O Peru sempre a desbravar caminhos.
Há muita música por conhecer.
http://en.wikipedia.org/wiki/Osamu_Kitajima
04 abril 2015
The Royal Philarmonic Orchestra Plays Prog Rock Classics
| 1. ELP Suite: Tarkus / From the Beginning / Tarkus (Reprise) | 6:39 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 2. Comfortably Numb | 6:46 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 3. Thick as a Brick | 6:27 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 4. 21st Century Schizoid Man | 6:54 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 5. Focus II | 4:02 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 6. Nights in White Satin | 4:35 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 7. Think of Me with Kindness | 4:22 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 8. Roundabout | 8:40 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 9. Watcher of the Skies | 6:14 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 10. Red Barchetta |
http://www.amazon.co.uk/gp/product/handle-buy-box/ref=dp_start-bbf_1_glance
(a ser lançado a 20 de Abril)
A Royal Philarmonic Orchestra a tocar alguns dos Hits (sacrilégio!) do rock progressivo. Curioso percurso, o de uma música qur vai buscar algumas das suas raíazes à música erudita e acaba a receber versões orquestrais. Mas é natural que cada vez mais haja mais re-interpretações, versões e homenagens. Começa a ser claro onde está a música que vai perdurar, porque os anos vão passando, e quem tem ouvidos vai filtrando. Seria obviamente disparatado dizer que só o chamado (e digo chamado porque ele engloba tantas coisas diferentes...) rock progressivo merece perdurar. A música popular produziu diamantes de três acordes em três minutos, muitos. O que ficará dos ultimos cem anos é a explosão da musica popular, da música feita pelo povo para o povo e não pelas elites para as elites. Mas o rock progressivo terá o seu lugar de música erudita - aquela que satisfaz os que se cansam de ouvir sempre diamantes de três minutos.
Pelos excertos, dá para perceber que está feito com gosto. Deve ser interessante assistir a um concerto ao vivo...
03 abril 2015
Starless - As versões
Um tema seminal dos anos 70 (King Crimson) vai recebendo o reconhecimento que merece... Conheces outras versões?
After Crying
Craig Armstrong
The Unthanks
Neal Morse
Crimson Jazz Trio
After Crying
Craig Armstrong
The Unthanks
Neal Morse
Crimson Jazz Trio
24 março 2015
Mariazinha
É uma vergonha que as barreiras políticas e algumas outras de puras palas radiofónicas nos afastem do ouro sonoro Português. E tanto haveria que dizer sobre isso, tanto haveria que descartar como pirite dos tolos. Este não.
22 março 2015
2015 - What's new, pussycat?*
* Segundo o guião de Woody Allen para o filme do mesmo nome de 1965, com Ursula Andress e Peter O'Toole...
Aqui ficam umas pistas sobre o que de relevante se tem publicado este ano.
Aqui ficam umas pistas sobre o que de relevante se tem publicado este ano.
Africa Express – Tery Riley’s in C Mali –
A peça classica do compositor minimalista Terry Riley é revisitada por um grupo de percussionistas do Mali, resultando numa leitura espantosa...
Björk – Vulnicura
(Ver artigo aqui no Peru)
Benjamin Clementine - At Least For Now
Eberhard Weber - "Encore"
O baixo fluido de Eberhard Weber, numa série de encores de concertos de há uns anos atrás, em complemento ao anterior "Resumé" e agora que um severo ataque cardíaco o deixou incapaz de tocar.
Father John Misty -" I Love you, Honey Bear"
Jack De Johnette – "Made in Chicago"
Sufjan Stevens – "Carrie and Lowell"
O regresso ao intimismo pré "Age of Adz"; um álbum que tem como inspiração a Mãe e o Padrasto.
(sai a 30 de Março)
(sai a 30 de Março)
TheWaterboys - "Modern Blues"
Ouve-se bem, tem bons temas.
Zun Zun Egui - "Shackles Gift"
Um cruzamento endiabrado de rock, jazz, e africa...
13 março 2015
O Vulcão Islandês e a sua cura - Björk e o novo álbum, "Vulnicura"
“Who is open-chested
And who has coagulated?”
“Vulnicura” começou por ser notícia pela fuga imprevista do álbum para os sítios do costume na net em Janeiro deste ano, antecipando assim o seu lançamento em quase dois meses. A editora de imediato disponibilizou o disco no Itunes. Naturalmente, quando está em causa um disco novo de uma das desbravadoras do desconhecido musical, a curiosidade é grande. Mais ainda quando a sua última experiência, “Biophilia”, explorando a ligação com o Natureza e o Universo em formato multi-conteudo, não foi particularmente conseguida.
É sempre uma boa forma de começar o ano, musica nova desta Islandesa universal e curiosa.
