Acabei de ouvir pela primeira vez o novíssimo e badalado disco de Peter Gabriel, "Scratch my back", versões de favorito pessoais despidas de guitarra e bateria. Até aí tudo bem. Paul Simon, Elbow, Neil Young, David Bowie têm o peso que têm e os temas aqui versados têm uma qualidade que suporta serem despidos e transformados (como Cat Power já fez e bem).
Quem não suporta bem é o ouvinte. O bocejo ocasional intromete-se entre as massas orquestrais pesadas e as versões despidas ao piano. Diz ele que é para dar relevo às letras. O que é capaz de ser difícil se a voz monocórdica e a suave digestão orquestral conduzirm o ouvinte a um sonito repousante. Digo eu.
Como a ideia do scratch my back é retribuir em temas de Gabriel cantados pelos autores destes temas aqui editados, sugiro que se vinguem.
Fica a aguardar uma segunda oportunidade.
A capa, essa sim, merece um prémio.

Apesar de tudo, esta versão do scratch my back parece-me mais interessante:
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