Foi-se, depois de um coma. Mercedes Sosa, argentina às vezes emigrada, deixou-nos. Nas suas convicções fortes sabia que "todo cambia". A sua voz, forte e segura, sabia também que "en Buenos Aires los sapatos son modernos / pero no lucen como en la plaza de um pueblo". A sua voz era uma dádiva, e manteve-se até ao fim, enquanto os orgãos falhavam. Talvez a voz não quisesse deixar o corpo. Tavez a voz se quisesse imortalizar para além do corpo.
É sempre a maior perda, mas felizmente para nós fica matéria que ilumina. Perdemos a Mercedes, continuamos a ganhar muito com o muito que nos deixou.
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