As promised on the first edition of these series "Great Gigs in the Cloud", published on last year's December (Boy,amazing how fast time flies by!), I will continue sharing with you special treats made available to us all, and hopefully live long beyond our short terminal existence on this planet with the advent of clouding, thanks to the 21st century computing technology! As a side note, are we reaching kurzweil's singularity thesis faster than anyone thought? I'll come back to this later on... Well as I've been babbling up until now about the present and the future, let's travel back in time and enjoy this little marvel, only a 29 minutes piece, recorded back in 74 live in Paris for the french television program "Live Melody", that is an absolute bliss. Doesn't Fripp freak you out when he looks back at you with those creepy eyes? Does he hate the camera starring at him or the "virtual" audience, i.e., the inexistence of it? :)
Great Gigs in the Cloud: Episode 2 - King Crimson - Live Melody - French TV (1974)
This video is presented for review only in the hopes the viewer will be pleased to the extent to promote the viewer to buy the film. We believe this constitutes a 'fair use' of any such copyrighted material as provided for in section 107 of the US Copyright Law. In accordance with Title 17 U.S.C. Section 107, the material on this site is distributed without profit to those who have expressed a prior interest in receiving the included information for research and review purposes only.
Set List:
Lark’s tongues in Aspik (part II)
Improvisation
The night watch
Lament
Starless
For GAR2014 I'd like to take this opportunity to challenge you, as I have no facebook account, to create an online petition on Gouveia Art Rock's page on facebook, requiring the presence of King Crimson on next year's edition! Only then will GAR reach its ultimate status quo! As some close friends of mine say when they mean they are being serious, there is no question about it, PERIOD, !PIM! Well, I'm not being fair at all... To be honest, I really have to congratulate GAR's organization for the marvelous work they have done over the years organizing and bringing such great names to our country. Kudos for you all! But please try bringing KC to this special event! And, I think I can speak for the most part of the attendees, we don't even postulate the presence on any specific iteration / formation of KC... Should at least the following be present, I would be more than satisfied:
Robert Fripp, Peter Sinfield, Greg Lake, Michael Giles, Ian McDonald, Mel Collins, Gordon Haskell, Andy McCulloch, Bill Bruford, John Wetton, David Cross, Jamie Muir, Trey Gunn, Peter Giles, Keith Tippett, Mark Charig, Robin Miller, Nick Evans, Jon Anderson, Rick Kemp, Harry Miller, Paulina Lucas, Hunter MacDonald, Richard Palmer-James, Eddie Jobson, Ok, ok... Here's my proposal. Let's do a special GAR Edition made of no more than several KC lineups :)
No, I did not forgot to mention Boz Burrell nor Ian Wallace. I simply didn't mentioned them as they've unfortunately already passed away...
Oh, by the way... Why not also challenge Ian McDonald & Micheal Giles on doing a gig for us in GAR?
Wouldn't that be a treat!
Unfortunately, I don't believe Giles would still be up for the challenge... the man is already in is 21st century 70's!
And with this final remark I close the kurzweil circle ;)
Sobre os Moody Blues já se escreveu quase de tudo o que de mau havia para escrever. Portanto, são um caso perdido. Ótimo! Adoro casos perdidos. Esta é das simples e boas (e o vídeo é para esquecer).
Talvez a mensagem se aplique também a Ray Manzarek, desaparecido hoje: Burn slowly the candle of life.
Continuando nas versões, eis aqui o comandante canadiano Chris Hadfield a revisitar o famosíssimo tema de David Bowie do seu álbum de 1969 abordo de Estação Espacial Internacional. The real thing, portanto.
A propósito de Bowie, o Victoria and Albert Museum têm uma exposição temporária (até 11 de Agosto) dedicada a Bowie - a vida, a musica, as colaborações, as influencias, a convergências das várias artes na sua arte. Já vi a exposição, achei-a pouco profunda, mais visual que musical, mas é uma oportunidade única para conhecer melhor aquele que dizem ser o artista mais influente do século passado (provavelmente, estão a referir-se apenas à cultura pop...). E não é de todo irrelevante que uma instituição de pergaminhos tão conservadores como o V&A tenha decidido tornar Bowie um artefacto museológico, nem que seja temporariamente...
