created on computers. They did their arrangements and often sent us synthesized versions to hear before the real players came in. The process involved a number of steps, so it took a while. On some songs I re-wrote the words about three times before I hit a direction I felt worked! We both had other records and tours in the works, so this project was done in fits and starts, and each series of recording sessions involved a lot of players. It was an education that involved figuring out the variety of sounds and approaches one could come up with using more or less the same group makeup on every song—we could go funky or majestic with the exact same band. When John Congleton added some beats we could see a surprisingly song-centric record emerging. A lot of people, hearing a description of this project, assumed that it might be an artsy indulgence, but somehow it didn't turn out that way. It's a pop record—well, in my book anyway. I started to sense that we were ending up with a sound and approach I'd never heard before. There were elements that were reminiscent of things I'd heard, but a lot of it was completely new. Very exciting! By the beginning of 2012, we could see the end in sight and became more serious about wrapping it up and planning a series of performances. We did a photo session with photographer Richard Burbridge and Gabe Bartalos for the cover art and invited artist Steve Powers to create some typographical work to go over that. The record will be out September 11 (wow, auspicious date!), but you can download the song "Who"—one of the first ones we wrote and completed—by clicking here. Tour dates can be found on the Love This Giant site. Kelly Pratt (Bright Moments) is leading a brass group that will travel with us. And, joined by drums and keyboards, we'll be doing many of these songs and a bunch of songs that we suspect people will already know—all played by this group.

— David Byrne
North Adams, MA"

Let's just hope that the whole will be at least as good as the sum of it's parts...







27 agosto 2012

Three Friends @ Gouveia Art Rock 2011

Videos de um dos melhores concertos que tive o prazer de assistir (graças à persistência em tentar encontrar bilhetes e à feliz desistência de um casal à ultima da hora),  Three Friends em Gouveia!

Sente-se a falta, por força do hábito, da voz de Derek Shulman.... no entanto, IMHO, Mick Wilson "esteve lá".

É, como se costuma dizer, as good as it gets!

Viessem ao GAR mais uma vez e tenho a certeza que para além de casa cheia, era mais uma vez uma plateia ao rubro a aplaudir estes monstros do prog.


Three Friends - Schooldays


Three Friends - Working All Day


Three Friends - Mr Class & Quality



Three Friends - The Advent of Panurge


Three Friends - Prolog


25 agosto 2012

Elisa Rodrigues - Heart Mouth Dialogues



O jazz em português tem crescido muito, em quantidade e qualidade, com inúmeros músicos novos, alguns a adquirir projecção internacional e editoras (como a Clean Feed ou a Trem Azul) com um ritmo dificil de acompanhar... É um fenómeno que não conheço em profundidade, mas creio que está ligado ao boom do ensino do jazz, que criou músicos esclarecidos e competentes, que encontraram nas editoras uma rampa de lançamento que se vai tornando estável em termos de público... É bom, é de saudar e devemos orgulhar-nos deste produto para consumo interno e exportação... Há que promovê-lo!

Elisa Rodrigues é uma das vozes mais recentes a estrear-se em nome próprio - "Heart Mouth Dialogues" é uma edição já do final do ano passado na editora JACC Records, com o apoio da Antena 2 e da Smooth FM.

Neste seu primeiro trabalho, está muito bem acompanhada por  Júlio Resende no piano, Cícero Lee no baixo e  Joel Silva na bateria. Júlio Resende, particularmente, revela-se versátil, ágil e inventivo. O álbum é de versões, além de um tema da autoria de Elisa, "Run". Mas não são apenas os standards do costume, que aliás se ficam por "you don't know what love is", "blame it on my youth" e "cry me a river"; Elisa revela um gosto eclético e distintivo, apresentando versões de Bill Withers, CocoRosie, Nirvana, Peninha, Beach Boys e Police!

