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23 setembro 2012

Musica Nova: Squackett

Os Squackett  têm chamado a atenção por a) terem um nome ridículo b) esse nome resultar da junção de duas vacas sagradas do progressivo inglês, Steve Hackett e Chris Squire. Steve Hackett tem uma prolífica carreira, entre formações várias e uma carreira a solo, pelo que é redutor dizer que é "o guitarrista dos Genesis", embora tenha sido esse "posto" que lhe deu fama. Já Chris Squire é o baixista de sempre dos Yes, bastante parco em gravações a solo, embora, logo no primeiro registo em nome próprio tenha arrancado críticas justamente muito positivas (se não estou em erro, e hoje estou preguiçoso, em 1974, ou 75, com "Fish Out of Water").

Portanto, pelas razões que são o que menos interessa, juntaram-se e fizeram uma obra, "A Life Within a Day", que tem recebido honras devidas ao estatuto dos seus autores e recebeu até um prémio da única revista que publicação regular que eu conheço dedicada ao mundo do rock progressivo, a Prog, edição da Classic Rock.

E vamos ao que interessa: é bom? Nim. No seu pior, são uns Asia requentados, e isso é muito mau. No seu melhor, produzem algumas baladas interessantes (Aliens, Perfect Love Song). Não está em causa a mestria, mas sim a composição, o sentido de risco e a relevância. Isto é rock bundão, daquele que pisa e repisa clichés de há 30-40 anos. Ouve-se, aprecia-se o apontamento ocasional, mas é para guardar na prateleira.

É por isso que de todo aprecio sobretudo as duas baladas, que ficam no ouvido.

A nova música desafiante, inovadora, não passa por aqui. Passa por Owen Pallet, Sufjan Stevens, Radiohead, Grizzly Bear, Efterklang, Dirty Projectors... e tantos outros. Deixemos dormir os avozinhos...

O que tem sido mais destacado e que dá nome ao álbum.
Para mim, o melhor reside em temas mais simples, mais melódicos. Neste "Aliens", a temática sci-fi é evidente...
Ou este "The Perfect Love Song", que fecha o álbum:

05 julho 2012

Wowie Zowie! The World of Progressive Music


Este é o nome de um álbum que comprei em deambulação pelos Camden Markets em Londres esta semana. Editado em 1969, faz parte daquele lote de discos de divulgação de nomes novos que as editoras agrupavam sob um determinado rótulo. Alguns deles, como os lançados pela Vertigo, tornaram-se álbuns muito relevantes em si próprios. No caso, este dedica-se a divulgar nomes de alguma forma ligados à editora Decca e que se enquadravam no rótulo "Progressive Music".

Um  rótulo difícil de definir, convenhamos. Mas ao qual não é difícil traçar uma origem. O álbum Sgt. Peppers, dos Beatles, foi a primeira pedra fundadora, com capacidade suficiente para suportar convenientemente todo um edifício futuro que veio a ser erigido sobre ela. Mas outros culpados podem ser chamados à pedra (so to speak): Days of Future Passed, o primeiro disco da segunda encarnação dos Moody Blues, The Piper at the Gates of Dawn, o 1º LP dos Pink Floyd, o primeiro disco dos Procol Harum (o de Whiter Shade of Pale), ou, na Costa Oeste dos EUA, o álbum Freak Out!, de Frank Zappa. Todos eles pais consentâneos de um fenómeno que dominou musicalmente o final dos anos 60 e a primeira metade dos anos 70 (a 1ª encarnação do prog).

Mas estas estorias levam-nos por um longo caminho... que tem vindo a ser contado no Perú através de alguns dos seus discos, e que continuará em muitos mais. Para já, detenhamo-nos neste que hoje ressuscitei de uma poeirenta existência numa loja  2 X 2 no Camden Lock Market. 43 minutes 32 seconds of Wowie Zowie, promete na capa. O que é uma forma de dizer: coisas novas, espanto, raio e corisco, bum! Na altura acreditava-se que se progredia, porque se deixava para trás um mundo antiquado e formal, e porque se criavam novas formas musicais. Fosse através do psicadelismo feroz dos Pink Floyd, ou suave dos Quicksilver Messenger Service, ou na fusão música clássica - pop rock dos Moody Blues, ou no orientalismo dos Beatles (que começou antes de Sgt. Pepper, em Revolver). Tudo cabia no rótulo alargado do progressivo. E particularmente no caso da Decca, que tinha fundado uma etiqueta especificamente para o género - a Deram - havia que rentabilizar um género alargando-o a obras que hoje, rigorosamente, não se enquadram no conceito.

