22 julho 2012

Descoberta Arqueológica: Smith Perkins Smith



Um dos prazeres da música é a descoberta. É gratificante descobrir uma obra nova e ouvi-la, estabelecer ligações, enquadrá-la no seu tempo, tentar medir o seu valor relativo.


Muitas vezes, ao varar pilhas de discos em segunda mão, surgem álbuns, quantas vezes a preços ridículos, que nos fazem parar e interrogar: “o que será isto?” Há alguns sinais que nos levam a identificar obras potencialmente interessantes, como os músicos que participam, a capa, a editora…Às vezes arrisco e compro alguns discos que não conheço (nem sempre é possível ouvir tudo antes de comprar ). Tenho tido algumas boas surpresas...





Um destes dias, numa pilha de discos em promoção passei por este “Smith Perkins Smith”, quase o descartava pela carta pirosa, mas depois olhei para a contra-capa e vi um trio cabeludo, uma edição Island de 1972 e pensei “vale a pena arriscar”.

Depois de pôr o disco a tocar e fazer alguma pesquisa, confirma-se: é uma boa obra americana dos anos 70, no género soft rock, bem composta, bem cantada, bem orquestrada. Tornou-se mesmo um clássico do soft rock americano, li algures. O que não quer dizer que seja som soporífero e melodias a desfazer-se. Há aqui um som consistente, mas eminentemente acústico, apoiado nas guitarras, piano e com um bom trabalho de vozes.

Há influencia nítida de Crosby, Still & Nash em temas como "Mighty Good Time". ou em baladas como “Say no More”.

É o único trabalho da banda.

Os músicos são os irmãos Steve and Tim Smith, a que se juntou para o disco Wayne Perkins, que foi apontado como substituto para Mick Talor e que viria a fazer dois discos com os Stones (  “Black and Blue” e “Tattoo You”

Para aqueles que se identificam com esta área musical, um trabalho muito interessante e que vale a pena procurar.

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