30 julho 2012

Hair . A força do cabelo

Primeiro um musical de sucesso na off-Broadway em 1967, com estreia na Broadway em 1968 e, 11 anos depois, um filme de Milos Forman, Hair é um dos marcos da libertação cultural, racial e política dos Estados Unidos.


Com a devida vénia, e porque não diria melhor, cito o que a Wikipédia diz a propósito do musical original:

"A product of the hippie counter-culture and sexual revolution of the 1960s, several of its songs became anthems of the anti-Vietnam War peace movement. The musical's profanity, its depiction of the use of illegal drugs, its treatment of sexuality, its irreverence for the American flag, and its nude scene caused much comment and controversy.[1] The musical broke new ground in musical theatre by defining the genre of "rock musical", using a racially integrated cast, and inviting the audience onstage for a "Be-In" finale."

Veio parar-me às mãos a banda sonora original do filme em estado novo. Diferente do original da off-Broadway (que saiu nas Selecções do Readers Digest - lembram-se das Selecções?), mais negra e cheia de funk.

Aqui fica um dos temas mais conhecidos da banda sonora. Cool, brother!





Cake: I Will Survive

Os Cake são uma banda californiana dos anos 90, com um estilo muito próprio e beneficiando de muitas influências diferentes, do rock o jazz, ao funk.... Do seu álbum Fashion Nugget veio esta deliciosa versão de "I Will Survive" que merece tanto destaque quanto a de Gloria Gaynor... O ano passado renasceram das cinzas (o álbum anterior era de 2004 com "Showroom of compassion", que é assim - assim). Muito melhor neste pastiche-rock do disco sound!
 

29 julho 2012

Os ELP celebram 40 anos de carreira.

No link abaixo é possível ouvir os membros da banda a falarem dos três primeiros trabalhos e ouvir também os temas.

Lucky Men: Emerson, Lake & Palmer Celebrate The 40th Anniversary Of Their First Three Studio Albums on InTheStudio.NET Dallas,TX- July 28, 2012. 

North American syndicated Rock radio show InTheStudio: The Stories Behind History’s Greatest Rock Bands mark the 40th anniversary of Emerson Lake & Palmer’s Trilogy album with a look back at their first three studio efforts. ELP were a true supergroup in progressive rock, elevating the musical genre by taking it out of the science lab and onto FM rock radio, where ultimately millions of listeners would respond in favor. Greg Lake shares with show host Redbeard how ‘Lucky Man’ ended up making the cut on ELP’s debut album.

 “ I wrote “Lucky Man” when I was 12 years old... And I never had any use for it... When it came to the album and we were due to finish the album there and them, it was just a case of, ‘Does anybody got any ideas?’ And there was a silence, and I said, Well, I got this. ‘So,all right then, give it a go.’ “

The InTheStudio.NET/ Emerson Lake & Palmer MEDIUM RARE’ show is an online ONLY exclusive available now at:
HYPERLINK
Part 1 “http://www.inthestudio.net/online-only-interviews/emerson-lake-palmer-trilogy-40thanniversary/” Part 2 “http://www.inthestudio.net/online-only-interviews/emerson-lake-palmer-trilogy-40thanniversary-pt-2/”

Porque hoje é Domingo: Jamie Cullum: Gran Torino

27 julho 2012

Snowy White: a importância de ser 2ª figura

Snowy White não é um nome que sugira imediatamente um foco de luz sobre a sua cabeça. No entanto, se eu disser que acompanha os Pink Floyd desde meados dos anos 70 e que os acompanhou em digressões e tocou nos espetáculos do The Wall, e que toca regularmente com Roger Waters, o interesse começa a surgir. Snowy é um daqueles músicos demasiado bons para deixarem de ser requisitados pelas bandas e que tem dificuldades em conciliar o fluxo regular de trabalho que este tipo de convites geram com o desejo de ter a sua própria banda. Na verdade, o que vai fazendo é publicar albuns a solo no intervalo dos trabalhos regulares em que o solicitam.

Snowy é, naturalmente, um guitarrista experimentado; nos espetáculos ao vivo de Roger Waters cabe-lhe a parte de leão dos solos, sobretudo no Comfortably Numb, em que disputa o palco com um indivíduo mercuriano, cheio de hormonas masculinas capazes de derrubar um campo de futebol de Milfs suculentas. Na realidade, o outro indivíduo, que até não é mau guitarrista, fica-se pelo estilo e pela correção, enquanto Snowy toca com feeling e sentimento.

Cruzei-me com o seu primeiro álbum a solo numa excursão pela selva do vinil,e lá o capturei através de artimhanhas do multibanco. Deixando-o expandir-se em espiras soltas, revelou-se: no geral, fica uns furos abaixo do que Snowy sabe fazer. Demasiado pop, semi funk, a meio caminho entre ser e não ser Eric Clapton ou Mark Knopfler, não resolve as expectativas de quem, como eu, só conhece o seu trabalho na companhia de muito bons músicos. Mas, hélàs, o tema duplo "The Journey" mostra, num registo fusão, com quantas cordas se toca uma guitarra. É o tema que salva o álbum e dá um cheirinho a progressivo.

