16 janeiro 2014

Wayne Shorter, Dindi

Wayne Shorter vintage, colheita de 69. Debaixo do tropicalismo desmultiplicado da primeira parte da faixa, uma versão comovente de "Dindi". Notável.

06 janeiro 2014

Camel em Portugal em Março

Aula Magna, 16 de Março (Domingo)

Os Camel tocam em Portugal, na onda do ressurgimento da banda. O concerto vai ser dedicado a "The Snow Goose", obra do prog mais melódico que se fez em terras de Sua Majestade, inspirada numa novela de Paul Gallico. Esta obra, que não é tocada ao vivo desde 1975, foi regravada no final de 2013. Andy Latimer, leader e guitarrista está de volta à atividade, depois de uma doença prolongada que o incapacitou durante vários anos.

Numa nota pessoal, o The Snow Goose nunca me impressionou muito, mas ouvi a regravação de 2013 e gostei bastante. Antecipo um bom concerto...


05 janeiro 2014

Relíquias Obscuras: da Australia, Mackenzie Theory: Out of the Blue

Recomendado! Rock Jazz instrumental

MacKenzie Theory was an Australian jazz rock group formed in September 1971 in Melbourne. Lead guitarist, Rob MacKenzie, and electric viola player, Cleis Pearce were the mainstays. They recorded two albums, Out of the Blue (1973) andBon Voyage (1974) for Mushroom Records before disbanding in May 1974. Out of the Blue peaked at No. 19 on Go-Set's Australian Albums chart (wikipedia)



30 dezembro 2013

Fresquinho: Novo dos Flaming Lips

Saiu ontem: Flaming Lips revisitam a música dos The Stone Roses:

"The Flaming and Friends - The Time Has Come To Shoot You Down... What A Sound

20 dezembro 2013

New Vibe: Shit Robot

Em ritmo dançante (sim, porque já não há quem aguente a música de Natal!) aqui fica um dos novos temas dos Shit Robot (aliás, o irlandês Marcus Lambkin), que estão prestes a dançar o seu segundo álbum. Apesar de não ser propriamente género (o dançante), que faz as minhas delícias auditivas, o primeiro disco deles foi delciosamente kitsch e barulhentamente percutivo, mas com piada, teclados à la 80 e uma participação dos Hot Chip muito recomendável. Marcus vem ao Musicbox no dia 18 de Janeiro para um DJ set e provavelmente apresentar este segundo, "We got a Love"

Portanto, antes que velha o velho barrigudo, este Perú vai dançar!

17 dezembro 2013

Pérolas: Throw it Away - Abbey Lincoln

Um tema trasncendente de Abbey Lincoln, numa versão de um dos seus álbuns dos anos 90, já com mais de 70 anos, este com com Pat Metheny ("A Turtle's Dream"). Tive a sorte de a ver ao vivo em Varsóvia, no festival anual de Jazz, no Palac Kultury i Nauky, em 2002, uma presença magnética e uma voz burilada pela vida. Ouvindo interpretações destas, fluindo como uma corrente, pergunto-me porque perco tempo no pop rock da vida...



I think about the life I live
A figure made of clay
And think about the things I lost
The things I gave away

And when I'm in a certain mood
I search the house and look
One night I found these magic words
In a magic book

Throw it away
Throw it away
Give your love, live your life
Each and every day

And keep your hand wide open
Let the sun shine through
'Cause you can never lose a thing
If it belongs to you

There's a hand to rock the cradle
And a hand to help us stand
With a gentle kind of motion
As it moves across the land

And the hand's unclenched and open
Gifts of life and love it brings
So keep your hand wide open
If you're needing anything

Throw it away
Throw it away
Give your love, live your life
Each and every day

And keep your hand wide open
Let the sun shine through
'Cause you can never lose a thing
If it belongs to you

Throw it away
Throw it away
Give your love, live your life
Each and every day

And keep your hand wide open
Let the sun shine through
'Cause you can never lose a thing
If it belongs to you

'Cause you can never lose a thing
If it belongs to you
You can never ever lose a thing
If it belongs to you

You can never ever lose a thing
If it belongs to you
You can never ever lose a thing
If it belongs to you

Songwriters
ABBEY LINCOLN



Read more: Abbey Lincoln - Throw It Away Lyrics | MetroLyrics


16 dezembro 2013

Busca no Sotão: Heaven and Earth - Feel the Spirit


Album "Refuge", 1973 (outras fontes referem 1976)

Raridade reeditada o ano passado. Acho muito bom. psych / espiritual.