Quanto às interpretações, há que dar uma nota de distinção à originalidade das vocalizações (e dos arranjos), fazendo Elisa Rodrigues versões verdadeiramente suas e não apenas versões que "fazem lembrar" ou que se escudam no cinzentismo das cantoras sem chama.

Muito recomendado, portanto!



23 agosto 2012

Onde está o wally?


Onde está? 


Uma dica....


Existe um denominador comum entre Zappa e John McLaughlin...


Ambos tiveram Jean-Luc Ponty a tocar nas suas bandas.



Segundo se consta, quando perguntado num programa de rádio de Los Angeles nos anos 70 por um dos ouvintes quanto a qual dos dois, Zappa e McLaughlin, era o mais exigente, Ponty respondeu "McLaughlin era o mais sério mas Zappa era o mais exigente... No entando dava mais gozo tocar com Zappa.".


Zappa & Ponty








McLaughlin & Ponty









200 Melhores Álbuns dos últimos 15 anos segundo leitores da Pitchfork

Aqui fica o top 20 da lista dos 200 melhores álbuns dos últimos 15 anos segundo os leitores da Pitchfork

Curioso como nos primeiros 20 lugares aparecem 4 álbuns dos Radiohead.

Tendo a concordar, no que diz respeito aos Radiohead, com os leitores da pitchfork relativamente ao posicionamento dos 4 álbuns entre si...

1 RADIOHEAD OK Computer
2 RADIOHEAD Kid A

3 RADIOHEAD In Rainbows
4 RADIOHEAD Amnesiac

Não aparece no Top 20 mas sim no 40º lugar mais outro grande álbum destes 5 rapazes de Abingdon, o "Hail to the Thief", o que lhe confere o 5º lugar relativamente aos outros discos dos Cabeça de Rádio... Parece-me bem!


People's List | Pitchfork


1 RADIOHEAD OK Computer
2 RADIOHEAD Kid A
3 ARCADE FIRE Funeral
4 NEUTRAL MILK HOTEL In the Aeroplane Over the Sea
5 THE STROKES Is This It
6 RADIOHEAD In Rainbows
7 WILCO Yankee Hotel Foxtrot
8 ANIMAL COLLECTIVE Merriweather Post Pavilion
9 KANYE WEST My Beautiful Dark Twisted Fantasy
10 SUFJAN STEVENS Illinois
11 LCD SOUNDSYSTEM Sound of Silver
12 INTERPOL Turn On the Bright Lights
13 BON IVER For Emma, Forever Ago
14 THE FLAMING LIPS The Soft Bulletin
15 THE XX The xx
16 ARCADE FIRE The Suburbs
17 MODEST MOUSE The Moon & Antarctica
18 FLEET FOXES Fleet Foxes
19 THE FLAMING LIPS Yoshimi Battles The Pink Robots
20 RADIOHEAD Amnesiac

21 agosto 2012

Jake Holmes ala Jimmy Page


Dazed and Confused, escrito em 67 por Jake Holmes para o seu album de estreia intitulado "The Above Ground Sound", aparece muitas vezes, senão quase sempre, associado aos espectáculos ao vivo dos Led Zeppelin.

Melhor do que estar a repetir o que já se encontra escrito e detalhado, nada como vos deixar o link do wikipédia a respeito deste tema: Dazed and Confused (song)

Nesta minha revisita a vários álbuns e telediscos (fruto de andar a fazer um "test-drive" ao meu novo set-up audiovisual), tenho feito aquilo que raramente tenho tempo, ouvir e ver sentado no sofá com ouvidos de ouvir (e olhos de ver :P ) os concertos do princípio ao fim ao invés de os meter a tocar e fazer outras tarefas ao mesmo tempo. Fiquei completamente vidrado com este trecho que aqui vos deixo.



Aqui fica um dos muitos registos deste tema presentes no youtube, sendo o mesmo retirado do filme "The Song remains the same". Recomendo vivamente a aquisição da versão remasterizada para blu-ray!