Há ainda "Bird of Paradise", um tema à la Clapton, que foi o maior hit do álbum na altura do seu lançamento e que não é de todo desinteressante, no género desossado em que Clapton se especializou (já ganhei inimigos figadais no you tube por dizer o que penso dele...). Enfim, estou para aqui com coisas, mas se me dissessem que era Slow Hand himself, comia que  nem Nestum com Mel. Chapeau.

É destas figuras ultra competentes que se alimenta uma industria em que muitas vezes as cabeças de cartaz são só cartaz e pouca cabeça. Portanto, nada a dizer, sr, White.


26 julho 2012

Oldies: repescados no baú

Só pela piada, estes dois singles encontrei-os recentemente (o dos Iodo em estado novo).




Relíquias do início do rock português...


25 julho 2012

Gilmour&Friends@RAH (HD) no sitio do costume


O youtube.. Tem destas...

Este é um concerto que há muito que ando para comprar em blu-ray mas que por força do preço que é exigido, uma média de 45€ a 60€ praticamente em todo o lado, acabei por nunca o comprar.

Felizmente há quem se dê ao trabalho de ripar estas coisas e fazer upload, e em HD, no youtube para que todos passem a ter acesso.

É com muita pena minha que nunca vi este senhor (e o Bowie, bolas!) ao vivo e a cores, exceptuando num dos melhores concertos que vi até hoje, onde o senhor lá apareceu de uma bancada VIP no RAH a acenar aos seus companheiros de armas Graham Nash e David Crosby que por sinal aparecem neste concerto e por momentos fizeram-me acreditar que haveria o mesmo câmbio que houve no anterior concerto, este!

Para agravar ainda mais a coisa, e tenho a certeza que me vou lamentar durante muitos anos, hesitei ir a Londres ver na O2 arena pela segunda vez o "The Wall" de Waters, verificar os rumores que corriam na altura e acabei por perder a oportunidade de ver (e ouvir) Waters, Gilmour e Manson juntos, on set!!

Mas enfim, é daquelas que mais vale não chorar sobre leite derramado...

O concerto que aqui deixo, foi realizado em Maio de 2006 no Royal Albert Hall na sequência da tourné de apresentação do ultimo disco a solo de Gilmour, intitulado "On an Island" (por sinal um disco que gosto muito) e conta com a presença de vários outros artistas, nomeadamente:

Richard Wright, Jon Carin, Guy Pratt, Phil Manzanera, Steve DiStanislao, David Crosby, Graham Nash, Robert Wyatt e David Bowie.

Depois de ver este concerto no youtube lá perdi amor aos euritos (antes para isto que para o triunvirato que nos ocupa o território) e lá acabei por meter no cestinho electrónico o concerto em blu-ray para poder passar a gozar o concerto em Full HD e Dolby TrueHD. Bom, quer dizer, para já como sou um homem do binário e ainda agarrado ao 10.0 (eheh) fico-me pelo LPCM a 24bit/48kHz!

Esta faz-me lembrar uma daquelas que uma vez deu origem a uma discussão de proporções épicas em que eu só me ria...

"Só há 10 tipos de pessoas que percebem de binário, as que percebem e as que não percebem!"

Set list:

1. Speak To
2. Breathe (In The Air)
3. Time
4. Breathe (In The Air) (reprise)
5. Castellorizon
6. On An Island featuring Crosby & Nash
7. The Blue featuring Crosby & Nash
8. Red Sky At Night
9. This Heaven
10. Then I Close My Eyes featuring Robert Wyatt
11. Smile
12. Take A Breath
13. A Pocketful Of Stones
14. Where We Start
15. Shine On You Crazy Diamond featuring Crosby & Nash
16. Fat Old Sun
17. Coming Back To Life
18. High Hopes
19. Echoes 1:44:20
20. Wish You Were Here
21. Find The Cost Of Freedom featuring Crosby & Nash
22. Arnold Layne featuring David Bowie
23. Comfortably Numb featuring David Bowie




PS: Se alguma vez alguém ouvir sequer o rumor de que há possibilidades de DG voltar a pisar o palco, PLEASE TAG THE RED FLAG!

24 julho 2012

Nova Música: Bat for Lashes

Natasha Khan, aliás, os Bat for Lashes têm novo álbum, previsto para Outubro ("The Haunted Man"), que se segue a "Two Suns", apenas o seu segundo registo, de 2009. Para já, temos direito a aperitivo no youtube, com esta bela canção, pela não menos bela Natasha (a merecer um dia destes um post no nosso Canto das Gatinhas. Check out:
 


23 julho 2012

Isto é Rock'nRoll, senhores

Os Rolling Stones que durmam descansados o seu soninho septuagenário. O Rock'n'roll continua vivo e de boa saúde, com energia para dar e vender, como se vê neste vídeo dos WELL HUNG HEART, nova banda de Robin Davey, dos Bastard Fairies.

22 julho 2012

dEUS na Russia

Uma das bandas favoritas cá do Perú são os dEUS, que tocam em Agosto em Paredes de Coura.