As primeiras audições revelaram um disco pessoal, contido e magoado. Sabe-se que o disco se segue a um rompimento amoroso, o que dá o contexto. Os temas voltam a entrar mais no onirismo poético de Björk e sustentam-se em malhas delicadas, tecidas de percussões esparsas. Voltam também as cordas, que tão boa companhia fizeram nos seus primeiros trabalhos. Não com o efeito bombástico que tiveram em temas como “Bachelorette”, mas mais como uma rede emocional que envolve as canções e lhes dão uma expressão mais… romântica, no sentido estilístico do termo.
Confirma-se o estado de fragilidade emocional, por exemplo em temas como Dark Lake (“Our love was my womb / But our bond has broken /My shield is gone /My protection is taken), que nos seus dez minutos se desenvolve em estado de suspensão entre cordas e percussões eletrónicas profundas. A voz da cantora baixa para o extremo mais grave, como acontece também no inicial “Stone Milket” ou em “History of Touches”, título que só por si é um manifesto de emoções. O tom é directo e confessional: “Family was always our sacred mutual mission /Which you abandoned”
Vários temas estendem-se além do formato curto da canção pop – que, não sendo o texto de muitas composições de Björk, não deixa de ser o molde de grande parte delas.
A participação de Anthony em Atom Dance é um dos momentos mais conseguidos, com Anthony a fornecer um contra-ponto à devastação emocional: “When you feel the flow as primal love/
Enter the pain and dance with me / We are each other's hemispheres”
Enter the pain and dance with me / We are each other's hemispheres”
Na inquietação rítmica e no intimismo este disco faz-nos voltar a “Vespertine”. Curiosamente, dois discos começados por V e com uma só palavra por título. No entanto, este último, além de não gozar do aconchego psicológico das cordas (descontando uma harpa), é mais coral e tranquilo. Nas águas agitadas por estremeções rítmicas leves de “Vespertine” não se sente o fundo escuro de “Vulnicura”, antes a serenidade de um momento de reflexão e uma contemplação entusiasmada da existência – que tem o seu momento mágico em “Pagan Poetry”, um dos seus melhores temas. No disco deste ano, é a força telúrica, não a da Terra que movia montanhas num dos seus vídeos mais conhecidos, mas a que faz tremer os humanos.
Dou por mim a pensar que “Vespertine” tem muito a ver com Aerial , de Kate Bush, ambos como trabalhos de maturidade serena e domínio da sua arte. Em ambos perpassa um sentido de resolução, de vida resolvida – que é o que falta em “Vulnicura”. Bom, é verdade que em “Aerial” há um tema quasi-metafísico sobre uma máquina de lavar roupa (“Mrs. Bartolozzi”), e isso não existe em “Vulnicura”…
Aquilo que não falta é o habitual cuidado com a imagem, com a criação de uma estética própria para cada um dos seus discos. Neste caso, a fotografia de Björk com um fato negro e “plumas”azuis e amarelas em volta da cabeça. De notar a ferida no peito, quase uma chaga da imagética católica, é uma fenda aberta por onde sai a dor, mas entra o mundo; e que no caso vertente assume um conteúdo quase sexual. Como sempre, um trabalho de Björk é um todo de sentido e forma.
Que a separação dos amantes é um momento poderoso de criação intensa é vulgaridade amplamente atestada. Björk deu-nos o seu momento de dor com toda a expressão artística e intensidade. Esperemos que à catarse se siga a paz, e que em breve possamos ouvir Björk mais forte, renovada e tão intranquilamente sedutora como costuma ser.
15 fevereiro 2015
10 fevereiro 2015
David Gilmour / Rick Wright - Barn Jams
There's more where this one came from... Look for it on YouTube
Stu Goldberg - "SOLOS, DUOS E TRIO"
Rare groove, never released on CD - keyboardist Stu Goldberg with indian violinist L. Subramaniam and guitarrist Larry Coryell. Oriental Delight, music of joy.