18 agosto 2012

Um momento banana

Por causa do uso ilegal de imagens no meu "teledisco" não o posso incorporar aqui... mas pouco importa. O fundamental é que podem ter acesso aos sons psicadélicos de uma banda que marcou a cena cultural na terra das sanitas durante os anos 80 e parte dos 90. É só clicar:

Side a)
Side b)

Ps. Acho que ainda não pus isto aqui, pois não?

Pps. Quando ficarem fartos podem apagar...

15 agosto 2012

Dead Can Dance -The Carnival is Over

Os australianos Dead Can Dance acabam de publicar "Anastasis", depois de um interregno de 16 anos (disponível numa grande variedade de formatos, como se tornou hábito ultimamente).

 Por isso, ou talvez não, ando a revisitar obras mais antigas. Ainda não descobri o meu preferido, mas "Into the Labirynth", de 1993, é um bom candidato. Este "The Carnival is Over" é fabuloso e o vídeo não lhe fica atrás.

 http://deadcandance.com/

13 agosto 2012

DBA - Pictures of You

Geoff Downes e Trevor Rabin dos Buggles (Video Killed the Radio Star, lembram-se?), foram recrutados para a formação dos YES para fazer "Drama" (1981) e foram responsáveis por alguns dos momentos mais pop do dinoussauro progressivo. Também, com o passado negro que tinham...

Ainda Geoff Downes colabora com os YES, como no mais recente "Fly from here" (que não está tão longe do que os YES fizeram nos anos 70 como possa parecer).

Bocas à parte, Geoff Downes é um respeitado produtor e continua ativo. Lançou agora o projeto DBA, com Chris Braide, naquilo que parece ser uma aventura pop eletrónica.

À vossa consideração...

11 agosto 2012

1001 albuns you must hear before you die


http://www.1001beforeyoudie.com/

Neste site é possível ver as várias 1001 coisas a fazer antes de morrer - óbvio que quem tentar todas não vai conseguir!

Além dos já bem conhecidos "1001 álbuns" e "1001 movies", há alguns menos óbvios, como o "1001 children books you must read before you grow up...". Enfim a utilidade destas listas é sempre duvidosa, porque outros critérios ditariam outras escolhas - e há sempre o dilema entre o que é relevante do ponto de vista histórico e o que tem qualidade intrínseca e perdura.

Indo para o que mais interessa aqui ao Perú, a lista dos 1001 álbuns a ouvir antes de morrer começa em 1956 e termina em 2007, o que deixa de fora muitas obras fundamentais, e mistura, de forma pouco credivel álbuns de pop, rock e jazz - esquecendo, nomeadamente, obras essenciais do jazz.

 De qualquer forma, é possível consultar a lista de cada uma das publicações por ano, o que pode ser interessante para usar como referência e conhecer obras que nos tenham escapado.

Só para que conste, o ano do meu nascimento, 1967, regista 29 títulos, 3% do total, quando a média deveria ser de 19 discos por ano (se todos fossem igualmente importantes), pelo que só pode ser um ano de uma excelente colheita!

Como curiosidade, encontrei um site que permite fazer o download de uma grande lista destes álbuns em 35GB, em formato FLAC. Não experimentei...

http://www.xplayo.com/musica/1001-albums-must-hear-before-you-die/

09 agosto 2012

A Comédia Divina: Dante e mais além

Entre amigos geram-se às vezes turbilhões; nascem e morrem movimentos alados de sentimentos e paixões que atingem o pico da emoção com velocidade e que se mantêm, gerando não poucas vezes elevação e destruição na mesma medida. Depois morrem, passa-se a outro turbilhão e eventualmente restará no inalcançável futuro uma memória ocasional de tão grandes encantos.

Vem este palavrório a propósito de música, mas poderia vir de um pintor, um escritor, uma pessoa ou de um lugar. São coisas que acontecem entre amigos, segundo a Teoria Geral da Amizade.

