Uma passagem pelo Brasil devolve-me ao espetáculo criativo intenso da musica brasileira, e mais um livro sobre Elis, focado na sua vida musical, "Elis, uma biografia musical", de Arthur de Faria, que se lê como água que corre. Livro informado, cultivado e apaixonado, envolvido com a personagem mas mantendo a distância do historiador.
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Mas nada como o objeto de tanta devoção: chega a ser assustadora a capacidade de Elis se entregar ao tema, de expôr as suas emoções através da musica, às vezes de forma intensa e pessoal, outras teatral, como estes dois exemplos mostram.
15 novembro 2016
14 novembro 2016
Sincerely, L. Cohen #1
Aos poucos, a mente vai-se habituando a que o Mestre já não está entre nós e que não escreverá mais, poemas ou música. Não cantará com a voz grave e profunda. Aos poucos, como com David Bowie, percebe-se ainda melhor a sua despedida, a forma como nos disse que estava pronto. Aos poucos, temos que nos habituar à imortalidade de Cohen, porque a sua mortalidade já nos escapou.
Pink Floyd - Paintbox
Agora que saiu uma mega-caixa de raridades dos Floyd The Early Years 1965-72 (amigos, o Natal está à porta!), sabe bem voltar a ouvir os primeiros singles do grupo, da era de Syd Barrett. Este Paintbox é um dos meus temas favoritos dos PF. Bem lá no início, Rick Wright, tão mal tratado depois por Roger Waters, que o pôs fora da banda e o usou como músico contratado (!), faz deste tema uma relíquia de subtileza e movimento - ao que muito ajuda o também subestimado Mason, que cria mais um dos seus transportes rítmicos únicos.
"Paint Box"
Last night I had too much to drink
Sitting in a club with so many fools
Playing to rules
Trying to impress but feeling rather empty
I had another drink
Drink - a - drink - a - drink - a - drink
What a way to spend that evening
They all turn up with their friends
Playing the game
But in the scene I should have been
Far away
Away - away - away - away - away
Getting up, I feel as if I'm remembering this scene before
I open the door to an empty room
Then I forget
The telephone rings and someone speaks
She would very much like to go out to a show
So what can I do - I can't think what to say
She sees through anyway
Away - away - away - away - away
Out of the front door I go
Traffic's moving rather slow
Arriving late, there she waits
Looking very angry, as cross as she can be
Be - a - be - a - be - a - be - a - be
Getting up, I feel as if I'm remembering this scene before
I open the door to an empty room
Then I forget
25 agosto 2016
13 agosto 2016
PERCURSO ALTERNATIVO DE VERÃO
Hoje pus-me a pensar qual poderia ser o percurso musical alternativo de Verão, sem passar pela musica ambiente de esplanada e fazendo slalom entre a pimbalhada sonora que grita e agita sem razão as ondas de ar estival. Uma banda sonora para o verdadeiro, profundo Verão. E então surgiu esta sequência, preparada para ser desfiada enquanto o cidadão se senta numa cadeira, caipirinha na mão, e olha o azul do mar.
31 julho 2016
05 julho 2016
23 maio 2016
Matte Kudasai: versão alternativa
Versão alternativa do single de Discipline, dos King Crimson, com mais trabalho de sustain de Fripp. Deve ser o único caso em que acho que é Fripp a mais, porque o original tem uma leveza e suspensão que esta versão perde. Boa escolha da produção para o disco original, portanto...
22 maio 2016
15 maio 2016
08 maio 2016
31 março 2016
Don't Worry, I've got it covered 2015 (chouriço nº1)
Queridos Peruanos,
O ano de 2015 demorou a digerir (como todos os anos), mas depois de algum tempo de repouso para deixar o pó levantar, começa a surgir matéria sólida. Matéria que foi transformada em embutido tradicional, embalada e pronta a consumir, sob a forma de Chouriço #1. Este produto de fumeiro contém versões. Ou, numa exceção (de acordo com a grafia modernizada), reedições. Eis, portanto, o chouriço nº1: Don't worry, I've got it covered 2015, by DJ Porkka, o vosso DJ não dançante de serviço.
A seu tempo sairão outros chouriços, assim o Porkka esteja para aí virado.
http://ul.to/1t69xfna
Listagem dos produtos utilizados:
(nenhum animal foi molestado durante a concepção e produção deste enlatado e todos os samples se destinam ao consumo moderado e civilizado, com vista à compra dos originais).
Encriptado com 7 zip
01. Jono McClery - Age of Self (cover de Robert Wyatt)
02. The Arcs - Stay In My Corner (cover de The Dells)
03. Duane Eddy - Peter Gunn (cover de Henry Mancini)
04. The Surfaris - Apache (cover de The Shadows)
05. The Unthanks - Sexy Sadie (cover de The Beatles)
06. Diana Krall - I'm Not in Love (cover de 10cc)
07. Diana Krall - Alone Again (Naturally) (cover de Gilbert O'Sullivan)
08. Crippled Black Phoenix - Echoes Pt.1 (cover de Pink Floyd)
09. Esben and the Witch - Planet Caravan (cover the Black Sabbath)
10. Kurt Vile - Pretty Boy (cover de Randy Newman)
11. The Unthanks - AlifibAlifie (cover de Robert Wyatt)
12- Crippled Black Phoenix - Echoes Pt. 2 (cover de Pink Floyd)
13.Kurt Vile & Steve Gunn - 60/40 (cover de Nico)
O ano de 2015 demorou a digerir (como todos os anos), mas depois de algum tempo de repouso para deixar o pó levantar, começa a surgir matéria sólida. Matéria que foi transformada em embutido tradicional, embalada e pronta a consumir, sob a forma de Chouriço #1. Este produto de fumeiro contém versões. Ou, numa exceção (de acordo com a grafia modernizada), reedições. Eis, portanto, o chouriço nº1: Don't worry, I've got it covered 2015, by DJ Porkka, o vosso DJ não dançante de serviço.
