31 janeiro 2014

Hoje deu-me para o jazz


Vai daí, pus estes a rodar no prato:


Eliane Elias - Cross Currents - 1987

Muito melhor que Diana Krall! Nesta altura ela ainda não cantava, só encantava !

Com Eddie Gomez, Jack DeJohnette e Peter Erskine - escort de luxo!

Edição Blue Note em vinil), o da imagem é o CD da Denon.



The Elvin Jones Jazz Machine - Remembrance - 1978
Com esta capa, só pode ser bom! Gente com ar de músico respeitado! Também pudera, Elvin tocou com Coltrane...



Chick Corea - Friends - 1978

(A capa original era com estrumpfes, a minha é esta capa alternativa, da edição francesa)

Com companheiros regulares: Joe Farrel, Steve Gadd, Eddie Gomez. Um regresso a alguma pureza depois dos excessos jazz rock. Disco inspirado e que inspira.





Paquito D'Rivera - Why Not! - 1984

Jazz de tintas latinas pelo dissidente cubano.
Curiosidade: Toots Thielemans toca harmónica, guitarra e assobio

Vinyl Forever!

Psst! - Arcade Fire & Owen Pallet: Her (OST)


Aqui:
http://rapidgator.net/file/8fe24df9cb6133cec587914636f8ca05/www.NewAlbumReleases.net_Arcade_Fire_and_Owen_Pallett_-_Her_OST_2013.rar.html

26 janeiro 2014

Art Ensemble of Chicago - Theme de YoYo (Les Stances à Sophie)


Este tema dos Art Ensemble of Chicago, para o filme Les Stances à Sophie, é excepcional. Uma fusão de jazz e funk, com dois saxes o de Roscoe Mitchell e o Joseph Jarman. Gravado em França em 1970. E a letra, muito à frente...

A Soul Jazz Records de Londres relançou recentemente o filme.

Your head is like a yoyo,
your neck is like the string,
Your body's like a camembert
oozing from its skin.

Your fanny's like two sperm whales
floating down the Seine
Your voice is like a long fart
that's music to your brain.

Your eyes are two blind eagles
that kill what they can't see
Your hands are like two shovels
digging in me.

And your love is like an oil-well
Dig, dig, dig, dig it,
On the Champs-Elysees.

Com a devida vénia, aqui fica um texto sobre o álbum, do site Soul Strut

http://www.soulstrut.com/index.php/reviews/indepth/Les%20Stances%20A%20Sophie/

ART ENSEMBLE OF CHICAGO - Les Stances A Sophie (1970)
Released on Nessa
Added Sunday, January 31, 2010


The Art Ensemble of Chicago was at the forefront of avant-garde Jazz in the 1960s and 1970s. Les Stances A Sophie was recorded during a period when the band was living in Paris, France. They were asked to create a score for a movie Les Stances A Sophie by the French New Wave director Moshe Misrahi. The music was never used for the film, but it was released as an album on its own. The album gets off to a great start with Theme De Yoyo, a hot Jazz-Funk piece. The song has a strong drum track by Don Moye and a catchy bass line that would make a great loop. It also features the vocals of Fontella Bass of “Rescue Me” fame, who was married to the band’s trumpet player, Lester Bowie. The rest of the album varies between the avant guard, Theme De Celine, mood pieces, Variations Sur Un Theme De Monteverdi (I), and straight Jazz, Variations Sur Un Theme De Monteverdi (II). There are definitely moments that might excite a producer, but for Soul-Jazz lovers, just play Theme De Yoyo over and over, it’s that good.




19 janeiro 2014

Jad & Den Quintet - Trilogy

Bela versão do tema clássico dos Emerson, Lake and Palmer - Trilogy, publicado em 1972

Midlake - Antiphon


O álbum de 2013 dos Midlake, regressados depois de passarem um momento crítico - a perda do seu líder, Tim Smith, depois de dois anos de gravações para um novo álbum - ganhou lugar nas listas dos melhores do ano. "Antiphon" tem indubitávelmente algo dos antgos Midlake, mas já é outra coisa. O grupo ganhou adeptos entre as cabeças prog, talvez devido às excursões instrumentais do álbum e o bom uso da flauta. Na verdade, já antes eram identificados como objetos voadores desta área pelo radar prog, a que não será alheio o facto de o anterior líder manifestar o interesse por bandas como Jethro Tull e Radiohead(os quais já ganharam definitivamente o estatuto Prog... seja lá o que isso significa).

Sem editarem desde 2010, este é um regresso saudado de uma que é uma das melhores bandas da atualidade, na opinião deste escriba.
Tenho andado às voltas com o álbum para decidir se gosto verdadeiramente. O que é difícil é ter como comparação "The Courage of Others" e sobretudo "The trials of Van Occupanther". Se há temas que são orelhudos, como este The Old and the Young, fica alguma sensação de alguma monotonia criada pelo ritmo quase "motorika" (a batida criada pelos alemães Neu! em alguns álbuns classicos dos anos 70). Se algo posso dizer de consistente é que lhe falta o brilhantismo dos dois últimos álbuns, embora não seja, de modo nenhum, um mau trabalho. Vejamos o que se vai passar a seguir e como evoluem estes Midlake.

"Antiphon", sim ou não? Enfim, você decidji, como se diria no Brasiu...