Um dos mais recentes turbilhões de que me apercebi, um fenómeno viral (tão ao gosto do momento!), tem a ver com esse grupo alter ego de Neil Hannon, os Divine Comedy.

Valha em abono da formação das massas do turbilhão que é merecida a eclosão do fenómeno metereológico. Trata-se,  apenas, do equivalente musical e muitas vezes literário de um Oscar Wilde (mas sem o gosto twisted). Neil Hannon é um dos maiores escritores de canções do final do século XX, e pronto (como diria o meu amigo Hélio, muito justamente no centro do turbilhão,  "Pim!").

A composição, a adequação da música e da orquestração às letras, a fina ironia, a subtileza, a grandiloquência ocasional, o portento vocal quando se impõe, fazem deste músico uma riqueza bem maior do que a tem em bolsa o Royal Bank of Scotland (esta comparação foi um bocadinho mázinha, dada a cotação miserável do banco, mas pronto, estou farto de pagar a crise!).

Em álbuns maiores como o enorme "Casanova", "A short album about Love" ou "Fin de siècle" este agent provocateur destila veneno e doçura em doses iguais (mas nem sempre proporcionais), num preparado à mão que garante o deleite dos sentidos e do intelecto.

Enfim, para que o turbilhão se mantenha, deixo um dos temas maiores, uma sinopse escrita com bisturi, de uma relação ocasional equívoca e em que a escrita é perfeitamente secundada (diria elevada), por um crescendo orquestral que sublinha a conclusão com laivos de perversidade...

Para que nada fique por dizer, vai a lírica para acompanhar o tema...

No matter how I try,
I just can't get her out of my mind
And I when I sleep I visualize her

I saw her in the pub,
I met her later at the nightclub
A mutual friend introduced us
We talked about the noise
And how its hard to hear your own voice
Above the beat and the sub-bass
We talked and talked for hours,
We talked in the back of our friend's car
As we all went back to his place

On our friend's settee,
she told me that she really liked me
And I said: "Cool, the feeling's mutual"
We played old 45s
And said it's like the soundtrack to our lives
And she said: "True, it's not unusual"
Then privately we danced
We couldn't seem to keep our balance
A drunken haze had come upon us
We sank down to the floor
And we sang a song that I can't sing anymore
And then we kissed and fell unconscious

I woke up the next day
All alone but for a headache
I stumbled out to find the bathroom
But all I found was her
Wrapped around another lover
No longer then is he our mutual friend






69

Há quem não aprecie os Magnetic Fields, nem se encante com a voz do fundador da banda, Stephen Merritt, um irreverente e criativo filho da geração hippie. A condição não me choca especialmente, mas…

Abstendo-me de falar sobre outros projetos de Merritt (Gothic Archies, 6ths, entre diferentes manifestações identicamente requintadas e cáusticas, por vezes), de que não tenho experiência sensível mas que granjearam reconhecimento da crítica e manifestos elogios do Lou Reed, entre outras figuras do meio, considero que os cinco álbuns dos Magnetic Fields anteriores a “69 Love Songs”, bem como os que se lhe seguiram, estão longe da riqueza e genialidade deste triplo álbum, sendo, por comparação, trabalhos inferiores.

Estávamos no início do ano de 2001, quando, à semelhança do que me havia acontecido uns anos antes com o “OK Computer”, dei por mim a percorrer as lojas à cata de exemplares do “69 Love Songs”, com o intuito de os oferecer a amigos e familiares – ninguém podia ficar na cegueira da ignorância! Havia que divulgar a cura (aconteceu-me o mesmo em 2009, com o admirável “Veckatimest” dos Grizzly Bear*)…

Que tem este triplo álbum de especial? O melhor é mesmo ouvir este surpreendente sortido de sessenta e nove pequenas canções, estilisticamente muito livres e arejadas (algumas são mesmo muito bonitas), que incorporam um todo coerente e único… verdadeiramente extraordinário!  


