29 fevereiro 2012

Beirut - Vagabond

Um dos melhores trabalhos do ano passado ('The Riptide') tem vídeo novo para um dos temas - e giro.

28 fevereiro 2012

Som para uma manhã de nevoeiro galáctica

Neste dia que começa com nevoeiro cerrado, o som a entranhar é esta extraordinária peça dos Tangerine Dream, chamada Ultima Thule, pt.2.

Que o espaço esteja convosco!

Mais informação sobre o tema em: http://www.headheritage.co.uk/unsung/review/1707/

27 fevereiro 2012

26 fevereiro 2012

Este Peru tem estado preguiçoso... Não faz os trabalhos de casa e não apresenta novidades... estará a ser afectado pela crise? Falta-lhe o subsídio? Vá lá saber-se....

Aqui ficam algumas das últimas entradas em vinil, ao sabor da pena e como pretexto para explorações musicais, a serem feitas, coom convém, em todas as direções e em direção a todos os tempos.


PENTANGLE - REFLECTION - UK - 1971

Registo de 1971 para a banda de Terry Cox, Bert Jansch, Jacqui McShee, John Renbourn and Danny Thompson.

Jazz Folk sereno, set semi-acústico, com wah-wah ocasional, num mix de originais e temas tradicionais (como o famosos 'will the circle be unbroken'). Dois guitarristas de eleição, John Renbourne e Bert Jansch, a participar nas sessões conforme o estado de sobriedade, reza a história. Muito recomendado.


FANYY HILL - FANNY HILL - UK 1972



Primeira banda rock só de mulheres a ser editada numa major no Reino Unido.Originais e versões, como a de 'Hey Bulldog' dos Beatles, num estilo influenciado pelos Stones. Uma curiosidade.





CREAM -LIVE CREAM - UK, 1970

O primeiro power trio numa demontração de força em palco, no seu primeiro live, com alguns temas da banda, como o gutsy 'N.S.U.' ou blues tradicionias, como 'Rollin' and Tumblin', e ainda um tema de estudio, 'Lawdy Mama'. Não constam aqui os temas mais famosos da banda, que vai buscar material ao primeiro LP, 'Fresh Cream', e o apresenta aqui retrabalhado pela força da estrada e já num estádio de evolução consideravalmente distante do primeiro registo.



VA - HEADS TOGETHER / FIRST ROUND - UK, 1971



Coelctânea de 1971 o selo Vertigo com alguns dos melhores artistas da editora à data: Jade Warrior, Legend, Tudor Lodge, Nirvana, Sunbird, Jimmy Campbell, Magna Carta, Martin Carthy, John Dummers Famous Music Band, Assagai, Daddy Longlegs.

Respect!




SANTANA - THE SWING OF DELIGHT - USA, 1980


Santana de período intermédio, entre o fervor místico que dominou a maior da parte da produção dos anos 70 (aqui ainda assina como Devadip Carlos Santana) e o regresso aos sons tropicais nos anos 80. Santa abandona aqui o funk meio azedado de álbuns como Marathon em favor de um musicalidade mais jazzy, com uma banda em que se destacam Herbie Hancock e Wayne Shorter. Destaque para os temas em que o pendor mais lírico da guitarra de Santana ressalta, como este 'Love Theme from Spartacus'.



LEONARD COHEN - RECENT SONGS - USA / CANADA 1979



O regresso de Cohen à sobriedade, depois do falhanço crítico de 'Death of a Ladies Man', inquinado pela veia megalómana de Phil Spector (mas um bom álbum, que tem vindo a ser ressuscitado pela crítica, que começa a ver para além da wall of sound spectoriana). Temas de recorte clássico, que curiosamente Cohen tem ignorado na sua serie recentes de espectáculos ao vivo. Gosto particularmente deste 'The Traitor'.



E isto tudo praticamente sem sair dos anos 70 (o Santana é de 80)...há que mergulhar nesta época rica de música, forte, experimental, orgânica e fantástica.

15 fevereiro 2012

Nina Simone - A Single Woman



Em 2003, Nina Simone morreu durante o sono, na sua casa no Sul de França. O seu último álbum, , " A Single Woman", data de 1993. Entre versões mais ou menos felizes e um original, deixou alguns temas de interpretação profunda, quiçá autobiográfica, como é o caso do tema-título. A sua voz está já quebrada e nalguns tons roça o limite da afinação, o que, aliado à sua impressionante singularidade, torna este tema pungente e um statement de vida.



I live alone.
That hasn’t always been easy to do.
But just a single woman;
Some times as night the walls talk back to me.
They seem to say
Wasn’t yesterday, a better day.

Always alone at home or in a crowd;
A single woman out on a private cloud;
Caught in a world few people understand.
I am what I am…only one single woman.