Caravan e Eloy com discos novos



2 discos novos no universo progressivo:

Caravan - Paradise Filter (edição nova dos veteranos)
Eloy - Reencarnation on Stage (documentário sonoro da tour do ano passado)

Encontrei-os em:
http://rapidgator.net/file/df38c1c32a2c2e7c9fe82dca31b5642e/www.NewAlbumReleases.net_Caravan_-_Paradise_Filter_2013.rar.html

http://rapidgator.net/file/aa753370ca53f9bc5c2b690963e21e12/www.NewAlbumReleases.net_Eloy_-_Reincarnation_On_Stage_CD1_2014.rar.html

http://rapidgator.net/file/ac060ce2ef966bfb5d58329c9c0d1d34/www.NewAlbumReleases.net_Eloy_-_Reincarnation_On_Stage_CD2_2014.rar.html

16 janeiro 2014

Wayne Shorter, Dindi

Wayne Shorter vintage, colheita de 69. Debaixo do tropicalismo desmultiplicado da primeira parte da faixa, uma versão comovente de "Dindi". Notável.

06 janeiro 2014

Camel em Portugal em Março

Aula Magna, 16 de Março (Domingo)

Os Camel tocam em Portugal, na onda do ressurgimento da banda. O concerto vai ser dedicado a "The Snow Goose", obra do prog mais melódico que se fez em terras de Sua Majestade, inspirada numa novela de Paul Gallico. Esta obra, que não é tocada ao vivo desde 1975, foi regravada no final de 2013. Andy Latimer, leader e guitarrista está de volta à atividade, depois de uma doença prolongada que o incapacitou durante vários anos.

Numa nota pessoal, o The Snow Goose nunca me impressionou muito, mas ouvi a regravação de 2013 e gostei bastante. Antecipo um bom concerto...


05 janeiro 2014

Relíquias Obscuras: da Australia, Mackenzie Theory: Out of the Blue

Recomendado! Rock Jazz instrumental

MacKenzie Theory was an Australian jazz rock group formed in September 1971 in Melbourne. Lead guitarist, Rob MacKenzie, and electric viola player, Cleis Pearce were the mainstays. They recorded two albums, Out of the Blue (1973) andBon Voyage (1974) for Mushroom Records before disbanding in May 1974. Out of the Blue peaked at No. 19 on Go-Set's Australian Albums chart (wikipedia)



30 dezembro 2013

Fresquinho: Novo dos Flaming Lips

Saiu ontem: Flaming Lips revisitam a música dos The Stone Roses:

"The Flaming and Friends - The Time Has Come To Shoot You Down... What A Sound

20 dezembro 2013

New Vibe: Shit Robot

Em ritmo dançante (sim, porque já não há quem aguente a música de Natal!) aqui fica um dos novos temas dos Shit Robot (aliás, o irlandês Marcus Lambkin), que estão prestes a dançar o seu segundo álbum. Apesar de não ser propriamente género (o dançante), que faz as minhas delícias auditivas, o primeiro disco deles foi delciosamente kitsch e barulhentamente percutivo, mas com piada, teclados à la 80 e uma participação dos Hot Chip muito recomendável. Marcus vem ao Musicbox no dia 18 de Janeiro para um DJ set e provavelmente apresentar este segundo, "We got a Love"

Portanto, antes que velha o velho barrigudo, este Perú vai dançar!

17 dezembro 2013

Pérolas: Throw it Away - Abbey Lincoln

Um tema trasncendente de Abbey Lincoln, numa versão de um dos seus álbuns dos anos 90, já com mais de 70 anos, este com com Pat Metheny ("A Turtle's Dream"). Tive a sorte de a ver ao vivo em Varsóvia, no festival anual de Jazz, no Palac Kultury i Nauky, em 2002, uma presença magnética e uma voz burilada pela vida. Ouvindo interpretações destas, fluindo como uma corrente, pergunto-me porque perco tempo no pop rock da vida...



I think about the life I live
A figure made of clay
And think about the things I lost
The things I gave away

And when I'm in a certain mood
I search the house and look
One night I found these magic words
In a magic book

Throw it away
Throw it away
Give your love, live your life
Each and every day

And keep your hand wide open
Let the sun shine through
'Cause you can never lose a thing
If it belongs to you

There's a hand to rock the cradle
And a hand to help us stand
With a gentle kind of motion
As it moves across the land

And the hand's unclenched and open
Gifts of life and love it brings
So keep your hand wide open
If you're needing anything

Throw it away
Throw it away
Give your love, live your life
Each and every day

And keep your hand wide open
Let the sun shine through
'Cause you can never lose a thing
If it belongs to you

Throw it away
Throw it away
Give your love, live your life
Each and every day

And keep your hand wide open
Let the sun shine through
'Cause you can never lose a thing
If it belongs to you

'Cause you can never lose a thing
If it belongs to you
You can never ever lose a thing
If it belongs to you

You can never ever lose a thing
If it belongs to you
You can never ever lose a thing
If it belongs to you

Songwriters
ABBEY LINCOLN



Read more: Abbey Lincoln - Throw It Away Lyrics | MetroLyrics


16 dezembro 2013

Busca no Sotão: Heaven and Earth - Feel the Spirit


Album "Refuge", 1973 (outras fontes referem 1976)

Raridade reeditada o ano passado. Acho muito bom. psych / espiritual.