Lançaram há pouco "The Following Sea", fato estranhíssimo atendendo a que a sua cadencia editorial é baixa e tinham publicado em 2011 o excelente Keep You Close. Segundo disse Tom Baarman na altura, não lhes apeteceu estar à espera quatro anos para lançar o trabalho. O resultado é irregular... abaixo daquilo que nos habituaram.

Entretanto, andam em digressão pela Rússia, e vão enviando postais visuais como este:

Descoberta Arqueológica: Smith Perkins Smith



Um dos prazeres da música é a descoberta. É gratificante descobrir uma obra nova e ouvi-la, estabelecer ligações, enquadrá-la no seu tempo, tentar medir o seu valor relativo.


Muitas vezes, ao varar pilhas de discos em segunda mão, surgem álbuns, quantas vezes a preços ridículos, que nos fazem parar e interrogar: “o que será isto?” Há alguns sinais que nos levam a identificar obras potencialmente interessantes, como os músicos que participam, a capa, a editora…Às vezes arrisco e compro alguns discos que não conheço (nem sempre é possível ouvir tudo antes de comprar ). Tenho tido algumas boas surpresas...





Um destes dias, numa pilha de discos em promoção passei por este “Smith Perkins Smith”, quase o descartava pela carta pirosa, mas depois olhei para a contra-capa e vi um trio cabeludo, uma edição Island de 1972 e pensei “vale a pena arriscar”.

Depois de pôr o disco a tocar e fazer alguma pesquisa, confirma-se: é uma boa obra americana dos anos 70, no género soft rock, bem composta, bem cantada, bem orquestrada. Tornou-se mesmo um clássico do soft rock americano, li algures. O que não quer dizer que seja som soporífero e melodias a desfazer-se. Há aqui um som consistente, mas eminentemente acústico, apoiado nas guitarras, piano e com um bom trabalho de vozes.

Há influencia nítida de Crosby, Still & Nash em temas como "Mighty Good Time". ou em baladas como “Say no More”.

É o único trabalho da banda.

Os músicos são os irmãos Steve and Tim Smith, a que se juntou para o disco Wayne Perkins, que foi apontado como substituto para Mick Talor e que viria a fazer dois discos com os Stones (  “Black and Blue” e “Tattoo You”

Para aqueles que se identificam com esta área musical, um trabalho muito interessante e que vale a pena procurar.

21 julho 2012

Video Novo de Lana Del Rey

Pronto! Agora é que o Perú entrou na silly season!

(ao mesmo tempo que outros dizem: Uf! Finalmente algo que não tem mais de 40 anos!)

Lana Del Rey é daqueles fenómenos lollipop, que surgem rodeados de muita publicidade e controvérsia. Aliás, parece que hoje em dia a controvérsia vende mais que a música. Que seria de Lady Gaga se estivéssemos apenas expostos à sua música e não fossemos bombardeados pela sua poderosa máquina de imagens e aparato mediático?

Quanto à Lana, o seu álbum Born To Die veio apresentar o seu conceito e a sua música - sobretudo o tema Video Games ganhou bastante airplay, versões e até já foi utilizado como parte da banda sonora de uma série. Tem-se discutido se é apenas mais um fenómeno musical pronto a consumir ou se há algo de mais duradouro debaixo do seu aspeto de virgem perversa. Em resumo, se tem "qualidade".

Eu não me vou meter nessa discussão, que aliás não me interessa muito. Como diria qualquer um dotado de regular senso comum, exceto alguns famosos videntes, o futuro é muito difícil de prever. Aquilo que posso dizer, depois de ter comprado a obra e a ter ouvido algumas coisas, é que se ouve bem, tem alguns temas ligeirinhos mas agradáveis, mas é chato. Suspeito que o talento dela não chegue para um álbum inteiro...

Agora lançou um novo video, "National Anthem", que apresenta uma imagem provocatória, à volta do assasinato de Kennedy, aparecendo a nossa Lana primeiro como Marylin a cantar "Happy Brthday Mr. president" e depois encarnando numa Jackie Kennedy a rigor, na mansão da família junto ao lago, no barco, no aniversário dos filhos... mas com um negro, de apareência rapper, que acaba assasinado no final. Uma alegoria sobre o dinheiro, ao fim e ao cabo. O dinheiro não pode ser rei, mas é o presidente. Será que estou a ler mal o conteúdo? Gostava de conhecer outras opiniões. Pelo menos o vídeo tem algum interesse narrativo e não é uma ilustração musical inócua. Digam de vossa justiça...




20 julho 2012

Streets of Fire



Já tenho falado a amigos e conhecidos deste álbum raro do Duncan Browne – guitarrista/compositor inglês, injustamente desconhecido do grande público.

Infelizmente desaparecido do mundo dos vivos em 1993 com apenas 46 anos de idade, Duncan Browne já beneficiava, ainda muito jovem, de formação musical superior em harmonia e composição, quando decidiu ajustar a sua experiência clássica à guitarra elétrica, influenciado por grupos como os Beatles e os Moody Blues, entre outros vanguardistas e precursores da música “psicadélica” e “progressiva” que caracterizou as décadas de 60 e 70, do século passado.