08 agosto 2012

Bella Union x Rough Trade : 15th Anniversary compilation

Prevê-se uma bela compilação...

Bella Union x Rough Trade :: 15th Anniversary compilation

This year marks the 15th anniversary of the birth of Bella Union Records, and to celebrate we have teamed up with the good folk at Rough Trade Shops to compile 145 minutes and 52 seconds minutes of music, old and new, that reflects fondly on the beginnings of the label and looks excitedly towards to the prospects of the future. As well as old favourites like Midlake, Lift To Experience and Dirty Three we have 6 new and unreleased tracks from Jonathan Wilson, The Walkmen, The Low Anthem, Lanterns On The Lake, Zun Zun Egui and Father John Misty.

Rough Trade Shops Bella Union 15 will be available on very special edition CD at the Rough Trade Stall at this years End Of The Road Festival, and widely available from all good retailers on Monday 17th September.

Here’s the track listing and artwork below…
Various – Rough Trade Shops Bella Union 15
CD One
1.  M Ward – Primitive Girl
2.  Veronica Falls – Stephen
3.  Wild Nothing – Shadow
4.  Beach House – Lover Of Mine
5.  Andrew Bird – Effigy
6.  Laura Veirs – July Flame
7.  Fleet Foxes – Montezuma
8.  The Acorn – Crooked Legs
9.  John Grant – TC & Honeybear
10. Stephanie Dosen – Vinalhaven Harbor
11. Explosions In The Sky – Your Hand in Mine
12. Hannah Cohen – Don’t Say
13. Poor Moon – Holiday
14. Treefight For Sunlight – Time Stretcher
15. Vetiver – More Of This
16. Lawrence Arabia – I’ve Smoked Too Much
17. Cashier no. 9 – Oh Pity
18. Marques Toliver – Magic Look
CD Two
1.   Van Dyke Parks – Be Careful
2.   Mountain Man  – Buffalo
3.   Peter Broderick – Colin
4.   Midlake – The Jungler
5.   I Break Horses – Hearts (RAR mix)
6.   Dirty Three – Everything’s Fucked
7.   My Latest Novel – Wrongfully, I Rested
8.   The Czars – Goodbye
9.   Our Broken Garden – The Departure
10. Lift To Experience – To Guard & To Guide You
Exclusive Bonus Tracks
11. The Walkmen – The House You Made*
12. The Low Anthem – Down There By The Train*
13. Jonathan Wilson – Journey from Eden*
14. Zun Zun Egui – Battlefield*
15. Lanterns On The Lake – Below It*
16. Father John Misty feat. Phosphorescent – I Would Love You

Nova Música: Metallic Taste of Blood


Os Metallic Taste of Blood andam num caminho que não anda assim tão longe do prog "orgânico" dos Storm of Corrosion, embora a sua via seja mais distorcida (leia-se: mais experimental).

Em Junho publicaram o seu primeiro álbum, homónimo.

Esta é música instrumental, extraída das mentes e mãos de quatro músicos experientes e com um passado de colaboração em vários projetos.

Eraldo Bernocchi - guitarra
Colin Edwin (baixista com os Porcupine Tree desde 1993)
Balazs Pandi - Percussão
Jamie Saft - teclas

Embora o look-and-feel da banda seja bastante metálico, a música é bem mais diversa: por aqui passa alguma dureza associada ao metal, mas também piano jazzístico, reggae, dub, numa multiplicidade de ambientes que convida à exploração. Uma descrição aproximada daquilo a que soam seria "uma jam session cósmica".

Influências, é possível detetar algumas. Em "Fist Full of Flies", por exemplo, é possível ouvir um piano em fundo que eu juraria que foi tirado de um take de "The Devil's Triangle", de "In the Wake of Poseidon" dos King Crimson. No entanto, o conjunto é algo de novo e que definitivamente merece ser ouvido.