From http://active-listener.blogspot.pt/2012/02/heaven-earth-refuge-reissue-now.html

"Refuge" is the only album by Heaven and Earth. Psych folk funk beauty from the early 70’s featuring the gorgeous voices of Jo D. Andrews & Pat Gefell. “Feel The Spirit” and “Jenny” have been making the rounds on the UK DJ circuit and on compilations like Andy Votel's “Folk Is Not A Four Letter Word.” and the excellent "Feel The Spirit" compilation.
Also includes Bob Dylan and Elton John covers.
Whatever your musical taste, psych-folk, funk, soft rock… this LP seems to fit perfectly. Should appeal to fans of BJ Ward, Wendy & Bonnie, Linda Perhacs, Christine Harwood, Sunforest, Margo Guryan, Lyn Christopher, Barbara & Ernie, etc.


04 dezembro 2013

Blue Effect: a modernidade em Praga, 1971

Os Blue Effect, grupo checo do excelente guitarrista Radim Hladik, em 1971, na Suiça, com a orquestra de Jazz de Praga.

Parece obscuro? É obscuro! Mas deixem-se de preconceitos e ouçam a música. Transborda energia!

Susana Cruz: That's All!

As novas vozes do Jazz Nacional: Susana Cruz

Vale a pena ouvir!

02 dezembro 2013

Da Polónia: Krzak: Tajemniczy świat Mariana

Os polacos Skrzak, num belo instrumental. Anos 80

Skrzak, na mitologia polaca, é um pequeno demónio que ajuda nas tarefas domésticas e que cobra como preço apoderar-se da alma do amo quando este morre. Belo negócio!

http://www.krzak-band.com/

Versões: Wish you Were Here - Sparklehorse com Thom Yorke

Uma versão melancólica do clássico Floydiano.

nota: a congribuição de Thom Yorke é apenas no final

20 novembro 2013

O Canto das Gatinhas: Update Sonja Kristina

A nossa secção misógina reabre para apresentar esta foto dos Curved Air,com Sonja Kristina em grande plano na frente.

Best of: After Crying - De Profundis


Estes húngaros After Crying são dos mais incríveis grupos de rock que já existiram. Fazem uma fusão de clássico e rock progressivo absolutamente irrepreensível. Outras influencias citáveis são Frank Zappa e Emerson Lake and Palmer (mais nos primeiros discos).

Pena que sejam tão pouco conhecidos (como atesta, alías, o reduzido número de visualizações no youtube).Tenho todos os seus discos até 2003 e o único que me parece dispensável é o penúltimo, "Show", embora tenha um tema muito bom, "Secret Service"

Em particular o seu álbum "De Profundis", de 1996, é muito bom. Negro, torturado e brilhante.
Este tema, "Stalker", é magnífico. 5 estrelas sem hesitação. Muito crimsoniano da era Larks Tongues in Aspic, mas de forma nenhuma se reduz à influência.

Ouçam-no com atenção, são 12:11 minutos.






http://soundcloud.com/aftercrying

Livros: procuram-se



Procuro estes dois livros, se alguem os avistar que me avise.

O do Robert Wyatt está esgotado, o dos King Crimson vende-se na amazon por 164 libras. Ouch.


18 novembro 2013

Roy Harper – Man and Myth


Já algumas páginas se escreveram sobre o regresso de Roy Harper aos originais, mas não é tarde para o Perú saltar em cena. Primeiro, porque foi só em Outubro que o álbum saiu, segundo porque o salto de um Perú é sempre elegante. A aterragem é que pode não ser…

Pois então: Roy Harper está nos 70, e não é de modo gratuito que o trabalho se intula “Hom
em e Mito”. E não é por acaso que Harper aparece na capa ornamentado comum par de chifres de bode. Harper é o fauno da música inglesa, criatura silvestre e fugidia, de perfil independente e másculo. Harper, o bardo genial e incómodo. Harper, o Mestre reverenciado por gente tão insuspeita como Jimmy Page, ou Joanna Newson. Harper, o ausente, a figura paternal equívoca.

Eis a questão: começa a chegar a altura de avaliar as figuras fundadoras da música moderna. A maior parte deles não dura muito, pelos cânones normais da existência. A morte de Lou Reed foi um golpe rude; foi o mais recente dos grandes mitos a cair, e um particularmente importante. Roy Harper não tem a projecção nem a importância de Reed, mas é uma figura de referência que vem a ganhar relevância com a idade. Quem será o próximo? Leonard Cohen? Neil Young? Mick Jagger? David Crosby? Roger Waters? Joni Mitchell? Paul Simon? Bob Dylan? Burt Bacharach? Ennio Morricone?

Qualquer uma destas perdas começa a parecer essencial, e a sua importância a ser avaliada pelo vazio que a sua presença cria. Mas não será antes porque nos recordam como a sua obra nos tocou? Acho que sim.
Muitas vezes me questiono como se mede a importância e a permanência da música. Para mim, que ouço música de forma compulsiva e apaixonada há 30 e alguns anos, que conheço milhares de obras, é uma pergunta com pertinência. O que se salva do imenso oceano do olvido? O que levar connosco no grande naufrágio? O que se destaca pelo seu lugar na evolução, o que faz avançar para outras viagens?

Muitas vezes, respondo a essa questão com a mais simples emoção: o tema que nos faz subir lágrimas aos olhos, de tão simples. A invenção de três acordes que, acompanhada das palavras certas, fez uma revolução. A energia que de tão intensa sugou toda uma geração. Há fenómenos assim, e os nomes assim mencionados não são ocasionais – são essenciais, entre muitos outros, para moldar um futuro. Para fabricar descendência. Não é despropositado dizer que uns Fleet Foxes não poderiam existir sem Roy Harper. Já para não falar de descendência quase incestuosa como Jonathan Wilson e David Crosby e Graham Nash, aliás só assumida no último álbum de JW, em que ambos participam no espantoso “Cecil Taylor”. Ou dizer que toda a folk de autor feminina é descendente de Joni Mitchell, de forma mais ou menos direta. Já para não falar de exemplos tão batidos como os Beatles e a influência no nascimento do rock psicadélico, progressivo, na pop e sabe-se lá mais o quê que nasceu da obra do seu período 1966-1970.
Traçar estas linhas é uma questão de razão e emoção.

