20 julho 2012

Streets of Fire



Já tenho falado a amigos e conhecidos deste álbum raro do Duncan Browne – guitarrista/compositor inglês, injustamente desconhecido do grande público.

Infelizmente desaparecido do mundo dos vivos em 1993 com apenas 46 anos de idade, Duncan Browne já beneficiava, ainda muito jovem, de formação musical superior em harmonia e composição, quando decidiu ajustar a sua experiência clássica à guitarra elétrica, influenciado por grupos como os Beatles e os Moody Blues, entre outros vanguardistas e precursores da música “psicadélica” e “progressiva” que caracterizou as décadas de 60 e 70, do século passado.

Não me vou alongar sobre o percurso artístico de Duncan Browne. Há matéria na net, ainda que não muita, disponível para os mais curiosos, bem como um registo integral (não bom mas decente) do “Streets of Fire” no Youtube. Apenas acrescentaria para os mais atentos que o Duncan foi, conjuntamente com Peter Godwin, o criador do projeto Metro – uma experiência de fusão com ingredientes de Glam (David Bowie, Roxy Music, T. Rex…) e Rock progressivo. Recordam-se do “Criminal World” do Bowie? Pois vale a pena conhecer a versão original desta música dos Metro (1976) … de resto, não é o único exemplo de interpretações bem-sucedidas de temas do Duncan…

Indo diretamente ao objeto deste breve (eu queria que fosse…) apontamento, o “Streets of Fire” (1979) é o álbum que sucede ao “The Wild Places” (1978) e representa o pináculo de uma fase particularmente inspirada na carreia do compositor. Trata-se de um trabalho muito bonito e coeso, delicado e atmosférico, que contém qualquer coisa de nostálgico – a última música é o clímax desta atmosfera melancólica…

Antecipando bastante do que se viria a fazer mais tarde, nos anos 80, o álbum alia de uma forma muito natural (quase impercetível) elementos do “Progressivo” e do “Glam”, dando origem a esta espécie invulgar de “Glamour Sinfónico” (começo a ficar cansado destes rótulos, ainda que lhes reconheça o mérito da comunicação).

Vale a pena conhecer…

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