Muitas vezes, ao varar pilhas de discos em segunda mão, surgem álbuns, quantas vezes a preços ridículos, que nos fazem parar e interrogar: “o que será isto?” Há alguns sinais que nos levam a identificar obras potencialmente interessantes, como os músicos que participam, a capa, a editora…Às vezes arrisco e compro alguns discos que não conheço (nem sempre é possível ouvir tudo antes de comprar ). Tenho tido algumas boas surpresas...
Um destes dias, numa pilha de discos em promoção passei por
este “Smith Perkins Smith”, quase o descartava pela carta pirosa, mas depois
olhei para a contra-capa e vi um trio cabeludo, uma edição Island de 1972 e pensei “vale
a pena arriscar”.
Depois de pôr o disco a tocar e fazer alguma pesquisa,
confirma-se: é uma boa obra americana dos anos 70, no género soft rock, bem
composta, bem cantada, bem orquestrada. Tornou-se mesmo um clássico do soft
rock americano, li algures. O que não quer dizer que seja som soporífero e
melodias a desfazer-se. Há aqui um som consistente, mas eminentemente acústico,
apoiado nas guitarras, piano e com um bom trabalho de vozes.
Há influencia nítida de Crosby, Still & Nash em temas
como "Mighty Good Time". ou em baladas como “Say no More”.
É o único trabalho da banda.
Os músicos são os irmãos Steve and Tim Smith, a que se juntou
para o disco Wayne Perkins, que foi apontado como substituto para Mick Talor e
que viria a fazer dois discos com os Stones (
“Black and Blue” e “Tattoo You”
Para aqueles que se identificam com esta área musical, um
trabalho muito interessante e que vale a pena procurar.

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