Um DVD que comprei há uns meses mostrava RH sozinho no estúdio, uma guitarra, um grupo pequeno, hipnotizado, suspenso de cada uma das suas palavras e inflexões, mais que reverente, embevecido. O que faz um ancião (e não há que ter medo das palavras, num país em que os velhos apodrecem em lares indignos), mover uma sala? Não poderia ele estar também com uma manta nas pernas, um chá na mão, a ver as gouchices de um qualquer idiota televisivo?
Creio que é a noção que algumas destas figuras têm de que o seu lugar essencial ainda não foi preenchido que as leva a pegar na guitarra, sentar-se ao piano e dizer: estou vivo! Esta é a minha arte. Este é o caso de Bill Fay, por exemplo. Os Family voltam dar concertos. Os Camel ressuscitaram. Os Barclay James Harvest gravam de novo. Os Moody Blues organizam cruzeiros onde é possível ficar pedrado durante 9 noites ao som de Roger Daltrey, Jon Anderson e figuras mais e menos obscuras dos últimos 40 anos de musica anglo-saxonica. O passado nunca esteve tão vivo (embora, e até pelos exemplos atrás, com graus de relevância muito diferentes…)
Sem entrar em polémicas musicais sobre o valor de muitas das obras produzidas, a verdade é que estamos a passar de uma época em que os criadores produziram e interpretaram as suas obras para uma época em que outros as interpretam. De forma mais ou menos reverente, surgem grupos que, tal como acontece no jazz ou na música dita “clássica”, interpretam obras de música popular. E, na realidade, é quando alguém pega na obra e a lê como objeto estranho que a obra revela o seu caráter plástico. É certo que é possível pegar no inefável José Cid e fazer um quarteto de cordas do macaco que gosta de banana, e exemplos não faltam de índole semelhante, como os Apocalyptica a “classificarem” Metallica, mas não é a mesma coisa. Hoje em dia começam a aparecer intérpretes – músicos que leem a música e a letra e que, com respeito pelo original, lhe transmitem um cunho pessoal. Vamos ver mais disto nos próximos anos em obras de gente que admiramos.

Na raiz de tudo isto está musica verdadeira – música que transporta as pessoas.

Dito isto, tenho que fazer uma defesa dos velhos. Não dos que fazem render uma música velha e passada, como John Lees dos BJH, mas dos que vivem a sua idade. Como Bill Fay a cantar “Life is People” ou RH a cantar “January Man”. Quantas vezes temos a oportunidade de entrar na alma de uma pessoa e lê-la sem intermediários? Quantas vezes é possível passar por cima de todas as imagens reflectidas que cada um cria para afastar a proximidade, qual estrume emocional em cima de campos estéreis? Em RH não há bullshit. Em January Man ele diz-nos, “January Man must do what it can to keep winter at bay”, a propósito de todas as emoções impróprias que afloram na presença de uns jovens olhos do tamanho do oceano, para pedir desculpa por ter perdido o controlo das suas emoções. Um testemunho da mortalidade e da distância entre o espírito e o corpo de um homem a afastar-se da sua vida.

“we are condemned to do the same mistakes all over and over and over and over and over again”

Portanto, 47 anos depois de ter começado, RH lança o seu 23º álbum, 13 anos depois do último. Com a produção de Jonathan Wilson, uma ajudinha de Pete Tonwnsend em “Cloud Cuckooland”. It’s only rock’n’roll, baby, and I like it.
Se quiserem ir para trás, explorar este rico passado, ouçam “When an old cricketeer leaves the crease”, de “HQ” , “Bullinamingvase” ou “Stormcock”.

15 novembro 2013

Placebo ( Os outros!)


Antes dos Placebo que conhecemos hoje, existiram outros, pioneiros na cena jazz belga a explorar sonoridades entre o jazz e o rock, como tantos fizeram na esteira de Miles Davis. O resultado final é interessante.

Como curiosidade, o líder da banda era o pianista Marc Moulin, que hoje tem bastante projecção na música eletrónica francesa. Marc Moulin faleceu em 2008.

O álbum original é naturalmente difícil de encontrar, e os cds que Marc Moulin publicou como antologia da banda estão a atingir preços elevados(95€ na Amazon francesa para a primeira compilação!)

http://www.marcmoulin.com/



09 novembro 2013

Livro sobre Lou Reed


Serviço Público:

Livro da Taschen com todos discos do Lou Reed (até 2004) nos Google Books:

http://books.google.pt/books?id=SdiPJ8sPF18C&pg=PA121&lpg=PA121&dq=brooklyn+academy+of+music+songs+for+drella&source=bl&ots=eqRvF978Wa&sig=VpVEQZBwBRBeSZ2I-K1lGxEyoYw&hl=pt-PT&sa=X&ei=hiF-UsCyNu2e7AayqoGIBQ&ved=0CF0Q6AEwBg#v=onepage&q&f=false

29 setembro 2013

Mark Lanegan: I'm not the Loving Kind (John Cale)

Finalmente encontrei alguém que gosta tanto desta canção de John Cale como eu! The Loving Kind, por Mark Lanegan, no seu álbum de versões de 2013, Imitations. O vídeo está espetacular




28 setembro 2013

Schtüng - Schtüng

Mais um ilustre desconhecido grupo... da Nova Zelândia

Para aqueles que se interessam pelas gemas perdidas... Mesmo que por lapidar.