Num registo diferente, acaba de sair o novo álbum do norueguês Ketil Bjornstad (ECM 2300), que promete ser mais uma belíssima obra. Dedicado ao cinema de Antonioni, que KB refere ser uma das suas maiores influencias:
“At the
same time that I discovered what jazz could be, after listening to Miles Davis’
In A Silent Way, I also saw the films by Godard, Bresson and Antonioni. Perhaps
it was the slow, rhythmic authority in the films by Michelangelo Antonioni that
made me think of music... As long as visual art creates music in our minds, and
music creates pictures and visual expressions with the same intensity, the two
are deeply and profoundly interdependent”.
KB é também escritor e poeta; e Antonioni escreveu também (li dele, há muitos anos, "O perigoso fio das coisas", belíssimo livro feito de imagens). Tenho para mim que esta ligação entre as diversas artes é algo de muito europeu. O poeta cultiva uma certa luz, que passa para um filme, que inspira um romance, o qual sugere uma peça de música... Há, assim, contínuo de ideias que é muito europeia - a ideia da arte em si mesma, que não conhece barreiras nas disciplinas e que se prolonga em métodos heteredoxos com uma mesma continuidade semântica.
Quanto a Bjornstad, é um excelentíssimo músico que não necessita de grandes apresentações. O seu trabalho não se confina ao jazz - alías, há pouco de negro americano na sua música, que está mais próxima do clássico. Os seus trabalhos com o guitarrista Terje Rypdal são excecionais (ouça-se, por exemplo, "The Sea" ou o arrepiante "Life in Leipzig").
Avalaindo o que está disponivel no Youtube do novo álbum, temos mais um grande trabalho. Este tema é uma celebração, musica da alegria - bem diferente de algumas paragens mais sombrias (o já mencionado "The Sea", por exemplo).
Lutz Diehl, um fotógrafo orientado para o prog rock, tem no seu site http://www.progrockfoto.de/ uma excelente galeria. O Gouveia Art Rock, a que ele chama "The World's Finest
Prog Rock Festival !" (e deve saber do que fala!), tem uma extensa cobertura.
Esta é uma notícia triste. Morreu Storm Thogerson, criador de algumas das mais icónicas capas de discos de toda a música rock, através do seu estúdio Hipgnosis, para os Pink Floyd, Led Zeppelin, Nice, Peter Gabriel, 10cc, Muse...
Aqui fica o link para o site oficial: http://www.stormthorgerson.com/
Este é mais um caso de talento esquecido que vem a ser
recuperadonos últimos anos. Como já
várias vezes se disse aqui, os anos 60 e 70 foram tão ricos em criação musical
que era literalmente impossível destacar todos os bons projetos - muitos caíram
nas fendas do olvido (poderosa imagem, hein?). Só nos últimos anos a busca por aspetos menos conhecidos e alguns trabalhos semi-arqueologicos têm permitido desenterrar algumas relíquias, quase semelhantes a artefactos pré-históricos que aparecem à luz do dia e provocam admiração por terem estado ignorados tanto tempo.
Por favor não relevem a parecença com outro Dino, o "nosso" Dino Meira, o qual é um artefacto que apenas é arqueológico no sentido de que está mais próximo da origem do Homem que do seu futuro.
Dino, que foi compositor e vocalista nos Quicksilver
Messenger Service, banda de São Francisco que recomendo, lançou um único disco
a solo em 1968, precisamente intitulado “Dino Valente” (com “e”, embora também
usasse o pseudónimo “Valenti”; o seu nome verdadeiro era Chet Powers). É um
disco de singer / songwriter, muitas vezes só voz e guitarra. Mas, como muitas
grandes obras (e só “por acaso” estou a lembrar-me de Bob Dylan), é a verdade
da intenção e a pungência da interpretação que separa o medíocre do sublime. Também
me lembrei de Jeff Buckley… Dino era um compositor medianamente inspirado, mas
os seus temas têm um tom confessional e uma intensidade na voz que o tornam
cativante. Às vezes a produção abusa do eco e do reverb, mas são pecados d’época…
Morreu precocemente, em 1994. Tem um site (de mau gosto!)
onde se pode percorrer a sua carreira e a sua música: http://www.dinovalenti.com/
Pode ser uma descoberta interessante para quem gosta deste
género. Outros nomes semelhantes, vindos da grande planície musical americana,
são Fred Neil, Jim Croce, Paul Siebel e Tim Buckley. Dois temas, para apreciar.