Não me vou alongar sobre o percurso artístico de Duncan Browne. Há matéria na net, ainda que não muita, disponível para os mais curiosos, bem como um registo integral (não bom mas decente) do “Streets of Fire” no Youtube. Apenas acrescentaria para os mais atentos que o Duncan foi, conjuntamente com Peter Godwin, o criador do projeto Metro – uma experiência de fusão com ingredientes de Glam (David Bowie, Roxy Music, T. Rex…) e Rock progressivo. Recordam-se do “Criminal World” do Bowie? Pois vale a pena conhecer a versão original desta música dos Metro (1976) … de resto, não é o único exemplo de interpretações bem-sucedidas de temas do Duncan…

Indo diretamente ao objeto deste breve (eu queria que fosse…) apontamento, o “Streets of Fire” (1979) é o álbum que sucede ao “The Wild Places” (1978) e representa o pináculo de uma fase particularmente inspirada na carreia do compositor. Trata-se de um trabalho muito bonito e coeso, delicado e atmosférico, que contém qualquer coisa de nostálgico – a última música é o clímax desta atmosfera melancólica…

Antecipando bastante do que se viria a fazer mais tarde, nos anos 80, o álbum alia de uma forma muito natural (quase impercetível) elementos do “Progressivo” e do “Glam”, dando origem a esta espécie invulgar de “Glamour Sinfónico” (começo a ficar cansado destes rótulos, ainda que lhes reconheça o mérito da comunicação).

Vale a pena conhecer…

Musica Nova: Bill Fay

Bill Fay não é nada novo, e tem andado afastado das gravações desde os anos 70. Será, para o grande público, um segredo, mas não menos interessante do que parceiros espirituais bem mais conhecidos como Nick Drake ou Leonard Cohen. Música da plavara, da balada, da inquietação metafísica.

Reconhecido mais pelos seus pares do que pelo público, Fay é visto como uma inspiração por bandas como, por exemplo, os Wilco.

De obra escassa, Bill publicou dois discos entre 69 e 71 ("Bill Fay" and "Time of the Last Persecution"), e outro em finais dos 70,"Tomorrow Tomorrow And Tomorrow". Agora voltou a gravar e vai lançar o quarto em Agosto. 

Aqui fica o site de homenagem: http://www.billfay.co.uk/

O tom deste tema remete-nos para as últimas obras de Johny Cash, ou mesmo de Cohen. O tom é de pacificação, usando o gospel como metáfora da espiritualidade, num misto de aceitação e redenção. O vídeo remete-nos para uma comunhão com a Natureza que não anda longe de Terrence Malick e o seu último (e controverso filme), "A Árvore da Vida".

Obra obrigatoriamente a ouvir quando Agosto nos brindar com as suas noites tranquilas e ainda soalheiras...


Só para comparação, um dos seus melhores temas, de 1971 (ouvem ecos de Bob Dylan? Também me parece...)



Música Nova: Cat Power

Cat Power salta de novo e cai em quatro patas ao Sol a 4 de Setembro com novo disco: "Sun"

O tema de apresentação é Ruin - e dir-se-ia que esta gata anda saída. Depois de nos deprimir e embalar em obras anteriores, quase a apetecer que  antes era de noite e todas as Cats eram pardas (desculpem, mas este trocadilho estava aqui a fazer-me cócegas nos dedos...), agora parece que o sol tomou conta da cena e que é outra vez 1982.

Está disponível para download em
http://stereogum.com/1067132/cat-power-ruin/mp3s/

A ver o que vem no resto da obra...



19 julho 2012

Música Nova: CocoRosie "We are on Fire"

Cocorosie têm novo 7"". Duas das irmãs (Bianca Leilani Casady ("Coco") e Sierra Rose Casady ("Rosie"), mais aventurosas a nascer nos Estados Unidos continuam a ser um delírio visual e um refresco sonoro. Embora elas estejam em fogo.



Dirty Projectors têm disco novo

Convém alertar que os Dirty projectors estão mais mansos (parece!). O magnífico "Bitte Orca" já tem 3 anos... e têm andado pouco ativos, apesar da colaboração com Björk em "MountWittenberg Orca", de 2010.

"Swing Low Magellan" já está aí, este é o single de apresentação.

.

Boa música a preços de crise: Steve Howe

Steve Howe, Natural Timbre


As lojas da Galp têm sempre uma caixa com cds avulsos, daquelas séries de coisas imprestáveis ou demasiado populares para receberem consideração séria. Daí o meu espanto quando, entre os inevitáveis Ada de Castro e Carlos Paião, me apareceu o Steve Howe a 3,80€... Capturado o espécime, houve que dissecá-lo um pouco...
A capa budget
 Trata-se de um album de 2005, reeditado por uma editora budget, com uma capa diferente e com a informação reduzida ao nome das faixas e ao autor. O qual, nos 18 temas é o próprio Howe em 13, terminando o álbum com três temas dos YES: Your Move - Disillusion - To be Over.