From http://active-listener.blogspot.pt/2012/02/heaven-earth-refuge-reissue-now.html

"Refuge" is the only album by Heaven and Earth. Psych folk funk beauty from the early 70’s featuring the gorgeous voices of Jo D. Andrews & Pat Gefell. “Feel The Spirit” and “Jenny” have been making the rounds on the UK DJ circuit and on compilations like Andy Votel's “Folk Is Not A Four Letter Word.” and the excellent "Feel The Spirit" compilation.
Also includes Bob Dylan and Elton John covers.
Whatever your musical taste, psych-folk, funk, soft rock… this LP seems to fit perfectly. Should appeal to fans of BJ Ward, Wendy & Bonnie, Linda Perhacs, Christine Harwood, Sunforest, Margo Guryan, Lyn Christopher, Barbara & Ernie, etc.


04 dezembro 2013

Blue Effect: a modernidade em Praga, 1971

Os Blue Effect, grupo checo do excelente guitarrista Radim Hladik, em 1971, na Suiça, com a orquestra de Jazz de Praga.

Parece obscuro? É obscuro! Mas deixem-se de preconceitos e ouçam a música. Transborda energia!

Susana Cruz: That's All!

As novas vozes do Jazz Nacional: Susana Cruz

Vale a pena ouvir!

02 dezembro 2013

Da Polónia: Krzak: Tajemniczy świat Mariana

Os polacos Skrzak, num belo instrumental. Anos 80

Skrzak, na mitologia polaca, é um pequeno demónio que ajuda nas tarefas domésticas e que cobra como preço apoderar-se da alma do amo quando este morre. Belo negócio!

http://www.krzak-band.com/

Versões: Wish you Were Here - Sparklehorse com Thom Yorke

Uma versão melancólica do clássico Floydiano.

nota: a congribuição de Thom Yorke é apenas no final

20 novembro 2013

O Canto das Gatinhas: Update Sonja Kristina

A nossa secção misógina reabre para apresentar esta foto dos Curved Air,com Sonja Kristina em grande plano na frente.

Best of: After Crying - De Profundis


Estes húngaros After Crying são dos mais incríveis grupos de rock que já existiram. Fazem uma fusão de clássico e rock progressivo absolutamente irrepreensível. Outras influencias citáveis são Frank Zappa e Emerson Lake and Palmer (mais nos primeiros discos).

Pena que sejam tão pouco conhecidos (como atesta, alías, o reduzido número de visualizações no youtube).Tenho todos os seus discos até 2003 e o único que me parece dispensável é o penúltimo, "Show", embora tenha um tema muito bom, "Secret Service"

Em particular o seu álbum "De Profundis", de 1996, é muito bom. Negro, torturado e brilhante.
Este tema, "Stalker", é magnífico. 5 estrelas sem hesitação. Muito crimsoniano da era Larks Tongues in Aspic, mas de forma nenhuma se reduz à influência.

Ouçam-no com atenção, são 12:11 minutos.






http://soundcloud.com/aftercrying

Livros: procuram-se



Procuro estes dois livros, se alguem os avistar que me avise.

O do Robert Wyatt está esgotado, o dos King Crimson vende-se na amazon por 164 libras. Ouch.