After receiving a few requests from interested readers to re-up portions of this series, I decided that featuring the entire collection of webcasts in one post would help to bring some attention to this marvelous historical narrative. Several years ago, Arkestra member and official Sun Ra archivist, Michael D. Anderson, "The Good Doctor," enhanced the ESP-Disc website with a 14-hour Sun Ra retrospective. In this unprecedented audio documentary, The Good Doctor presents a timeline of Sun Ra's career featuring both classic releases and unheard nuggets from the Archive. The tribute is divided into 6 parts, each approximately 2 hours for a total of 14 hours of amazing information and music. Throughout the broadcasts, Michael D. Anderson relates biographical information about Ra and shares many anecdotes of his time with the Arkestra; I find these are particularly interesting and entertaining.
A few of my favorite moments from these broadcasts have already been featured here. You might remember Rusty Morgan's "Blame Shame" or the Arkestra's remarkable performances of I Roam the Cosmos (if you missed these, rectify!). There are plenty more incredible rarities peppered throughout these broadcasts. If you are interested in reviewing the playlist for each segment, please click the 'part #' below each stream to be whisked away to the original post where you will find newly refreshed download options. Each post features the original master tape offered in both FLAC and 320k mp3 as well as an mp3 audio stream of the show.
If listening to the entire transmission in one sitting doesn't suit your schedule, please consider bookmarking this page so that you can easily return for future listens. Or if you happen to have 14 hours to spare... click & enjoy!
Quanto mais ouço música e fico velho mais encontro razões para gostar do passado. Pondo de parte discussões sbore Heráclito e o eterno retorno, o presente avança por circumvoluções, cada tentáculo de tempo buscando uma direção. O tempo unidirecional é um mito que só percebemos quando já temos muito pouco tempo; ou quando substancias psicotrópicas nos alteram o raciocínio linear. A convenção "tempo" torna-se visível como uma das linhas possíveis, não a única.
Vem isto a propósito dos sucessivos flashbacks de música feita há 40 ou 50 anos, que emergem regularmente e parecem suscitar um interesse raro. O que havia de diferente nessa altura que se torna tão interesante hoje e que atrai novos ouvintes? O mesmo que torna Bach um músico venerado hoje... apesar de a sua obra ter trezentos anos...Qual será a música de hoje que se ouvirá daqui a trezentos anos? Beyoncé? Justin Bieber? Madonna? Não me parece...
O mais provável é que se ouça Gershwin, Burt Bacharach, Ennio Morricone, Prokoviev, King Crimson, Gentle Giant... A qualidade da composição, a criatividade e a beleza da mesma hão-de sempre prevalecer. I may be wrong... o tempo devora ícones e promove outros... Mas alguns são perenes.
Enquanto o tempo não se torna tão cruel com o presente, olhar para trás dá-nos a dimensão em grande plano do nosso lugar na paisagem. A "Prog" dedica-se a um fenómeno específico, o chamado "rock progressivo", e curiosamente vende número após número com os nomes de há 40 anos, e, embora o género borbulhe de vitalidade hoje em dia, não são os nomes atuais que fazem a capa (raras exceções há, como Steven Wilson). Dirão que é porque são os cinquentões e sessentões que têm dinheiro para pagar os 12€ que custa a revista em Portugal. Certo, é verdade, mas não é só. Há uma coerência e um sentido de risco que se encontra na musica dessa época que se perdeu.
De uma forma muito simplista, o rock é um fenómeno americano, que vendeu muito bem, até que um punhado de ingleses decidiu afirmar que há muitas influências europeias, das músicas populares europeias ou das música orientais tão ao mais válidas que o blues. Heresia e trambolhão, exultação orgiástica e muitas sinfonias rock depois, o povo cansa-se e quer é o músculo operário dos rapazes que dizem que não sabem tocar e que querem é protestar contra a pobreza que a crise do petróleo lhes trouxe nos anos setenta. Anarchy in the UK. A que se seguem rapazes e raparigas, em gradações indistintas, para quem o baton é deus e o sintetizador liberdade. E volta-se a um novo ciclo de simplicidade, que apenas recentemente parece dar sinais de superação. Sufjan Stevens e Owen Pallet não são rock'n'rollers de três acordes; não andam a dourar uma pílula sorridente de "nuclear não obrigado" e muita força no refrão.
