Uma versão melancólica do clássico Floydiano.
nota: a congribuição de Thom Yorke é apenas no final
02 dezembro 2013
20 novembro 2013
Best of: After Crying - De Profundis
Estes húngaros After Crying são dos mais incríveis grupos de rock que já existiram. Fazem uma fusão de clássico e rock progressivo absolutamente irrepreensível. Outras influencias citáveis são Frank Zappa e Emerson Lake and Palmer (mais nos primeiros discos).
Pena que sejam tão pouco conhecidos (como atesta, alías, o reduzido número de visualizações no youtube).Tenho todos os seus discos até 2003 e o único que me parece dispensável é o penúltimo, "Show", embora tenha um tema muito bom, "Secret Service"
Em particular o seu álbum "De Profundis", de 1996, é muito bom. Negro, torturado e brilhante.
Este tema, "Stalker", é magnífico. 5 estrelas sem hesitação. Muito crimsoniano da era Larks Tongues in Aspic, mas de forma nenhuma se reduz à influência.
Ouçam-no com atenção, são 12:11 minutos.
http://soundcloud.com/aftercrying
Pena que sejam tão pouco conhecidos (como atesta, alías, o reduzido número de visualizações no youtube).Tenho todos os seus discos até 2003 e o único que me parece dispensável é o penúltimo, "Show", embora tenha um tema muito bom, "Secret Service"
Em particular o seu álbum "De Profundis", de 1996, é muito bom. Negro, torturado e brilhante.
Este tema, "Stalker", é magnífico. 5 estrelas sem hesitação. Muito crimsoniano da era Larks Tongues in Aspic, mas de forma nenhuma se reduz à influência.
Ouçam-no com atenção, são 12:11 minutos.
http://soundcloud.com/aftercrying
18 novembro 2013
Roy Harper – Man and Myth
Já algumas páginas se escreveram sobre o regresso de Roy Harper aos originais, mas não é tarde para o Perú saltar em cena. Primeiro, porque foi só em Outubro que o álbum saiu, segundo porque o salto de um Perú é sempre elegante. A aterragem é que pode não ser…
Pois então: Roy Harper está nos 70, e não é de modo gratuito que o trabalho se intula “Hom
em e Mito”. E não é por acaso que Harper aparece na capa ornamentado comum par de chifres de bode. Harper é o fauno da música inglesa, criatura silvestre e fugidia, de perfil independente e másculo. Harper, o bardo genial e incómodo. Harper, o Mestre reverenciado por gente tão insuspeita como Jimmy Page, ou Joanna Newson. Harper, o ausente, a figura paternal equívoca. Eis a questão: começa a chegar a altura de avaliar as figuras fundadoras da música moderna. A maior parte deles não dura muito, pelos cânones normais da existência. A morte de Lou Reed foi um golpe rude; foi o mais recente dos grandes mitos a cair, e um particularmente importante. Roy Harper não tem a projecção nem a importância de Reed, mas é uma figura de referência que vem a ganhar relevância com a idade. Quem será o próximo? Leonard Cohen? Neil Young? Mick Jagger? David Crosby? Roger Waters? Joni Mitchell? Paul Simon? Bob Dylan? Burt Bacharach? Ennio Morricone?
Qualquer uma destas perdas começa a parecer essencial, e a sua importância a ser avaliada pelo vazio que a sua presença cria. Mas não será antes porque nos recordam como a sua obra nos tocou? Acho que sim.
Muitas vezes me questiono como se mede a importância e a permanência da música. Para mim, que ouço música de forma compulsiva e apaixonada há 30 e alguns anos, que conheço milhares de obras, é uma pergunta com pertinência. O que se salva do imenso oceano do olvido? O que levar connosco no grande naufrágio? O que se destaca pelo seu lugar na evolução, o que faz avançar para outras viagens?
Muitas vezes, respondo a essa questão com a mais simples emoção: o tema que nos faz subir lágrimas aos olhos, de tão simples. A invenção de três acordes que, acompanhada das palavras certas, fez uma revolução. A energia que de tão intensa sugou toda uma geração. Há fenómenos assim, e os nomes assim mencionados não são ocasionais – são essenciais, entre muitos outros, para moldar um futuro. Para fabricar descendência. Não é despropositado dizer que uns Fleet Foxes não poderiam existir sem Roy Harper. Já para não falar de descendência quase incestuosa como Jonathan Wilson e David Crosby e Graham Nash, aliás só assumida no último álbum de JW, em que ambos participam no espantoso “Cecil Taylor”. Ou dizer que toda a folk de autor feminina é descendente de Joni Mitchell, de forma mais ou menos direta. Já para não falar de exemplos tão batidos como os Beatles e a influência no nascimento do rock psicadélico, progressivo, na pop e sabe-se lá mais o quê que nasceu da obra do seu período 1966-1970.
