28 agosto 2015
19 agosto 2015
O que liga os Supertramp aos King Crimson: Robert Palmer-James
Robert Palmer-James é mais uma das figuras quase desconhecidas, caídos no esquecimento apesar de terem participado em alguns dos grandes trabalhos dos anos 70 que conhecemos e de ter trabalhado em Música continuamente desde essa altura…
Compositor, guitarrista e sobretudo letrista, RPJ fez parte do trio da primeira formação dos Supertramp, inclusivamente é o responsável pela escolha do nome do grupo (a partir da obra do poeta William Henry Davies (1871-1940) The Autobiography of a Super-Tramp). Escolha discutível, pelo menos em Português… Este, a par com o menor "Indelibly Stampede", são os álbuns menos conhecido da banda, muito antes de eles ascenderam ao estrelato em Inglaterra com “Crime of the Century” e antes do sucesso retumbante de “Breakfast in America” de 1979. De escrita menos sinfónica, com temas mais directos e mais excursões instrumentais, é, mesmo assim, um álbum com momentos interessantes e que vale a pena ouvir.
Amigo desde sempre de John Wetton, foi ele quem escreveu as letras dos King Crimson após os primeiros álbuns, da responsabilidade Peter Sinfield – “Larks' Tongues in Aspic”, “Starless and Bible Black” e “Red”. O trabalho terá sido mais uma “encomenda” do que propriamente uma participação na banda, considerando inclusivamente que RP-J já vivia na Alemanha na altura. Do ponto de vista dos temas, contrastou com o estilo mais lírico e enigmático de Sinfield. Curiosamente, a banda deu-lhe total liberdade artística para criar as letras. É dele um dos melhores temas de todo o progressivo, o emblemático “The Nightwatch”, sobre a vida de Rembrandt e que é um pequeno e magnífco trabalho de miniatura sobre a Holanda do Séc. XVII – um tema que certamente poucas vezes se pensaria ver tratado por uma banda de rock. Este tema, assim como “Lament”, foi escrito antes dos King Crimson. Outros temas imediatamente associados com “clássicos” dos Crimson escritos por ele são “Book of Saturday” e “Starless”, por exemplo.
RP-J ainda vive em Munich, onde tem feito parte de vários projetos musicais (incluindo o da banda... Munich) e esteve muito ativo nos anos 80, compondo centenas de letras para temas de gente tao díspar como La Bionda, Gilbert Montagné, Mireille Mathieu, Patrick Duffy, Moti Special, Michael Cretu e Sandra. Hoje em dia dá concertos em bares com a sua banda.
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15 junho 2015
14 junho 2015
What's Playing (Junho 2015)
Este CD dos Slapp Happy ao vivo no Japão em 2002 é não só o ultimo grito, melhor seria dito sussurro articulado, de Dagmar Krause & compinchas, como o ressuscitar de um projecto morto para outros Henry Cow e Art Bears posteriores e ainda um descarnar acústico de uma das bandas mais palidamente brilhantes que a modernidade britânica produziu. Naturalmente imprescindível.
A publicação de "Simple Songs" de Jim O'Rourke agorinha mesmo deveria enviar arrepios de prazer pela espinha de quanto peixe sensível à música houvesse no Mar, não sendo assim eu cá estou a ouvi-lo. Este temporário compagnon de route dos Sonic Youth e dos Wilco e experimentador nato, japonês por adopção e espírito livre, acaba de publicar o primeiro álbum em 14 ou 15 anos, deliverando a versão contemporânea mais próxima do que é o verdaedeiro pop rock progressivo, num álbum que demorou cinco anos a fazer. Excelente texto na Uncut deste mês, em que ele revela que é Genesiano convicto, fase Lamb Lies down, assim como todos os outros músicos que tocaram no álbum. Curiosamente, cita como outras influencias os 10cc e os primeiros álbuns de Peter Gabriel e tudo isso faz sentido, de forma pouco linear, mas faz. Os 10cc precisam de ser revisitados, digo para mim mesmo - isto para todos os que conseguirem passar por cima do preconceito enjoativo de I'm not in love - que é excelente mas é como a mayonese nos hamburgeres, é sempre demais.
