16 julho 2013

Atom Heart Mother dos Pink Floyd no Theatre Châtelet

Vale a pena assistir aos 28:49' do video para ouvir a peça orquestral por excelência dos Pink Floyd, lançada no álbum Atom Heart Mother, em 1970, tocada por uma boa orquestra e com um som limpo (a gravação original não é grande coisa). Em Janeiro de 2012. Deve ter sido muito bom ver ao vivo em 70...



15 julho 2013

Para começar a semana em força: Placebo - Meds

Hoje acordei com esta. Os Placebo são uma das minhas bandas de rock favoritas

Chris Eckman, deserves a careful listening!

I've had this album laying around the house for quite a few months now (if not years! I really don't remember when did this guy make it through my record collection's check-in desk...) but , who knows why, never really paid much attention to it...

Something about the cover that never compelled me to press the play button on the CD Player.

Ok, so I confess being a sucker for artwork. I've got a certain tendency to be compelled , or not, to listen to a new artist only by judging its cover...

Yes, I'm one of those rare folks that still thinks artwork is an important part of an album... Especially on a 12"LP Cover

Not that it really implies anything but...

I find it to be one of the downsides / turnoffs of digitally distributed music over the net. You miss that joy of picking up your 'swissy', tear the plastic or carton apart, and ravish your newly acquired record....

Or even worst, missing on spending half a morning on a record shop searching for new music!

And yes, there is something special about the smell of old vinyl records... Anyway...

Woopsie! Should've looked into this record sooner!

Been missing some serious music here...

Sometimes is voice reminds me of Roger Waters voice... Not that there's any resemblance to Waters music...

I'll leave you with two songs from is latest album (2008). Arrrg, it took me 5 years !!!!

Hope you enjoy it.

"‘Who Will Light Your Path ?’ is especially beautiful, a duet between Eckman and the sultry-voiced Anita Lipnicka that muses on the uncertainty of the future and love(“Who will wait for you at the crossroads ?At midnight towards what light will you turn ?”), and which sets together echoing strings with a pulsating synthesiser and an acoustic guitar." in http://www.pennyblackmusic.co.uk/









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13 julho 2013

The Doors: Behind Closed Doors - The Rarities


Para os fãs, aqui fica um endereço útil:
http://newalbumreleases.net/56432/the-doors-behind-closed-doors-the-rarities-2013/#more-56432

09 julho 2013

Krautrock - The Rebirth of Germany


Yet another wonderful work done by BBC.

A must for any serious music and music history lover!

Also an important part of Germany's, and shall I say, the world's history... 

Hope you enjoy...


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03 julho 2013

Hoje vou pôr uma cruz em : Gram Parsons


Sou um espírito aberto, sem preconceitos musicais, pelo que tenho muito poucas embirrações. Basicamente, detesto má música, sem que até hoje tenha conseguido muito bem definir qual é. Porém, há um género que nunca gostei: o country. A música de chapéu de cowboy nunca me convenceu; e não é porque seja má música. Simplesmente, embirro com ela.

Decidi-me, ainda assim, fazer um esforço e dedicar alguma atenção a uma das supostas oitavas maravilhas do género: Gram Parsons, génio precoce e desaparecido muito novo (em 1973, com 27 anos), que influenciou hordas de gente com aquelas gravatas ridículas e botas bicudas. O seu álbum "Grievous Angel" merece elogios rasgados, a sempre insuspeita Uncut coloca-o nos píncaros. Eu tenho a dizer que: não presta. É chato. É country.

Ainda para mais: contém o hino ao aborrecimento "Love Hurts".

E pronto. De vez em quando sabe bem pôr uma cruz em cima de algo e passar adiante.

30 junho 2013

Covers: Beirut - O Leãozinho

Uma delícia, esta versão dos C-lentes Beirut para o clássico de Caetano Veloso...

(do álbum Red Hot+Rio2)


Mark Eitzel - I Love but you're dead

Prestem a vossa atenção sff a este lindo tema de Mark Eitzel, alma criativa de um das melhores bandas americanas, os American Music Club, de San Francisco. É do álbum do ano passado, "Don't be a stranger". Ouve-se em repeat.

(Quanto ao tema, sugere-me dizer que é algo que acontece frequentemente).