Na verdade, na altura a editora ainda não tinha assim tantos nomes para encher o disco. Ouvindo os 10 temas deste LP encontramos expressões verdadeiramente progressivas, como "Down at Circes Place", dos Touch, "Communion", dos East of Eden, ou "In the Beginning", do primeiro álbum dos Genesis, mas também blues de John Mayall e Savoy Brown e jazz gentil do John Cameron Quartet em "Go Away, Come back another day". Novos caminhos,isso sim, obras muito interessantes, algumas totalmente ignoradas hoje em dia.

Pelo que, se um dia destes vos encontrardes caminhando pelo empedrado do Lock Market e derem de caras com uma pequena casa repleta de discos de vinil, peçam este Wowie Zowie (5 libras). Havia lá outro, podem trazer à confiança. Ah! Isto caso já tenham tirado o gira-discos do sotão e trocado a agulha, como deveriam, se prezam os vossos ouvidos!


17 junho 2012

Tony Banks: Six Pieces for Orchestra

Saída em Março, o último álbum do teclista de sempre dos Genesis, Tony Banks,com composições sinfónicas e gravado ao vivo com a Orquestra Sinfónica da Cidade de Praga. Pela amostra, o tema "Sirens", a merecer uma visita mais demorada em breve...

Squire + Hackett = Squackett

Reunião falada há cerca de 10 ano e só agora concretizada, Steve Hackett and Chris Squire fundam "Squackett". Estranho nome, mas que não podia ser mmais revelador. Os elementos são reconhecíveis, e apelam aos fãs dos GTR, Asia, Yes e Genesis. Nada de novo, um baixo gordo reconhecível e apetecivel e uma guitarra que se habituou a ser funcional e já poucas vezes surpreendente. Mas vale a pena ouvir mais atentamente, estas são as primeiras impressões.

12 março 2012

The Lamb Lies Down in Cascais

Já há no youtube vários vídeos do concerto deste Sábado no pavilhão Dramático de Cascais, que deixo rendidos aos falsos Genesis muitos dos verdadeiros apreciadores dos inimitáveis originais...

Numa nota muito curta, há que dizer que foi um excelente espetáculo, os Musical Box debitaram uma rendição exacta dos originais, numa sala lotada de fãs da primeira geração dos Genesis, mas também com gente mais nova (alguns acompanhando os pais, o que quer dizer que ainda há lares onde ainda se partilha alguma cultura musical...). Som excelente, noite quente e memorável - mesmo para quem não viu o concerto original, deu para perceber o que foi. Sobretudo, ouvir esta obra máxima dos Genesis com estes executantes e esta qualidade é uma ocasião que não se esquece.

Com imagem e som variáveis:


The Lamb Lies Down on Broadway




Carpet Crawlers, cantado em coro, num ponto alto natural do espectáculo



The Musical Box


Watcher of the Skies

20 janeiro 2012

Os "Genesis" voltam a Cascais

10.03.2012 POR - Cascais - Pavilhao Dramatico


1ª Plateia43,00 €2ª Plateia38,00 €3ª Plateia33,00 €Bancada Central35,00 €Bancada Lateral30,00 €


do DN:
The Musical Box recriam espectáculo dos Genesis de 1975
por lusa27 Dezembro 2011

O grupo canadiano The Musical Box recria em Março no Pavilhão Dramático, em Cascais, o espectáculo "The Lamb Lies Down on Broadway", que os Genesis levaram àquela cidade em Março de 1975, foi ontem anunciado.
O espectáculo, promovido pela Câmara Municipal de Cascais e a promotora de espectáculos Mclerige, está marcado para 10 de Março. Por cada bilhete vendido, um euro reverte para a Associação Cais.
A 06 e 07 de Março de 1975, 20 mil pessoas viram ao vivo no Pavilhão Dramático de Cascais a banda de Peter Gabriel, Phil Collins, Steve Hackett, Michael Rutherford e Tony Banks.
Para recriarem o espectáculo, os The Musical Box recorreram a 1.200 slides originais, filmes, efeitos de laser, máscaras, guarda-roupa, adereços e o alinhamento original de 1975.