Não encontrei ligações no You Tube, mas o site da banda tem três temas para audição.
http://www.metallictasteofblood.com/

07 agosto 2012

Tom Waits: O Segredo Desvenda-se!

Então todo o suspense criado nos últimos dias era para anunciar um novo vídeo de Tom Waits e o seu lançamento no Youtube (where else?).

Aqui está "Hell broke Luce", do último álbum "Bad as Me", obra maestra do ano passado.

Não é para todos os gostos, é apenas 1) para as mentes psicóticas e bizarras, com fortes desvios de personalidade 2) para todos os outros com muito bom gosto :)
 

Combate à Crise: Pack Miles Davis


Esta tem que ser a pechincha do ano. A FNAC está a vender um pack de Miles Davis com 20 álbuns, publicados de 1950 a 1958 (produção colossal!), por  14,99€. Ou seja 0,75€ por álbum!

É uma edição da MCPS, que se especializou em lançamentos low cost, e garante que as obras foram "digitally remasterd and enhanced for superior quality".

Estes são os primeiros trabalhos gravados de Miles em nome próprio, com diferentes formações, desde os pequenso grupos do início do anos eguinte até às obras com Gil Evans no fim da década. Álbuns clássicos, considerados obras primas, como "The Birth of Cool", "Round Midnight" ou "Miles Ahead", estão aqui incluídos. Fica já de fora outra obra-prima, "kind of blu", de 1959.

Altamente recomendado, para conhecer ou para completar a coleção!

In Memoriam: Adiós, Chavela!

Morreu anteontem em Cuernavaca, Morelos, Isabel Vargas Lizano, mais conhecida pelo seu nome artístico de Chavela Vargas.

Costa riquenha, mas sempre associada ao México, nasceu em 1919 e conviveu de perto com símbolos maiores da cultura latino americana, como Diego de Rivera e Frida Kahlo. Chegou a viver com eles.

Foi-se suavemente, deixando de respirar. Aos 93 anos estava cansada, quem sabe esgotada por uma vida intensa.

Nos últimos anos a sua voz já era só um murmúrio, levantando-se do silêncio como uma brisa ondulante. Já quase sem voz, era só o sentimento que se ouvia.

Fica aqui aquele que é provavelmente o seu tema mais conhecido, La Llorona.


Fabricante de guitarras Gibson multado por usar madeiras exóticas de Madagáscar



Fonte: Publico de hoje
07.08.2012

A Justiça norte-americana anunciou nesta segunda-feira ter chegado a acordo com a empresa Gibson, famosa fabricante de guitarras, depois de esta aceitar pagar uma multa de 300 mil dólares (242 mil euros) por ter usado madeiras exóticas de Madagáscar.
O Departamento de Justiça norte-americano deixou cair o processo contra a empresa, com sede em Nashville, depois da Gibson ter admitido a importação de madeiras exóticas de Madagáscar. Este país, com 17 milhões de habitantes, já perdeu quatro quintos das suas florestas.

A Gibson vai agora pagar 300 mil dólares de multa por violação à legislação ambiental, de 2008, e outros 50.000 dólares (cerca de 40.000 euros) à função nacional da vida selvagem para ajudar a promover a protecção de espécies de árvores protegidas.

“O acordo a que chegámos é justo porque aplica graves coimas pelo comportamento da Gibson, ao mesmo tempo que lhe permite continuar a fabricar guitarras”, comentou o procurador-geral Jerry Martin, num comunicado citado pelo jornal Washington Post. Esta empresa é considerada um dos melhores fabricantes de guitarras acústicas e eléctricas.