28 junho 2013

Versão majestosa de Stairway to Heaven


Vejam Robert Plant e Jimmy Page emocionados com esta rendição clássico absoluto Stairway to Heaven, pelos Heart + (surpresa), com Jason Bonham na bateria, no Kennedy Center.

26 junho 2013

20 anos sem Frank Zappa

É dificil perceber que já passaram 20 anos... uma das últimas entrevistas de Frank Zappa, em que ele, já visivelmente doente (cancro da próstata), fala da sua música, do seu legado e da sua doença.

Michael Bloomfield - At the Cross

Há quem entoe loas bramânicas ao Eric Clapton, eu sempre o achei um bocado figurante.

Dentro do estilo, e agora que o Verão resolveu mostrar o seu calor, a slide guitar deste tema de Michael Bloomfield cai muito melhor.

14 junho 2013

Donna Summer: expoente!

Há melhor música de Sábado à noite que esta?? Nááá...

Depois do Big Joe Williams, acho que vou ser excomungado mais uma vez - WTF...



E melhor que Kraftwerk, com a produção de Giorgio Moroder:

Big Joe Williams - Brand New Car

Hoje os blues primitivos, os Delta Blues, bateram forte cá dentro... E vai daí apareceu este:

10 junho 2013

Renascidos das Cinzas: Black Sabbath

O novo álbum "13" tem estes 9:37 minutos de "God is Dead". É caso para dizer que o tempo não passa por eles - soam ao mesmo!


02 junho 2013

Which One's Pink

Another marvelous work from BBC

I hope you enjoy it as much as I did.



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Roxy on Eno(psyche)delia

From BBC's "The Old Grey Whistle Test"


First broadcast on April 3, 1973


Were they having problems with the lighting? Was it too strong?


I guess Phil Manzanera was the only one that already knew the lights were too bright and got on stage with his shades on!  :)


I first saw the DVD box set from BBC's famous "The Old Grey Whistle Test" program at a friend's house and let me tell you that it's worth every penny.









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01 junho 2013

Tribute to the greatest Rock and Roll band of all time

PERIOD!



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23 maio 2013

Regresso ao passado em Cabeço da Noiva: Yardbirds em 1966

Os Yardbirds no filme de Antonioni "Blow Up" (um dos meus filmes preferidos).

Sem grandes teorizações, o mundo assistia ao nascimento de novas ideias sem lhes conseguir responder - veja-se a imobilidade do público durante toda o tema, em contraste com o frenesi da banda. E quando o guitarrista se farta dos ruidos do seu VOX, destroi a guitarra e atira o braço dela ao publico, é o delírio. É o olho certeiro de Antonioni a  ironizar sobre a cultura pop e o star system...

E, já agora, Jimmy Page em versão pré-Led Zeppelin. Para quem tiver curiosidade de imaginar os Led sem Robert Plant, veja o segundo vídeo - a guitarra está lá, não muito diferente do que J Page faria no 1º álbum, a bateria escapa, mas a voz...


22 maio 2013

Cricket Pop? Give me a break, mr Lewis!

Os Duckworth Lewis Method, grupo alternativo estacionado nos anos 20 do século passado, powered by Neil Hannon dos Divine Comedy, têm uma proposta alternatiiva para o Verão: cricket pop! Não percam, está quase a sair...

Enquanto não chega, ficam dois clips, para verem o estilo...

Great Gigs in the Cloud: Episode 2

As promised on the first edition of these series "Great Gigs in the Cloud", published on last year's December (Boy,amazing how fast time flies by!), I will continue sharing with you special treats made available to us all, and hopefully live long beyond our short terminal existence on this planet with the advent of clouding, thanks to the 21st century computing technology!

As a side note, are we reaching kurzweil's singularity thesis faster than anyone thought? 

I'll come back to this later on...

Well as I've been babbling up until now about the present and the future, let's travel back in time and enjoy this little marvel, only a 29 minutes piece, recorded back in 74 live in Paris for the french television program "Live Melody", that is an absolute bliss.

Doesn't Fripp freak you out when he looks back at you with those creepy eyes? 