As gerações mudam, mas assim como o pendor simplista ganha visibilidade de forma cíclica (e note-se que produz continuamente música admirável; alguns dos meus all time favorites têm três acordes), a busca de intensidade na musica também.
Parentesis para explicar este último parágrafo. Assumo como pré-conceito que a intensidade precisa de alguma complexidade, ou pelo menos de veracidade, para se exprimir. Assim como raparigas muito atraentes se tornam irritantes passado meia hora e esquecemo-las ao ponto de não lhes recordar o nome duas semanas depois, outras perduram nos sonhos anos depois, mesmo se não inteiramente canónicas na sua beleza, mas devido à sua singularidade e presença; o mesmo se passa com a música. O mistério vem da complexidade, o encantamento da mistério e da memória dele. Recordamos as experiências sensorias intensas, não necessariamente as mais belas. Ora, recriar o mistério em música é saber ao alcance de poucos, e exige mestria e domínio da técnica. Mas não só: exige imaginação e exige entrega. Exige verdade e exige capacidade.
Tivemos a sorte de viver alguns anos no século passado em que a música era entendida como arte e não como mero negócio. Pelo menos houve a possibilidade de uma parte significativa dos atores se preocupar mais com a musica do que com o dinheiro. As ideias fluiam. Como diz um dos músicos da banda de que hoje se fala aqui. "we had no limits".
Quanto se pode criar, sem limites? Muito... ou pouco. Se as bases forem magras, se as influencias forem os três acordes, muito pouco. Mas se a mente estiver excitada pelo música, pela pintura, pelo teatro, pela natureza, pela história, pela literatura, ou por indutores químicos, muitíssimo. E assim, durante uns anos, a música foi frequentemente uma forma de arte, na sua vertente de fusão de influencias e de exploração das representações menos óbvias da mente.
A edição da "Prog" de Março homeageia uma das bandas que mais desbravou os limites da consciência e que foi absolutamente fundamental (a par com os Beatles de Sgt. Peppers e os King Crimson the In the Court), para criar as bases do chamado "rock progressivo". Os Moody Blues, após o desgaste de serem uma banda modelada no blues, enganaram a editora e usaram as horas de estúdio para gravar as suas próprias composições, com a ajuda de Peter Knight que fez os arranjos para a London Symphony Orchestra. Seria isto possível hoje em dia? Enganar a editora e usar os seus recursos sem ser processado? Felizmente a Decca, sobretudo por imposição dos americanos, decidiu avançar com a edição de "Days of Future Passed", e 1967
Curiosamente, os Moodys foram vistos sempre como os meninos bem comportados, mas a investigação a fundo da Prog vem revelar as facetas mais rock'n'roll: os aviões, as groupies, os ácidos... Afinal, este grupo vendeu até hoje 60 milhões de discos... o dinheiro entrava a rodos e a cornucópia dos prazeres logo de seguida. Mas até à última obra da linhagem "clássica", Seventh Sojourn de 1972, a obra é irrepreensível e mesmo os três discos seguintes (Caught Live +5, Octave e Long Distance Voyager), têm muito bons temas. Eles levavam-se a sério, condição essencial para levar a sério os seus ouvintes.
Recomendo sem reservas aos apaixonados de música que comprem e leiam a Prog deste mês e que (re)visitem a obra dos Moody Blues. De espírito aberto, como eles a fizeram. E sentem-se para ouvir. Para os elevadores, trabalho e ginásio há outras coisas...
E não resisto a uma anedota final: no final do mês, de 20 a 25 de Março, estão todos convidados para um cruzeiro nas Caraíbas com os Moody Blues e amigos, juntamente com vários músicos convidados, como Greg Lake, The Strawbs e outros. Uma companhia de cruzeiros achou que havia mercado para ter os fãs a bordo num... cruzeiro da saudade? It's the Love Boat, ah! http://moodiescruise.com/
Ao minuto 33:10, uma versão de Nights in White Satin ao vivo com orquestra no Royal Albert Hall
Em risco de perder os poucos fiéis que ainda vêm a esta paróquia, confesso mais um soft spot, um guilty pleasure, se quiserem.
Algumas pessoas dizem que eu tenho um fraquinho por cantoras - e há fraquinhos piores, parece-me... - e é verdade que uma bela voz feminina é capaz de me tirar do sério. Vide Carla Bruni, por exemplo.