Este foi o desfecho de uma investigação que começou em 2009, depois de suspeitas de que a empresa estaria a importar madeira ilegal ou protegida de Madagáscar. Agora, “Gibson suspendeu as importações de madeira de Madagáscar e reconhece o seu dever perante a legislação de verificar a origem da madeira e as circunstâncias do seu abate e exportação”, disse Ignacia Moreno, da Divisão de Ambiente e Recursos Naturais do Departamento de Justiça norte-americano.

06 agosto 2012

Tom Waits: 7 de Agosto ??

O sempre críptico e mestre do bizarro Tom Waits anuncia no seu site que algo se passará amanhã, dia 7 de Agosto.

E mais não diz...


http://www.tomwaits.com/

Entrevista no blog 33 rpm


Já aqui falámos do http://33rpm-discos.blogspot.pt/, interessantíssimo local para parar na net e informar-se sobre Música, com especial incidência em tudo aquilo que se pode descobrir através de uma agulha de diamante...

O 33rpm achou por bem, vá lá saber-se porquê, entrevistar este humilde bloguista, sobre o Perú Antes do Natal e sobre as minhas paixões e preferências musicais. Podem  ler a entrevista em:

http://33rpm-discos.blogspot.pt/2012/08/a-voz-do-peru.html

Beck & Charlotte Gainsbourg

De Charlotte Gainsbourg, o nome diz tudo (filha de Gainsbourg e de Jane Birkin, who else?). De Beck, a fama precede-o e, embora mais na sombra nos anos 10, o seu passado de inovador irrequieto nos anos 90 e 00 é suficiente para lhe continuar a dar um lugar de destaque. Este tema é já de 2010, do único disco da parceria ("IRM"), em que Beck resolveu dar uma mão a Gainsbourg, compondo, emprestando musicos, produzindo... O resultado é francamente interessante e vale a penar visitar ou (re)-visitar. Eu tenho uma feição especial por vozes femininas suaves que cantam em francês, portanto a escolha não poderia deixar de ser este Le Chat du Café des Artistes para lembrar o disco:

03 agosto 2012

Nova Música: Tame Impala preparam-se para lançar novo disco

Depois de InnerSpeaker, que causou algum furor há dois anos, estes australianos um bocado marados mas fixes e com uma música que pede atenção vão lançar um dia destes e que se chamará Lonerism e já tem capa:



Aqui pode-se fazer o download do tema de apresentação:
http://wwwidgets.modularpeople.com/tame-impala-apocalypse-dreams/

Montreux Jazz Summit: Hot Jazz!


A este não consigo fazer o embedd, que não deixam (gosto muito de fazer o embedd, embora não despreze fazer também o outofbedd...).

http://www.youtube.com/watch?v=-pigBjl-DM8

Também se pode ouvir no GrooveShark:
http://grooveshark.com/#!/artist/Montreux+Summit+1977/1947350

Mas vale a pena ir ao Sítio do Costume para ouvir esta explosão de jazz em Montreux em 1977 - uma parada de estrelas numa versão de 26 minutos do clássico "All Blues".

Encontrei o vinil à venda e desde aí que sou um homem muito mais feliz.

Eis a lista de temas e dos músicos que tocam no disco:

1. Montreux Summit (Bob James) - 10:46
2. Infant Eyes (Wayne Shorter) - 11:25
3. Blues March (Benny Golson) - 25.59
4. Bahama Mama (Alphonso Johnson) - 7:52
5. Fried Bananas (Dexter Gordon) - 13:13
6. Andromeda (Jay Chattaway) - 21:37



Soltem as Cassetes!


As cassetes, também carinhosamente chamdas de K7s, viveram connosco longos momentos das nossas vidas (sim! de todos nós com mais de 30 anos). Elas foram  o antepassado do mp3 e o primeiro meio sério de pirataria que tivémos ao nosso dispôr!

Ferro, Ferro-Crómio, Crómio, Metal, tipologias que nos fazem sonhar com fitas castanhas a sair pelos buraquinhos e a enredarem-se no leitor de cassetes!