A capa original
Steve Howe é / foi um dos grandes guitarristas do prog /do rock em geral. Técnica fabulosa, criatividade, versatilidade, são alguns dos atributos em nome próprio, além de um som límpido imediatamente reconhecível na guitarra acústica. Não é para agora enumerar a sua contribução no seio dos YES, mas é sem dúvida um dos pilares vitais da identidade da banda - para quem conhece, os minutos iniciais de Close to the Edge são vertiginosos.


A questão põe-se, nestes casos, como se sobrevive a uma identidade tão marcante. Steve Howe publicou vários álbuns pós YES. O álbum em presença demonstra uma versatilidade muito grande, entre classicos revisitados, a originais que lembram temas já conhecidos - "Intersection blues" é "the clap", claramente, (de The Yes Album).


Vários temas refrescam-se num ambiente rural, uma intenção campestre que é repousante. Já "Dream River", por exemplo, tinge-se de acordes a la Django.

O album oscila entre o tema solo, os duetos, temas com acusticas e electricas, por vezes uma seção ritmica de baixo-bateria regular, intervenções de
 banjo e violino... Paisagem variada que não deixa o ouvido descansar e não é nunca monótona.


Afinal, uma surpresa agradável. Obrigado Galp! 


E, já agora, a mesma série "Noble Price" regista edições de outros nomes progressivos:


Beggars Opera - The Final Curtain
Curved Air - Live 1990
Caravan - Here Am I
Emerson Lake & Palmer - Lucky Man
Roger Chapman (dos Family) -  Shadow n the Wall
Vários dos Tangerine Dream
Dois volumes do Le Mystère des Voix Bulgare
Astor Piazzolla
Miles Davis
Chick Corea
Santana
Rick Wakeman


Boas razões para estar atento à caixinha das promoções da Galp...

16 julho 2012

The killer lives inside me: I can feel him move...



Venho hoje aqui ao Peru prestar homenagem a um dos exemplos mais impressionantes e marcantes do denominado rock progressivo: o álbum “Pawn Hearts” dos Van Der Graaf Generator, banda pouco conhecida e certamente das mais incompreendidas…
Vale a pena conhecer este quarto álbum dos Van Der Graaf Generator, que considero ser a obra-prima da banda. Composto por três partes – “Lemmings (including Cog)”, “Man-Erg” e “A Plague of Lighthouse Keepers” – , conta-nos momentos de prenúncio e desastre, de introspeção e esperança, por via de uma linguagem musical verdadeiramente inebriante e vertiginosa.  
Uma linguagem feita de explosões e de silêncios que brotam dos incríveis e caóticos saxofones de David Jackson, da ubíqua e poderosa voz de Peter Hammill, da guitarra sombria e envolvente de Robert Fripp; do piano acústico (Hugh Banton), irrompem sons opressivos mas também de alívio e serenidade, que resultam da dissonância feroz e do cálido conforto da sua resolução. As síncopes e as paragens instantâneas de uma bateria (Guy Evans) intrépida mas simultaneamente delicada e voluptuosa, são os alicerces poderosos de toda esta espantosa simetria de contrações espasmódicas e alívio de tensões!
É impraticável falar do Pawn Hearts e dos seus efeitos…  trata-se de uma obra poderosíssima e verdadeiramente inebriante que transporta o herói ouvinte ao longo de uma vertiginosa viagem, cujo último estágio é a purificação!
Aviso importante: não ouçam este álbum em CD! Pura e simplesmente não resulta (acaba por funcionar como bom exemplo das limitações deste formato) … mais vale ir à loja dos discos pretos em segunda mão e comprar um exemplar (encontra-se com relativa facilidade), ainda que contenha algum ruído (maleita que normalmente se trata com uma boa limpeza, na ausência de outros danos).   


Robert Forster, "The Evangelist"

Recuperando uma das melhores canções dos últimos anos IMHO, pelo homem dos Go-Betweens. Do álbum "The Evangelist", de 2008.



15 julho 2012

Jaga Jazzist: uma surpresa norueguesa



Confesso primeiro a minha ignorância e depois o meu espanto.


A ignorância: como foi possível ter vivido os últimos anos sem ter conhecido uma banda do calibre desta!?


O espanto: o calibre deles!


O enquadramento, dado pelo site oficial da banda:
"Jaga Jazzist have become something of a musical phenomenon in Norway since they started 15 years ago. Not only is this 9 piece instrumental band regarded as one of the most exciting and innovative in Norway, the members are all involved in other musical projects and have in one way or another contributed to almost every significant recording to come out of that part of the world in the last few years. It has been this strong involvement with different projects, and different musical styles and sounds which is the key to the unique sound of Jaga Jazzist. With no boundaries and an arsenal that includes trumpet, trombone, electric guitars, bass, tuba, bass clarinet,saxes, keyboards, vibraphone and a rack of electronics, Jaga Jazzist create timeless music. Melodic, hypnotizing, delicate and subtle."