E um tema puxa o outro, acabo nesse excelente disco que ele publicou em 1999, Eureka, o seu trabalho mais acarinhado - muito mercê de Ghost Ship on a Storm e este excepcional Prelude to 110 or 220 / Women of the World
Parêntesis para trazer à luz essas pinturas marcantes de Mimiyo Tomozawa em Eureka e Insignificance e que definem o álbum mais que o seu conteúdo - tanto que Jim refere que o primeiro não teria saído sem aquela capa. É muito japonês, é muito perverso e é muito penetrante.

E toda a estranheza será recompensada, pelo que desemboco nas alturas tibetanas e na contemplação mística dos Popol Vuh. por via do compositor e pianista / teclista Florian Fricke, num álbum saído há muito pouco pela sempre atenta Soul Jazz Records - Kailash. Temas inéditos em piano solo (mas inspiradores de temas dos Popol Vuh), a banda sonora do filme de exploração mística do monte Kailash lugar sagrado dos Himalaias e o próprio filme compõem esta obra em três peças. A mais interessante parece ser, para já, a segunda, a banda sonora de Kailash. À falta do costumeiro link youtube, fica o site da editora, onde é possível ouvir samples.
http://www.souljazzrecords.co.uk/releases/?id=41244

O ano progride por vias ínvias, avançando e recuando, como sempre acontece com a evolução. Saudemos o tempo.
A publicação de "Simple Songs" de Jim O'Rourke agorinha mesmo deveria enviar arrepios de prazer pela espinha de quanto peixe sensível à música houvesse no Mar, não sendo assim eu cá estou a ouvi-lo. Este temporário compagnon de route dos Sonic Youth e dos Wilco e experimentador nato, japonês por adopção e espírito livre, acaba de publicar o primeiro álbum em 14 ou 15 anos, deliverando a versão contemporânea mais próxima do que é o verdaedeiro pop rock progressivo, num álbum que demorou cinco anos a fazer. Excelente texto na Uncut deste mês, em que ele revela que é Genesiano convicto, fase Lamb Lies down, assim como todos os outros músicos que tocaram no álbum. Curiosamente, cita como outras influencias os 10cc e os primeiros álbuns de Peter Gabriel e tudo isso faz sentido, de forma pouco linear, mas faz. Os 10cc precisam de ser revisitados, digo para mim mesmo - isto para todos os que conseguirem passar por cima do preconceito enjoativo de I'm not in love - que é excelente mas é como a mayonese nos hamburgeres, é sempre demais.
E um tema puxa o outro, acabo nesse excelente disco que ele publicou em 1999, Eureka, o seu trabalho mais acarinhado - muito mercê de Ghost Ship on a Storm e este excepcional Prelude to 110 or 220 / Women of the World
Parêntesis para trazer à luz essas pinturas marcantes de Mimiyo Tomozawa em Eureka e Insignificance e que definem o álbum mais que o seu conteúdo - tanto que Jim refere que o primeiro não teria saído sem aquela capa. É muito japonês, é muito perverso e é muito penetrante.

E toda a estranheza será recompensada, pelo que desemboco nas alturas tibetanas e na contemplação mística dos Popol Vuh. por via do compositor e pianista / teclista Florian Fricke, num álbum saído há muito pouco pela sempre atenta Soul Jazz Records - Kailash. Temas inéditos em piano solo (mas inspiradores de temas dos Popol Vuh), a banda sonora do filme de exploração mística do monte Kailash lugar sagrado dos Himalaias e o próprio filme compõem esta obra em três peças. A mais interessante parece ser, para já, a segunda, a banda sonora de Kailash. À falta do costumeiro link youtube, fica o site da editora, onde é possível ouvir samples.
http://www.souljazzrecords.co.uk/releases/?id=41244

O ano progride por vias ínvias, avançando e recuando, como sempre acontece com a evolução. Saudemos o tempo.