Traçar estas linhas é uma questão de razão e emoção.
Um DVD que comprei há uns meses mostrava RH sozinho no estúdio, uma guitarra, um grupo pequeno, hipnotizado, suspenso de cada uma das suas palavras e inflexões, mais que reverente, embevecido. O que faz um ancião (e não há que ter medo das palavras, num país em que os velhos apodrecem em lares indignos), mover uma sala? Não poderia ele estar também com uma manta nas pernas, um chá na mão, a ver as gouchices de um qualquer idiota televisivo?
Creio que é a noção que algumas destas figuras têm de que o seu lugar essencial ainda não foi preenchido que as leva a pegar na guitarra, sentar-se ao piano e dizer: estou vivo! Esta é a minha arte. Este é o caso de Bill Fay, por exemplo. Os Family voltam dar concertos. Os Camel ressuscitaram. Os Barclay James Harvest gravam de novo. Os Moody Blues organizam cruzeiros onde é possível ficar pedrado durante 9 noites ao som de Roger Daltrey, Jon Anderson e figuras mais e menos obscuras dos últimos 40 anos de musica anglo-saxonica. O passado nunca esteve tão vivo (embora, e até pelos exemplos atrás, com graus de relevância muito diferentes…)
Sem entrar em polémicas musicais sobre o valor de muitas das obras produzidas, a verdade é que estamos a passar de uma época em que os criadores produziram e interpretaram as suas obras para uma época em que outros as interpretam. De forma mais ou menos reverente, surgem grupos que, tal como acontece no jazz ou na música dita “clássica”, interpretam obras de música popular. E, na realidade, é quando alguém pega na obra e a lê como objeto estranho que a obra revela o seu caráter plástico. É certo que é possível pegar no inefável José Cid e fazer um quarteto de cordas do macaco que gosta de banana, e exemplos não faltam de índole semelhante, como os Apocalyptica a “classificarem” Metallica, mas não é a mesma coisa. Hoje em dia começam a aparecer intérpretes – músicos que leem a música e a letra e que, com respeito pelo original, lhe transmitem um cunho pessoal. Vamos ver mais disto nos próximos anos em obras de gente que admiramos.
Na raiz de tudo isto está musica verdadeira – música que transporta as pessoas.
Dito isto, tenho que fazer uma defesa dos velhos. Não dos que fazem render uma música velha e passada, como John Lees dos BJH, mas dos que vivem a sua idade. Como Bill Fay a cantar “Life is People” ou RH a cantar “January Man”. Quantas vezes temos a oportunidade de entrar na alma de uma pessoa e lê-la sem intermediários? Quantas vezes é possível passar por cima de todas as imagens reflectidas que cada um cria para afastar a proximidade, qual estrume emocional em cima de campos estéreis? Em RH não há bullshit. Em January Man ele diz-nos, “January Man must do what it can to keep winter at bay”, a propósito de todas as emoções impróprias que afloram na presença de uns jovens olhos do tamanho do oceano, para pedir desculpa por ter perdido o controlo das suas emoções. Um testemunho da mortalidade e da distância entre o espírito e o corpo de um homem a afastar-se da sua vida.
“we are condemned to do the same mistakes all over and over and over and over and over again”
Portanto, 47 anos depois de ter começado, RH lança o seu 23º álbum, 13 anos depois do último. Com a produção de Jonathan Wilson, uma ajudinha de Pete Tonwnsend em “Cloud Cuckooland”. It’s only rock’n’roll, baby, and I like it.
Se quiserem ir para trás, explorar este rico passado, ouçam “When an old cricketeer leaves the crease”, de “HQ” , “Bullinamingvase” ou “Stormcock”.
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15 novembro 2013
Placebo ( Os outros!)
Antes dos Placebo que conhecemos hoje, existiram outros, pioneiros na cena jazz belga a explorar sonoridades entre o jazz e o rock, como tantos fizeram na esteira de Miles Davis. O resultado final é interessante.
Como curiosidade, o líder da banda era o pianista Marc Moulin, que hoje tem bastante projecção na música eletrónica francesa. Marc Moulin faleceu em 2008.
O álbum original é naturalmente difícil de encontrar, e os cds que Marc Moulin publicou como antologia da banda estão a atingir preços elevados(95€ na Amazon francesa para a primeira compilação!)