Schtung biography (PROGARCHIVES)
New Zealand act SCHTUNG was formed by Andrew Hagen and Morton Wilson sometime around the mid 70's, and their self-titled album from 1977 is the only production from this band while still exploring art rock territories.

While their album is something of an obscurity these days, the band made an impact when active, but in a peculiar area: They were asked to make scores on the strength of their sole production.

As a direct result of this branching out, Hagen and Wilson would go on to form Schtung Music in 1982, a still ongoing concern based in Santa Monica, California with regional offices in Hong Kong, Singapore, and Shanghai. This company specializes in scoring original music and sound design for commercials, promos, show opens, television series, movie trailers and films



17 setembro 2013

Eric Copeland - Joke in the Hole.

A musica não vale nada, mas a capa entra directamente para a galeria de "Grandes Rabos em Capas de Discos em 2013". Pensando melhor, tamb+em ganharia um prémio na categoria "All time piadas de mau gosto".

Este pessoal da electrónica passa-se!


Os discos de John Peel


É isto que a internet tem de fabuloso.

Pode-se entrar na discografia de John Peel e ouvir os seus discos, uma a um (se se tiver Spotify)

http://thespace.org/items/s000004u


Bill Calahan - Dream River

Shhhh!:
http://rapidgator.net/file/c5b3973cf7d1b02637c28fcb6b993c86/Bill_Callahan_-_Dream_River_(2013).zip.html

Prefab Sprout: "Crimson / Red" em Outubro

É lançado em Outubro o novo álbum dos Prefab Sprout, Crimson / Red. Os PS são hoje apenas Paddy McAloon, o homem que dizia ser o melhor escritor de canções que alguma vez existiu. Modesto.... A sua voz é instantaneamente reconhecível, embora a sua aparência tenha mudado profundamente, devido àquele factor estético chamado PDI, mas também porque está praticamente cego, além de ter uma deficiência auditiva grave que o impede de ouvir as baixas frequencias.

Nada disto se nota na sua música,q ue continua jovial e celebratória.

Os PS são uma banda de culto, um pouco esquecidos hoje em dia. IMHO, produziram uma obra-prima que é talvez o disco menos ouvido deles, "Andromeda Heigths", uma corrente de energia positiva, vibração, amor. Não andasse este Perú tão preguiçoso e faria o merecido elogio crítico ao disco - assim, tomem lá um tema do novo álbum.


13 setembro 2013

therhythmisodd


Interessante...
therhythmisodd is an progressive rock/fusion group from Stockholm, Sweden

O maior desafio é pronunciar o nome da banda...




31 agosto 2013

Stoner Rock: Samsara Blues Experiment


Stoner Rock, anyone?

Estes são potentes:Samsara Blues Experiment

Vão bem com Vibravoid, por exemplo.

O Blues ficou enterrado muito lá no fundo...



Mais progressivo: Fuzzy Duck

Acabadinho de chegar da Amazon - o único disco dos Fuzzy Duck, e raridade em vinil da Vertigo (cerca de 500€ em segunda mão...), em reediçao em CD da Esoteric Recordings.

Wiki knowledge: Fuzzy Duck was an English progressive rock group from London, formed in 1970. Their self-titled studio album Fuzzy Duck was released in 1971. It featured Mick Hawksworth of Five Day Week Straw People and Andromeda, as well as Crazy World of Arthur Brown keyboardist Roy Sharland and drummer Paul Francis of Tucky Buzzard (and later of Tranquility).[1] The band was not named after the drinking game, but rather was coined by the album art designer, Jonathon Coudrille.[2] The group disbanded soon after the release of their full-length, but enduring interest in the band led to reissues on CD by Akarma Records and Repertoire Records.[3]

As primeiras impressões: é heavy prog, o primeiro tema é o mais forte e o mais interessante do disco. Também se destaca o tema 7, In Our time.É uma obra para completistas, mas tem os seus momentos interessantes, com bons momentos movidos a Hammond e guitarradas competentes. Comparações: Uriah heep, Deep Purple,
Vanilla Fudge.

18 agosto 2013

Novo de Bill Calahan em Setembro

Setembro (lamento dizer-vos, mas vem mesmo aí!), anuncia-se já mais simpático. Bill Calahan, um dos nomes atuais a acompanhar com maior atenção, publica a 17 o sucessor so ótimo Apocalypse e prepara-se para uma digressão (Já esteve na Feira aí há uns quatro anos). Esperemos que inclua Portugal! Entretanto aqui um pequeno concerto em ambiente íntimo:

08 agosto 2013

Isto é bom!: SWEET SMOKE - Just a Poke

A minha alma está parva como é que estes tipos me escaparam completamente durante estes anos que levo de vida!

Confirma-se que os anos 1967-1975 produziram uma tal quantidade de boa música que só hoje temos a distância necessária e o crivo crítico para entender o fenómeno.

Estes nova-iorquinos de Brooklyn que se mudaram para a Alemanha têm uma fusão rock jazz de muito bom gosto, muito bem tocada, um ritmo contagiante (excelente baterista!), excursões instrumentais de alto nível, incluindo solos de saxofone, composições interessantes. E ainda tocam uma versão de Soft Parade, dos The Doors. 

Parafrasendo uma das cenas centrais de American Pie: "god bless the internet"!