THE BAND 2010:
Mathias Eick – Trumpet, upright bass, keyboards + vibraphone
Marcus Forsgren – Guitars + effects
Even Ormestad – Bass + keyboards
Andreas Mjøs – Vibraphone, guitars, drums + electronics
Line Horntveth – Tuba + percussion
Martin Horntveth – Drums + drum-machines
Lars Horntveth – Tenor sax, bass-clarinet, guitars + keyboards
Øystein Moen – Keyboards
Erik Johannessen - Trombone + percussion



Os Jaga Jazzist são, pela unca e mais recente obra que conheço deles, verdadeiro rock progressivo do século XXI, daquela qualidade que sempre apreciei no progressivo: são bons independentemente do rótulo que se lhes cole. Alías, também dizem que são uma banda de nu jazz ou jazz experimental. Não interessa. A musica sobrepõe-se, e essa é um caldeirão rítmico, andamento em progresso, intercambio de frases que configuram algo de verdadeiramente novo. Ouçam...


Curiosamente, no tema título ecoa Zappa da época de Burnt Weeny Sandwich... Bom sinal, uma vez que estamos a falar da época musicalmente mais ousada de Mr. Moustache.


Esta é uma das descobertas do ano para mim, embora o álbum seja já de 2010.


Os paíes nórdicos estão com uma cena musical verdadeiramente vibrante, especialmente no jazz e no rock progressivo. A criatividade fugiu para o frio?


(nota: este é o tipo de música com alguma amplitude e complexidade para a qual o you tube se revela pequeno):




Gosto dos Hot Chip

Pode ser estranho para parte dos Peruanos habituais, mais puristas, mas os Hot Chip são um grupo que sigo com regularidade. O que gosto neles: um equilibrio precário entre som dançante e fragilidade, temas orelhudos, teclados retro e canções semi-obscuras. Isto é pop bem feito no século XXI! Serão, para os ouvidos progressivos, um guilty pleasure. E quem não gosta de guilty pleasures?? Aqui fica, do seu quinto e mais recente "In Our heads"

13 julho 2012

Hermann Szobel


É tempo de trazer ao Peru um ilustre desconhecido que foi muito ouvido e apreciado por um grupo restrito de amigos de que eu fazia parte, em 1976, quando o seu primeiro (e único) álbum saiu.
Este extraordinário trabalho de características pouco vulgares, mesmo num meio tão livre e criativo como foi na época (e continua a ser) o da música de fusão – neste caso com fortes raízes no Jazz e na música erudita –, foi integralmente concebido e escrito por Hermann Szobel quando apenas tinha 18 anos de idade!
É estranho nada mais se ter ouvido (que eu saiba) deste enigmático vienense…

Reminder: pat Metheny na Cool Jazz Fest

Pat Metheny toca na Cool Jazz Fest no dia 22 de Julho. Mais uma oportunidade para ver um dos mais importantes (mas nem sempre consensual) guitarristas das últimas 4 décadas, desta feita com a Unity Band - Chris Potter, Ben Williams e o fabuloso Antonio Sanchez na bateria.

Aqui fica um vídeo de um dos seus melhores temas de um dos melhores álbuns, Offramp, publicado pela ECM em 1979 - Are you going with me?



12 julho 2012

Uma caixa dos Doors em Vinil

Tens aí 400 dólares disponiveis? Ora aqui está um bom uso para eles!

 A Analogue Productions está a pôr cá fora uma edição cuidadosamente remasterizada, em conjunto com o produtor / engenheiro de som original, Bruce Botnick, dos seis discos da era Morrison dos Doors - os que toda a gente conhece e que lhes deu um lugar imortal no Panteão do Rock. Os dois primeiros - "The Doors" ou "Strange Days" sairam no dia 9 de Julho. Seguir-se-ão "Waiting for The Sun", "The Soft Parade", "Morrison Hotel" e o final "LA Woman". Qualquer um deles uma obra prima. Com a particularidade de serem editados em disco duplo de 45 rpm e 200 g, para melhor qualidade sonora. E com uma caixa para acomodar a obra toda, em edição limitada.

Tenho o LA Woman em vinil de 180g, versão remasterizada, e de fato o som vale a pena, pelo que esta é uma edição que não só apela aos fãs, como aos puristas do som e dos coleccionadores... um bocadinho puxadota em dólares, é certo!

Uma palavra final sobre os Doors. Sendo desde sempre uma banda de culto, que sobreviveu a gerações sucessivas, não são a mera banda-do-líder-que-morreu-muito-novo-afogado-em-excessos, como conhecemos muitas. O carisma de Jim Morrison e a sua força poética, e a música criada por Krieger-Densmore-Manzarek têm qualidade e uma frescura invejáveis. Definitivamente uma das bandas que criou um estilo e não foi nunca imitada a um nível sequer parecido. Portanto, o verdadeiro clássico do século XX!




http://store.acousticsounds.com/d/83211/The_Doors-Infinite-Vinyl_Box_Sets

Um blog dedicado ao vinil

Saudamos este entusiastas do vinil e convidamos os Peruanos a desbravar este blogue.