Isto a propósito de uma cara conhecida com que me cruzei em vinil - a one time shot Beverley Craven, que vendeu mais de um milhão de discos do seu álbum de estreia nos noventa e quase mais nada fez.
O seu êxito mais conhecido, que ainda passa ocasionalmente em tardes de sopeiras da Rádio Moliceiro FM, é "Promise Me". Que eu acho um belo tema; mas do mesmo disco inicial é este "I listen to the rain" que eu prefiro.Mais dramático, mais emocionante. Eu acho que há muito de Kate Bush na forma como canta, embora as suas composições sejam mais redondas e doces.
Ainda fez um segundo disco, "Love Scenes", bastante próximo do primeiro, mas com muito menos impacto, e publicou um terceiro ainda nos 90 "Mixed Emotions", e um quarto em 2009, mas sem qualquer repercussão.
Faz 50 anos este ano e nasceu no Sri Lanka, daí talvez esta beleza exótica, que se parece por vezes à de Sade Adu. Poderia ter sido uma Norah Jones avant la lettre...
I'll be periodically posting information about good Cd and Vinyl shops around the world. This time it is Madrid, with Discos La Metralleta Records, in the parking in Las Descalzas square. A lot of vinyl to browse, with adequate prices...
Discos la metralleta es una de las primeras tiendas de discos de segunda mano que aparecieron en Madrid. Nos dedicamos a la Compra Venta de Películas y Música en todos los formatos: Cd´s, Discos, Cintas de Casetes, Dvd´s, Vhs… etc. Puedes encontrar descatalogaciones, Cosas curiosas, Ofertas y Piezas de Colección. Dirección: Plaza de las Descalzas S/N (Galería Comercial de Parking). Teléfono: 91 532 52 24 Fax: 91 521 65 94 en horario comercial. Horario es de lunes a sábado de 10:00 - 14:30 y 16:30 - 2100. Puedes ponerte en Contacto con nosotros o volver al Inicio
Sim. Simone. A brasileira. Numa das obras mais excelentes da tão menosprezada musica brasileira: "O Grande Circo Místico", by Edu Lobo e Chico Buarque. WTF os preconceitos.
A portuguesa Carminho tentou também, mas parece que está com contorções dolorosas. É muito diferente, e o fado não é o samba e quando tenta fica triste.
Deutsche Elektronische Musik 2: Experimental German Rock and Electronic Musik 1971-83
A Soul Jazz Records, muito atenta editora londrina, tem dedicado alguma atenção ao krautrock, entre uma miríade de outros estilos, desde a mais deep dance aos ritmos africanos da Nigéria nos anos 70. Vale mesmo a pena visitar a loja deles no Soho, onde vendem edições próprias e alheias selecionadas e perder umas horas a ouvir sons novos e a deixar-se fascinar pela diversidade musical.
Sai agora o 2º volume da Deutsche Elektronische Musik, englobada nesse fenómeno cultural que eclodiu na Alemanha livre dos finais dos anos 60 e boa parte dos anos 70 chamado Krautrock. IMHO, trata-se do bloco de música mais radicalmente inovador produzido nos países ocidentais, pela criação de música sem amarras a rótulos nem estilos, embora bebendo neles. Espero com ansiedade a degustação destes bonbons musicais. Enquanto não chegam, aqui ficam os ingredientes. Posso atestar pela sua frescura, porque conheço grande parte deles.
Um tema de David Wilcox, songwriter americano venerado, chamado no original "Chet Baker's Unsang Swan Song". Numa versão incomparável de KD Lang, no seu melhor álbum, "Drag". "My Old Addiction", um velho vício...
Confesso que tenho um fraquinho por esta mulher, embora saiba que ela nunca gostará de mim, pelas suas razões muito pessoais :) Nunca a imaginei a cantar o I Will Survive, mas pensando bem, faz todo o sentido!
Canadiana, voz portentosa e um feeling muito grande: eis kd Lang.
A 11ª edição do Gouveia Art Rock está oficialmente confirmada para os dias 27 e 28 de Abril. Começam a surgir os primeiros nomes. Dos 3 anunciados: Moon Safari, Arti e Mestieri e Musica Nuda, destaco os Arti E Mestieri, grande banda do progressivo italiano
Somos um bocadinho lentos por aqui, portanto rodamos os discos vezes sem conta até estarmos contentes com eles ou os atirarmos ao caixote do lixo...
