13 maio 2010


Desculpem voltar ao passado. Mas no futuro todos seremos famosos por 15 minutos (e quem o disse disse-o nos anos 60, foi famoso muito mais que 15 minutos e já não está entre nós... em corpo), e eu não quero ser famoso. Portanto, resta-me o passado.

Virar a cara para trás é, em muitos aspectos, uma aventura mais fascinante que prescrutar o futuro. A quantidade de desconhecido é muito semelhante, com a vantagem de que podemos ligar algumas coisas e perceber o que se passou; o que se torna bem mais difícil com o futuro...

Vai daí, caíram-me os Fruupp na sopa. Banda irlandesa, anos 70, pouco relevada nas cartilhas do rock progressivo. Por serem irlandeses? Por terem sido publicados, pela Dawn, uma editora semi-obscura? (tenho um belo vinil que a contra-luz revela uma cor púrpura misteriosa.... de acordo com um livro que li sobre os tipos de vinis que existem - sim, existem livros sobre isto e existem tipos que os leem - é um vinil raro).

Estes são os factos:

Fruupp

From Wikipedia, the free encyclopedia

Formed in early 1971, Fruupp were an early 1970s progressive rock band, which originated in Northern Ireland, but developed a fan base in the UK. They released several albums, including Future Legends (1973), Seven Secrets (1974), The Prince of Heaven's Eyes (1974), and Modern Masquerades (1975). They were relatively popular, particularly on the student scene, and as a support group (they supported Genesis and Queen on their UK tour in 1974) but never quite made into it the big time.
Most of the artwork on their album covers was created by bassist/singer Peter Farrelly.
Stephen Houston left the band in January 1975 and became a Christian activist, to be replaced by John Mason, who can be heard on their final album, Modern Masquerades, produced by King Crimson founder and multi-instrumentalist Ian McDonald, who also played saxophone on it.
The band eventually broke up in December 1976.
There were rumours at the end of 2006 of a possible reunion tour, including a statement by Stephen Houston on his website that he was: "definitely open to the possibility of a reunification tour if management, funding and the band members personal lifestyles could handle the upheaval."[citation needed]

[edit]Personnel


Dito isto, que é pouco e circunstancial, os Fruupp são uma das minhas bandas preferidas do progressivo, dado o seu carácter semi-medieval, exploratório, apaixonado, cruzando rock e música clássica, e dada a sua apetência por digressões instrumentais (às vezes no limite do razoável, é certo), mas não poucas vezes roçando o génio ao criarem formas novas nunca antes ouvidas. O vocalista não é nenhum Van Morrison. So what?? O design dos álbuns é um bocadinho indigente. Mas o que esperam da Irlanda do Norte, primeira metade dos anos 70???

Vá lá, para quem quiser pode ir a  http://sharebee.com/d8e30d42  e tirar de lá o "Modern Masquerades". Recomendo também, vivamente, o "Seven Secrets". 

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