Does he hate the camera starring at him or the "virtual" audience, i.e., the inexistence of it?  :)



Great Gigs in the Cloud: Episode 2 - King Crimson - Live Melody - French TV (1974)



                                   


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Set List:

Lark’s tongues in Aspik (part II)
Improvisation
The night watch
Lament
Starless


For GAR2014

I'd like to take this opportunity to challenge you, as I have no facebook account, to create an online petition on Gouveia Art Rock's page on facebook, requiring the presence of King Crimson on next year's edition!

Only then will GAR reach its ultimate status quo!

As some close friends of mine say when they mean they are being serious, there is no question about it, PERIOD,     

!PIM!

Well, I'm not being fair at all... To be honest, I really have to congratulate GAR's organization for the marvelous work they have done over the years organizing and bringing such great names to our country. Kudos for you all!

But please try bringing KC to this special event!

And, I think I can speak for the most part of the attendees, we don't even postulate the presence on any specific iteration / formation of KC...

Should at least the following be present, I would be more than satisfied:

Robert Fripp,
Peter Sinfield, 
Greg Lake, 
Michael Giles, 
Ian McDonald, 
Mel Collins, 
Gordon Haskell, 
Andy McCulloch, 
Bill Bruford, 
John Wetton, 
David Cross, 
Jamie Muir, 
Trey Gunn, 
Peter Giles, 
Keith Tippett, 
Mark Charig, 
Robin Miller, 
Nick Evans, 
Jon Anderson, 
Rick Kemp, 
Harry Miller, 
Paulina Lucas, 
Hunter MacDonald, 
Richard Palmer-James, 
Eddie Jobson,

Ok, ok... Here's my proposal. Let's do a special GAR Edition made of no more than several KC lineups :)


No, I did not forgot to mention Boz Burrell nor Ian Wallace. I simply didn't mentioned them as they've unfortunately already passed away...

Oh, by the way... Why not also challenge Ian McDonald & Micheal Giles on doing a gig for us in GAR?

Wouldn't that be a treat!

Unfortunately, I don't believe Giles would still be up for the challenge... the man is already in is 21st century 70's!

And with this final remark I close the kurzweil circle ;)

21 maio 2013

Revisitar o passado no Cabeço da Noiva: Moody Blues: Candle of Life

Doesn't get much better than this...

Sobre os Moody Blues já se escreveu quase de tudo o que de mau havia para escrever. Portanto, são um caso perdido. Ótimo! Adoro casos perdidos. Esta é das simples e boas (e o vídeo é para esquecer).

Talvez a mensagem se aplique também a Ray Manzarek, desaparecido hoje: Burn slowly the candle of life.

This Is The End



"O" músico dos Doors morreu hoje vítima de cancro. Vi-o há uns dois ou três anos num (decadente) concerto em Gaia...

Ray Manzarek 1939-2013

Sit tibi terra levis

19 maio 2013

Bowie is in space

Continuando nas versões, eis aqui o comandante canadiano Chris Hadfield a revisitar o famosíssimo tema de David Bowie  do seu álbum de 1969 abordo de Estação Espacial Internacional. The real thing, portanto.

A propósito de Bowie, o Victoria and Albert Museum têm uma exposição temporária (até 11 de Agosto) dedicada a Bowie - a vida, a musica, as colaborações, as influencias, a convergências das várias artes na sua arte. Já vi a exposição, achei-a pouco profunda, mais visual que musical, mas é uma oportunidade única para conhecer melhor aquele que dizem ser o artista mais influente do século passado (provavelmente, estão a referir-se apenas à cultura pop...). E não é de todo irrelevante que uma instituição de pergaminhos tão conservadores como o V&A tenha decidido tornar Bowie um artefacto museológico, nem que seja temporariamente...

12 maio 2013

Música Nova: Ketil Bjornstad - La Notte

Num registo diferente, acaba de sair o novo álbum do norueguês Ketil Bjornstad (ECM 2300), que promete ser mais uma belíssima obra. Dedicado ao cinema de Antonioni, que KB refere ser uma das suas maiores influencias:


“At the same time that I discovered what jazz could be, after listening to Miles Davis’ In A Silent Way, I also saw the films by Godard, Bresson and Antonioni. Perhaps it was the slow, rhythmic authority in the films by Michelangelo Antonioni that made me think of music... As long as visual art creates music in our minds, and music creates pictures and visual expressions with the same intensity, the two are deeply and profoundly interdependent”.