06 agosto 2013

Sad Season para a boa música: Morreu George Duke



Morreu na segunda-feira por causa do raio da leucemia...

Relembro o LP "I love the blues, she heard my cry", que não é fácil de encontrar...

O George Duke é, para mim, um grande músico, apesar de ter composto alguns dos temas mais inaudíveis de sempre (insuportáveis mesmo).
Os tempos que passou com o Zappa fizeram-lhe bem e o próprio trabalho do Zappa não ficou imune a essa convivência (pe. New York, Roxy and Elsewhere, só para citar dois)...

Enfim, mais um que se foi.

01 agosto 2013

Goldfrapp: Tales of Us em Setembro

O novo de Goldfrapp sai no início de Setembro, mas já está disponível nos "sítios do costume" na net.

aquilo que vos posso dizer é que o melhor álbum deles (dela) desde "Felt Mountain", o que é dizer muito, e que se assemelha a ele pelo ambiente intimista e confessional - o que é dizer ainda mais.

Parece que Allison Goldfrapp se cansou de ser sexy (parafraseando o grupo brasileiro), e voltou a ser muito sexy.

Já há uns bits no youtube para fazer água na boca:




Chico Buarque; Bom Conselho

Vintage.


30 julho 2013

Fleetwood Mac no seu melhor: Without You

Dos inícios dos Fleetwood Mac, ainda com Peter Green, ou seja, late sixties, quando eram a mais promissora banda de blues inglesa - e antes de se mudarem para a California para sejuntarem com Lindsay Buckingham e Stevie Nicks -um blues em tempo lento que é do melhor que fizreram.


23 julho 2013

O vídeo dos Well Hung Heart banido do youtube

Só para lembrar a todos que a censura existe e está cada vez mais ativa, e que aquilo que nós pensamos que é o acesso livre a todos os conteúdos na realidade tem donos, e regras. Este tema dos Well Hung Heart foi banido do Youtube; nudez, satanismo e drogas são uma mistura que os poderes (e não vale a pena nomeá-los) não toleram. Edward Snowden, esconde-te bem...


WELL HUNG HEART - The Music Made Me Do it (Official Un-Censored Version) from Well Hung Heart on Vimeo.


16 julho 2013

Atom Heart Mother dos Pink Floyd no Theatre Châtelet

Vale a pena assistir aos 28:49' do video para ouvir a peça orquestral por excelência dos Pink Floyd, lançada no álbum Atom Heart Mother, em 1970, tocada por uma boa orquestra e com um som limpo (a gravação original não é grande coisa). Em Janeiro de 2012. Deve ter sido muito bom ver ao vivo em 70...



15 julho 2013

Para começar a semana em força: Placebo - Meds

Hoje acordei com esta. Os Placebo são uma das minhas bandas de rock favoritas

Chris Eckman, deserves a careful listening!

I've had this album laying around the house for quite a few months now (if not years! I really don't remember when did this guy make it through my record collection's check-in desk...) but , who knows why, never really paid much attention to it...

Something about the cover that never compelled me to press the play button on the CD Player.

Ok, so I confess being a sucker for artwork. I've got a certain tendency to be compelled , or not, to listen to a new artist only by judging its cover...

Yes, I'm one of those rare folks that still thinks artwork is an important part of an album... Especially on a 12"LP Cover

Not that it really implies anything but...

I find it to be one of the downsides / turnoffs of digitally distributed music over the net. You miss that joy of picking up your 'swissy', tear the plastic or carton apart, and ravish your newly acquired record....

Or even worst, missing on spending half a morning on a record shop searching for new music!

And yes, there is something special about the smell of old vinyl records... Anyway...

Woopsie! Should've looked into this record sooner!

Been missing some serious music here...

Sometimes is voice reminds me of Roger Waters voice... Not that there's any resemblance to Waters music...

I'll leave you with two songs from is latest album (2008). Arrrg, it took me 5 years !!!!

Hope you enjoy it.

"‘Who Will Light Your Path ?’ is especially beautiful, a duet between Eckman and the sultry-voiced Anita Lipnicka that muses on the uncertainty of the future and love(“Who will wait for you at the crossroads ?At midnight towards what light will you turn ?”), and which sets together echoing strings with a pulsating synthesiser and an acoustic guitar." in http://www.pennyblackmusic.co.uk/









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13 julho 2013

The Doors: Behind Closed Doors - The Rarities


Para os fãs, aqui fica um endereço útil:
http://newalbumreleases.net/56432/the-doors-behind-closed-doors-the-rarities-2013/#more-56432

09 julho 2013

Krautrock - The Rebirth of Germany


Yet another wonderful work done by BBC.

A must for any serious music and music history lover!

Also an important part of Germany's, and shall I say, the world's history... 

Hope you enjoy...


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03 julho 2013

Hoje vou pôr uma cruz em : Gram Parsons


Sou um espírito aberto, sem preconceitos musicais, pelo que tenho muito poucas embirrações. Basicamente, detesto má música, sem que até hoje tenha conseguido muito bem definir qual é. Porém, há um género que nunca gostei: o country. A música de chapéu de cowboy nunca me convenceu; e não é porque seja má música. Simplesmente, embirro com ela.

Decidi-me, ainda assim, fazer um esforço e dedicar alguma atenção a uma das supostas oitavas maravilhas do género: Gram Parsons, génio precoce e desaparecido muito novo (em 1973, com 27 anos), que influenciou hordas de gente com aquelas gravatas ridículas e botas bicudas. O seu álbum "Grievous Angel" merece elogios rasgados, a sempre insuspeita Uncut coloca-o nos píncaros. Eu tenho a dizer que: não presta. É chato. É country.