There was a time…I can’t remember when.
The house was full of love but then again
It might have been imaginations plan,
Just to help along,
One single Woman

09 fevereiro 2012

O prog está hoje mais vivo do que nunca. Com todo o passado à disposição à distância de dois ou três cliques, e sem custos, é fácil conhecer o riquíssimo espólio existente. Mas não só o interesse é mais alargado do que alguma vez existiu, o que é atestadao pela existência de uma revista mensal dedicada (Classic Rog Presents Prog), pelos inumeros sites que que se debruçam sobre o passado e presente deste género (o mais completo dos quais será o http://www.progarchives.com/) e sobretudo pela grande quantidade de novas bandas e novos álbuns. Nem todas serão interessantes, porque a maior partte repete um arquétipo qualquer, um molde em que se encaixam bem e daí não saem; e depois há o pavoroso prog metal, que é um caso à parte.

Por vezes aparecem bandas interessantes, também. Os Blueneck chamaram a minha atenção por um tema incluido precisamente no Cd da revista Prog, por um abaordagem mais harmónica (embora relativamente simples) e pelo tom menos bombástico do que o habitual. Aqui ficam dois temas:



07 fevereiro 2012

All good things comes to those who Waits

Não resisti a roubar este trocadilho ao utilizador @MrsMeiwes do youtube.

E não resisto à segunda, também dele: tom waits for nobody...

ok, então aqui vai:

Da banda sonora de "Dead Man Walking":

06 fevereiro 2012

As piores capas de sempre

Este assunto, que me é muito caro e que vem dos primórdios do Perú, tem estado esquecido. Mas conheci alguns exemplares que são bons demais para deixar passar sem registo.

Este vem do meu espólio particular, não está identificada a banda (e a bunda!), mas o tema é por demais conhecido: Dancing Queen, dos Abba. Será talvez difícil perceber a relação do nome do tema com as duas luas cheias apresentadas no mapa astral desennhado na capa, mas atentem no tema do lado B: Let' em In! Pronto, de repente tudo faz sentido.

Ah! E não esquecer o coração e a seta estratégicamente desenhados, que denotam um carinho particular do dono deste 45 rpm pela temática em apreço. Notável!

O canto das gatinhas II - Oh land

Este é o segundo post de uma série inaugurada aqui em Setembro do ano passado.


Oh Land já tinha visitado o Perú em Julho, volta agora com destaque ao Canto das Gatinhas.


Na realidade, esta dinamarquesa de 27 anos chama-se Nanna Øland Fabricius. Esteve entre nós, em Lisboa, em Nov de 2011, no São Jorge.


O seu disco de estreia ("Oh Land") foi um refrescante lolipop que continua a ressoar nos nossos sensíveis orgãos auditivos.


Para uma efectiva qualificação para o Cantinho das Gatinhas, aqui fica o vídeo de White Nights, umas fotos do concerto em Lisboa e diversas.

http://www.ohlandmusic.com/







Terry Callier: Blues for Billie Holiday

Para começar a semana com toda a tranquilidade e mística, este belíssimo tema de Terry Callier sobre a Lady Day

05 fevereiro 2012

dEUS: visões do divino em Lisboa


Foi ontem à noite que passaram por Lisboa os dEUS, num excelente espectáculo que encheu a Aula Magna.

Na primeira parte estiveram uns excentricos mas simpáticos Hong Kong Dong, que tiveram o momento da noite quando a vocalista se produziu em palco em simulacro de aparição de Fátima, mas em verde esfuziante. A qualidade das fotos é miserável, mas é o melhor que o Iphone dá...


Enfim... Já passava das 10 quando a banda belga entrou no palco e... foi sempre a abrir! Com uma segurança em palco notável, uma banda integrada e experiente, sempre atenta aos comandos do líder Tom Barman, e ele próprio muito à vontade e tremendamente enérgico, foi um espectáculo que levantou das cadeiras a sala toda ao terceiro tema, para ninguém mais se sentar até ao fim!

Os dEUS têm muitos fãs em Portugal, já cá tocaram várias vezes e há uma naturalidade muito grande na relação com o público que deriva disso. Disso, e de Tom Barman ser um verdeiro animal de palco, não muito comunicativo, mas muito expressivo e sempre em movimento. 

O alinhamento percorreu os álbuns da banda, com natural destaque para o mais recente "Keep you Close", e passando por uns excelentes Instant Street e Them from Turnpike, acabando, na quarta música do encore, com o tema-ícone da banda, o alucinado Suds & Soda.

Uma noite que vamos recordar até à próxima materialização do divino!

Aqui ficam algumas fotos, desfocadas e sujas como convém:


Emoção da tarde

Hoje na rádio passavam o Emotional Rescue dos Stones, o tema em que eles tentam cantar como os Bee Gees...

Caso a pedir Salvamento Emocional...

Em rotação: Neil Young: Harvest

Roda em disco preto (Fnac, 14€):



Obra prima absoluta do cânone Youngiano, simplicidade e eficácia de mãos dadas e um punhado de temas imortais (Out on the Weekend, Old Man, Heart of Gold, The Needle and the Damage Done, Words...). Um disco que é o template dos discos de folk rock futuros e que o próprio Young tentou imitar (Harvest Moon...), mas que nunca superou.Um disco a voltar, sempre.