18 novembro 2013

Roy Harper – Man and Myth


Já algumas páginas se escreveram sobre o regresso de Roy Harper aos originais, mas não é tarde para o Perú saltar em cena. Primeiro, porque foi só em Outubro que o álbum saiu, segundo porque o salto de um Perú é sempre elegante. A aterragem é que pode não ser…

Pois então: Roy Harper está nos 70, e não é de modo gratuito que o trabalho se intula “Hom
em e Mito”. E não é por acaso que Harper aparece na capa ornamentado comum par de chifres de bode. Harper é o fauno da música inglesa, criatura silvestre e fugidia, de perfil independente e másculo. Harper, o bardo genial e incómodo. Harper, o Mestre reverenciado por gente tão insuspeita como Jimmy Page, ou Joanna Newson. Harper, o ausente, a figura paternal equívoca.

Eis a questão: começa a chegar a altura de avaliar as figuras fundadoras da música moderna. A maior parte deles não dura muito, pelos cânones normais da existência. A morte de Lou Reed foi um golpe rude; foi o mais recente dos grandes mitos a cair, e um particularmente importante. Roy Harper não tem a projecção nem a importância de Reed, mas é uma figura de referência que vem a ganhar relevância com a idade. Quem será o próximo? Leonard Cohen? Neil Young? Mick Jagger? David Crosby? Roger Waters? Joni Mitchell? Paul Simon? Bob Dylan? Burt Bacharach? Ennio Morricone?

Qualquer uma destas perdas começa a parecer essencial, e a sua importância a ser avaliada pelo vazio que a sua presença cria. Mas não será antes porque nos recordam como a sua obra nos tocou? Acho que sim.
Muitas vezes me questiono como se mede a importância e a permanência da música. Para mim, que ouço música de forma compulsiva e apaixonada há 30 e alguns anos, que conheço milhares de obras, é uma pergunta com pertinência. O que se salva do imenso oceano do olvido? O que levar connosco no grande naufrágio? O que se destaca pelo seu lugar na evolução, o que faz avançar para outras viagens?

Muitas vezes, respondo a essa questão com a mais simples emoção: o tema que nos faz subir lágrimas aos olhos, de tão simples. A invenção de três acordes que, acompanhada das palavras certas, fez uma revolução. A energia que de tão intensa sugou toda uma geração. Há fenómenos assim, e os nomes assim mencionados não são ocasionais – são essenciais, entre muitos outros, para moldar um futuro. Para fabricar descendência. Não é despropositado dizer que uns Fleet Foxes não poderiam existir sem Roy Harper. Já para não falar de descendência quase incestuosa como Jonathan Wilson e David Crosby e Graham Nash, aliás só assumida no último álbum de JW, em que ambos participam no espantoso “Cecil Taylor”. Ou dizer que toda a folk de autor feminina é descendente de Joni Mitchell, de forma mais ou menos direta. Já para não falar de exemplos tão batidos como os Beatles e a influência no nascimento do rock psicadélico, progressivo, na pop e sabe-se lá mais o quê que nasceu da obra do seu período 1966-1970.
Traçar estas linhas é uma questão de razão e emoção.