Ainda para mais: contém o hino ao aborrecimento "Love Hurts".

E pronto. De vez em quando sabe bem pôr uma cruz em cima de algo e passar adiante.

30 junho 2013

Covers: Beirut - O Leãozinho

Uma delícia, esta versão dos C-lentes Beirut para o clássico de Caetano Veloso...

(do álbum Red Hot+Rio2)


Mark Eitzel - I Love but you're dead

Prestem a vossa atenção sff a este lindo tema de Mark Eitzel, alma criativa de um das melhores bandas americanas, os American Music Club, de San Francisco. É do álbum do ano passado, "Don't be a stranger". Ouve-se em repeat.

(Quanto ao tema, sugere-me dizer que é algo que acontece frequentemente).

28 junho 2013

Versão majestosa de Stairway to Heaven


Vejam Robert Plant e Jimmy Page emocionados com esta rendição clássico absoluto Stairway to Heaven, pelos Heart + (surpresa), com Jason Bonham na bateria, no Kennedy Center.

26 junho 2013

20 anos sem Frank Zappa

É dificil perceber que já passaram 20 anos... uma das últimas entrevistas de Frank Zappa, em que ele, já visivelmente doente (cancro da próstata), fala da sua música, do seu legado e da sua doença.

Michael Bloomfield - At the Cross

Há quem entoe loas bramânicas ao Eric Clapton, eu sempre o achei um bocado figurante.

Dentro do estilo, e agora que o Verão resolveu mostrar o seu calor, a slide guitar deste tema de Michael Bloomfield cai muito melhor.

14 junho 2013

Donna Summer: expoente!

Há melhor música de Sábado à noite que esta?? Nááá...

Depois do Big Joe Williams, acho que vou ser excomungado mais uma vez - WTF...



E melhor que Kraftwerk, com a produção de Giorgio Moroder:

Big Joe Williams - Brand New Car

Hoje os blues primitivos, os Delta Blues, bateram forte cá dentro... E vai daí apareceu este:

10 junho 2013

Renascidos das Cinzas: Black Sabbath

O novo álbum "13" tem estes 9:37 minutos de "God is Dead". É caso para dizer que o tempo não passa por eles - soam ao mesmo!


02 junho 2013

Which One's Pink

Another marvelous work from BBC

I hope you enjoy it as much as I did.



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Roxy on Eno(psyche)delia

From BBC's "The Old Grey Whistle Test"


First broadcast on April 3, 1973


Were they having problems with the lighting? Was it too strong?


I guess Phil Manzanera was the only one that already knew the lights were too bright and got on stage with his shades on!  :)


I first saw the DVD box set from BBC's famous "The Old Grey Whistle Test" program at a friend's house and let me tell you that it's worth every penny.









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01 junho 2013

Tribute to the greatest Rock and Roll band of all time

PERIOD!



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23 maio 2013

Regresso ao passado em Cabeço da Noiva: Yardbirds em 1966

Os Yardbirds no filme de Antonioni "Blow Up" (um dos meus filmes preferidos).

Sem grandes teorizações, o mundo assistia ao nascimento de novas ideias sem lhes conseguir responder - veja-se a imobilidade do público durante toda o tema, em contraste com o frenesi da banda. E quando o guitarrista se farta dos ruidos do seu VOX, destroi a guitarra e atira o braço dela ao publico, é o delírio. É o olho certeiro de Antonioni a  ironizar sobre a cultura pop e o star system...

E, já agora, Jimmy Page em versão pré-Led Zeppelin. Para quem tiver curiosidade de imaginar os Led sem Robert Plant, veja o segundo vídeo - a guitarra está lá, não muito diferente do que J Page faria no 1º álbum, a bateria escapa, mas a voz...


22 maio 2013

Cricket Pop? Give me a break, mr Lewis!

Os Duckworth Lewis Method, grupo alternativo estacionado nos anos 20 do século passado, powered by Neil Hannon dos Divine Comedy, têm uma proposta alternatiiva para o Verão: cricket pop! Não percam, está quase a sair...

Enquanto não chega, ficam dois clips, para verem o estilo...

Great Gigs in the Cloud: Episode 2

As promised on the first edition of these series "Great Gigs in the Cloud", published on last year's December (Boy,amazing how fast time flies by!), I will continue sharing with you special treats made available to us all, and hopefully live long beyond our short terminal existence on this planet with the advent of clouding, thanks to the 21st century computing technology!

As a side note, are we reaching kurzweil's singularity thesis faster than anyone thought? 

I'll come back to this later on...

Well as I've been babbling up until now about the present and the future, let's travel back in time and enjoy this little marvel, only a 29 minutes piece, recorded back in 74 live in Paris for the french television program "Live Melody", that is an absolute bliss.

Doesn't Fripp freak you out when he looks back at you with those creepy eyes? 

Does he hate the camera starring at him or the "virtual" audience, i.e., the inexistence of it?  :)



Great Gigs in the Cloud: Episode 2 - King Crimson - Live Melody - French TV (1974)



                                   


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Set List:

Lark’s tongues in Aspik (part II)
Improvisation
The night watch
Lament
Starless


For GAR2014

I'd like to take this opportunity to challenge you, as I have no facebook account, to create an online petition on Gouveia Art Rock's page on facebook, requiring the presence of King Crimson on next year's edition!