KB é também escritor e poeta; e Antonioni escreveu também (li dele, há muitos anos, "O perigoso fio das coisas", belíssimo livro feito de imagens). Tenho para mim que esta ligação entre as diversas artes é algo de muito europeu. O poeta cultiva uma certa luz, que passa para um filme, que inspira  um romance, o qual sugere uma peça de música... Há, assim,  contínuo de ideias que é muito europeia - a ideia da arte em si mesma, que não conhece barreiras nas disciplinas e que se prolonga em métodos heteredoxos com uma mesma continuidade semântica.

Quanto a Bjornstad, é um excelentíssimo  músico que não necessita de grandes apresentações. O seu trabalho não se confina ao jazz - alías, há pouco de negro americano na sua música, que está mais próxima do clássico. Os seus trabalhos com o guitarrista Terje Rypdal são excecionais  (ouça-se, por exemplo, "The Sea" ou o arrepiante "Life in Leipzig").

Avalaindo o que está disponivel no Youtube do novo álbum, temos mais um grande trabalho. Este tema é uma celebração, musica da alegria - bem diferente de algumas paragens mais sombrias (o já mencionado "The Sea", por exemplo).


Line-up: Ketil Bjørnstad (Piano), Andy Sheppard (Saxophone ténor), Anja Lechner (Violoncelle), Eivind Aarset (Guitare), Arild Andersen (Contrbasse), Marilyn Mazur (Percussions, batterie)



Música Nova: Treetop Flyers: The Mountain Moves

Ecos de America e Crosby Stills and Nash no disco de estreia dos Treetop flyers... Um quinteto londrino com um som californiano!


09 maio 2013

Lutz Diehl, fotógrafo de rock progressivo


Lutz Diehl, um fotógrafo orientado para o prog rock, tem no seu site http://www.progrockfoto.de/ uma excelente galeria. O Gouveia Art Rock, a que ele chama "The World's Finest Prog Rock Festival !" (e deve saber do que fala!), tem uma extensa cobertura.



18 abril 2013

Bye Bye Storm Thogerson










Esta é uma notícia triste. Morreu Storm Thogerson, criador de algumas das mais icónicas capas de discos de toda a música rock, através do seu estúdio Hipgnosis, para os Pink Floyd, Led Zeppelin, Nice, Peter Gabriel, 10cc, Muse...

Aqui fica o link para o site oficial: http://www.stormthorgerson.com/

27 março 2013

Pérolas Ocultas: Dino Valenti



Este é mais um caso de talento esquecido que vem a ser recuperado  nos últimos anos. Como já várias vezes se disse aqui, os anos 60 e 70 foram tão ricos em criação musical que era literalmente impossível destacar todos os bons projetos - muitos caíram nas fendas do olvido (poderosa imagem, hein?). Só nos últimos anos a busca por aspetos menos conhecidos e alguns trabalhos semi-arqueologicos têm permitido desenterrar algumas relíquias, quase semelhantes a artefactos pré-históricos que aparecem à luz do dia e provocam admiração por terem estado ignorados tanto tempo. 

Por favor não relevem a parecença com outro Dino, o "nosso" Dino Meira, o qual é um artefacto que apenas é arqueológico no sentido de que está mais próximo da origem do Homem que do seu futuro.

A Wikipedia explica muito bem quem Dino Valenti é e o que fez, pelo não vou plagiar avulsamente o que está bem: http://en.wikipedia.org/wiki/Chet_Powers

Dino, que foi compositor e vocalista nos Quicksilver Messenger Service, banda de São Francisco que recomendo, lançou um único disco a solo em 1968, precisamente intitulado “Dino Valente” (com “e”, embora também usasse o pseudónimo “Valenti”; o seu nome verdadeiro era Chet Powers). É um disco de singer / songwriter, muitas vezes só voz e guitarra. Mas, como muitas grandes obras (e só “por acaso” estou a lembrar-me de Bob Dylan), é a verdade da intenção e a pungência da interpretação que separa o medíocre do sublime. Também me lembrei de Jeff Buckley… Dino era um compositor medianamente inspirado, mas os seus temas têm um tom confessional e uma intensidade na voz que o tornam cativante. Às vezes a produção abusa do eco e do reverb, mas são pecados d’época…

Morreu precocemente, em 1994. Tem um site (de mau gosto!) onde se pode percorrer a sua carreira e a sua música: http://www.dinovalenti.com/

Pode ser uma descoberta interessante para quem gosta deste género. Outros nomes semelhantes, vindos da grande planície musical americana, são Fred Neil, Jim Croce, Paul Siebel e Tim Buckley. Dois temas, para apreciar.