Havia-as por todo o lado: em casa, no carro e na rua, com o lendário Walkmen - o ipod original.

Muitas guardam ainda hoje tesouros que nunca foram editados noutros meios (era vulgar os grupos publicarem cassetes com obras que não saiam noutros formatos, para clubes de fãs ou não), ou gravações de espetáculos. Muitos deram origem a discos piratas, com gravações que pareciam feitas dentro de um balde plástico com uma esfregona molhada por cima.

Só eu tenho umas 500 a ganhar pó na arrecadação!

Partilha connosco as tuas k7 favoritas, o que tinham e os momentos mais espetaculares a que as tuas k7 assistiram!

30 julho 2012

Hair . A força do cabelo

Primeiro um musical de sucesso na off-Broadway em 1967, com estreia na Broadway em 1968 e, 11 anos depois, um filme de Milos Forman, Hair é um dos marcos da libertação cultural, racial e política dos Estados Unidos.


Com a devida vénia, e porque não diria melhor, cito o que a Wikipédia diz a propósito do musical original:

"A product of the hippie counter-culture and sexual revolution of the 1960s, several of its songs became anthems of the anti-Vietnam War peace movement. The musical's profanity, its depiction of the use of illegal drugs, its treatment of sexuality, its irreverence for the American flag, and its nude scene caused much comment and controversy.[1] The musical broke new ground in musical theatre by defining the genre of "rock musical", using a racially integrated cast, and inviting the audience onstage for a "Be-In" finale."

Veio parar-me às mãos a banda sonora original do filme em estado novo. Diferente do original da off-Broadway (que saiu nas Selecções do Readers Digest - lembram-se das Selecções?), mais negra e cheia de funk.

Aqui fica um dos temas mais conhecidos da banda sonora. Cool, brother!





Cake: I Will Survive

Os Cake são uma banda californiana dos anos 90, com um estilo muito próprio e beneficiando de muitas influências diferentes, do rock o jazz, ao funk.... Do seu álbum Fashion Nugget veio esta deliciosa versão de "I Will Survive" que merece tanto destaque quanto a de Gloria Gaynor... O ano passado renasceram das cinzas (o álbum anterior era de 2004 com "Showroom of compassion", que é assim - assim). Muito melhor neste pastiche-rock do disco sound!
 

29 julho 2012

Os ELP celebram 40 anos de carreira.

No link abaixo é possível ouvir os membros da banda a falarem dos três primeiros trabalhos e ouvir também os temas.

Lucky Men: Emerson, Lake & Palmer Celebrate The 40th Anniversary Of Their First Three Studio Albums on InTheStudio.NET Dallas,TX- July 28, 2012. 

North American syndicated Rock radio show InTheStudio: The Stories Behind History’s Greatest Rock Bands mark the 40th anniversary of Emerson Lake & Palmer’s Trilogy album with a look back at their first three studio efforts. ELP were a true supergroup in progressive rock, elevating the musical genre by taking it out of the science lab and onto FM rock radio, where ultimately millions of listeners would respond in favor. Greg Lake shares with show host Redbeard how ‘Lucky Man’ ended up making the cut on ELP’s debut album.

 “ I wrote “Lucky Man” when I was 12 years old... And I never had any use for it... When it came to the album and we were due to finish the album there and them, it was just a case of, ‘Does anybody got any ideas?’ And there was a silence, and I said, Well, I got this. ‘So,all right then, give it a go.’ “

The InTheStudio.NET/ Emerson Lake & Palmer MEDIUM RARE’ show is an online ONLY exclusive available now at:
HYPERLINK
Part 1 “http://www.inthestudio.net/online-only-interviews/emerson-lake-palmer-trilogy-40thanniversary/” Part 2 “http://www.inthestudio.net/online-only-interviews/emerson-lake-palmer-trilogy-40thanniversary-pt-2/”

Porque hoje é Domingo: Jamie Cullum: Gran Torino