Já tenho falado a amigos e conhecidos deste álbum raro do
Duncan Browne – guitarrista/compositor inglês, injustamente desconhecido do
grande público.
Infelizmente desaparecido do mundo dos vivos em 1993 com apenas
46 anos de idade, Duncan Browne já beneficiava, ainda muito jovem, de formação
musical superior em harmonia e composição, quando decidiu ajustar a sua
experiência clássica à guitarra elétrica, influenciado por grupos como os Beatles
e os Moody Blues, entre outros vanguardistas e precursores da música “psicadélica”
e “progressiva” que caracterizou as décadas de 60 e 70, do século passado.
Não me vou alongar sobre o percurso artístico de Duncan
Browne. Há matéria na net, ainda que não muita, disponível para os mais
curiosos, bem como um registo integral (não bom mas decente) do “Streets of Fire” no Youtube. Apenas acrescentaria para os mais atentos que
o Duncan foi, conjuntamente com Peter Godwin, o criador do projeto Metro – uma
experiência de fusão com ingredientes de Glam (David Bowie, Roxy Music, T. Rex…)
e Rock progressivo. Recordam-se do “Criminal World” do Bowie? Pois vale a pena conhecer
a versão original desta música dos Metro (1976) … de resto, não é o único
exemplo de interpretações bem-sucedidas de temas do Duncan…
Indo diretamente ao objeto deste breve (eu queria que fosse…)
apontamento, o “Streets of Fire” (1979) é o álbum que sucede ao “The Wild
Places” (1978) e representa o pináculo de uma fase particularmente inspirada na
carreia do compositor. Trata-se de um trabalho muito bonito e coeso, delicado e
atmosférico, que contém qualquer coisa de nostálgico – a última música é o clímax
desta atmosfera melancólica…
Antecipando bastante do que se viria a fazer mais tarde, nos
anos 80, o álbum alia de uma forma muito natural (quase impercetível) elementos
do “Progressivo” e do “Glam”, dando origem a esta espécie invulgar de “Glamour
Sinfónico” (começo a ficar cansado destes rótulos, ainda que lhes reconheça o
mérito da comunicação).
Vale a pena conhecer…

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