14 março 2013

14 horas de Sun Ra

O blogue Adventure-Equation disponibiliza 14 horas de Sun Ra para streaming gratuito.
O homem que veio do espaço apresenta-se em toda a sua grandeza e liberdade.
 
 
 
After receiving a few requests from interested readers to re-up portions of this series, I decided that featuring the entire collection of webcasts in one post would help to bring some attention to this marvelous historical narrative.  Several years ago, Arkestra member and official Sun Ra archivist, Michael D. Anderson, "The Good Doctor," enhanced the ESP-Disc website with a 14-hour Sun Ra retrospective.  In this unprecedented audio documentary, The Good Doctor presents a timeline of Sun Ra's career featuring both classic releases and unheard nuggets from the Archive.  The tribute is divided into 6 parts, each approximately 2 hours for a total of 14 hours of amazing information and music.  Throughout the broadcasts, Michael D. Anderson relates biographical information about Ra and shares many anecdotes of his time with the Arkestra; I find these are particularly interesting and entertaining.

A few of my favorite moments from these broadcasts have already been featured here.  You might remember Rusty Morgan's "Blame Shame" or the Arkestra's remarkable performances of I Roam the Cosmos (if you missed these, rectify!).  There are plenty more incredible rarities peppered throughout these broadcasts.  If you are interested in reviewing the playlist for each segment, please click the 'part #' below each stream to be whisked away to the original post where you will find newly refreshed download options.  Each post features the original master tape offered in both FLAC and 320k mp3 as well as an mp3 audio stream of the show.

If listening to the entire transmission in one sitting doesn't suit your schedule, please consider bookmarking this page so that you can easily return for future listens.  Or if you happen to have 14 hours to spare... click & enjoy!
 

13 março 2013

Sexo, drogas, rock'n'roll: Moody Blues


Quanto mais ouço música e fico velho mais encontro razões para gostar do passado. Pondo de parte discussões sbore Heráclito e o eterno retorno, o presente avança por circumvoluções, cada tentáculo de tempo buscando uma direção. O tempo unidirecional é um mito que só percebemos quando já temos muito pouco tempo; ou quando substancias psicotrópicas nos alteram o raciocínio linear. A convenção "tempo" torna-se visível como uma das linhas possíveis, não a única.

Vem isto a propósito dos sucessivos flashbacks de música feita há 40 ou 50 anos, que emergem regularmente e parecem suscitar um interesse raro.  O que havia de diferente nessa altura que se torna tão interesante hoje e que atrai novos ouvintes? O mesmo que torna Bach um músico venerado hoje... apesar de a sua obra ter trezentos anos...Qual será a música de hoje que se ouvirá daqui a trezentos anos? Beyoncé? Justin Bieber? Madonna? Não me parece...

O mais provável é que se ouça Gershwin, Burt Bacharach, Ennio Morricone, Prokoviev, King Crimson, Gentle Giant... A qualidade da composição, a criatividade e a beleza da mesma hão-de sempre prevalecer. I may be wrong... o tempo devora ícones e promove outros... Mas alguns são perenes.

Enquanto o tempo não se torna tão cruel com o presente, olhar para trás dá-nos a dimensão em grande plano do nosso lugar na paisagem. A "Prog" dedica-se a um fenómeno específico, o chamado "rock progressivo", e curiosamente vende número após número com os nomes de há 40 anos, e, embora o género borbulhe de vitalidade hoje em dia, não são os nomes atuais que fazem a capa (raras exceções há, como Steven Wilson). Dirão que é porque são os cinquentões e sessentões que têm dinheiro para pagar os 12€ que custa a revista em Portugal. Certo, é verdade, mas não é só. Há uma coerência e um sentido de risco que se encontra na musica dessa época que se perdeu.