Da Ticket Line:


A enorme e extraordinária qualidade dos The Musical Box foi comprovada e honrada com a presença de Peter Gabriel e de Mike Rutherford em alguns dos seus espectáculos no passado, bem como de Steve Hackett e de Phil Collins, que os acompanharam em palco em Londres (2002 ) e em Genebra (2005).
Seis anos depois da última tournée com "The Lamb Lies Down on Broadway", os The Musical Box, obtiveram uma vez mais autorização de Peter Gabriel e dos Genesis para apresentar, na íntegra, o show "The Lamb Lies Down On Broadway" que, originalmente, aconteceu entre o Outono de 74 e a Primavera de 75. Pouco depois, Peter Gabriel abandonava o grupo, e segundo muitos, a mais importante parte da história dos Genesis acabou ali.
Trinta e sete anos depois, os vêm a Cascais recriar o mesmo espectáculo, com a mesmo "set list" em homenagem aos dois memoráveis concertos que osGenesis ali deram em 75.
De modo a criarmos este evento ainda mais memorável, as portas abrirão às 20h00 e até à hora do concerto 21h30, a música ambiente passará os êxitos dos anos 70 que fizeram parte a história do Dramático, ou seja, sucessos dos muitos grupos que por lá passaram.
Não perca esta oportunidade e seja um dos felizardos a assistir a este concerto no próximo dia 10 de Março no novo Pavilhão do Dramático em Cascais.
Esperamos por si !

24 abril 2011

Um tema por dia (24/04/2011)

Dia de Páscoa.

Aleluia, aleluia.

Hoje ressuscito os Genesis ao vivo em 1972 na TV Belga. "The Musical Box".

Este tema não necessitará de apresentações para os apreciadores do saboroso Perú.

Gostei de ver o que já ouvi incontáveis vezes. Principalmente do ar dos putos que fizeram esta música bastante madura.

O vídeo foi visto quase 1,8 milhões de vezes no you tube...

28 outubro 2010

Steve Hackett em Lisboa

Hoje e a esta hora já se extinguiram os brilhos da passagem da Star of Sirius, para recuperar uma faixa do seu primeiro album a solo, que é Steve Hackett e que esteve entre nós na Aula Magna na passada sexta-feirra. Foi um concerto intenso, eléctrico (as pausas acústicas foram apenas uma, para tocar dois temas, um deles o memorável "Horizons" do álbum "Foxtrot"), alternando entre o último "Out of the Tunnels Mouth" e temas antigos, quer dos Genesis, quer da longa produção a solo ou com os GTR. Falando um português de britânico de Algarve (portanto, sem acento brasileiro...), Hackett foi um comunicador contínuo e bem disposto. Com o seu português a desmentir o apresentador que referiu: "Pela primeira vez em Portugal"...

Não sei se é dos meus ouvidos, mas o som esteve mau, com muita reverberação, o que impediu por vezes uma correcta separação dos instrumentos e gerou por vezes um retinir incómodo da massa sonora. Mas a energia da prestação superou as falhas técnicas.

Hackett é um dos genuínos guitarristas líricos, dono de uma sensibilidade melodica muito apurada. Neste concerto lembrou que também sabe rockar, e lembrou muito claramente qual foi o seu contributo para a fase mais aclamada dessa enorme banda inglesa que são os Genesis (na fase pré histriónica, isto é, antes das caretas do Phil Collins).

No encore, o inevitável Firth of the Fifth, com o mais genial solo de guitarra do rock inglês (o Robert Fripp que me desculpe).

Ficam umas fotos, para a efeméride, tiradas do Anfiteatro Inferior...