Miroslav Vitous - "First Meeting"
Groove de hoje: Miroslav Vitous com o fantástico baterista norueguês Jon Christensen, Jon Surman (sax e clarinete) e Kenny Kirkland (piano). Album "First Meeting", de 1980, ECM
31 janeiro 2015
MAA - Parallelograms
E aqui vai um alerta do Perú: A MAA Music Addicts Association tem uma estação de radio, na qual existem interessantíssimos programas de autor. Um deles - Parallelograms (creio que segundo o disco homónimo de Linda Perhacs), da autoria de Jaime Lebre - tem uma programação que vale a pena ser ouvida. Deitem o ouvido a isto: http://maaradio.podbean.com/category/parallelograms/
28 janeiro 2015
Dylan Howe on Bowie's "Low". "Subterraneans"
A jazz take on Bowie's cold masterpiece. Surprisingly, it works very well
25 janeiro 2015
And Now, For Something Ccompletely Different: Zun Zun Egui
Psych, africano, oriental, latino? Um cocktail de tudo isso
Tesouros do Baú: "Les Chants du Ghetto"
Este vinil é um objeto fora do baralho, tanto pelo tema como pelo estilo. Uma obra de Sarah Gorby, cantora Yidish, com estruturas sonoras de Lasry-Bachet, além de uma belíssima capa de Raymod Moretti, é um álbum que está muito distante da cultura de entretenimento (tal como a concebemos hoje), mas é uma obra de significado profundo sobre a raiz da música. Explico: o disco é uma recolha dos cantos judeus nos campos de concentração e nos ghettos (como o de Varsóvia), orquestrados por Lasry-Bachet.
Nas mais duras condições que se possa imaginar, sem certezas sobre o dia de amanhã, afastados das famílias e dos amigos, vivendo no limiar da sobrevivência, os judeus continuaram a fazer música e a cantar. No campo de Theresienstadt, para onde foram deportados muitos artistas, às espera de passar para os campos de extermínio, continua mesmo a criar teatro e a fazer representações.
Naturalmente, a temática do disco são os próprios acontecimentos da guerra, os lamentos sobre a perda dos seres queridos - várias canções são sobre crianças. Alguns temas assumem mais uma estrutura de marcha, o estilo necessário para instilar resistência nos corações, como o último "Letzen Weig" ("O canto dos guerrilheiros"), mas a maior parte são de género confessional.
Parece ser uma obra cujo relevância se perdeu, embora haja várias reedições e possa encontrar com facilidade à venda na net. O Youtube tem várias canções de uma edição mais recente desta obra, mas nesta aldeia global a primeira visualização de alguns temas é minha!
Não será a musica festiva de Domingo de manhã que alguns gostariam, mas é uma obra interessante, sensível e de um interesse humano e histórico muito grande.
14 janeiro 2015
Modry Efekt / Radim Hladik
For you prog heads out there - Radim Hladík, Of Czech Group Blue Effect, or Modry Efekt, in Czech
12 janeiro 2015
Filme perdido dos King Crimson com Keith Tippett e Michael Giles
With compliments to Dangerous Minds
http://dangerousminds.net/comments/king_crimson_lost_top_of_the_pops_performance_of_cat_food_found
This March 1970 Top of the Pops performance by King Crimson circa their In the Wake of Poseidon
album was long thought to have been wiped by the BBC, but now some 45 years later, it’s turned up in black & white, taken from a Swiss-German TV series that often used TOTP clips called Hits a Go-Go.
Doing a lip-sync to their “Cat Food” single, this is the sole known footage of Greg Lake, Keith Tippett, Michael Giles, Robert Fripp and (a sharply dressed) Peter Giles together onstage.
To say that this is a King Crimson fan’s “holy grail” is a bit of an understatement, I should think!
Titilações do Peru #1 - Stefano Bollani - "Sheik Yer Zappa"
Album de 2014 de Stefano Bollani, pianista de jazz italiano, com composições de Frank Zappa. Modo jazz. Das composições de Zappa já sabiamos que eram dificeis e arrevezadas, principalmente as da primeira metade dos anos 70. Agora sabemos que se adaptam bem a arranjos jazz. Não é matéria virgem, mas Bollani faz arranjos muito interessantes em que a guitarra de Zappa é substituída pelo piano e o resultado é um disco que se ouve com bastante prazer
Wiki Stefano Bollani
http://en.wikipedia.org/wiki/Stefano_Bollani
Wiki Stefano Bollani
http://en.wikipedia.org/wiki/Stefano_Bollani
01 janeiro 2015
2014 in Songs #14 - Linda Perhacs - "The Soul of all natural things"
The oldies rule...
A come back of 2014,the 70 years old Linda Perhacs, is not just another come back: The Soul of All Natural Things" is only her second album, after "Paralelograms", published in... 1970.
This is Laurel Canyon vibe, California hip...Subtle and quiet, the songs voice Linda's spirituality and connection to nature and praise a return to more human times...
2014 in Songs #13 - Leonard Cohen "Slow"
Do you still remember 2014?
I am a lazy bastard, so didn't publish all the 2014 great works before year end! Here they are, the last ones.
#13 Leonard Cohen, the golden voice, the living legend, alive and kicking at 80 but... slowly...
I am a lazy bastard, so didn't publish all the 2014 great works before year end! Here they are, the last ones.
#13 Leonard Cohen, the golden voice, the living legend, alive and kicking at 80 but... slowly...
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