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06 maio 2015
O toque
Dizem que a música é imaterial; que não se prende a
suportes. Que já não há cabeças magnéticas, como aquelas que liam as cassetes. Que
a vida é feita de nuvens, que pairam, electrónicas, sobre as nossas cabeças
desmagnetizadas. Que o contacto físico da agulha e da espira introduz sujidade;
que um vírus maligno se apoderou das relações outrora inocentes.
E ainda acrescentam que tudo cabe numa mão, e se leva todo o
lado. Acabaram com a ansiedade da espera, cada relação se concretiza de
imediato e sem mistério, sem suspiros de antecipação nem gritos de prazer
sonoro. É tudo comprimido, é tudo uma pílula que há que engolir e seguir,
esperando nunca engravidar de sonhos.
E eu digo: pois é. A música sempre foi imaterial. A música
sempre será imaterial e viverá onde tiver que viver. O que já não é o toque, o
objecto, a obra de arte que se desvenda, o cheiro do papel, as fotos a uma cor
de obras anunciadas no paper sleeve. Já não há a raridade: a raridade tornou-se
uma relíquia.
Mas na realidade, quando tudo está disponível, nós é que
podemos não estar disponíveis. E ficarmos raros (e feitos) de papel celofane ou
seda selvagem e não nos apetecer ser trocados de faixa em faixa. Às vezes pode
apetecer-nos sentar e ficar a ouvir o fio de Ariadne que entra no labirinto. E
até fechar os olhos – lá está, desmaterializar-nos.
09 abril 2015
Subterrâneos de Veludo 01
"Subterrâneos de Veludo 01" is a homemade compilation, the first of a series focusing mostly on obscure or less know names in progressive rock field (but not exclusively).
This is intended to be a way of sharing the appreciation for these musicians and for divulgation purposes only. I recommend to buy the originals whenever possible, as I do.
http://rg.to/file/8d0b4fa94734c6f0771cd67a487ba41f/Abril_Progressivo.zip.html
Please enjoy reponsibly...
The Sensitive Kind
Este é um original de um autor que sempre procurou fugir às luzes da ribalta, mas que é altamente influente entre os músicos - basta ver as versões que os seus temas inspiraram - por exemplo, Cocaine, por Eric Clapton. Mas este "Sensitive Kind", de JJ Cale, muito low profile no original, revelou algumas boas versões.
o original
John Mayall
Carlos Santana
o original
John Mayall
Carlos Santana
04 abril 2015
Aventuras no Mato: Osamu Kitajima
O Peru sempre a desbravar caminhos.
Há muita música por conhecer.
http://en.wikipedia.org/wiki/Osamu_Kitajima
Há muita música por conhecer.
http://en.wikipedia.org/wiki/Osamu_Kitajima
The Royal Philarmonic Orchestra Plays Prog Rock Classics
| 1. ELP Suite: Tarkus / From the Beginning / Tarkus (Reprise) | 6:39 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 2. Comfortably Numb | 6:46 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 3. Thick as a Brick | 6:27 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 4. 21st Century Schizoid Man | 6:54 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 5. Focus II | 4:02 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 6. Nights in White Satin | 4:35 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 7. Think of Me with Kindness | 4:22 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 8. Roundabout | 8:40 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 9. Watcher of the Skies | 6:14 | £0.99 | Buy MP3 | |
| 10. Red Barchetta |
http://www.amazon.co.uk/gp/product/handle-buy-box/ref=dp_start-bbf_1_glance
(a ser lançado a 20 de Abril)
A Royal Philarmonic Orchestra a tocar alguns dos Hits (sacrilégio!) do rock progressivo. Curioso percurso, o de uma música qur vai buscar algumas das suas raíazes à música erudita e acaba a receber versões orquestrais. Mas é natural que cada vez mais haja mais re-interpretações, versões e homenagens. Começa a ser claro onde está a música que vai perdurar, porque os anos vão passando, e quem tem ouvidos vai filtrando. Seria obviamente disparatado dizer que só o chamado (e digo chamado porque ele engloba tantas coisas diferentes...) rock progressivo merece perdurar. A música popular produziu diamantes de três acordes em três minutos, muitos. O que ficará dos ultimos cem anos é a explosão da musica popular, da música feita pelo povo para o povo e não pelas elites para as elites. Mas o rock progressivo terá o seu lugar de música erudita - aquela que satisfaz os que se cansam de ouvir sempre diamantes de três minutos.