De uma forma muito simplista, o rock é um fenómeno americano, que vendeu muito bem, até que um punhado de ingleses decidiu afirmar que há muitas influências europeias, das músicas populares europeias ou das música orientais tão ao mais válidas que o blues. Heresia e trambolhão, exultação orgiástica e muitas sinfonias rock depois, o povo cansa-se e quer é o músculo operário dos rapazes que dizem que não sabem tocar e que querem é protestar contra a pobreza que a crise do petróleo lhes trouxe nos anos setenta. Anarchy in the UK. A que se seguem rapazes e raparigas, em gradações indistintas, para quem o baton é deus e o sintetizador liberdade. E volta-se a um novo ciclo de simplicidade, que apenas recentemente parece dar sinais de superação. Sufjan Stevens e Owen Pallet não são rock'n'rollers de três acordes; não andam a dourar uma pílula sorridente de "nuclear não obrigado" e muita força no refrão.

As gerações mudam, mas assim como o pendor simplista ganha visibilidade de forma cíclica (e note-se que produz continuamente música admirável; alguns dos meus all time favorites têm três acordes), a busca de intensidade na musica também.

Parentesis para explicar este último parágrafo. Assumo como pré-conceito que a intensidade precisa de alguma complexidade, ou pelo menos de veracidade, para se exprimir. Assim como raparigas muito atraentes se tornam irritantes passado meia hora e esquecemo-las ao ponto de não lhes recordar o nome duas semanas depois, outras perduram nos sonhos anos depois, mesmo se não inteiramente canónicas na sua beleza, mas devido à sua singularidade e presença; o mesmo se passa com a música. O mistério vem da complexidade, o encantamento da mistério e da memória dele. Recordamos as experiências sensorias intensas, não necessariamente as mais belas. Ora, recriar o mistério em música é saber ao alcance de poucos, e exige mestria e domínio da técnica. Mas não só: exige imaginação e exige entrega. Exige verdade e exige capacidade.

Tivemos a sorte de viver alguns anos no século passado em que a música era entendida como arte e não como mero negócio. Pelo menos houve a possibilidade de uma parte significativa dos atores se preocupar mais com a musica do que com o dinheiro. As ideias fluiam. Como diz um dos músicos da banda de que hoje se fala aqui. "we had no limits".

Quanto se pode criar, sem limites? Muito... ou pouco. Se as bases forem magras, se as influencias forem os três acordes, muito pouco. Mas se a mente estiver excitada pelo música, pela pintura, pelo teatro, pela natureza, pela história, pela literatura, ou por indutores químicos, muitíssimo. E assim, durante uns anos, a música foi frequentemente uma forma de arte, na sua vertente de fusão de influencias e de exploração das representações menos óbvias da mente.

A edição da "Prog" de Março homeageia uma das bandas que mais desbravou os limites da consciência e que foi absolutamente fundamental (a par com os Beatles de Sgt. Peppers e os King Crimson the In the Court), para criar as bases do chamado "rock progressivo". Os Moody Blues, após o desgaste de serem uma banda modelada no blues, enganaram a editora e usaram as horas de estúdio para gravar as suas próprias composições, com a ajuda de Peter Knight que fez os arranjos para a London Symphony Orchestra. Seria isto possível hoje em dia? Enganar a editora e usar os seus recursos sem ser processado? Felizmente a Decca, sobretudo por imposição dos americanos, decidiu avançar com a edição de "Days of Future Passed", e 1967

Curiosamente, os Moodys foram vistos sempre como os meninos bem comportados, mas a investigação a fundo da Prog vem revelar as facetas mais rock'n'roll: os aviões, as groupies, os ácidos... Afinal, este grupo vendeu até hoje 60 milhões de discos... o dinheiro entrava a rodos e a cornucópia dos prazeres logo de seguida. Mas até à última obra da linhagem "clássica", Seventh Sojourn de 1972, a obra é irrepreensível e mesmo os três discos seguintes (Caught Live +5, Octave e Long Distance Voyager), têm muito bons temas. Eles levavam-se a sério, condição essencial para levar a sério os seus ouvintes.