http://www.marcmoulin.com/
09 novembro 2013
Livro sobre Lou Reed
Serviço Público:
Livro da Taschen com todos discos do Lou Reed (até 2004) nos Google Books:
http://books.google.pt/books?id=SdiPJ8sPF18C&pg=PA121&lpg=PA121&dq=brooklyn+academy+of+music+songs+for+drella&source=bl&ots=eqRvF978Wa&sig=VpVEQZBwBRBeSZ2I-K1lGxEyoYw&hl=pt-PT&sa=X&ei=hiF-UsCyNu2e7AayqoGIBQ&ved=0CF0Q6AEwBg#v=onepage&q&f=false
Livro da Taschen com todos discos do Lou Reed (até 2004) nos Google Books:
http://books.google.pt/books?id=SdiPJ8sPF18C&pg=PA121&lpg=PA121&dq=brooklyn+academy+of+music+songs+for+drella&source=bl&ots=eqRvF978Wa&sig=VpVEQZBwBRBeSZ2I-K1lGxEyoYw&hl=pt-PT&sa=X&ei=hiF-UsCyNu2e7AayqoGIBQ&ved=0CF0Q6AEwBg#v=onepage&q&f=false
28 outubro 2013
27 outubro 2013
29 setembro 2013
Mark Lanegan: I'm not the Loving Kind (John Cale)
Finalmente encontrei alguém que gosta tanto desta canção de John Cale como eu! The Loving Kind, por Mark Lanegan, no seu álbum de versões de 2013, Imitations. O vídeo está espetacular
28 setembro 2013
Schtüng - Schtüng
Mais um ilustre desconhecido grupo... da Nova Zelândia
Para aqueles que se interessam pelas gemas perdidas... Mesmo que por lapidar.
Schtung biography (PROGARCHIVES)
New Zealand act SCHTUNG was formed by Andrew Hagen and Morton Wilson sometime around the mid 70's, and their self-titled album from 1977 is the only production from this band while still exploring art rock territories.
While their album is something of an obscurity these days, the band made an impact when active, but in a peculiar area: They were asked to make scores on the strength of their sole production.
As a direct result of this branching out, Hagen and Wilson would go on to form Schtung Music in 1982, a still ongoing concern based in Santa Monica, California with regional offices in Hong Kong, Singapore, and Shanghai. This company specializes in scoring original music and sound design for commercials, promos, show opens, television series, movie trailers and films
Para aqueles que se interessam pelas gemas perdidas... Mesmo que por lapidar.
Schtung biography (PROGARCHIVES)
New Zealand act SCHTUNG was formed by Andrew Hagen and Morton Wilson sometime around the mid 70's, and their self-titled album from 1977 is the only production from this band while still exploring art rock territories.
While their album is something of an obscurity these days, the band made an impact when active, but in a peculiar area: They were asked to make scores on the strength of their sole production.
As a direct result of this branching out, Hagen and Wilson would go on to form Schtung Music in 1982, a still ongoing concern based in Santa Monica, California with regional offices in Hong Kong, Singapore, and Shanghai. This company specializes in scoring original music and sound design for commercials, promos, show opens, television series, movie trailers and films
24 setembro 2013
Duelo: Nico x Redshoes: Afraid
o original de Nico, do disco Desertshore, com produção de John Cale
versão de Rita Redshoes
versão de Rita Redshoes
17 setembro 2013
Bill Calahan - Dream River
Shhhh!:
http://rapidgator.net/file/c5b3973cf7d1b02637c28fcb6b993c86/Bill_Callahan_-_Dream_River_(2013).zip.html
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Prefab Sprout: "Crimson / Red" em Outubro
É lançado em Outubro o novo álbum dos Prefab Sprout, Crimson / Red. Os PS são hoje apenas Paddy McAloon, o homem que dizia ser o melhor escritor de canções que alguma vez existiu. Modesto.... A sua voz é instantaneamente reconhecível, embora a sua aparência tenha mudado profundamente, devido àquele factor estético chamado PDI, mas também porque está praticamente cego, além de ter uma deficiência auditiva grave que o impede de ouvir as baixas frequencias.
Nada disto se nota na sua música,q ue continua jovial e celebratória.
Os PS são uma banda de culto, um pouco esquecidos hoje em dia. IMHO, produziram uma obra-prima que é talvez o disco menos ouvido deles, "Andromeda Heigths", uma corrente de energia positiva, vibração, amor. Não andasse este Perú tão preguiçoso e faria o merecido elogio crítico ao disco - assim, tomem lá um tema do novo álbum.
Nada disto se nota na sua música,q ue continua jovial e celebratória.
Os PS são uma banda de culto, um pouco esquecidos hoje em dia. IMHO, produziram uma obra-prima que é talvez o disco menos ouvido deles, "Andromeda Heigths", uma corrente de energia positiva, vibração, amor. Não andasse este Perú tão preguiçoso e faria o merecido elogio crítico ao disco - assim, tomem lá um tema do novo álbum.
13 setembro 2013
therhythmisodd
Interessante...
therhythmisodd is an progressive rock/fusion group from Stockholm, Sweden
O maior desafio é pronunciar o nome da banda...
05 setembro 2013
Moby + Wayne Coyne . The Perfect Life
O que faz aqui o wayne coyne (the flaming lips) com o liofilizado Moby?
espero que não se ande a perder...
espero que não se ande a perder...
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