20 janeiro 2012
o YouTube
Já alguém aqui disse - penso que foi o el K - que o YouTube se tornou numa das melhores (senão a melhor) enciclopédia musical de sempre... É incrivelmente verdade! Tem tudo. E cada vez mais se vão encontrando preciosidades. Há mais de 25 anos era difícil encontrar nas discotecas música dos anos 70, pelo menos a que eu (este "eu" é colectivo) ouvia. Ou vinha de fora por importação, ou cravávamos alguém que fosse ao estrageiro para nos trazer uns discos. Lembro-me do meu pai levar para Londres uma lista com Mahavishnu Orchestra, King Crimson, Santana (o álbum Oneness), etc. Trouxe-me o Birds of Fire, o Lark's Tongues in Aspic e o Selling England by the Pound... Nada de Oneness. Agora basta digitar no YouTube... O mais engraçado é que já podemos ver os músicos a tocar, os concertos, os instrumentos, toda a atmosfera da época... E ainda mais engraçado é podermos fazer a comparação entre a realidade e as imagens que mentalmente construímos a partir do que simplesmente ouvíamos (imagens mentais que por vezes duraram décadas). É verdade que às vezes a constatação da realidade é uma desilusão: há uns concertos do Jeff Beck com o Santana, dos anos 80, por exemplo, em que a forma como eles estão vestidos envergonha qualquer um (apesar da música fantástica)... A figurinha do Robert Plant em NY 1973 (The Song Remains the Same e No Quarter) também não prima lá muito pela qualidade (há um hibridismo de género que não bate lá muito certo...). Já ver o Robert Wyatt a tocar bateria e a cantar na primeira formação dos Soft Machine é sublime. O Billy Cobham com o Herbie Hancock, fantástico... Enfim, são as novas tecnologias ao nosso serviço - como é suposto!
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