Only then will GAR reach its ultimate status quo!

As some close friends of mine say when they mean they are being serious, there is no question about it, PERIOD,     

!PIM!

Well, I'm not being fair at all... To be honest, I really have to congratulate GAR's organization for the marvelous work they have done over the years organizing and bringing such great names to our country. Kudos for you all!

But please try bringing KC to this special event!

And, I think I can speak for the most part of the attendees, we don't even postulate the presence on any specific iteration / formation of KC...

Should at least the following be present, I would be more than satisfied:

Robert Fripp,
Peter Sinfield, 
Greg Lake, 
Michael Giles, 
Ian McDonald, 
Mel Collins, 
Gordon Haskell, 
Andy McCulloch, 
Bill Bruford, 
John Wetton, 
David Cross, 
Jamie Muir, 
Trey Gunn, 
Peter Giles, 
Keith Tippett, 
Mark Charig, 
Robin Miller, 
Nick Evans, 
Jon Anderson, 
Rick Kemp, 
Harry Miller, 
Paulina Lucas, 
Hunter MacDonald, 
Richard Palmer-James, 
Eddie Jobson,

Ok, ok... Here's my proposal. Let's do a special GAR Edition made of no more than several KC lineups :)


No, I did not forgot to mention Boz Burrell nor Ian Wallace. I simply didn't mentioned them as they've unfortunately already passed away...

Oh, by the way... Why not also challenge Ian McDonald & Micheal Giles on doing a gig for us in GAR?

Wouldn't that be a treat!

Unfortunately, I don't believe Giles would still be up for the challenge... the man is already in is 21st century 70's!

And with this final remark I close the kurzweil circle ;)

21 maio 2013

Revisitar o passado no Cabeço da Noiva: Moody Blues: Candle of Life

Doesn't get much better than this...

Sobre os Moody Blues já se escreveu quase de tudo o que de mau havia para escrever. Portanto, são um caso perdido. Ótimo! Adoro casos perdidos. Esta é das simples e boas (e o vídeo é para esquecer).

Talvez a mensagem se aplique também a Ray Manzarek, desaparecido hoje: Burn slowly the candle of life.

This Is The End



"O" músico dos Doors morreu hoje vítima de cancro. Vi-o há uns dois ou três anos num (decadente) concerto em Gaia...

Ray Manzarek 1939-2013

Sit tibi terra levis

19 maio 2013

Bowie is in space

Continuando nas versões, eis aqui o comandante canadiano Chris Hadfield a revisitar o famosíssimo tema de David Bowie  do seu álbum de 1969 abordo de Estação Espacial Internacional. The real thing, portanto.

A propósito de Bowie, o Victoria and Albert Museum têm uma exposição temporária (até 11 de Agosto) dedicada a Bowie - a vida, a musica, as colaborações, as influencias, a convergências das várias artes na sua arte. Já vi a exposição, achei-a pouco profunda, mais visual que musical, mas é uma oportunidade única para conhecer melhor aquele que dizem ser o artista mais influente do século passado (provavelmente, estão a referir-se apenas à cultura pop...). E não é de todo irrelevante que uma instituição de pergaminhos tão conservadores como o V&A tenha decidido tornar Bowie um artefacto museológico, nem que seja temporariamente...

12 maio 2013

Música Nova: Ketil Bjornstad - La Notte

Num registo diferente, acaba de sair o novo álbum do norueguês Ketil Bjornstad (ECM 2300), que promete ser mais uma belíssima obra. Dedicado ao cinema de Antonioni, que KB refere ser uma das suas maiores influencias:


“At the same time that I discovered what jazz could be, after listening to Miles Davis’ In A Silent Way, I also saw the films by Godard, Bresson and Antonioni. Perhaps it was the slow, rhythmic authority in the films by Michelangelo Antonioni that made me think of music... As long as visual art creates music in our minds, and music creates pictures and visual expressions with the same intensity, the two are deeply and profoundly interdependent”.



KB é também escritor e poeta; e Antonioni escreveu também (li dele, há muitos anos, "O perigoso fio das coisas", belíssimo livro feito de imagens). Tenho para mim que esta ligação entre as diversas artes é algo de muito europeu. O poeta cultiva uma certa luz, que passa para um filme, que inspira  um romance, o qual sugere uma peça de música... Há, assim,  contínuo de ideias que é muito europeia - a ideia da arte em si mesma, que não conhece barreiras nas disciplinas e que se prolonga em métodos heteredoxos com uma mesma continuidade semântica.

Quanto a Bjornstad, é um excelentíssimo  músico que não necessita de grandes apresentações. O seu trabalho não se confina ao jazz - alías, há pouco de negro americano na sua música, que está mais próxima do clássico. Os seus trabalhos com o guitarrista Terje Rypdal são excecionais  (ouça-se, por exemplo, "The Sea" ou o arrepiante "Life in Leipzig").

Avalaindo o que está disponivel no Youtube do novo álbum, temos mais um grande trabalho. Este tema é uma celebração, musica da alegria - bem diferente de algumas paragens mais sombrias (o já mencionado "The Sea", por exemplo).


Line-up: Ketil Bjørnstad (Piano), Andy Sheppard (Saxophone ténor), Anja Lechner (Violoncelle), Eivind Aarset (Guitare), Arild Andersen (Contrbasse), Marilyn Mazur (Percussions, batterie)



Música Nova: Treetop Flyers: The Mountain Moves

Ecos de America e Crosby Stills and Nash no disco de estreia dos Treetop flyers... Um quinteto londrino com um som californiano!