Pelos excertos, dá para perceber que está feito com gosto. Deve ser interessante assistir a um concerto ao vivo...
03 abril 2015
Starless - As versões
Um tema seminal dos anos 70 (King Crimson) vai recebendo o reconhecimento que merece... Conheces outras versões?
After Crying
Craig Armstrong
The Unthanks
Neal Morse
Crimson Jazz Trio
After Crying
Craig Armstrong
The Unthanks
Neal Morse
Crimson Jazz Trio
24 março 2015
Mariazinha
É uma vergonha que as barreiras políticas e algumas outras de puras palas radiofónicas nos afastem do ouro sonoro Português. E tanto haveria que dizer sobre isso, tanto haveria que descartar como pirite dos tolos. Este não.
22 março 2015
2015 - What's new, pussycat?*
* Segundo o guião de Woody Allen para o filme do mesmo nome de 1965, com Ursula Andress e Peter O'Toole...
Aqui ficam umas pistas sobre o que de relevante se tem publicado este ano.
Aqui ficam umas pistas sobre o que de relevante se tem publicado este ano.
Africa Express – Tery Riley’s in C Mali –
A peça classica do compositor minimalista Terry Riley é revisitada por um grupo de percussionistas do Mali, resultando numa leitura espantosa...
Björk – Vulnicura
(Ver artigo aqui no Peru)
Benjamin Clementine - At Least For Now
Eberhard Weber - "Encore"
O baixo fluido de Eberhard Weber, numa série de encores de concertos de há uns anos atrás, em complemento ao anterior "Resumé" e agora que um severo ataque cardíaco o deixou incapaz de tocar.
Father John Misty -" I Love you, Honey Bear"
Jack De Johnette – "Made in Chicago"
Sufjan Stevens – "Carrie and Lowell"
O regresso ao intimismo pré "Age of Adz"; um álbum que tem como inspiração a Mãe e o Padrasto.
(sai a 30 de Março)
(sai a 30 de Março)
TheWaterboys - "Modern Blues"
Ouve-se bem, tem bons temas.
Zun Zun Egui - "Shackles Gift"
Um cruzamento endiabrado de rock, jazz, e africa...
13 março 2015
O Vulcão Islandês e a sua cura - Björk e o novo álbum, "Vulnicura"
“Who is open-chested
And who has coagulated?”
“Vulnicura” começou por ser notícia pela fuga imprevista do álbum para os sítios do costume na net em Janeiro deste ano, antecipando assim o seu lançamento em quase dois meses. A editora de imediato disponibilizou o disco no Itunes. Naturalmente, quando está em causa um disco novo de uma das desbravadoras do desconhecido musical, a curiosidade é grande. Mais ainda quando a sua última experiência, “Biophilia”, explorando a ligação com o Natureza e o Universo em formato multi-conteudo, não foi particularmente conseguida.
É sempre uma boa forma de começar o ano, musica nova desta Islandesa universal e curiosa.
As primeiras audições revelaram um disco pessoal, contido e magoado. Sabe-se que o disco se segue a um rompimento amoroso, o que dá o contexto. Os temas voltam a entrar mais no onirismo poético de Björk e sustentam-se em malhas delicadas, tecidas de percussões esparsas. Voltam também as cordas, que tão boa companhia fizeram nos seus primeiros trabalhos. Não com o efeito bombástico que tiveram em temas como “Bachelorette”, mas mais como uma rede emocional que envolve as canções e lhes dão uma expressão mais… romântica, no sentido estilístico do termo.