O sucessor de "Bitte Orca", de 2009, não é um disco fácil para entrar. É um disco mais relaxado, com batidas estranhas por vezes e portanto leva algum tempo a digerir. O velho cliché de "primeiro estranha-se depois entranha-se" aplica-se aqui. Quando se entranha, recompensa o ouvinte com algum único, nunca ouvido.
É um daqueles trabalho que merece ser ouvido num sistema com qualidade, tal é a dinâmica do som. Perde-se muito se for ouvido em mp3 num par de auscultadores...
We're a bit slow around here, so we tend to play the records over and over till we're happy with them or throw them in the bin.
Not an easy one to get into, the follow up to 2009 "Bitte Orca" is more relaxed work, with strange beats at times, and thus takes some time to swallow. The old jargon goes "it grows on you" and it may be true for this one. But it rewards the listener with something truly unique and unheard.
It is one of those record that should be heard on a proper system, given the dynamics of the sound. You will lose a lot by listening to it on mp3 format on a pair of cans...
Portuguese and English Versions
Foi uma supresa completa para mim quando Robert Fripp referiu, na sua recente entrevista à Mojo, que tinha tocado com o supergrupo G3, formado nos 90 por Steve Vai, Joe Satriani e Eric Johnson...
Conheço o trabalho dos G3 e não tenho a melhor opinião sobre ele; muito frequentemente reduz-se a uma vulgar exibição de poder e virtuosismo... portanto a surpresa foi Fripp ter referido que teve que ensaiar bastante para poder estar ao nível deles, uma vez que são tão bons guitarristas!
Vale a pena ir ao Youtube (não é possível incorporar este video), só para ver a humildade de Fripp. Enquanto Vai e Satriani é so raios e faíscas, Fripp está na rectaguarda, quase indiferente a fazer a sua parte, enquanto os outros brilham com a SUA música. É um mistério para mim...
http://www.youtube.com/watch?v=Y3FUcSHeJJg
It came as a surprise to me that Robert Fripp refered, on his recent interview to Mojo, his playing with the supergroup G3, formed in the 90's by Steve Vai, Joe Satriani and Eric Johnson...
I knew the work of G3 and don't have the best opinion about what seems to be too often a vulgar display of power and virtuosity... so the surprise is that Fripp actually said that he had to practice hard to play with them, because they were such good players!
It is worthy to go to youtube to see the video (it is not possible to embed this video), just to watch how Fripp is humble in his playing . While Satriani and Vai are all flashlights and glitter, Fripp is at the back, doing his thing... although the others are showing off with HIS music. It is a mistery to me...
One of the best guitarists to come out of the UK, Robin Trower gained popularity in Procol Harum (til 71), but especially on his solo career, with a band with his name. His style is ever compared to Hendrix, but it is actually unfair to a composer and player of his talent to live in the shadow of other player, even if we're talking about Hendrix! wWe're talking about a man that gave lessons to Robert Fripp!
To my surprise, I found out recently that the man continues to make music! He has actually published regularly. His last album is from 2010, and it's not bad at all!
What stroke me watching the second video I'm posting is his age. He was born in 45, so he will be 68 this year... This is something new, the longevity of rock musicians. We were used to singers getting old - and singing till they die - but not to see those free and long haired spirits of the 60's and 70's rocking their asses out but looking like Mr. Burns from The Simpsons... It's weird! But I'm glad that so many of them are still making music and playing live.
Photos taken in Carnaby Street in London, in November 2012, for the celebration of 50 years of Rolling Stones, and the edition of a new comilation, "Grrrr!"... on the corner, a shop totally dedicated to them...
Muito embora nunca tenha consumido este tipo de droga, penso
que consegui chegar bem perto da alucinação do "ácido" no dia em que,
ao ver na televisão um Western manhoso, me deparei com a Milla Jovovich a
cantar uma balada de Coimbra. Quis confirmar a veracidade da visão e por isso
pesquisei no Youtube. Ora aqui está! Obviamente que este post deve ser
destruído após algumas visualizações…
Palavra puxa palavra, post puxa post, e aqui vai o mesmo Alexis Korner que colaborou com os Beefeaters em colaboração com Peter Snape (com Mel Collins na flauta!)