Recomendo sem reservas aos apaixonados de música que comprem e leiam a Prog deste mês e que (re)visitem a obra dos Moody Blues. De espírito aberto, como eles a fizeram. E sentem-se para ouvir. Para os elevadores, trabalho e ginásio há outras coisas...

E não resisto a uma anedota final: no final do mês, de 20 a 25 de Março, estão todos convidados para um cruzeiro nas Caraíbas com os Moody Blues e amigos, juntamente com vários músicos convidados, como Greg Lake, The Strawbs e outros. Uma companhia de cruzeiros achou que havia mercado para ter os fãs a bordo num... cruzeiro da saudade? It's the Love Boat, ah!
http://moodiescruise.com/
Ao minuto 33:10, uma versão de Nights in White Satin ao vivo com orquestra no Royal Albert Hall

12 março 2013

A presença das formigas

"A formiga no carreiro / vinha em sentido diferente..."

José Afonso, Gentle Giant e Banda do Casaco na mesma banda? É possível? É.

Eis os portugueses A Presença das Formigas, que já começam a ter projeção internacional.


Nota: este tema refere repetidamente um enigmático "Dr. Romano"...

07 março 2013

Late night mood: Beverley Craven

Em risco de perder os poucos fiéis que ainda vêm a esta paróquia, confesso mais um soft spot, um guilty pleasure, se quiserem.

Algumas pessoas dizem que eu tenho um fraquinho por cantoras - e há fraquinhos piores, parece-me... - e é verdade que uma bela voz feminina é capaz de me tirar do sério. Vide Carla Bruni, por exemplo.

Isto a propósito de uma cara conhecida com que me cruzei em vinil - a one time shot Beverley Craven, que vendeu mais de um milhão de discos do seu álbum de estreia nos noventa e quase mais nada fez.


O seu êxito mais conhecido, que ainda passa ocasionalmente em tardes de sopeiras da Rádio Moliceiro FM, é "Promise Me". Que eu acho um belo tema; mas do mesmo disco inicial é este "I listen to the rain" que eu prefiro.Mais dramático, mais emocionante. Eu acho que há muito de Kate Bush na forma como canta, embora as suas composições sejam mais redondas e doces.

Ainda fez um segundo disco, "Love Scenes", bastante próximo do primeiro, mas com muito menos impacto, e publicou um terceiro ainda nos 90 "Mixed Emotions", e um quarto em 2009, mas sem qualquer repercussão.



Faz 50 anos este ano e nasceu no Sri Lanka, daí talvez esta beleza exótica, que se parece por vezes à de Sade Adu. Poderia ter sido uma Norah Jones avant la lettre...

Pronto, com este momento de fraqueza me vou...



Music Stores around the World: La Metralleta, in Madrid

I'll be periodically posting information about good Cd and Vinyl shops around the world. This time it is Madrid, with Discos La Metralleta Records, in the parking in Las Descalzas square. A lot of vinyl to browse, with adequate prices...

http://www.discoslametralleta.es/

DISCOS LA METRALLETA


COMPRA - VENTA

Especializada Música y Películas de todo tipo. 


Discos la metralleta es una de las primeras tiendas de discos de segunda mano que aparecieron en Madrid.
Nos dedicamos a la Compra Venta de Películas y Música en todos los formatos: Cd´s, Discos, Cintas de Casetes, Dvd´s, Vhs… etc.
Puedes encontrar descatalogaciones, Cosas curiosas, Ofertas y Piezas de Colección.
Dirección: Plaza de las Descalzas S/N (Galería Comercial de Parking).
Teléfono: 91 532 52 24 Fax: 91 521 65 94 en horario comercial.
Horario es de lunes a sábado de 10:00 - 14:30 y 16:30 - 2100. 
Puedes ponerte en Contacto con nosotros o volver al Inicio 

06 março 2013

Late Night Mood: Simone

Sim. Simone. A brasileira. Numa das obras mais excelentes da tão menosprezada musica brasileira: "O Grande Circo Místico", by Edu Lobo e Chico Buarque. WTF os preconceitos.

A portuguesa Carminho tentou também, mas parece que está com contorções dolorosas. É muito diferente, e o fado não é o samba e quando tenta fica triste.