Confirma-se o estado de fragilidade emocional, por exemplo em temas como Dark Lake (“Our love was my womb / But our bond has broken /My shield is gone /My protection is taken), que nos seus dez minutos se desenvolve em estado de suspensão entre cordas e percussões eletrónicas profundas. A voz da cantora baixa para o extremo mais grave, como acontece também no inicial “Stone Milket” ou em “History of Touches”, título que só por si é um manifesto de emoções. O tom é directo e confessional: “Family was always our sacred mutual mission /Which you abandoned”
Vários temas estendem-se além do formato curto da canção pop – que, não sendo o texto de muitas composições de Björk, não deixa de ser o molde de grande parte delas.
A participação de Anthony em Atom Dance é um dos momentos mais conseguidos, com Anthony a fornecer um contra-ponto à devastação emocional: “When you feel the flow as primal love/
Enter the pain and dance with me / We are each other's hemispheres”
Enter the pain and dance with me / We are each other's hemispheres”
Na inquietação rítmica e no intimismo este disco faz-nos voltar a “Vespertine”. Curiosamente, dois discos começados por V e com uma só palavra por título. No entanto, este último, além de não gozar do aconchego psicológico das cordas (descontando uma harpa), é mais coral e tranquilo. Nas águas agitadas por estremeções rítmicas leves de “Vespertine” não se sente o fundo escuro de “Vulnicura”, antes a serenidade de um momento de reflexão e uma contemplação entusiasmada da existência – que tem o seu momento mágico em “Pagan Poetry”, um dos seus melhores temas. No disco deste ano, é a força telúrica, não a da Terra que movia montanhas num dos seus vídeos mais conhecidos, mas a que faz tremer os humanos.
Dou por mim a pensar que “Vespertine” tem muito a ver com Aerial , de Kate Bush, ambos como trabalhos de maturidade serena e domínio da sua arte. Em ambos perpassa um sentido de resolução, de vida resolvida – que é o que falta em “Vulnicura”. Bom, é verdade que em “Aerial” há um tema quasi-metafísico sobre uma máquina de lavar roupa (“Mrs. Bartolozzi”), e isso não existe em “Vulnicura”…
Aquilo que não falta é o habitual cuidado com a imagem, com a criação de uma estética própria para cada um dos seus discos. Neste caso, a fotografia de Björk com um fato negro e “plumas”azuis e amarelas em volta da cabeça. De notar a ferida no peito, quase uma chaga da imagética católica, é uma fenda aberta por onde sai a dor, mas entra o mundo; e que no caso vertente assume um conteúdo quase sexual. Como sempre, um trabalho de Björk é um todo de sentido e forma.
Que a separação dos amantes é um momento poderoso de criação intensa é vulgaridade amplamente atestada. Björk deu-nos o seu momento de dor com toda a expressão artística e intensidade. Esperemos que à catarse se siga a paz, e que em breve possamos ouvir Björk mais forte, renovada e tão intranquilamente sedutora como costuma ser.
15 fevereiro 2015
10 fevereiro 2015
David Gilmour / Rick Wright - Barn Jams
There's more where this one came from... Look for it on YouTube
Stu Goldberg - "SOLOS, DUOS E TRIO"
Rare groove, never released on CD - keyboardist Stu Goldberg with indian violinist L. Subramaniam and guitarrist Larry Coryell. Oriental Delight, music of joy.
Miroslav Vitous - "First Meeting"
Groove de hoje: Miroslav Vitous com o fantástico baterista norueguês Jon Christensen, Jon Surman (sax e clarinete) e Kenny Kirkland (piano). Album "First Meeting", de 1980, ECM
31 janeiro 2015
MAA - Parallelograms
E aqui vai um alerta do Perú: A MAA Music Addicts Association tem uma estação de radio, na qual existem interessantíssimos programas de autor. Um deles - Parallelograms (creio que segundo o disco homónimo de Linda Perhacs), da autoria de Jaime Lebre - tem uma programação que vale a pena ser ouvida. Deitem o ouvido a isto: http://maaradio.podbean.com/category/parallelograms/
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