A seu tempo sairão outros chouriços, assim o Porkka esteja para aí virado.
http://ul.to/1t69xfna
Listagem dos produtos utilizados:
(nenhum animal foi molestado durante a concepção e produção deste enlatado e todos os samples se destinam ao consumo moderado e civilizado, com vista à compra dos originais).
Encriptado com 7 zip
01. Jono McClery - Age of Self (cover de Robert Wyatt)
02. The Arcs - Stay In My Corner (cover de The Dells)
03. Duane Eddy - Peter Gunn (cover de Henry Mancini)
04. The Surfaris - Apache (cover de The Shadows)
05. The Unthanks - Sexy Sadie (cover de The Beatles)
06. Diana Krall - I'm Not in Love (cover de 10cc)
07. Diana Krall - Alone Again (Naturally) (cover de Gilbert O'Sullivan)
08. Crippled Black Phoenix - Echoes Pt.1 (cover de Pink Floyd)
09. Esben and the Witch - Planet Caravan (cover the Black Sabbath)
10. Kurt Vile - Pretty Boy (cover de Randy Newman)
11. The Unthanks - AlifibAlifie (cover de Robert Wyatt)
12- Crippled Black Phoenix - Echoes Pt. 2 (cover de Pink Floyd)
13.Kurt Vile & Steve Gunn - 60/40 (cover de Nico)
09 fevereiro 2016
Jon Lord, Ashton, Gardner & Dyke - The Last Rebel - 1971 Soundtrack
Jon Lord, dos Deep Purple/ Whitesnake é um dos autores desta banda sonora de um filme esquecido (parece que justamente...) saído em 1971. Uma curiosidade e uma peça de época...
12 janeiro 2016
Um Bowie por dia nem sabe o bem que lhe fazia
Durante o mês (espero), haverá aqui Bowie, do menos óbvio, do que não sai no Greatest Hits, mas também desse. É (quase) tudo bom
27 dezembro 2015
Peace dos King Crimson tocado na tournée atual
Musica de Natal...da boa
Os King Crimson, no tour atual, tocaram este tema de 1970, do álbum "In the Wake of Poseidon"
25 setembro 2015
The Best
Agora percebi porque é que tantos nomes consagrados do indie, do alt.folk. do folk começaram a lançar discos em catadupa: Setembro vai sair em Outubro (e Novembro) nas revistas da especialidade e está na altura de elas começarem a escolher os melhores do ano. Sucks.
14 setembro 2015
De regresso ao passado... para variar...
(The New) Rotary Connection, "Hey love"
Love has fallen on me... E está tudo dito...
28 agosto 2015
19 agosto 2015
O que liga os Supertramp aos King Crimson: Robert Palmer-James
Robert Palmer-James é mais uma das figuras quase desconhecidas, caídos no esquecimento apesar de terem participado em alguns dos grandes trabalhos dos anos 70 que conhecemos e de ter trabalhado em Música continuamente desde essa altura…
Compositor, guitarrista e sobretudo letrista, RPJ fez parte do trio da primeira formação dos Supertramp, inclusivamente é o responsável pela escolha do nome do grupo (a partir da obra do poeta William Henry Davies (1871-1940) The Autobiography of a Super-Tramp). Escolha discutível, pelo menos em Português… Este, a par com o menor "Indelibly Stampede", são os álbuns menos conhecido da banda, muito antes de eles ascenderam ao estrelato em Inglaterra com “Crime of the Century” e antes do sucesso retumbante de “Breakfast in America” de 1979. De escrita menos sinfónica, com temas mais directos e mais excursões instrumentais, é, mesmo assim, um álbum com momentos interessantes e que vale a pena ouvir.
Amigo desde sempre de John Wetton, foi ele quem escreveu as letras dos King Crimson após os primeiros álbuns, da responsabilidade Peter Sinfield – “Larks' Tongues in Aspic”, “Starless and Bible Black” e “Red”. O trabalho terá sido mais uma “encomenda” do que propriamente uma participação na banda, considerando inclusivamente que RP-J já vivia na Alemanha na altura. Do ponto de vista dos temas, contrastou com o estilo mais lírico e enigmático de Sinfield. Curiosamente, a banda deu-lhe total liberdade artística para criar as letras. É dele um dos melhores temas de todo o progressivo, o emblemático “The Nightwatch”, sobre a vida de Rembrandt e que é um pequeno e magnífco trabalho de miniatura sobre a Holanda do Séc. XVII – um tema que certamente poucas vezes se pensaria ver tratado por uma banda de rock. Este tema, assim como “Lament”, foi escrito antes dos King Crimson. Outros temas imediatamente associados com “clássicos” dos Crimson escritos por ele são “Book of Saturday” e “Starless”, por exemplo.
RP-J ainda vive em Munich, onde tem feito parte de vários projetos musicais (incluindo o da banda... Munich) e esteve muito ativo nos anos 80, compondo centenas de letras para temas de gente tao díspar como La Bionda, Gilbert Montagné, Mireille Mathieu, Patrick Duffy, Moti Special, Michael Cretu e Sandra. Hoje em dia dá concertos em bares com a sua banda.
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