Um DVD que comprei há uns meses mostrava RH sozinho no estúdio, uma guitarra, um grupo pequeno, hipnotizado, suspenso de cada uma das suas palavras e inflexões, mais que reverente, embevecido. O que faz um ancião (e não há que ter medo das palavras, num país em que os velhos apodrecem em lares indignos), mover uma sala? Não poderia ele estar também com uma manta nas pernas, um chá na mão, a ver as gouchices de um qualquer idiota televisivo?
Creio que é a noção que algumas destas figuras têm de que o seu lugar essencial ainda não foi preenchido que as leva a pegar na guitarra, sentar-se ao piano e dizer: estou vivo! Esta é a minha arte. Este é o caso de Bill Fay, por exemplo. Os Family voltam dar concertos. Os Camel ressuscitaram. Os Barclay James Harvest gravam de novo. Os Moody Blues organizam cruzeiros onde é possível ficar pedrado durante 9 noites ao som de Roger Daltrey, Jon Anderson e figuras mais e menos obscuras dos últimos 40 anos de musica anglo-saxonica. O passado nunca esteve tão vivo (embora, e até pelos exemplos atrás, com graus de relevância muito diferentes…)
Sem entrar em polémicas musicais sobre o valor de muitas das obras produzidas, a verdade é que estamos a passar de uma época em que os criadores produziram e interpretaram as suas obras para uma época em que outros as interpretam. De forma mais ou menos reverente, surgem grupos que, tal como acontece no jazz ou na música dita “clássica”, interpretam obras de música popular. E, na realidade, é quando alguém pega na obra e a lê como objeto estranho que a obra revela o seu caráter plástico. É certo que é possível pegar no inefável José Cid e fazer um quarteto de cordas do macaco que gosta de banana, e exemplos não faltam de índole semelhante, como os Apocalyptica a “classificarem” Metallica, mas não é a mesma coisa. Hoje em dia começam a aparecer intérpretes – músicos que leem a música e a letra e que, com respeito pelo original, lhe transmitem um cunho pessoal. Vamos ver mais disto nos próximos anos em obras de gente que admiramos.

Na raiz de tudo isto está musica verdadeira – música que transporta as pessoas.

Dito isto, tenho que fazer uma defesa dos velhos. Não dos que fazem render uma música velha e passada, como John Lees dos BJH, mas dos que vivem a sua idade. Como Bill Fay a cantar “Life is People” ou RH a cantar “January Man”. Quantas vezes temos a oportunidade de entrar na alma de uma pessoa e lê-la sem intermediários? Quantas vezes é possível passar por cima de todas as imagens reflectidas que cada um cria para afastar a proximidade, qual estrume emocional em cima de campos estéreis? Em RH não há bullshit. Em January Man ele diz-nos, “January Man must do what it can to keep winter at bay”, a propósito de todas as emoções impróprias que afloram na presença de uns jovens olhos do tamanho do oceano, para pedir desculpa por ter perdido o controlo das suas emoções. Um testemunho da mortalidade e da distância entre o espírito e o corpo de um homem a afastar-se da sua vida.

“we are condemned to do the same mistakes all over and over and over and over and over again”

Portanto, 47 anos depois de ter começado, RH lança o seu 23º álbum, 13 anos depois do último. Com a produção de Jonathan Wilson, uma ajudinha de Pete Tonwnsend em “Cloud Cuckooland”. It’s only rock’n’roll, baby, and I like it.
Se quiserem ir para trás, explorar este rico passado, ouçam “When an old cricketeer leaves the crease”, de “HQ” , “Bullinamingvase” ou “Stormcock”.

15 novembro 2013

Placebo ( Os outros!)


Antes dos Placebo que conhecemos hoje, existiram outros, pioneiros na cena jazz belga a explorar sonoridades entre o jazz e o rock, como tantos fizeram na esteira de Miles Davis. O resultado final é interessante.

Como curiosidade, o líder da banda era o pianista Marc Moulin, que hoje tem bastante projecção na música eletrónica francesa. Marc Moulin faleceu em 2008.

O álbum original é naturalmente difícil de encontrar, e os cds que Marc Moulin publicou como antologia da banda estão a atingir preços elevados(95€ na Amazon francesa para a primeira compilação!)

http://www.marcmoulin.com/



09 novembro 2013

Livro sobre Lou Reed


Serviço Público:

Livro da Taschen com todos discos do Lou Reed (até 2004) nos Google Books:

http://books.google.pt/books?id=SdiPJ8sPF18C&pg=PA121&lpg=PA121&dq=brooklyn+academy+of+music+songs+for+drella&source=bl&ots=eqRvF978Wa&sig=VpVEQZBwBRBeSZ2I-K1lGxEyoYw&hl=pt-PT&sa=X&ei=hiF-UsCyNu2e7AayqoGIBQ&ved=0CF0Q6AEwBg#v=onepage&q&f=false