11 julho 2012

"Help!" completo em HD no You Tube

O youtube é uma fonte admirável de imagens em movimento e de música, e é possível encontrar obras completas (!) longas metragens, ainda por cima em alta definição. Admirável mundo novo... O filme dos Beatles de 1965 "Help!" é uma dessas obras... Obrigado pela dica, Hélio J.

Crosby Stills & Nash lançam DVD



Crosby, Stills, & Nash join forces
for their first live performance video in over 2 decades!



Crosby, Stills, & Nash join forces for their first live performance video in over 2 decades! Filmed during their 2012 tour, CSN 2012 includes many of the trio's classic hits, some new and unreleased songs, and a rare performance of "Suite: Judy Blue Eyes." The disc also includes 'A Conversation with David, Stephen and Graham,' plus interviews with their band and crew. A must-have for any CSN fan. Availabe in Blu-ray, DVD/2CD Set, Audio Download or Video Download.

Bonus Materials (DVD and Blu-ray only)
A conversation with David Crosby, Graham Nash & Stephen Stills
On the road interviews with band and crew

10 julho 2012

Caetano Veloso and David Byrne: Live at Carnegie Hall


Foi publicado há pouco pela Nonesuch Records um espetáculo de 2004 que reune duas luminárias musicais de áreas diferentes, mas que, se pensarmos um pouco, têm algum em comum: ambos individualistas, ambos sempre um pouco mainstream e um pouco à margem, ambos com um dedo para a melodia e ambos boas cabeças falantes. Enfim, senhoras e senhores, Caetano Veloso e David Byrne ao vivo no Carnegie Hall.

O disco compõem-se de temas de cada qual, seja em solo absoluto, seja com o acompanhamento de Jacques Morelenbaum no violoncelo e Mauro refosco na percussão e, finalmente, temas em que ambos partilham o palco, como na esfuziante Dreamworld: Marco de Canaveses, sobre a Marcocanavesina (?) mais famosa no Brasil: Carmen Miranda (sim, porque por cá há passarões da terra mais famosos... tristemente!). Tema esse que já tinha feito parte da coletânea: Red Hot + Lisbon.

Recomendo, além desta pela versão alucinada de Road to Nowhere, e uma versão despida de um dos melhores temas de Caetano IMHO, "Terra".




09 julho 2012

Elis Regina na Soul Jazz Records

A Soul Jazz Records é uma editora londrina que tem investido muito na divulgação da bossa nova e raridades da música brasileira dos anos 60 e 70 (entre outros). Estas edições estão disponíveis também em vinil de 180 gr.




Elis Regina in London and Tamba Trio - Tempo
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CD £9.99/180-gmLP £12.99/(UK only) Digital Download £7.99

Soul Jazz Records/Universal Sound are issuing two seminal Brazilian albums by Elis Regina and Tamba Trio.

Available in all good internet and retail stores from next Monday 16 July 2012.

You can buy from us here right now.


Legendary Brazilian vocalist Elis Regina's stunning 1969 landmark London album.

An amazing, unique and highly successful mix of bossa nova, MPB, swinging funky orchestral grooves and more as Elis Regina hits the London studio scene, with UK musical direction by Peter Knight (arranger for Scott Walker). ‘Elis in London’ is a stunning and unique album mixing Brazilian and late 1960s British music sensibilities, from the queen of Brazilian music.

Featuring definitive versions of classic tunes such as Edu Lobo’s ‘Upa Neguinho’ as well as songs by Jorge Ben, Tom Jobim and Menescal. Elis Regina is perhaps the greatest talent ever to come out of Brazil - and this unique album was recorded at the height of her career.

Brazilian musician legends Wilson das Neves, Meirelles and Antonio Adolfo alongside an absolutely on-fire set of Britain’s studio musicians creates one of the most successful meetings of musical worlds.



Following on from our earlier release ‘Avanco’ comes Tempo – an album blending bossa nova and jazz with an unparalleled experimentalism. Originally released in Brazil in 1964, The Tamba Trio’s third album Tempo is a deep bossa jazz masterpiece.

The group were centred around the genius pianist/composer Luiz Eca, alongside Bebeto on flute and bass and Helcio Milito on drums. Emerging out of Brazil’s new Bossa Nova scene at the start of the 1960s, they became the key group of musicians associated with all the major singers of the period - Carlos Lyra, Edu Lobo, Nara Leão, Sylvia Telles and more - as well as a stunning body of work as a group in their own right.

Both these albums come in bespoke high quality box-edition CDs  with exact-reproduction artwork of the original album, never before released outside Brazil. Their is also a very collectable limited edition (1000 worldwide), exact-repro vinyl edition with hardback American-pressed sleeve and heavyweight 180 gm vinyl of each title.



Rich Hopkins and Luminarios - Friend Of The Shooter

Rock clássico americano, muito na linha de Neil Young, com longas improvisações.Editaram agora "Buried Treasures"

06 julho 2012

Novidades na Speakers Corners Records / Pure Pleasure


      NEU VON SPEAKERS CORNER RECORDS
 
    Columbia CS 8984

Thelonious Monk
It's Monk's Time

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      NEU VON ACOUSTIC SOUNDS
 
     
 
  AAPP 043

Norah Jones
Feels Like Home
(200g-edition)

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  AAPJ 8192

Dave Brubeck Quartet
Time Out
(45rpm, 200g-edition)

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  AAPP 74007

The Doors
s/t
(45rpm, 200g edition)

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  AAPP 74014

The Doors
Strange Days
(45rpm, 200g edition)

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      NEU VON PURE PLEASURE
 
    UAJS 15003

Bill Evans & Jim Hall
Undercurrent

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05 julho 2012

Wowie Zowie! The World of Progressive Music


Este é o nome de um álbum que comprei em deambulação pelos Camden Markets em Londres esta semana. Editado em 1969, faz parte daquele lote de discos de divulgação de nomes novos que as editoras agrupavam sob um determinado rótulo. Alguns deles, como os lançados pela Vertigo, tornaram-se álbuns muito relevantes em si próprios. No caso, este dedica-se a divulgar nomes de alguma forma ligados à editora Decca e que se enquadravam no rótulo "Progressive Music".

Um  rótulo difícil de definir, convenhamos. Mas ao qual não é difícil traçar uma origem. O álbum Sgt. Peppers, dos Beatles, foi a primeira pedra fundadora, com capacidade suficiente para suportar convenientemente todo um edifício futuro que veio a ser erigido sobre ela. Mas outros culpados podem ser chamados à pedra (so to speak): Days of Future Passed, o primeiro disco da segunda encarnação dos Moody Blues, The Piper at the Gates of Dawn, o 1º LP dos Pink Floyd, o primeiro disco dos Procol Harum (o de Whiter Shade of Pale), ou, na Costa Oeste dos EUA, o álbum Freak Out!, de Frank Zappa. Todos eles pais consentâneos de um fenómeno que dominou musicalmente o final dos anos 60 e a primeira metade dos anos 70 (a 1ª encarnação do prog).

Mas estas estorias levam-nos por um longo caminho... que tem vindo a ser contado no Perú através de alguns dos seus discos, e que continuará em muitos mais. Para já, detenhamo-nos neste que hoje ressuscitei de uma poeirenta existência numa loja  2 X 2 no Camden Lock Market. 43 minutes 32 seconds of Wowie Zowie, promete na capa. O que é uma forma de dizer: coisas novas, espanto, raio e corisco, bum! Na altura acreditava-se que se progredia, porque se deixava para trás um mundo antiquado e formal, e porque se criavam novas formas musicais. Fosse através do psicadelismo feroz dos Pink Floyd, ou suave dos Quicksilver Messenger Service, ou na fusão música clássica - pop rock dos Moody Blues, ou no orientalismo dos Beatles (que começou antes de Sgt. Pepper, em Revolver). Tudo cabia no rótulo alargado do progressivo. E particularmente no caso da Decca, que tinha fundado uma etiqueta especificamente para o género - a Deram - havia que rentabilizar um género alargando-o a obras que hoje, rigorosamente, não se enquadram no conceito.

Na verdade, na altura a editora ainda não tinha assim tantos nomes para encher o disco. Ouvindo os 10 temas deste LP encontramos expressões verdadeiramente progressivas, como "Down at Circes Place", dos Touch, "Communion", dos East of Eden, ou "In the Beginning", do primeiro álbum dos Genesis, mas também blues de John Mayall e Savoy Brown e jazz gentil do John Cameron Quartet em "Go Away, Come back another day". Novos caminhos,isso sim, obras muito interessantes, algumas totalmente ignoradas hoje em dia.

Pelo que, se um dia destes vos encontrardes caminhando pelo empedrado do Lock Market e derem de caras com uma pequena casa repleta de discos de vinil, peçam este Wowie Zowie (5 libras). Havia lá outro, podem trazer à confiança. Ah! Isto caso já tenham tirado o gira-discos do sotão e trocado a agulha, como deveriam, se prezam os vossos ouvidos!


04 julho 2012

Good Ol' Neil

Neil Young está num momento alto de notoriedade, com um álbum novo (que já aqui passou pelo crivo do perú), tomadas de posição públicas sobre a musica nos dias de hoje e a qualidade do som que se ouve por aí, entrevistas nas mais conceituadas revistas de música... atingiu hoje um estatuto de culto que não é mainstream, mas é muito alargado...


Iniciou-se agora, com as comemorações dos 40 anos da Reprise, a reedição dos seus álbuns remasterizados.  Começa a edição dos "Neil Young Official Releases Series", fazendo parte dos míticos Neil Young Archives.  Para já, os Discs 01-04, com os seus primeiros quatro a solo após os CSNY. A saber: "Neil Young", "Everybody knows this is nowhere", "After the gold Rush" e "Harvest". Tudo material de primeira água, obras-maestras e com a vantagem da remasterização... (ainda tenho que ir ouvir em sistema decente...). Tudo isto por 10 libras, em Ingalterra...

E ainda é possível comprar a edição em cd dourado e em vinil de 180 gr... (150 USD...)